::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


domingo, 25 de novembro de 2007

As "gajas" aka "gajedo aka "moças pequenas do ráisasparta" (gíria algarvia)

::knives::andy warhol::










Aviso à navegação: este "falar mal de" não é por acaso nem gratuito; tem a sua razãozinha de ser e acontecer.




A pedido de várias famílias, os maus fígados estão de volta.


Isto de se "falar mal" é algo que tem, forçosamente, de me corroer as entranhas por inteiro, tem de sair cá de dentro, não pode ser forçado, não pode ser arrancado e puxado a ferros, na na na na na... na senhor.


Passemos então à verborreia: eu não gosto de "gajas". E o que se entende por este tipo de afirmação, para além de elucidar algum leitor mais desatento deste Blog quanto à minha escolha e preferência sexual? Entenda-se pelo termo aplicado "gajas" (entre aspas) ou gajas ou gajedo, aquele grupo absolutamente in-su-por-tá-vel de marias que não passam umas sem as outras, que se cheiram e perseguem e ligam 10000 vezes por dia em tudo quanto é sítio, que querem ter a roupa, o penteado, o perfume e a mobília de casa iguais aos nossos. Em casos mais avançados deste estado (a gajicite aguda), podem até mesmo colocar aos filhos, os mesmos nomes que démos aos nossos próprios... se tolerância ao máximo existir da parte de algumas mais distraídas, ainda nos levam o marido (se ele se deixar levar por este tipo de "colas") ou invadem-nos a casa a meio da noite a pedir consolo porque.... sei lá, uma unha encravada pode bem servir de pretexto para nos inundarem de lágrimas a pedir atenção.




Estas "gajas" distinguem-se acerrimamente pela perseguição que fazem a outras, na esperança de constituir um grupo de "gajas", onde o assunto predominante seja falar mal de alguém. Ou não falar de coisa nenhuma. Se não têm namorado ou marido, então aí é que é a montanha-russa sentimental sem limites, e o assunto torna-se o mesmo: falar mal, mas dos "gajos". Para nos livrarmos de um espécime destes (entenda-se, uma "gaja") é arranjar-lhe imediatamente um "gajo". Na melhor das hipóteses, passar-se-ão meses até que o fulano descubra os problemas mentais que ela tem e nessa altura, manda-lhe um valente chuto e ela regressa à base (volta a querer constituir grupo); mas entretanto, esses meses são um descanso. Atenção, porque elas actuam quase sempre da mesma forma, contudo, distinguem-se em dois grandes grupos elementares: as manipuladoras autoritárias e as fracas de espírito.




As "gajas" manipuladoras autoritárias: estas pensam que sabem mandar e que são grandes líderes, mas o melhor que sabem fazer é: amuar, ser inconveniente, andar de trombas, apregoar aos quatro ventos o quanto se encontram desagradadas por alguma picuinhice, fazer questão de dizer que se é feminista, mas no entanto fazem tudo melhor que ninguém, desde o quarto até à cozinha. Trazem escrito na testa "eu tenho falta de peso" e por alguma razão meteram na cabeça que têm de fazer imensos favores às amigas, os quais terão de ser retribuídos. Passam a vida a cobrar isto e aquilo e se a "amiga gaja do grupo de gajas" não lhe manda um sms a dizer "estou na casa-de-banho" ficam amuadas por tempo indeterminado.




E quem são as amigas destas "gajas"?




As "gajas" fracas de espírito, claro. Muito frágeis e muito carentes e muito hipócritas e muito más línguas. Debaixo de uma aparência e de uma voz esganiçadas a roçar o Julie Andrew's Sound of Music, escondem-se inúmeros traumas de infância e justificações para todo um mau-carácter e uma falta de convicções muito grande. Não têm muitas ambições na vida, gostos e interesses, tanto concordam com tudo como tão depressa não concordam com nada. São as troca-camisas de ocasião. Se x diz amarelo, então a "gaja" fraca de espírito diz amarelo, para logo dizer vermelho ou verde se y ou z assim o afirmarem. Uma "gaja" fraca de espírito idolatra a "gaja" manipuladora e autoritária, quer ser como ela "quando for grande". Detentora de fraca personalidade ou mesmo nenhuma, acaba por cair no erro do outro tipo de "gaja": caem constantemente em velhos clichés feministas, e talvez por isso tenham tantas frustrações nas relações com o sexo oposto.


Suspeito mesmo que nesta condição de dependência entre "gajas", nesta dicotomia de grupo assente numa lógica feita massa uniforme e homogénea de opiniões convergentes/concordantes, muitas delas acabem por descobrir tendências homossexuais (e homófobas, ao mesmo tempo, de tanto preconceito que a grande maioria tem nas cabeças), e levam ali que tempos a desenvolver uma relação nada saudável, ambígua, primeiro para consigo mesma e depois, em relação à outra.




Confesso que, pessoalmente, este gajedo todo irrita-me e enerva-me. Dado à minha situação profissional, sou obrigada a suportar muitos destes comportamentos. O primeiro grupo tira-me sinceramente do sério porque tenho muito mau feitio, e acho que toda a gente tem direito a ter uma opinião, desde que bem fundamentada, senão mais vale estar caladinha, que é o que eu faço quando alguém fala de algo que desconheça, e eu defendo sempre a minha dama até ao fim, no matter what or who or where. Se as quero mesmo irritar, falo-lhes da importância do sexo nas nossas vidas e, por vezes, até as mando foder sem que se dêm conta.


As outras, entediam-me. São capazes de estar fechadas todas juntas numa cozinha (enquanto os homens bebem a cerveja na sala) a falar de uma receita qualquer ou do penteado não sei de quem ou da vida da cunhada do tio da prima e dos bicos de papagaio e do reumático e da nova técnica de pintura em guardanapos e de um monte de merdas que não interessam a ninguém. Adoram compras. Adoram lojas. Frequentam as lojas chinesas. Falam todas ao mesmo tempo de mil e uma tarefas que suspeito que não chegam nunca a concretizar. Fazem planos que não cumprem. Falam em ir todas juntas para um ginásio, mas é sempre para o mês que vem. Têm sonhos inconcretizáveis, sonham com um príncipe encantado mas não se apercebem de que são elas próprias umas "sapas" que nem um sapinho vão conseguir encontrar.






