::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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domingo, 6 de dezembro de 2009

Este Natal...

... gostava de oferecer (sim, porque o Natal é tempo de dádiva, é tempo de sonhos, é tempo de altruísmo, é tempo de paz, é tempo de fazer e dizer o que não se disse durante o resto do ano inteiro, inclusivé nos Blogs ahahahaha) as seguintes prendas no "sapatinho" (friso GOSTAVA porque já sei que não as vou poder oferecer):




(e é nestas alturas que gosto realmente que praticamente ninguém saiba que tenho um Blog)







um McLaren F1 ao meu Mais-Que-Tudo.
(Já tens o gato, não faças essa cara!)








O Gerard Butler à minha amiga Ana Rita.
(mas o gajo fica em casa quando formos a Cuba).








Paciência (quilos e mais quilos) à minha amiga Sofia
(para o chefe, para os filhos, para o gajo, para as chatices da vida...) e umas consultas grátis no ortopedista que ela mais quisesse...






Uma temporada no Havai para a minha amiga P. que se tem dedicado tanto ao surf nos últimos anos.





Uma viagem de ida a NY à minha amiga Vera, em que nela estivesse incluída: uma bebedeira descomunal (todos os dias), umas doses de cocaína brutais, latas muitas de Red Bull com muito vodka e uma viagem de NY à California num Chrysler descapotável, sem mapa.
Eu depois ía lá ter, encontrávamo-nos em Las Vegas.
Quem é amiga, quem é?





Uma viagem às Maldivas (durante seis meses) como prenda de casamento àquele casalinho amigo que resolveu fazer uma festa de ajuntamento em 2010.








Um murro a alguns colegas
(sim, que isto de se dar, não interessa o quê, o que conta é a intenção, certo?)





Pronto, ok, talvez em vez do murro (que não é nada simpático), se os mandasse dar umas quecas não era má ideia, uma vez que a origem de muitos conflitos que vejo no local de trabalho, tem a ver com falta de sexo (oral, também, como mostra a figura).






Resmas de gajas boas aos meus melhores amigos
(os solteiros, claro; os outros só olham)









(OK Sérgio, para ti é a Monica Bellucci)










Um jacto a todos os que quisessem vir ter comigo, para matar saudades.







Um telefone que realmente funcione a algumas pessoas que eu conheço (daquelas que nunca têm tempo para nada, mas passam a vida a mandar e-mails de merda sobre a amizade, do tipo se não enviares isto a 50 pessoas vais morrer, ou do tipo cadeia da amizade, daqueles que dizem que não podem viver sem mim, que sou o máximo, etc, as mesmas pessoas que só dão notícias no Natal).










E cá está: a bela da meia turca com raquete cruzada e o belo do bibelot (que alguém deu o Natal passado e foi para o armário das prendas pindéricas) para dar àquelas pessoas de quem gosto IMENSO, como sinal da minha enorme amizade por elas. Nunca fiz isto, mas talvez este ano me encha de coragem e gaste o dinheiro nestas tralhas e no sêlo do envelope... vontade não me falta...






Um recado à TMN: este ano não vou oferecer telemóveis a ninguém nem quero que me ofereçam nenhum telemóvel novo, mas se fôr tão bem tratada pela operadora como fui este ano, mudo para a Vodafone e levo uma data de gente comigo.
Espatifo o cartão Mimo num instantinho.
Aproveito para fazer a má publicidade no Blog durante o ano novo de 2010. De borla e tudo!
Fica o recadinho.





Uma longa temporada neste Hotel de cinco estrelas a alguns políticos implicados em casos de polícia, em mentirinhas banais, em tribunais, etc (para descansarem das infâmias a que são sujeitos todos os dias, coitadinhos). A mesma temporada no Hotel implicava um pacote especial de vergonha na cara e uma embalagem de vaselina com areia.






Ora aqui está uma prenda que deixaria seis milhões de pessoas felizes: o Glorioso a ganhar o campeonato! Anda lá Jorge Jesus, estou contigo! Sê o Pai Natal de todos nós no ano novo (lá para coisa de Abril ou Maio...)






Uma VIDA a quem passa demasiado tempo a ler os Blogs dos outros. Já agora, quem passa muito tempo nos Blogs em geral. Eu afirmo que é mais saudável, principalmente para os olhos e para a vida sexual. Acreditem, 'been there...






Já agora, um Blog novo àquelas pessoas que passam a vida a falar do mesmo, e é sempre o mesmo, o mesmo, o mesmo, o mesmo, sempre o mesmo e outra e outra e outra vez.
Ninguém tem a coragem de lhes dizer (ou talvez até digam), mas são Blogs sem sentido de humor absolutamente NENHUM. Chatos. O tema é sempre o mesmo, ou é política ou é a vida sem sentido, ou a vida sem vida, ou a morte dentro da vida, ou poesias de merda... existem milhares de Blogs em Portugal que são uma trampa.
O meu pode não ser melhor, mas ao menos não levo isto tão a sério como esses bloggers.
Do que eu gosto mesmo é dos falsos avisos "vou de férias" ou "este blog vai fechar" e depois as férias duram dois dias ou não fecham o blog.
Não há pachorra...






