::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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sábado, 5 de dezembro de 2009

Descubra as diferenças XX

Se a malta fizer uma pesquisa no Google pela palavra "vampiro" aparece-nos estes dois belos exemplares.

Curioso...










Descubra as diferenças XIX

Se a malta fizer uma busca no Google pela palavvra "lobisomem" aparece-nos estes dois exemplares.

Curioso...






quinta-feira, 9 de julho de 2009

É oficial: este Blog deixou de ser profundo

Quando estamos sós e infelizes nem sequer nos apercebemos de como somos chatos, de como somos capazes de levar um santo a cair do altar de farto da conversa.

Ao fim de alguns anos a escrever sobre a dor, o amor, a solidão, sentimentos, sobre a noite, os mistérios da vida, o fumo dos cigarros, a cor negra de tão negra que é, torna-se um buraco sem retorno, depois de levar minutos, horas até, debruçada sobre a condição humana, em espirais de álcool e drogas, de experiências trocadas em mesas de café sujas, debruçada sobre a poesia que se leu e a que se quer ler, todos os livros e todas as músicas e todas as peças de teatro que nos fazem mais profundos, cheguei a uma conclusão: estou farta.

Estou farta de ser profunda, de tentar conhecer ou compreender aquilo que não tem qualquer explicação, tentar descobrir segundos sentidos em algo que se apresenta tal como é, farta dos castelos no ar, farta de conversas da treta, das minhas e das dos outros. Para compreender a vida, tal como ela realmente é, só vivendo-a em pleno e deixando para trás toda uma certa arrogância patente em coisas que se escrevem apenas porque escrito parece bem, parece mais profundo e intelectualmente superior. Acima da média. Às vezes não me apetece nada ser profunda e de há uns tempos para cá, apetece-me cada vez menos aprofundar certas questões.


Às vezes, só me apetece mesmo mandar todos à merda. Sobretudo na blogosfera. Ultimamente, mais no meu blog. Get a life!





segunda-feira, 18 de maio de 2009

Relógio Biológico aka Medo da Solidão aka Pressão "já está na hora!"


Só o título já diz metade.


Não acredito em "relógios biológicos" . Não acredito numa idade própria para se sentir entranhas a pedir bebés. Não acredito em apelo sagrado ou chamamento divino para a maternidade. O "está mais que na hora" dos amigos e familiares, para a procriação é um jogo algo ridículo do tipo "agora que já somos adultos, vamos lá fazer o que se espera de nós". Casa-se porque sim, tem-se um emprego porque sim, tem-se filhos porque sim e compra-se aquele carro porque sim. Tudo porque sim. Porque é suposto fazer-se aquilo. Porque é suposto uma mulher ter filhos. Senão, é anormal. Já agora, para um homem também. Os dedos da pressão social resultam, muitas vezes, em boatos ridículos "ahhh deve ser gay" ou "deve ser lésbica". Facto é que o chamamento só atinge as mulheres, porque só as mulheres é que têm filhos (o homem português é ainda visto como uma espécie de "apêndice" e a paternidade é aquela coisa que só os nórdicos levam a sério).


Adiante.


Isto do apelo maternal serve tanto para as mulheres que se fazem acompanhar de machos cobridores, tanto para as outras, as que "optaram por ficar sozinhas, que optaram pela carreira". Como se as mulheres que têm machos em casa não fossem mulheres de carreira ou pouco dedicadas à mesma, ou já agora, as que estão sozinhas e "abandonadas", não pudessem ser umas frustradas profissionais(?!?!) Ou se tem uma coisa ou outra? Na mesma onda de quem é bonito não pode ser inteligente, e quem é um génio, só pode ser um trambolho? Quantas pessoas lindíssimas e atraentes são também inteligentíssimas! Como qualquer outro, é um cliché, este o da desculpa da "grande carreira".


Serve porque para além de "terem optado pela carreira", até podem "adoptar". É tudo assim, tão fácil como eficaz. Se não surgir ninguém, e se chegarem à barreira dos 45/50 sem ninguém, têm as suas brilhantes carreiras e até podem ter essa "opção". Tudo é uma opção, até a solidão que tentam mascarar foi uma opção. De repente, uma criança torna-se "uma opção" para não se ficar sozinho. Não se teve porque a carreira vinha primeiro (leia-se "ninguém lhes pegou") e quando já era tarde (até ninguém lhes continuar a pegar), "optam" pela adopção. Depois, numa de Maria Barroso, numa de "solidariedade" para com os meninos carenciados e coitadinhos, acham que podem "contribuir para tornar a vida de alguém melhor, dar-lhes amor e carinho", adoptando-os. Vão a um lar de adopção buscar um bebé take-away (leia-se criança abandonada e com traumas e com vidas interrompidas pela desgraça), como quem vai a um canil buscar um cão ternurento e fofinho! Mascaram o desespero de não quererem morrer sozinhas, de desistirem de encontrar alguém, com a atitude (ainda por cima nobre) altruísta de adoptar uma criança. Para mostrar que podem ter falhado como amantes e mulheres, mas ainda vão a tempo de não falharem enquanto mães. Alguém devia dizer a estas criaturas que dizem "ah, não faz mal se passar da idade, adopto depois!" que a adopção não é um processo à la Angelina Jolie/Brad Pitt e que tão pouco adoptar uma criança serve para tapar o vazio da solidão.


Depois, existe o tal preconceito que o casal tem de ter filhos. Ponto. Casam e têm filhos.