Aqui há tempos, uma dessas "gajas" disse-me: "tu não gostas de ir às compras?? não gostas de ver lojas?? não és mesmo nada GAJA!!!" - sim, porque elas têm a noção de que existe o conceito de "gajas" - ao que eu respondi..... "pois não, não sou gaja: sou uma mulher. e ao menos não sou alguém que não sabe o que é um homem há mais de 4 anos."




Nunca mais nos falámos.



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"HL, por que no te callas?"

eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe






Posições e críticas e políticas à parte, o Chavez irrita-me, como me irritam todos os extremistas e ditadorzecos que habitam o planeta, senhores da razão e da verdade. Portanto, se o Rei o mandou calar fez ele muitíssimo bem. Afinal, um Rei ainda é um Rei, e deu-me um certo gozo ver o Don Juan Carlos ter aquele acto desesperado de fúria verbal. Penso que nem o nosso Dom Duarte se atreveria a tanto. Já o mesmo não poderia dizer do comentador mais assíduo deste Blog, que concerteza saltaria da bancada direitinho ao presidente venezuelano a gritar SANGUEEE!!!!!!!!!! HL, eu sei que és do contra, mas ó homem... ainda o Natal não começou e tu já estás assim? Estás pior que eles... sim, tu sabes quem são ELES.... ihihihihi....


Mais sobre o assunto
aqui. Ou já agora, aqui.

The nightmare before Christmas

Há um ano atrás foi mais ou menos assim que escrevi:






tHE ______________
nIGhTmARe ____________
BeFoRE ____________
ChRiSTmAS _______
__________________
____________


Ninguém gosta muito de falar do materialismo que envolve a época natalícia, talvez porque seja feio ou esteja fora de moda dizer-se que se é materialista. Materialisticamente falando, creio ser a forma mais bonita de se dizer a alguém que se gosta dessa pessoa:
materializando-o.
Transformar um objecto repleto de conteúdos e significados e formas num objecto de desejo presente de alguém por alguém. Espelhar a nossa forma de ver a vida e as coisas dentro da casa de alguém. No mundo de alguém. Torná-lo mais nosso, porque nos tornamos sempre presentes. Talvez por isso algum sentido encontro na palavra presente como forma de se oferecer algo, a intemporalidade da qual o acto se reveste, porque é um pouco de nós, da nossa visão, da nossa sensibilidade.


[...]

Materializar afectos não é fácil e é no conhecimento prévio de cada uma das pessoas que compõem as nossas vidas que damos não só a pensar no que cada um deseja, mas acima de tudo, o que queremos que essas pessoas desejem; que nos desejem. Seja a colocar um perfume ou uma lingerie a dar asas à sensualidade, seja a guiar uma bicicleta e a reter a noção de equilíbrio pelas mãos de um adulto, seja a brincar com um carrinho e fazer brrrruuuuuum, seja a ver aquele filme ou a ouvir aquele disco ou a ler aquele livro, porque em cada uma das nossas escolhas vive um bocadinho de nós, que nos torna apenas mais... presentes.


_____________________________ a imagem é do filme The Nightmare Before Christmas, de Tim Burton, e serviu de "capa" a um dos mais significativos presentes que recebi há já uns anos, intitulado
I Am Still What I Meant To Be.

Pediram-me para escrever uma coisa assim a dar para o cáustico, acerca de toda a parafernália que envolve a loucura aos centros comerciais e quejandos, os males do consumismo desenfreado... a falar do mal que atinge a sociedade ocidental, consumista e hipócrita e etc e coiso e tal... de como as pessoas se podem tornar uns seres abomináveis, que são tão boazinhas nesta época e esquecem-se das criancinhas e dos pobrezinhos no resto do ano. De como ainda nem saímos do Verão e já nos entram as renas pela casa adentro, e os sinos e tudo e tudo e tudo... tudo regado com brilhos e cores de Natal. Ora isto pode até ser bem verdade, mas a maior das verdades para mim é ainda o Natal que recordo de criança e a vontade que tenho de perpetuar isso dentro de mim. Se sou consumista? Equilibradamente, sim. Se gostava de ganhar o EuroMilhões? Obviamente que sim. Se daria parte desse dinheiro às criancinhas pobrezinhas? Certamente. Positivamente. Afirmativamente. A questão é que uma coisa não impede a outra. Vou atafulhar a minha casa de coisas lindas e prendas e brilhos e comida e não me vou sentir mal por isso. Derramarei algumas lágrimas quando me lembrar de todos os que não têm o mesmo que eu tenho, e lembrar-me-ei de todos aqueles que já fizeram parte do meu Natal. Mais do que as coisas, reinarão os sentimentos, a alegria, o Amor. Posso sempre exalar todo o meu cinismo relativamente à hipocrisia que vejo e sinto, mas não mais do que no resto do ano; caso contrário, estaria a ser muito mais ou tão hipócrita como os outros.

Prefiro falar mal de quem fala mal, de quem se deixou vencer pela amargura, quem não consegue ver o lado bom das coisas. Não tenho de abrir os olhos a ninguém porque cada um vive à sua maneira, e os cínicos deste Mundo não são melhores que os hipócritas. Todos somos um pouco hipócritas, no fundo (eu por exemplo sou ateia e vivo o meu Natal cristãozito) e todos somos um pouco cínicos (confesso que este irá ser o meu Natal mais feliz desde os meus dezasseis anos, em parte porque aqui e num raio de muitas milhas, não há shoppings).

Resta o mais importante, o espírito. Cada um tem dentro de si algo que quer partilhar com outros nesta altura do ano. Eu sou daquelas pessoas estupidamente felizes, de sorriso no rosto, sacos na mão e listas de compras. Adoro o comércio tradicional, as ruas enfeitadas, o frio, os postais... genuinamente, sou. Independentemente de quem está, de quem já morreu, de quem está longe e de quem se tem perto. E sinceramente, tenho cada vez menos pachorra e tempo para me dedicar à infelicidade, à amargura. Prefiro estar na cozinha a preparar o bolo de Natal e a rechear o perú. E a amar os que estão perto de mim. Longe dos centros comerciais.


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Amanhã é Sábado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Desafios à Guronsan

1. pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. abra o livro na página 161;
3. na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.


Este desafio foi-me imposto pelo caríssimo Nuno Miguel já aqui há um bom par de dias, o qual decidi aceitar, até porque aceito todos os desafios que me quiserem propôr.