Uma nova camada de ozono para o planeta em geral e para as pessoas em particular.lol

Para usar com cuidadinho, já que o outro f*******-no a torto e a direito.



sábado, 5 de dezembro de 2009

     There
 Will
Be
            Blood....

Este, é um dos meus maiores fascínios.
Vampiros. Etecetera...



















































































quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Coisas





Uma coisa leva a outra coisa e a outra e a mais uma e outra coisa que entretanto já deixou de ser a primeira para ser uma coisa completamente diferente.

Existem coisas que nos resgatam outras coisas que não têm nada a ver com as coisas que lembram a outros, outras coisas, embora sejam as mesmas coisas que nos lembram coisas diferentes.

Dentro de nós temos coisas que dadas a outros, tornam-se as suas coisas (as coisas deles) e deixam de ser só nossas para passar a ser as NOSSAS coisas e uma coisa que era apenas uma coisa só, passa a ser uma coisa que pode ser outra coisa qualquer.

As coisas que me lembrei de escrever.
As minhas e as tuas. Coisas...

sábado, 24 de outubro de 2009

Que hecho yo para merecer esto?

Não, Los Abrazos Rotos não é um mau filme. Pedro Almodóvar é incapaz de fazer maus filmes, em oposição à merda que supostamente me venderam como "filme" a semana passada, na mesma sala de cinema, assinada por Joaquim Leitão "A Esperança Está Onde Menos Se Espera". Pelos vistos, a Esperança vive na Cova da Moura, até mesmo para famílias desfeitas que vivem no Estoril, mas que acabam a estudar na Amadora ou a candidatar-se ao emprego no CEFP de Benfica. Mães que deixam filhos de quinze anos com beijinhos a meio da noite e vão para Angola, rusgas à Monty Python Amadora fora, um pai deprimido cuja barba deprimida cresce da manhã para o dia seguinte tipo barba do pai Natal, puto que só é assaltado uma vez na escola, etc etc é tanta asneira, é mais um filme tuga que não vale nada. Não me falem mal do João César Monteiro nem do Manoel de Oliveira, que esses ao menos têm qualidade. Clichés atrás de clichés. Só faltou uma Soraia Chaves com as mamas de fora. Ou outra qualquer. Enfim, não interessa mesmo nada, não há nada a fazer, adiante. Hoje é de espanhóis que falo.

Eu adoro Almodóvar. O Almodóvar feito de sangue, de vermelho, de facas e alguidar, de dramas, de comédia (as tragicomédias), de muitas lágrimas, de muitas mulheres, de sexo despudorado, de dedos na ferida, das máscaras mil das personagens, dos segredos cabeludos, de situações do quotidiano travestidas, da subversão que só ele sabe, e como sabe, e que ao que parece, se esqueceu. Pelo menos, tem andado muito apagado. As alusões a um certo cinema dito sério andam por ali, há uma Cat Power pelo meio (e eu amo Cat Power), mas que num filme de P.A. fica desfasado com o resto, como se o calor de Madrid ou a aridez de Lanzarote não pedisse menos que uma voz latina e sangue, muito sangue. Penélope convence, mas é a única, e convence mal no papel de imitadora de Hepburn, essa grande, grande diva. A personagem tresanda a mau aspecto, heroin chic, pele mal tratada, maquilhagem a mais. Começa a cheirar mal a cena toda da musa, estou um bocadinho farta da Penélope de Almodóvar, preferi a Penélope de Woody Allen.

Gostei particularmente do cheirinho a velho Almodóvar no final do filme, uma espécie de remake de Mujeres Al Borde de Un Ataque de Nervios. Foi o que nos despertou literalmente a todos, uma chicotada à laia de gozo do próprio Almodóvar, como que a dizer-nos que não se esqueceu do que foi, mas que está a ficar velho para estas andanças. No fundo, deve ser isto envelhecer sem graça.










A seguir, a crítica que melhor traduz o estado de espírito com que saí da sala de cinema.


LOS ABRAZOS ROTOS

Dirección: Pedro Almodóvar.
Intérpretes: Penélope Cruz, Lluís Homar, José Luis Gómez, Blanca Portillo, Tamar Novas, Ángela Molina, Lola Dueñas.
Género: melodrama. España, 2009. Duración: 126 minutos.