Vejamos: livro mais próximo com mais de 161 páginas (gosto destas ideias estapafúrdias com números igualmente absurdos; já agora, um livro com 161 páginas e meia, não? É que um livro com 161 páginas é um livro com 80 folhas ou 81? deve ser a tricky question... e eu nunca fui boa a matemática... em todo o caso, peguei no mais grosso que tinha aqui à mão, não vá o Diabo tecê-las... isto soa mal, não soa? peguei no mais grosso que tinha aqui à mão...)

Página 161, portanto. 5ª frase completa(??? Existem frases incompletas?). Não sendo necessário dizer o nome do livro, e talvez correndo o risco de pensarem que sou uma erudita em termos de leitura, uma verdadeira intelectual, cá vai:



"E nam se continha mais nem menos em a ditta certidam a qual Matheus Machado Froes taballiam nesta cidade e seus termos fes tresladar aqui bem e fielmante da propria que entregou ao ditto Jozeph Machado de Bracellos que de como a recebeu ha de asignar, com a qual resensiou, conferio e asignou de seu publlico signal que tal he como se seggue."


Cá está o primeiro desafio cumprido neste Blog.


Mais cinco bloggers à escolha?... eu lanço o desafio a todos os que por aqui passarem, ao invés de sempre dar a primazia aos bloggers. Portanto, anónimos, gente que passa, gente que faz o trabalho como faz amor, amor verdadeiro (ehehe) lanço o desafio a todos os comentadores. Peguem num livro com mais de 161 páginas (um bem grosso) e transcrevam algo que tenha já o acordo ortográfico, para facilitar a leitura à malta.

E bom fim-de-semana.



* acho que vou tomar um guronsan....



terça-feira, 30 de outubro de 2007

O País Intermitente

Falar de Arte neste país é, ainda e infelizmente, falar de pobreza, mais não seja, da pobreza de espírito dos nossos governantes, da pobreza de espírito de um povo que não quer mais do que telenovela e futebolada, reality shows e engordar à frente do televisor e de um balde de guloseimas.
Queira uma vasta(já) minoria deste povo desinteressado, mudar o rumo das coisas. Nem que seja em vídeos destes. Nem que seja a fazer barulho por certas coisas. Nem que seja a assinar todo o género de petições que altere o estado da nação intermitente, algo que agite. E pensar que só temos um Ministério da Cultura mais de vinte anos volvidos sobre o 25 de Abril. Não me falem em cravos nas espingardas. Falem-me sim, em balas nas consciências.





domingo, 28 de outubro de 2007

Só ou acompanhado?


Isto poderia ser a típica pergunta de um empregado de restaurante relativamente ao bife, se o quer com batatas, com salada ou só o bife mesmo. Mas não. Para a grande maioria das pessoas esta pergunta refere-se ao seu estado civil ou, melhor dizendo, ao estado da sua vida amorosa. Porque é que me lembrei de falar sobre isto? Porque lembrei-me subitamente de um par de almas que conheço que têm pavor em viver sós, sem a tal alma gémea e, em contrapartida, de um outro par de almas que exibem um imenso orgulho em viver sós, de serem pessoas independentes que não abdicam do seu espaço e das suas coisas.
Perguntem-me lá se estas pessoas, tanto o primeiro grupo como o segundo estarão "sós" ou "acompanhadas"... pois aí é que começam os problemas: nem sempre os primeiros têm alguém e nem sempre os segundos estão sozinhos. E isto é válido para ambos os sexos.
São dois grupos que me enervam amiúde. Por diversas razões.
Os primeiros, os que nunca gostariam de estar sozinhos, os ditos DEPENDENTES, são aquelas pessoas que não sabem mesmo viver sozinhas, acham que uma relação é a "salvação"... mesmo que não se saiba bem ao certo o que é isso de se ser salvo. Não, não há pitada de cinismo nestas palavras (bem, pode haver um pouco), mas muito embora se saiba que é bom ter alguém ao nosso lado, tanto para dar asas à nossa criatividade relacional animalesca, tanto para manter os pratos da balança da carência afectiva equilibrados, a verdade é que existem diversas formas de vida para além da tradicional; apenas compete a cada um de nós encontrar a sua, antes de tentar encontrar a tal alma gémea. Viver com esse objectivo pode ser algo de terrível: encontrar ALGUÉM. Pior ainda, se é a sociedade que nos impõe isso. As velhas frases do "está na hora", "já era tempo de casar", "não queres ter filhos?" e por aí fora, já todos sabemos que as fazem. Nós próprios perguntamo-nos e perguntamos a outros, como se uma espécie de testemunho tradicional se tratasse. Mas sabemos que não tem de ser assim. O meu conselho a estas pessoas ditas miseráveis?... tenham prazer em tratar de si mesmas: inscrevam-se num ginásio com as amigas/amigos, vão ao cabeleireiro que é tão gay e tão caro cujo salão nunca tiveram coragem de lá entrar (isto só para as gajas), comprem livros, leiam muito, comprem jornais e revistas, TRABALHEM, arranjem um Blog, escrevam postais, empaturrem-se de coisas giras, saiam de casa, inscrevam-se numa causa nobre, e por favor: não é um crime e nada do outro mundo não sair a um sábado à noite. Mas se saíssem sem aquele ar triste de "não tenho ninguém" também fariam um grande favor à humanidade. Estas pessoas, acima de tudo, precisam de lidar com o facto de estarem sozinhas, mas provavelmente se estão sozinhas, é porque não se esforçaram por alterar esse estado. Já agora, dêm o maior peido do mundo à noite, na cama, e sorriam porque ninguém teve de o ouvir.
Os outros, os INDEPENDENTES. Na minha opinião, estes são os mais irritantes, porque são os mais arrogantes, orgulhosos do seu estado de solidão e independência e porque se fazem notar mais do que os outros, por norma, mais silenciosos. Passam a vida a dizer "sou muito diferente e muito independente". Para mim, uma pessoa independente é uma pessoa que paga as suas contas. Só. Porque todos dependemos uns dos outros para tudo. O resto é arrogância que esconde uma grande lacuna nas relações e uma falta de maturidade emocional muito grande, e às vezes, uma certa frustração que desculpa uma relação pouco feliz (porque há aqueles independentes que não estão sós) ou a ausência não justificada de uma outra pessoa nas suas vidas (não têm ninguém e não sabem como justificá-lo). O pior é que estes são também mais "sociáveis", têm o péssimo hábito de se relacionar com os seus iguais e semelhantes, ou seja: pessoas igualmente sós e muito muito muito independentes e felizes por não terem ninguém ("que seca, ter namorado!!"), ou pessoas que, embora tenham uma cara-metade, o mais certo é ser uma pessoa DEPENDENTE (o tal que pode ter ficado em casa no Sábado à noite), gostam de impôr a sua vontade de pessoa independente e cada um faz a "sua vida".
Há uma espécie de código implícito neste tipo de grupo: são todos muito felizes nas suas vidas sós e raras vezes se dão com os outros, os casais monogâmicos. É fácil ver este tipo de grupos, numa saída à noite: distinguem-se pelos sexos, ou seja, grupos em que só existem homens ou grupos em que só existem mulheres. Do tipo "pilinha não entra", ou do tipo "menina não entra". Também há a vertente do "unidos na miséria de ser alguém que não tem ninguém" e estes são os grupos mais deprimentes: pessoas que deixaram mesmo de acreditar que podem ter alguém, e essa ideia assemelha-se a algo de tão ridículo como acabar com a guerra do Irão e o Bush tornar-se um gajo realmente honesto e porreiro.
Conselhos a estes? Sei lá, tentem ver para além do próprio umbigo. Caso tenham alguém, considerem que provavelmente não é essa, a pessoa certa, e caso não tenham ninguém, deixem de mascarar a solidão com falsas justificações apenas porque ninguém tem de justificar nada a ninguém! Who da hell fuck cares?!?!
Obviamente estes dois grupos de pessoas tendem a nunca mudar a sua forma de ser e de estar na vida, apenas porque não se relacionam com outras pessoas e não abrem a sua esfera relacional, o leque de amigos. Os primeiros porque raras vezes saem de casa, e se o fazem, fazem-no a dois (ou duas). Os segundos, porque criticam acerrimamente todos os outros e acham que assim é que estão bem. Independentes como são, acham que todos os outros estão errados. Os primeiros vivem para o amor, com a ideia romântica de que o seu par é tudo e se estão sozinhos, são uns miseráveis que só pensam em morrer de amor. Os segundos vivem egoisticamente para si, centrados em si e nos seus hábitos de vida que não tencionam mudar, porque dá demasiado trabalho.
Quando me perguntarem, algum destes dias, "só ou acompanhado" eu respondo que o quero mal passado e com ovo a cavalo!...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hoje, 25 de Outubro de 2007

Internacional

Bush declara Califórnia zona de catástrofe
O Presidente dos Estados Unidos declarou hoje a Califórnia zona de catástrofe, após quatro dias de incêndios devastadores que já provocaram a morte a três pessoas, destruíram 1500 casas e forçaram mais de meio milhão de pessoas a abandonar as suas residências. Os danos provocados pelas chamas estão estimados em pelo menos mil milhões de dólares (703 milhões de euros).

Putin inaugura exposição do Hermitage em Lisboa
Portugal recebe Presidente russo com pompa e desejo de criar pontes de diálogo
O Presidente russo, Vladimir Putin, está hoje em Lisboa numa visita oficial a convite do seu homólogo português que mais parecerá de Estado: o dia está recheado de honras militares, salvas de tiros e até uma escolta de cavalos entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Palácio de Belém. A visita precede a cimeira UE-Rússia que decorre amanhã em Mafra. O facto será incontornável nas conversações que Putin mantém esta tarde com Cavaco Silva, primeiro, e com José Sócrates, depois.

Aung San Suu Kyi vai reunir-se com Junta Militar Birmanesa

Parlamento Europeu atribui Prémio Sakharov 2007 a Salih Mahmoud Osman

Pentágono reclama fundos "urgentes" para o desenvolvimento de uma bomba experimental anti-bunker
O Pentágono reclamou fundos ao Congresso norte-americano alegando a "necessidade operacional urgente" de modificar os bombardeiros B-2 de forma a que estes possam transportar bombas "maciças" experimentais anti-bunker, anunciaram hoje responsáveis norte-americanos. De acordo com os peritos, a bomba é destinada a atacar alvos nucleares iranianos que escondidos debaixo de terra.

Duas mulheres aos comandos da Estação Espacial Internacional e do Discovery

China lançou o seu primeiro satélite com destino à Lua
China prepara-se para lançar hoje o seu primeiro satélite de exploração lunar

Nacional

Refer dedica à biodiversidade 3600 quilómetros ao longo das linhas de caminho-de-ferro
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) assinou ontem com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) uma parceria “Business and Biodiversity”, no âmbito da qual vai dedicar 3600 quilómetros ao longo das linhas de caminho-de-ferro à biodiversidade, possibilitando a criação de corredores verdes para várias espécies.

Procurador-geral da República será ouvido no Parlamento na próxima terça-feira
A audição do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, sobre alegadas escutas telefónicas ilegais foi hoje marcada para a próxima terça-feira e a do ministro da Justiça, Alberto Costa, para o dia 31, depois de o CDS-PP ter afirmado que não tem impedimentos para a próxima semana.

CDS-PP: novo estatuto do aluno é um "erro histórico"
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, classificou o novo estatuto do aluno, hoje aprovado na especialidade, como "um erro histórico" e deixou um apelo implícito ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que trave o diploma.
"Não acredito que uma pessoa responsável que saiba que um sistema de ensino tem de promover o mérito e o esforço (...) possa aprovar uma disposição como esta", considerou o líder do CDS-PP.
O novo estatuto do aluno do ensino básico e do secundário foi hoje aprovado na especialidade na Comissão de Educação, apenas com os votos favoráveis da maioria socialista.