Con nula perspicacia e irremediable antipatía pensé ante los primeros largometrajes de Pedro Almodóvar, tan celebrados entonces y añorados ahora por tantos espectadores que se declaraban seducidos por la frescura, la irreverencia, la modernidad, el humor, el posibilismo, la originalidad y el estilo del gurú de aquella cueva de impostura con pretensiones artísticas y lúdicas denominada movida, que la pasión que despertaba su cine entre la vanguardia obedecía a esa cosa tan provisional y epidérmica llamada moda, que sus hilarantes chapuzas fílmicas retratando a una fauna estratégicamente pintoresca y autoconvencida de que los tiempos estaban cambiando serían flor de un día.

Prejuicioso y maniqueo, me costó admitir ante la magnífica ¿Qué he hecho yo para merecer esto? que este hombre estaba dotado de un notable talento expresivo, una pasmosa facilidad para introducir el surrealismo en personajes y situaciones cotidianas, para reproducir con tanta gracia como desgarro la realidad, para plasmar el argot de la calle y el ritmo de la vida, para crear una tipología de seres humanos y de historias tragicómicas con el sello de su universo.



También era evidente que su certidumbre de que era un artista estaba afianzada, que su lenguaje, su tono y sus obsesiones conectaban con una masa notable, con la élite y con los intelectuales, los snobs y los experimentalistas, el diseño y las tendencias. Igualmente desarrolló, como Warhol y Dalí, un sentido impresionante de la autopromoción, de vender inmejorablemente y a nivel internacional hasta el mínimo suspiro que exhala su irresistible personalidad.



Consecuentemente, su cine jamás ha conocido el fracaso comercial, el público se siente en el placer o en la obligación de pasar por la taquilla, independientemente de que salten en estado orgásmico o echando espuma por la boca, su prestigio es absoluto en cualquier lugar del mundo supuestamente civilizado, rodeado de halagos y de esa atención masiva que él sabe crear y que pueden elevar el narcisismo a límites de frenopático, trascendente y progresivamente barroco, consciente hasta la náusea de que cualquier cosa que lleve su firma es un acontecimiento cultural y sociológico.



Y en ese prolífico e hiperpublicitado camino hay aciertos espectaculares como los de esa comedia modélica titulada Mujeres al borde de un ataque de nervios o el sentimiento en carne viva de Átame, momentos y secuencias en las que la inteligencia, la sensibilidad, la audacia, el sentido crítico y la mordacidad de este hombre alcanzan el esplendor en la hierba. Y también bastantes y enfáticos disparates, pretenciosas reflexiones, cine tan hinchado como hueco, vampirismo estratégico de todo lo que su olfato intuya que está de moda en el mercado artístico, tormentos y emociones de plástico aunque pretendan ir lujosamente vestidas, control absoluto en la gestación y el lanzamiento de sus criaturas, la molesta sensación de que hay demasiado cálculo en su permanente ambición de crear arte trascendente. Hablo en primera persona, por supuesto. La expectación que desata su cine, los infinitos premios, el boato que rodea a su obra, la condición que le adjudican de cineasta profundo e inimitable pueden rebatir en cantidad y calidad mis innegociables opiniones respecto a este frecuente y magistral vendedor de humo.



Y a veces te sorprende gratamente. Después de aquella insufrible, cursi y seudolírica oda al violador enamorado en Hable con ella y del retorcimiento espeso y sin gracia de los traumas y los fantasmas de infancia en la grotesca La mala educación, Almodovar habló con brillantez, complejidad, fluidez, dramatismo, encanto, de seres y sentimientos que conoce en la espléndida Volver.



Y en función de su anterior película, me asomo a Los abrazos rotos con esperanza, intentando no volverme majara con el alud promocional que están montando el genio de La Mancha y su oscarizada musa, con la certeza de que me voy a encontrar el careto de ambos hasta en la sopa. Se supone que es un intenso tratado sobre la pasión, la pérdida, el recuerdo y la supervivencia. Hay un guionista ciego que alguna vez vio y fue director de cine. Su dolor parece resignado. Le cuidan una eficiente señora y su discotequero hijo. Inicialmente no te provocan demasiado interés, aunque deduces que hay pasado borrascoso, misterios por aclarar, que Godot va a aparecer. La temperatura emocional es tibia, ni lo que dicen ni lo que hacen presagian que el pasado de esta gente te vaya a remover.



Y aparece la femme fatale. Se lía con un tiburón que para no perderla pretende consumar los sueños de ella, hacerla estrella de cine con un director de primera clase. Pero llega el amor en medio del arte, y los cuernos y la atroz venganza del despechado e implacable villano. Y sigo como un témpano, no dando crédito a los forzados diálogos que escucho, sin que me salpique lo más mínimo el supuesto volcán que está acorralando a los amantes, ni las doloridas y metafísicas reflexiones sobre las heridas irreparables del creador cuando manipulan y alteran el montaje de esa obra amada en la que ha volcado su alma.



Hay infinitas referencias y homenajes a varios clásicos del cine para que captemos el compartido y penetrante mensaje sobre la creatividad que plantean Almodóvar y sus colegas del alma. Y los sentimientos pretenden estar en carne viva, pero como si ves llover. Y lo que observas y lo que oyes te suena a satisfecho onanismo mental. Y no te crees nada, aunque el envoltorio del vacío intente ser solemne y de diseño. Y los intérpretes están inanes o lamentables. La única sensación que permanece de principio a fin es la del tedio. Y dices: todo esto, ¿para qué?

por Carlos Boyero
Crítico de cine y columnista de EL PAÍS.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"Ar de poucos amigos"








Confesso que não sou uma pessoa de ir em "aparências". Quase nunca gosto das pessoas com "ar feliz" (embora o meu, seja o "ar" mais estúpido do mundo), preferindo sempre as carrancudas e com "ar de poucos amigos". Toda a gente deve ser agradável, bem educada, polida e convenientemente silenciosa, até porque o contrário a esta adjectivação é algo de insuportável. Certo é, e pasmem-se aqueles que acham que tiveram alguma vez o privilégio de me conhecer, que eu sei ser insuportável. Alguns comportamentos levam-me a isso. Reconheço totalmente. Admito, assumo, tenho plena consciência disso. Daí até ao arrependimento é um caminho difícil, já para não dizer impossível ou irreversível. Chego a gostar de ser insuportável, tenho prazer em ser insuportável.


Porquê? Porque nem tudo o que parece é. Todos os comportamentos (e não pessoas) que provocam o animal que há em mim, são fruto de coisas que, na minha escala de valores, são inconcebíveis, intoleráveis. Tal como eu, o resto do mundo. Voltemos ao princípio: e se essas pessoas que têm "ar de poucos amigos", tiverem boas razões para o ter? E se tivermos julgado mal essas pessoas? E se afinal a história não era bem como se contava por aí? E se afinal o louco que todos julgavam louco, era o mais lúcido de todos?


Muitas vezes aquilo que se ouve por aí, os boatos, as histórias mal contadas, os comportamentos desajustados atribuídos a alguns e retirados a outros, são apenas pedaços de mentiras mal metidas e os factos não estão nem são muito claros. Tudo parte desse princípio errado: a mentira. Todas as mentiras acabam por se descobrir e tudo o que alguns julgavam estar encoberto porque afinal souberam mentir muito bem, acaba por vir ao de cima.


As máscaras sempre acabam por cair. E ainda bem. Começo a não ter paciência nenhuma para as milhentas histórias de homens que, no final de uma relação, ou porque querem precipitar o final de algo, mas não têm os tomates para assumir o que querem (ou não querem), justifiquem toda a trampa que fazem com a frase "ela é louca". Ou algo equivalente a isto: a loucura da mulher, namorada, companheira. Como provavelmente ela até anda sempre com cara de caso (ou "ar de poucos amigos") porque deve estar farta de alguma situação limite a que está sujeita com o gajo, ou tem comportamentos desajustados, é fácil assumir que ela é que é a "louca da história". Quase sempre é a mulher a "louca da história".


Qualquer um de nós conhece alguma história inexplicável entre um homem e uma mulher e quase sempre nessa história a louca é ela. Dá que pensar, não?


Eu vou levar o meu "ar de poucos amigos" até outras paragens. Até porque tenho mesmo poucos amigos. Mas os que tenho são bons.






terça-feira, 12 de maio de 2009

Discursos com muitas "aspas"

Às vezes esqueço-me porque é que não gosto de determinados Blogs e determinadas opiniões, e regresso em breves visitas para me refrescar a memória. Foi o caso desta noite, em que fiz uma incursão algo demorada ao Abrupto de José Pacheco Pereira.

Então leio "pérolas" como a que se segue e lembro-me porque é que não gosto de determinados Blogs.




Nos blogues, que estão, desde a génese da blogosfera portuguesa, inclinados para uma direita ideológica herdeira, em muito mais do que imagina, do Independente e do PP de Portas e Monteiro (sim dos dois) prolifera uma atitude um pouco enjoada e nefelibata sobre o 25 de Abril. Muitos dos que a têm, até porque está na moda e as modas contam mais para certas gerações do que para outras, nasceram por volta de 1974, mais ano, menos ano e viveram sempre em liberdade. Esse enjoo enjoa-me também um pouco, porque o resultado final do 25 de Abril, não as suas vicissitudes de percurso, pode traduzir-se nesta verdade absoluta: eu posso escrever “o governo do engenheiro Sócrates é medíocre” e antes do 25 de Abril não podia. No fundo, é simples.

in http://abrupto.blogspot.com/



Se por um acaso o senhor José Pacheco Pereira passar por aqui, deixe-me que lhe diga que as pessoas vivem demasiado o passado neste país, para não terem de encarar o futuro. É apenas disso que estamos TODOS fartos e "enjoados", velhos e novos, mais à "Esquerda" ou mais à "Direita" (quem ainda acredita no conceito de Direita vs Esquerda são os comunistas ou mrpp's que agrediram o Gepeto no 1º de Maio, malta que vai ao Avante com t-shirts do Che Guevara e estudantes de 18 anos do Bloco de Esquerda). Avós, pais e filhos vivem "enjoados" com a conversa da treta do 25 de Abril, todos os anos que se lhe seguiram. Não foi mais do que um culminar óbvio de uma porção de coisas que tinham imperativamente de acabar numa Europa em evolução e, ainda por cima, foram mal solucionadas. Basta ler a História e as múltiplas governações que foram autênticas fraudes, um fiasco. De Soares a Cavaco, de Eanes a Spínola, de Guterres a Durão Barroso, todos diferentes, todos iguais. Todos muito "enjoativos".