Jornada positiva para Benfica e FC Porto
FC Porto e Benfica conseguiram resultados positivos nos seus jogos para a Liga dos Campeões de futebol, num dia em que Hugo Almeida também esteve em destaque ao ajudar o Werder Bremen a bater a Lazio de Roma.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ladies and Gentleman, I present you The Fuckin' Blógosphére ou Os sentimentos dos outros à velocidade de um click

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Já levo algumas décadas disto a que chamo vida humana - ou percurso psico-esquizóide de inter-relacionamento entre géneros da mesma espécie, e nunca antes na minha vida me deparei com situações tão delicadas e perniciosas como as que com que me deparei neste vasto mundo a que chamam Blogosfera.
Não quero nem devo precisar ou especificar factos, acontecimentos ou pessoas, mas devo referir e partilhar uma enorme desilusão na sua globalidade relativamente àquilo que vejo e que sinto.
Podia dizer que não há respeito, não há valores, não há isto e aquilo, mas acima de tudo não há Educação. Real formação interior.
Não, não vivi numa redoma nem sou perfeita, tenho os meus enormes defeitos e cometo os meus erros. Tendo é a separar o trigo do joio, tendo a dar o real valor às coisas e às pessoas que da minha vida fazem parte.
Esqueço-me muitas vezes de muitas coisas que me deveria lembrar (o aniversário do Guronsan foi uma delas, desculpa meu amigo) mas tento ao máximo remediar situações.


Mas o que me leva a escrever isto?


Vejo pessoas a magoar outras deliberadamente, mesmo que gritem e chorem em dor e que peçam uma mão. Vejo pessoas a negligenciar sentimentos. Vejo uma apatia muito grande e muito muito anormal. Vejo traição, inveja, desprezo. Vejo muita hipocrisia e sorrisos doces cheios de fel no seu interior. Vejo poesias sem sentido, palavras palavrosas e vazias, desprovidas de acções que as justifiquem.
Resumindo, vejo muita merda. E quase quase podia crer que isto a que chamam Blogosfera é uma perda de tempo.
Isto até podia ser um post mais preciso e mais doloroso para o Beautiful Losers, mas eu lá não escrevo merda, a merda deixo-a para aqui. Como se disse no início, serve a presente como aviso à navegação.
Today We Are Closed.



Amigos amigos, só aqueles que deixei por aí espalhados vida fora, como os amigos da merda, salvem-se uns quantos por aqui. Aqui, neste meio, muito poucos entendem ou gerem o seu tempo de forma a perceber que os outros também são seres humanos não descartáveis. Que não servem para tapar buracos. Que também têm uma vida. Que também têm problemas. Que também são gente que sente. Que também têm profissões e que também têm contas para pagar.
Que são pessoas normais com carreiras e vidas pessoais.
O Blog retoma dentro de momentos o seu percurso
habitual de Psicologia da Treta.



* este post resume praticamente a minha postura perante a descartibilidade tão em voga nos dias de hoje... aproveito para dedicá-lo à Sofia e à Ana, os nomes de guerra vulgo nicks, não são para aqui chamados, elas sabem quem são, e para mim são simplesmente, na sua grandeza de saber SER, a Sofia e a Ana.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

...such a perfect day...

Depois de um dia de cão (ou gato stressado) de trabalho como o de hoje....







.... e, se de repente, ao deixar de ter rede ou ficar sem bateria no seu telemóvel durante quatro horas, o seu pai e o seu namorado se juntarem numa super-liga de super-protecção e ligarem à polícia, para os hospitais, para os seus vizinhos à sua procura.... isso é impulse!





... ou simplesmente um surto de testosterona exacerbada, ou apenas aquilo que é conhecido por solidariedade masculina do buteláprotegerafêmeadesprotegidaeindefesaquedeveterbatidocomocarroporaíemnenhures.







.... homens....



[isto dá que pensar: antigamente (no tempo pré-telemóvel, pré-sms, pré- ... ) uma pessoa desaparecia por um par de horas e não acontecia nada. Não éramos TÃO necessários e tudo era muito menos URGENTE. Não havia tanta pre-ocupação. 24 horas, ok? São 24 horas e não 4 horas... estava a ver que amanhã ainda era notícia de abertura de telejornais, tipo Maddie... falta referir que me foram encontrar na casa-de-banho a ler um Zits...]

They're coming.... again.


Porque se tem falado imenso em séries, ultimamente, neste Blog. Porque esta é mesmo a minha série preferida. Tenho saudades disto, falta-me qualquer coisa, damn it! Eu adoro o homem e não há nada a fazer. Como toda a gente, detesto hospitais. Mas como nem toda a gente, passei muito do meu tempo, durante a minha vida, em hospitais. Quem me dera ter encontrado um House nessas alturas, e talvez tenha sido o House que vive dentro de mim que me ajudou a ultrapassar certos momentos.



O cinismo pode ser algo de poderoso.


Ah... e o Blog voltou a ser preto. A crise de identidade do Psicologias da Treta acabou.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Foi você que pediu paletes de testes? WDF (what da fuck) ::devo andar com distúrbios bipolares e crises de identidade

...depois de Paris....




...depois de ser um dragão...



...depois de saber que mudei em 72% a minha vida nos últimos dez anos...
(MUDASTI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)



...e depois de saber que tenho uma relação muito boa e coiso e tal e de andar a fazer testes da treta...




Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




...chego a casa depois de um árduo e cansativo e exaustivo e exigente e tudo e tudo e tudo, dia de trabalho, vejo as vossas respostas (que em mail excedem os 30 comentários) e penso que posso até ser doida varrida, mas não estou só.



Dedico (o que significa que quero saber os vossos resultados)
os próximos testes a:

I - InBluesY
II - St.J.
III - Metamorphosis
IV - Stephen King
V - Voyeur de Blogs (VdeB)
VI - Spider Pig
VII - A.





para a Y....

You Should Be In The Donnas

You've got that a bit of an edge to you
The bad girl that all the good boys want!










para o St.J. ...

You've Experienced 72% of Life

You have all of the life experience that most adults will ever get.
And unless you're already in your 40s, you're probably wise beyond your years.








para o HL....



You Are 24% Sociopath

From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good.
It's likely that you're not a sociopath... just quite smart and a bit out of the mainstream!










para o Stephen King.....


You Are Somewhat Logical

Ok, so didn't get the majority of questions right
But you did answer some pretty tough questions correctly
Logic may not be your strong point, but you hold your own!








para o VdeB.... (a ver se vem de lá esse Blog novo)


Your Blog Should Be Green

Your blog is smart and thoughtful - not a lot of fluff.
You enjoy a good discussion, especially if it involves picking apart ideas.
However, you tend to get easily annoyed by any thoughtless comments in your blog.








para o Spider Pig.... spider pig spider pig...


There's a 96% Chance You've Been Abducted By Aliens

You've almost certainly been abducted by aliens.
Either that, or you're totally certifiably nuts.









para a A. (my favorite portuguese diva!)