Eu posso escrever que antes do 25 de Abril tivémos Liberdade, já que antes de Salazar tivémos Liberdade e posso escrever que 35 anos depois do 25 de Abril de '74, continuamos a ter pseudo-intelectuais agarrados a um século XX que não foi nada positivo, aos conceitos nobres do 25 de Abril, defendendo-os na teoria, mas nunca na prática. Muito sábios, cheios de "aspas" e "conhecimento de causa" no discurso, julgam que nos ensinam algo que por si, desconhecemos.
Recriminar jovens nascidos em '74, mais ano, menos ano, por querer algo de maior? Deveríamos quê? Bater no peito e agradecer três vezes? O seu discurso com demasiadas aspas insinua, à laia de quem cresceu num ambiente sem Liberdade, portanto nunca afirmando convictamente, que os jovens que já nasceram em Liberdade são uns "enjoados" felizardos! Permita que o corrija: não somos uns felizardos, vocês, os que nasceram durante o regime ditatorial é que foram uns infelizes, e precisaram do Golpe dos capitães de Abril para virem agora, todos de cravo ao peito, falar-nos do valor da Liberdade, ignorando tudo o resto, ignorando que Portugal deveria estar num outro sítio que não está, a um nível equiparado ao resto da Europa, pela mentalidade medíocre dos governantes dos últimos 35 anos, e não apenas de Sócrates.

Não é uma questão de "modas" Pacheco Pereira: é uma questão de futuro hipotecado e nós a arder neste país (literalmente) porque a sua "fantástica" geração tem muita retórica e pouco mais do que isso.

Mais do que "simples", eu diria que é triste. Sem aspas.
.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Animais como Nós

Há coisas inexplicáveis, coisas que nos fazem ver a vida através de outro olhar que não o nosso, e no entanto, somos nós que vivemos dentro da pele dessa outra pessoa que pensávamos que não existia.

Coisas como este quiz, esta insónia e esta música "Street Lights". Logo eu, que não gosto do Kanye West. Não me sai da cabeça, esta música. A culpa é da Anatomia de Grey.

Amanhã é segunda-feira.
Amanhã é dia de trabalho.









You're The Animals!

You're just a soul whose intentions are good. You are praying for
some understanding, but somehow you seem to know already that it's not going to come
through. You wouldn't have thought that a mere house could ruin your life, but now
you don't even look forward to the sunrise anymore. With all this ruin, you think it
might be time to go on some sort of tour. You've got to get out of this place, if
it's the last thing you ever do.



Take the Animal Quiz
at the Blue Pyramid.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Natal III (prenda de Natal)

Não, não é mais um Last Christmas... este é "O" vídeo de Natal.
Surpreendente. Só para fãs de Bowie.

Enjoy it.



domingo, 30 de novembro de 2008

Dan in Real Life







Dan Burns: What don't I understand, Cara? Please, help me out. What is it? Is it frustrating that you can't be with this person? That there's something keeping you apart? That there's something about this person that you can connect with? And whenever you're near this person, you don't know what to say, and you say everything that's in your mind and in your heart, and you know that if you could just be together, that this person would help you become the best possible version of yourself?




Amor à primeira vista.
Tema complicado de se abordar ou até mesmo de se sentir. Na vida "real" é muito difícil entender este conceito, e ainda que o tenhamos vivido ou experimentado, é quase impossível aceitar que seja possível. Vamos de encontro ao conceito de Amor. O dicionário Porto Editora diz o seguinte:


amor
nome masculino

1. sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém
2. sentimento de afecto ou extrema dedicação; apego
3. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; atracção; paixão
4. afecto; inclinação
5. relação amorosa; aventura
6. objecto da afeição
7. adoração; veneração; devoção
8. coloquial pessoa muito simpática.