You are Brigitte Bardot

Naturally sensual and beautiful
You're an exotic beauty who turns heads everywhere
You've got a look that's one of a kind










Agora sim.... declaro oficialmente encerrada a semana de testes da treta!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Os Forinhas aka pseudo-intelectuais de esquerda aka"OS"VERDADEIROS alternativos aka groupies aka o raio que os parta






Ora bem... lembram-se da beta alternativa? Pois... de volta ao tema, desta feita para falar dos verdadeiros alternativos. Existe todo um conceito alternativo ao conceito de alternatividade. Ou seja: se a beta é beta porque veste marcas (nem que sejam da feira de Carcavelos), pode ao mesmo tempo ser alternativa, tendo algumas noções básicas de cinema, música, arte and so on so on, essas coisas todas muito bonitas(?)... pode, até porque se está na moda ser-se alternativo, existe todo um mundo de regras e um protocolo muito bem definido sobre isso de se ser alternativo. Ou seja, a teoria antiga de que os betos eram betos porque seguiam as modas, e se moda presentemente é ser-se alternativo (VERDADEIRO INTELECTUAL!!!) e vestido a rigor como um verdadeiro alternativo (já iremos ver de perto como é que eles se vestem), a beta saíu de moda, logo... é a real alternativa! Subvertem-se os papéis, e todos entram neste jogo parvo de se querer pertencer a algo, a um grupo. O discurso pode ser até bastante nihilista e pessimista e o raio que os parta, mas a verdade é que alternativos verdadeiros podem ter tanta merda na cabeça como as betas alternativas.




Então afinal que é isso de se ser um "forinha"aka pseudo-intelectual de esquerda aka"O"VERDADEIRO alternativo aka groupy aka o raio que o parta?


Existem dois tipos: os que acreditam realmente que são (os mete nojo da cena toda) e os que querem acreditar (uns tristes que só vendo).


Os primeiros até percebem realmente da coisa: leram, lêem, ouvem, escutam, vão aos concertos, aos museus, ficam uma hora a olhar para as instalações da CulturGest com verdadeiro prazer, viajam imenso... são pessoas interessadas. Por saberem-no (que sabem) são uns arrogantes daqueles de bradar aos céus. Lêem, mas aquilo pouco lhes diz, na medida em que é um empinanço de tanto autor que pouca margem deixam para a sua própria visão e tudo o que fazem pouco tem de original, dedicando-se ao plágio. São académicos arreigados aos conceitos. Sempre foram e sempre o serão. Oscilam entre os 20 e os 50 anos. Vivem para a profissão, a qual fazem questão de repetir, à exaustão, como se dele dependessem, porque vivem do estatuto que a profissão lhes dá. Obviamente serão toda a panóplia de malta que veio duma classe a oscilar entre a média (o pai ainda ouve o Roberto Carlos) e a alta (o paizinho deu-lhe a conhecer Schubert numa noite de tempestade e finou-se enquanto dissertava sobre?), mas todos conseguem chegar a qualquer rendimento que ultrapassa os €25.000 anuais, o que lhes permite ter acesso a determinado "material cultural". Sim, porque os CD's e os livros e o teatro e a ópera etc custam dinheiro.
Metem mesmo nojo e pode ser realmente enfadonho estar com pessoas destas por mais de 3 ou 4 horas. São normalmente tímidos e têm muitos complexos, principalmente de superioridade. Eles acreditam agora em algo que vão repetir até ao fim das suas vidas e isso significa estar no acontecimento de algo e à frente de tudo o que for mais avantgarde. Alguns alcançam grande sucesso profissional, mas a maioria acaba por sofrer enormes desilusões e frustrações.




O segundo grupo lê os mesmos livros, ouve e vê os mesmos filmes e músicas, compra as mesmíssimas coisas, frequenta os mesmos sítios, mas... no fundo no fundo aquilo não lhes diz grande coisa. Ainda assim, ficam especados perante a instalação a detestar aquilo ("mas deve ser Arte, é Arte!"), têm imensos preconceitos (de todo o género e feitio: racistas, sexistas, homófobos, etc) mas adoptam uma atitude muito cool e vão aos sítios da moda (isso normalmente inclui gays, o que por si constitui um sacrifício), e são o tipo de pessoas que rema contra a maré, mesmo tendo conhecimento de causa de tudo o que exploram exaustivamente, apenas porque sim. Normalmente pertencem ao PC ou ao Bloco de Esquerda, mas também não sabem muito bem porquê... ao contrário da beta que gosta de Joy Division mas não sabe quem é o Ian Curtis, o forinha que quer desesperadamente ser um forinha, sabe a vida do Ian de trás para a frente, mas não entende as letras. Tem todos os livros e discos, mas não entende o desespero. Não entende a essência daquilo. Devem pensar que no fundo, no fundo, o Ian até curtia mesmo ser um forinha, escrevia aquelas coisas porque era um intelectual do camandro!...



E porquê? Porquê tudo isto, então? Porque é uma MODA. Todos estes forinhas aka pseudo-intelectuais de esquerda aka"OS"VERDADEIROS alternativos aka groupies aka o raio que os parta, têm em comum o facto de se vestirem todos de igual. Quase todos de preto. Preto preto preto. Ou cores muito garridas e fluorescentes, no caso dos designers e arquitectos. Ou casaquinhos alemães do tempo da 2ª Guerra Mundial. E t-shirts do Che por baixo. Óculos de aros grossos (pó estilo) em massa preta (ou laranja/verde fluorescente). Écharpes de lã. Malinhas a tiracolo. À medida que o tempo avança, a indústria da Moda começa a estar bastante virada para este tipo de público, desde que se apercebeu que afinal o tempo em que as pessoas que se vestiam de preto significava luto já vai longe, e bem atrás. É foleiro dizer-se que se é de Direita, mas é muito muito cool andar a beber copos no Bairro Alto, a falar de poesia, de política e de música, dissertar e divagar, mas "chega-te pralá que está aqui um sem-abrigo" e vá de dar beijinhos na língua dos cães, porque os animais são nossos amigos...




É que no mundo das aparências, entre betas alternativas e forinhas descompensados, a porcaria é a mesma, e toda a gente quer evidenciar algo que muitas vezes não é, mas apenas o que faz. Porque não é cool. Porque não é in. Porque fica mal estar fora dum grupo e não se pertencer a lado nenhum. Cultiva-se o ar negligé de incompreendido e coiso e tal, da solidão e das coisas malditas, mas as reacções são quase todas iguais e toda a gente copia identidades e estilos. No fundo, errar e ser humano é também isso. Ou pode ser também isso. E no meio de tudo o que se pretende evidenciar e/ou esconder, o mais importante fica de fora: aceitar que por vezes podemos ser um somatório de muitos desejos, ainda que contraditórios. Digo eu. Sei lá...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

I'm a Super Heroe, oh YEAH!!!





You are The Flash

























The Flash
100%
Wonder Woman
95%
Supergirl
85%
Iron Man
85%
Superman
75%
Hulk
60%
Catwoman
50%
Spider-Man
40%
Batman
40%
Robin
40%
Green Lantern
40%




Click here to take the Superhero Personality Test




Afinal a Psicóloga é um gajo e não sabia... alguém se lembra do Flash? Quem é o Flash?.... declaro esta, a semana oficial do teste da treta.
Did you see my favorite one? Super-Man?...



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

As voltas que a vida da

Acho que conheco este jovem de algum lado... nao estou bem a ver de onde... mas a cara dele nao me e estranha....








Informo que o meu computador esta completamente passado (outra vez) e nao tenho acentos (deve ser uma cena europeia que ainda nao alcancei)... portanto... e somente uma questao de imaginarem/nos.../\]}=+)0(987655554321@!~`2@#$%^&*()_+{[}]\\"'~`````>>.:;,<>'"::LL\`~

terça-feira, 9 de outubro de 2007

dEfIniTeLiTy.......................................................................................................... I LOVE Tarantino!





G I R L * P O W E R







Shots first, questions later!







Stuntman Mike: The woods are lovely, dark and deep. But I have promises to keep. And miles to go before I sleep. Did you hear me butterfly? Miles to go before you sleep.












Jungle Julia: [to Arlene] What about "kinda cute, kinda hot, kinda sexy, hysterically funny, but not funny-looking guy who you could fuck" did you not understand?









Stuntman Mike: [screams from his car] I'm sorry!
Kim: What?
Stuntman Mike: I didn't mean to, I was just... playing around!
Zoë: Oooh, he was playing around...
Kim:
BUT I AIN'T PLAYING WITH YOU!
[hits Stuntman Mike's car]













DEATH PROOF






Basicamente trata-se de uma história muito muito louca com um tipo que tem a mania de se meter (e matar) grupos de amigas. Basicamente o gajo não bate bem e tem um carro death proof (à prova de morte) até ao dia em que encontra pela frente quatro senhoras de grau de loucura igualmente (ou pior) insano que ele. Basicamente... só visto mesmo. Êxtase puro para mentes tortuosas. Violência quase gratuita num filme de acção e crime a lembrar os 70's com aquele cheirinho muito particular do realizador. Fica por ver o Planet Terror do Robert Rodriguez.



... ainda tenho a adrenalina a correr nas veias. Que final apoteótico!!!!!.... verdadeiramente um filme girl power!!!! Para ver com as amigas, em absoluto, as melhores... aqueles diálogos, não de conversa de gaja, mas de quem gosta realmente duma boa aventura, carros, crime, horror, velocidade, acção e muita loucura à la Tarantino. Já está assente na lista: he's my NUMBER ONE!!!!!!!!!!!!......




- Ladies, we're gonna have some fun...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

What's yours?....





Black is the new Black....
Sempre gostei de preto e o vídeo está assim... uma coisa fora do normal. É quase quase o meu preferido, não fosse eu tanto gostar da música do Pink. Indecisões... ex-aequo.
Por ordem de preferência.
****A minha. (e isto não é um teste).







*****Black***** [clicar]





*cortesia de tolilo.

domingo, 7 de outubro de 2007

Insónias = testes virtuais (podia ser pior)





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia






Podia ter sido pior e o teste até é engraçado. Porue isto ainda é um Divã. Porque no fundo todos somos muito Loucos e é um Mundo Louco, este em que vivemos. Nem de propósito... sempre gostei imenso de Dalí.


Arte moderna é quando se resolve comprar um quadro para esconder uma parte da parede cuja pintura está descascando e, depois de examinar umas 50 obras, se chega à conclusão de que o melhor mesmo será deixar como está.







terça-feira, 2 de outubro de 2007

Revistas para Gajas (acrescente-se) Estúpidas

Eu não sei o que é mais triste: se as revistas para gajas se as séries para gajas.
Passo a explicar: estive a ler a Elle de Outubro (não a comprava há imenso tempo) e os artigos que lá li deixaram-me a pensar profundamente na minha própria opinião sobre as coisas e sobre a vida, colocando-me algumas questões "será que a revista já era assim?" "será que estou a ficar menos obcecada com as ideias feitas?" "será que cresci finalmente?" "será que alguma vez fui fútil ao ponto de não perceber que aquilo é fútil?".... será?!?! ....




A grande questão, no fundo, prende-se com o facto de que sempre gostei destas revistas "de gajas" sem nunca dar grande importância ao material dito para gaja. Ou seja, os artigos de opinião e as reportagens. No fundo, desde que me conheço por gente, sempre adorei Moda e toda a secção dedicada à Beleza. Os artigos sobre relações, sexo, blá blá blá, sempre foram dispensáveis; confesso que sempre li o horóscopo e fazia os testes de personalidade e se "ele é o seu par ideal". Lembro-me ainda do primeiro número da revista Máxima (que continua a ser a minha preferida, a par com a Vogue), e de sempre comprar muitas Elle's e Marie Claire's. Tive a sorte de ter uma mãe que nunca foi de comprar revistas Marias e afins.
Adiante.


Antes de começar a crítica supostamente dita, quero esclarecer que tenho um indíce de futilidade/frivolidade em mim, acima do normal, absolutamente nada feminista. Ao contrário do que muita gente (homens e mulheres) pensa, isso não extermina a vida inteligente e pensante dentro do meu ser, daí esta crítica (que se segue) a par com a defesa dos cremes, perfumes e lingerie.
Homens [decentes], preparem-se, eu vou defender a vossa honra perante o triste espectáculo que é discorrido nas linhas escritas para mulheres, em revistas do género.