Quanto às expressões que dizem, de alguma forma, respeito ao "amor":

amor à primeira vista: paixão súbita;
amor carnal: amor físico;
(provérbio) amor com amor se paga: deve retribuir-se um benefício com outro benefício;
amor livre: ligação amorosa que rejeita o vínculo do casamento;
amor platónico: amor puramente espiritual, sem desejo sexual;
fazer amor: ter relações sexuais;
morrer de amor(es) por: estar apaixonado por, gostar muito de;
não morrer de amores por: não simpatizar com, não gostar de;
por amor à arte: por prazer, desinteressadamente;
por amor de: por causa de, em atenção a;
por amor de Deus: por favor, por caridade;
ter amor à pele: não correr riscos desnecessários, ser prudente

(Do lat. amóre-, «id.»)
É quase impossível conceber a ideia de que se pode ter afeição desmesurada por alguém num só primeiro olhar, ou justificar um enorme apego ou desejar o bem dessa pessoa num singular momento. Não falo, obviamente, de atracção sexual. Falo de amor, esse sentimento que nos faz largar tudo, de repensar as nossas palavras, os nossos actos, a nossa atitude, a nossa vida por inteiro. O amor, para ser forte, genuíno, o amor que nos faz cometer loucuras, o amor que nos impele a ser algo mais, sermos melhores, tem de se justificar a si mesmo como algo que se fundamenta, algo que tem uma base sólida, para se poder perpetuar pelo tempo, para se poder dizer ao mundo que temos as nossas razões para amarmos quem amamos.
Tudo isto é muito certo e mais são as histórias de amor que conhecemos baseadas num conhecimento mútuo, em que a amizade é o ponto de partida para algo mais. Ou não. Também há o reverso da medalha das histórias ditas de "amor", em que "ela faz amor enquanto ele fode", e esse é, a mais das vezes, o ponto de partida para outras histórias de amor que também todos conhecemos. Muitas outras vezes, também de desamor, ódios e maus fígados. Não estivéssemos nós no século XXI e não teríamos esta visão cínica dos factos, porque a realidade é essa. Andamos a foder mais do que a fazer amor, mas isto é motivo para outro post.
São poucas ou raras ou inexistentes as histórias de "amor à primeira vista". A verdade é que elas existem. E podem acontecer a toda a gente, quer se acredite ou não. Penso que depende um pouco do grau de carência versus grau de desconfiança que se tem em relação aos outros. Estar receptivo ao próprio amor também é ponto assente, mas também a ansiedade em se ser surpreendido por algo em que se deixou de acreditar. Penso que tal como "os opostos se atraem", também estados de espírito contrários podem criar grandes surpresas. Ou seja, imaginem a pessoa mais descrente, a pessoa mais desiludida com a sua vida amorosa. Esse descrédito, apatia e desilusão podem ser tão maiores como a própria expectativa que interiormente se cria. ou porque já se viveu demasiado e se deu sempre com a cara na porta, ou porque nunca aconteceu e a pessoa deixa de acreditar que pode viver o tal "grande amor". Isto, falando num mar de condições criadas para que isso aconteça. Quanto à "primeira vista" em si... nunca se sabe quando pode acontecer, por quem, ou porque é que acontece. Há quem fale em destino, quem fale em karma, em sorte, em almas gémeas... eu prefiro dizer que é a ironia do caos, uma terrível coincidência, e que isto anda tudo ligado, já dizia o outro. Uma questão de timming. Por vezes, é errado, mas por vezes... o amor acontece assim, à primeira vista.
Ah pois, o filme... é um filme muito bom. Simples, uma comédia romântica de extremo bom-gosto, mais não seja pela fotografia e pela banda sonora. Bom para se ver no Natal.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Puer aeternus... ou os novos "trintões"

Puer Aeternus is Latin for eternal boy , used in mythology to designate a child-god who is forever young; psychologically it refers to an older man whose emotional life has remained at an adolescent level, usually coupled with too great a dependence on the mother. The puer typically leads a provisional life, due to the fear of being caught in a situation from which it might not be possible to escape. He covets independence and freedom, chafes at boundaries and limits, and tends to find any restriction intolerable.






Hoje em dia confunde-se bastante imaturidade com irresponsabilidade, promiscuidade com leviandade, e a verdade anda de mãos dadas com a mentira, ao ponto de já nem sabermos distinguir uma coisa de outra.

A verdade é que as pessoas escondem-se atrás de frases feitas tais como "tenho medo da entrega, da vulnerabilidade que existe numa relação"quando, na verdade, o que se esconde é o medo de ter de enfrentar a parte assustadoramente real que existe numa relação. Como diria um amigo meu, "as cuecas sujas no meio do chão" (Cadete dixit). Quem normalmente proclama que já sofreu muito por amor e reafirma que tem medo de voltar àquele lugar, nega as afirmações anteriores. Diz que isto é treta. A perda da independência, a perda do "seu espaço", o medo (pavor, aliás) da partilha das horas e do tempo escondem muitas vezes, um egoísmo natural de quem ainda não está preparado para enfrentar as tais responsabilidades e imperfeições do mundo real (as cuecas, portanto), e são uma boa desculpa para a manutenção dos ponteiros do relógio numa equação de vida que se quer jovem, bonita e leve.