A questão, e não pretendendo alongar-me, prende-se acima de tudo, com dois artigos. O primeiro, que me deixou um certo amargo de boca, defende que a mulher ainda ganha pontos se se fizer de difícil e passo a citar uma frase que define todo o teor do artigo: "Uma mulher que se faz de difícil tem mais hipóteses de conquistar o sexo oposto? Essa técnica ainda vigora? Parece que sim, escreve um homem na primeira pessoa" Pois, pode até ser verdade, pensei eu, mas o homem deve ser atrasado mental (o que escreveu o artigo, entenda-se) bem como a mulher que se faz de difícil, se isso for um joguinho de manipulação de sentimentos, e já agora, bem como os estúpidos que vão nesse tipo de jogos. Definitivamente, a causa de muitos divórcios. Que raio de relação é baseada numa falta de interesse não genuíno a fim de se obter atenção ou a pessoa?Será que nos tornámos são facilmente obtíveis e encaixáveis nessas fórmulas feitas? É demais para a minha cabeça. Pode até ser que isso resulte, mas a mulher que o faz é, acima de tudo, insegura e dissimulada, e o homem que se cai nesse falso pressuposto, muito fraco de cabeça, para não dizer machista ou obtuso. "Há muitos homens que não gostam que as mulheres dêem o primeiro passo. E elas, espertas como são, fazem as coisas de forma a que nós pensemos que quem tomou a iniciativa fomos nós." Pois... está tudo dito, não está? É legítimo haver homens que não gostem da iniciativa de certas mulheres, tal como é legítimo haver mulheres que gostem de se fazer de parvas de forma a obter o dito macho. Estão bem uns para os outros. É mais fácil a princípio, e no fim acaba-se sozinho... ou a fingir uma vida inteira.

Por falar em fingir, passemos ao artigo seguinte. O da frigidez no feminino. O fingir orgasmos. A culpa que é sempre do gajo porque "não existem mulheres frígidas, há apenas homens desastrados. É que, muitas vezes, confunde-se a ausência de desejo com falta de jeito... por parte do homem, claro." O tal mito de que se a mulher não atinge o orgasmo é porque o desgraçado não se esforçou, etc... o que muita gente se esquece de dizer é que muitas dessas mulheres não conhecem o próprio corpo, nunca atingiram um orgasmo sozinhas, têm preconceitos e tabus, não sabem o que é a masturbação, nem sequer falam de sexo, e tudo constitui esse gigantesco trauma que contribui para a tal frigidez que existe e é uma doença, um problema que, tal como quase tudo o que diz respeito a sexo, tem o seu cerne na psique e nos comportamentos e desejos ocultos. Muitas dessas mulheres não gostam de sexo. Tal como há imensos homens que não gostam de sexo. Sim, até pode ser o fim do velho cliché tão defendido por muitos e muitas, que diz que o "homem está sempre preparado", etc. Em toda esta questão frigidez vs prazer vs orgasmo vs orgasmo fingido, há uma transferência de culpa, que deveria ser repartida por ambos e nunca é. A culpa é sempre do homem, que sofre, na grande maioria das vezes, a pressão toda. Nós somos pressionadas a ter um corpo magnífico de capa de revista, eles são pressionados a ser máquinas de prazer constante. Quites, portanto. Será? Talvez por isso haja tão mau sexo por aí e haja tamanha frigidez nos lares das senhoras que nunca se esforçaram muito para obter o prazer que julgam ser um direito que se obtém com a simples abertura de pernas. Nunca é assim tão simples pois não?

Resta dizer que no artigo mencionado, sensibilidade está escrito da seguinte forma: "sensibílidade". Se foi gralha ou não, não sei. Nem quero saber. Denota o pouco cuidado que há em publicar trampa desta qualidade. Não volto a comprar a Elle. Isso é certo.

Quanto às séries para gajas... pode haver muita coisa que seja considerada série para gaja e outra tanta que não. Passei o fim-de-semana a ver televisão por razões de força maior (séries bastante light na FoxTv), e tudo o que é idiotice e ideia feita, joguinhos e baldrocas com vista a relações (como se não houvesse nada de mais importante na vida de alguém) estão espelhadas na grande maioria, e fiquei pasmada com a porcaria que passa e tem audiências de arrepiar. Como gostos não se discutem, não adianto os porquês de gostar ou deixar de gostar, mas há algumas em que não me revejo minimamente, como é o caso das Donas de Casa Desesperadas (Desperate Housewives), Simple Life (com a Paris Hilton e a Nicole ?, absolutamente intragáveis)... deve haver mais algumas, mas as Donas de Casa Desesperadas tiram-me do sério, pelo ridículo das personagens, e pela promoção descarada que aquilo é para algumas daquelas actrizes. Existe um quê de orgulho em ser-se estúpido e em praticar-se todos aqueles joguinhos absurdos sem nexo algum. Aquilo passa-se nos dias de hoje, mas bem podia ser na década de 50 que ninguém daria pela diferença. Os homens são ali personagens secundárias, estupidificados e pobres tontinhos, numa senda de filosofia do tipo Clube Pilinha Não Entra, e se entrar, também não é para ter grande importância. Não há ali meios termos: elas são as principais personagens, estereotipadas até dizer chega (há a adúltera, a mãe de família, a preconceituosa, a santa e a puta) e eles funcionam como os Ken's do cenário.

Existe uma boa surpresa no meio de tudo isto. Uma série que pode até ser considerada uma série para gaja, mas que adorei descobrir. Anatomia de Grey. Obviamente não tem rigorosamente nada a ver com o meu querido Dr House (o meu número um), mas há algo de desconcertante em Grey's Anatomy que não vejo nas outras séries. Lembra-me um pouco aquele humor (aquando das partes humorísticas, que Desperate Housewives não tem de maneira nenhuma) que via há uns anos atrás em Ally McBeal, também uma série talvez para gaja. Mas que os gajos também vêem/viam. Gosto do lado pluralista das séries. Gosto do lado humano dos homens, como seres humanos que são, seres sensíveis que têm cérebro e sentido de humor. Gosto acima de tudo, do lado desconcertante de tudo aquilo. Não sei definir, mas sei que o jogo não é explícito ali, tal como a vida quase nunca o é.


Resta dizer que não há revistas para gajas ou séries para gajas... existe é um mercado terrivelmente assustador para gente estúpida (homens incluídos, claro).

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...