É natural que presentemente, em pleno século XXI, já todos vivemos concerteza uma grande história de amor que correu mal. Sejamos francos: correu mal... mas passamos à frente. Já ninguém vive vidas quebradas ou estilhaçadas ou interrompidas, e a reputação de uma mulher não fica manchada para sempre, porque teve um namorado e aquilo correu mal. Sim, somos modernos, trintões, solteiros e recusamo-nos a viver aquilo que os nossos pais na geração de 60 ou 70 viveram. Vinte anos depois divorciavam-se e é talvez nessa altura que se dá o fim do medo da ruptura. Hoje em dia já não sofremos rupturas em que o peso da dor era tantas vezes suplantado pelo peso da derrota social. E portanto o nosso medo em acabar uma relação ou ver a nossa relação chegar ao fim é mais baseada na dor que sentimos por ver alguém que amamos partir do que propriamente as convenções sociais e o medo de "ficar para tio/a". É "fácil" acabar uma relação e digo "fácil" porque nunca o é. Depois há a separação lógica dos termos "relação" e "caso", pois mais são os "casos" do que as "relações" (ditas sérias).

Conclusão de tudo isto: amar alguém e ter uma relação, viver com essa pessoa nunca foi, nem será, fácil. É um desafio que não está ao alcance de todos, conseguir manter a tal chama acesa. É uma questão de timming, cada hora e cada minuto. Por vezes convencemo-nos de que se já fomos capazes e falhámos, é porque algo está errado connosco, quando na verdade pode ter sido apenas um mau passo, e não era aquela a pessoa que nos completa, nos faz felizes. Ou não. Pode bem ser o sinal, que se não conseguimos ultrapassar a barreira do "tal medo, do pavor" de partilha, é porque talvez a vida não tenha de passar por aí, e somos felizes de outra forma. Sozinhos.

Penso que já é tempo de deixarmo-nos de ilusões e também de preconceitos. Provavelmente quando se tem trinta(s) e não se encontrou ninguém à altura do tal desafio, não há que desesperar. Nem que esperar ("pode ser que seja aos 40..."). Sinceramente, acho que se pensa demais NO problema e menos nas causas DO problema, que é aquilo que cada um de nós é no seu percurso de vida e o que quer realmente nesse percurso. Aparentemente, podemos encontrar imensas pessoas compatíveis connosco, a nível cultural ou sexual, mas as exigências do novo século e dos estilos de vida agitados pedem-nos algo parecido com a perfeição. Idealiza-se a pessoa perfeita que deve estar ao nosso lado. A perfeição não existe, porque ninguém é perfeito e o ser humano muda todos os dias. Mas pode haver perfeição dentro da imperfeição. Há que saber viver aquilo que é uma aprendizagem que se constrói com os erros e cabeçadas que se vão dando. Saber aceitar o que se é e aceitar os defeitos dos outros. Saber aquilo que se é e para onde se vai. Muita gente encontra o amor aos 40, aos 50 e aos 60... e por aí fora, na constância de uma vida que se quer plena, com os seus altos e baixos e sonhos a cada etapa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Faz-me um filho!!!"

... deve ter sido o que a rapariga nipónica pensou depois de ter ouvido um dos grandes nomes da música neste "Mercy Seat".
As coisas que uma pessoa descobre por mero acaso...





domingo, 16 de março de 2008

Perdoai-os Senhor...


Não. Desenganem-se. Não é dos Tokio Hotel a que me refiro. É da maralha que já passou dos vinte e fundam clubes anti-qualquer-coisa-só-porque-não-têm-uma-vida e falam mal. Só por falar mal. Ou porque gostam da mesma banda e dali não passam, ou porque não têm mais nada que fazer, ou porque são muita góticos e vestem-se de preto. Tipo forinhas, mas não bem bem forinhas. Uma espécie de. Diz que é...

Este post vem carregadinho de beneno, por isso... ou aguentam-se à bronca ou mudem de canal (perdão, de blog).





Eu, ainda sou do tempo em que a revista Bravo chegava a este país na sua língua originária; que as adolescentes coleccionavam posters dos New Kids On The Block e Bros e quejandos. Gajos bons. Hormonas aos saltos. Se der um puxão maior à memória, ainda sou dos tempos áureos dos Ministars ou dos Onda Choc. Covers à maneirex das músicas que os irmãos mais velhos ouviam. Tempos das matinés nas discotecas e das cervejas numa terra em que as minis não eram uma moda, mas um velho hábito. Os verdíssimos anos marcados pela risota alimentada pelas guerrilhas verbais entre alfacinhas e tripeiros nas páginas do Blitz. Aquilo não tinha nada a ver com o resto do país e era de delirar. Uma bomba em Lisboa e outra no Porto e viveríamos felizes para sempre. Sou do tempo em que ser diferente não era uma moda, era um fardo; ouvir música diferente não era orgulho, era sinal que podíamos andar metidos na droga. E estes eram e foram tempos em que toda a gente queria ser popular e cor-de-rosa. E eu tinha 12 anos quando ouvi o The End dos Doors, numa cassette da minha irmã mais velha e a minha vida nunca mais foi a mesma. Também ouvia Dire Straits, e hoje em dia não suporto o Mark. Só se for o Kozelek (já estou a divagar...) Adiante.


Até chegarmos aos dias de hoje, as coisas mudaram. Talvez não muito, mas mudaram. Continua a haver música cor-de-rosa, de verniz, música muito down, muito up, muito assim-assim, música pimba, o José Cid e o Jorge Palma, e depois ainda há o Tony Carreira e o filho, o Pedro Abrunhosa e o Vitorino, continua a haver Bravo, Blitz, e o que é mais triste, pessoas que não cresceram, que continuam a dizer/escrever a mesma merda que diziam/escreviam na altura do Blitz, mas em Blogs, porque se acham tremendamente conhecedores de música e no direito de falar mal de bandas pop-rock como estes putos alemães de 17/19 anos como os Tokio Hotel. Eu não os oiço, não porque não goste, mas porque tenho outras coisas para ouvir, e falta-me o tempo para ouvi-las todas. A primeira vez que ouvi falar dos Tokio foi através da filha (13 anos) de uma amiga. Investiguei, fui ao Youtube, à Wikipedia e os putos não me parecem mal de todo. Acho triste, muito triste haver pessoas que não tenham mais nada que fazer do que falar mal gratuitamente de bandas que dão o primeiro passo. Considero ainda mais triste porque há muito piores bandas do que esta. Se as letras isto ou aquilo?!? Epá, não sei nem quero saber! Acho é deplorável como é que num país com tanto problema, com tanta ignorância/arrogância, com tanta analfabetice aguda, ainda se perde tempo a fazer Clubes anti-fãs-dos Tokio Hotel.

Sinceramente, tenho mais que fazer. Mas este post... ai este post tinha mesmo de sair, porque em 2008, a ter 12 ou 13 anos, eu talvez ouvisse os Tokio Hotel. Talvez...




*dedico este post à Inês, filhota da minha amiga Sofia.



Links a reter:
-
quem são os Tokio Hotel
- polémica da treta
aka galinheiro tipo malta à porrada verbal de baixo nível no blitz

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Desafios à Guronsan

1. pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. abra o livro na página 161;
3. na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.


Este desafio foi-me imposto pelo caríssimo Nuno Miguel já aqui há um bom par de dias, o qual decidi aceitar, até porque aceito todos os desafios que me quiserem propôr.

Vejamos: livro mais próximo com mais de 161 páginas (gosto destas ideias estapafúrdias com números igualmente absurdos; já agora, um livro com 161 páginas e meia, não? É que um livro com 161 páginas é um livro com 80 folhas ou 81? deve ser a tricky question... e eu nunca fui boa a matemática... em todo o caso, peguei no mais grosso que tinha aqui à mão, não vá o Diabo tecê-las... isto soa mal, não soa? peguei no mais grosso que tinha aqui à mão...)

Página 161, portanto. 5ª frase completa(??? Existem frases incompletas?). Não sendo necessário dizer o nome do livro, e talvez correndo o risco de pensarem que sou uma erudita em termos de leitura, uma verdadeira intelectual, cá vai:



"E nam se continha mais nem menos em a ditta certidam a qual Matheus Machado Froes taballiam nesta cidade e seus termos fes tresladar aqui bem e fielmante da propria que entregou ao ditto Jozeph Machado de Bracellos que de como a recebeu ha de asignar, com a qual resensiou, conferio e asignou de seu publlico signal que tal he como se seggue."


Cá está o primeiro desafio cumprido neste Blog.


Mais cinco bloggers à escolha?... eu lanço o desafio a todos os que por aqui passarem, ao invés de sempre dar a primazia aos bloggers. Portanto, anónimos, gente que passa, gente que faz o trabalho como faz amor, amor verdadeiro (ehehe) lanço o desafio a todos os comentadores. Peguem num livro com mais de 161 páginas (um bem grosso) e transcrevam algo que tenha já o acordo ortográfico, para facilitar a leitura à malta.

E bom fim-de-semana.



* acho que vou tomar um guronsan....



domingo, 7 de outubro de 2007

Insónias = testes virtuais (podia ser pior)





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia






Podia ter sido pior e o teste até é engraçado. Porue isto ainda é um Divã. Porque no fundo todos somos muito Loucos e é um Mundo Louco, este em que vivemos. Nem de propósito... sempre gostei imenso de Dalí.


Arte moderna é quando se resolve comprar um quadro para esconder uma parte da parede cuja pintura está descascando e, depois de examinar umas 50 obras, se chega à conclusão de que o melhor mesmo será deixar como está.







What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...