Uma colega de trabalho, com quem troquei uma meia dúzia de palavras em reuniões e uma conversa ou outra, pergunta-me "há quanto tempo estão juntos?" ao que depois de lhe responder ela diz "ahhhh, já está na hora!" Sem me conhecer de lado algum. Simplesmente isto. Uma miúda de 25 anos que passa a vida a queixar-se que o marido não a compreende, casadinhos de fresco, e fala-me que sente que "já é tarde aos 25" para ter o primeiro filho. Não se entendem, mas ter um puto vai resolver o problema de comunicação. Entre uma fralda e outra, talvez cheguem a alguma conclusão... pode ser que resolvam a vida toda do puto até ele ter trinta anos.



Antigamente as pessoas tinham filhos sem esperar, fora de tempo, mas por se amarem. Hoje, tem-se um filho não porque se ame outra pessoa. Tem-se um filho como projecto de vida, como exercício de egoísmo, porque está na lista de "sonhos e projectos", como tapa buracos, às vezes até mesmo para se salvar uma relação ou para se mostrar às amigas que também se é uma fêmea parideira. Para se ser aceite. Depois de os terem, é a velha batalha de os projectarem à sua imagem e semelhança. São os pais que vivem a vida dos filhos porque não têm uma vida própria. Imaginem então se forem mães solteiras... ufa!



Estas coisas atingem-me, claro que atingem, e nunca percebi muito bem o que é isso de "instinto maternal" ou relógio biológico. Tem-se depois de comer um Bio Danone? Não sei, não vejo nem sinto as coisas dessa forma. De quando em vez, sinto-me a anormal cá do bairro, porque não sinto o chamamento divino da maternidade, não penso em adoptar crianças, não vejo gracinha nenhuma nas fraldas borradas que me dão vontade de vomitar nem faço bilu bilu, nem me derreto com bebés.


Penso que deve ser fantástico poder ter uma criança com os olhos do homem que amo, dar-lhe uma educação, transmitir-lhe os nossos valores, acima de tudo, amá-la por tudo aquilo que ela quiser ser. Não agora e não sei quando. Às vezes as oscilações hormonais da TPM fazem-me chorar e fazer figuras tristes só de pensar que se entretanto não sentir esse instinto maternal, e se só surgir aos 50, então o gajo troca-me por uma mais nova nessa altura e têm uma ninhada de filhos juntos. Buááááá!!!!!!!!!!!!!



Por enquanto o meu amor egoísta é apenas relativo a esse homem, e se continuarmos juntos e sem filhos porque ambos decidimos assim, óptimo. Não vou desculpar-me atrás da carreira que tenho, ou do dinheiro, ou da falta de tempo que nunca são suficientes. Se um dia isso mudar, óptimo. Senão, tudo bem na mesma. O que eu não vou fazer de certeza é esconder-me atrás da frustração de nunca ter podido ter um filho, e dizer que foi por opção, pela carreira, etc. Ou dizer "ah e tal, o gajo deixou-me por uma mais nova porque não lhe podia dar filhos, então vou adoptar!" Nesse dia, faço as malas e vou correr mundo. De certeza que hei-de encontrar algo de mais interessante para fazer do que trocar uma fralda...





Parabéns FCP!





Um dos motivos pelos quais eu detesto tanto as pessoas que vivem no Porto é pelo facto da grande maioria delas ser do FCP. Não gosto do Clube, dos adeptos, do Presidente Jorge Nuno, não gosto de nada que venha dali. Não gosto do "conceito FCP". Não é por gostar muito de futebol, que nem gosto. Nem sequer tem a ver com o facto de ser benfiquista, sou mais pela Académica de Coimbra. É pela boçalidade daquilo tudo. É pelo sotaque, pela "mania labrego-urbana". Acima de tudo, não gosto das mulheres do Porto que gritam FCP! e parecem prostitutas de beira de estrada. A elas dedico este post.
No entanto, essas pessoas até poderiam ser do Benfica que eu continuaria a não gostar delas.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

"Ar de poucos amigos"








Confesso que não sou uma pessoa de ir em "aparências". Quase nunca gosto das pessoas com "ar feliz" (embora o meu, seja o "ar" mais estúpido do mundo), preferindo sempre as carrancudas e com "ar de poucos amigos". Toda a gente deve ser agradável, bem educada, polida e convenientemente silenciosa, até porque o contrário a esta adjectivação é algo de insuportável. Certo é, e pasmem-se aqueles que acham que tiveram alguma vez o privilégio de me conhecer, que eu sei ser insuportável. Alguns comportamentos levam-me a isso. Reconheço totalmente. Admito, assumo, tenho plena consciência disso. Daí até ao arrependimento é um caminho difícil, já para não dizer impossível ou irreversível. Chego a gostar de ser insuportável, tenho prazer em ser insuportável.


Porquê? Porque nem tudo o que parece é. Todos os comportamentos (e não pessoas) que provocam o animal que há em mim, são fruto de coisas que, na minha escala de valores, são inconcebíveis, intoleráveis. Tal como eu, o resto do mundo. Voltemos ao princípio: e se essas pessoas que têm "ar de poucos amigos", tiverem boas razões para o ter? E se tivermos julgado mal essas pessoas? E se afinal a história não era bem como se contava por aí? E se afinal o louco que todos julgavam louco, era o mais lúcido de todos?


Muitas vezes aquilo que se ouve por aí, os boatos, as histórias mal contadas, os comportamentos desajustados atribuídos a alguns e retirados a outros, são apenas pedaços de mentiras mal metidas e os factos não estão nem são muito claros. Tudo parte desse princípio errado: a mentira. Todas as mentiras acabam por se descobrir e tudo o que alguns julgavam estar encoberto porque afinal souberam mentir muito bem, acaba por vir ao de cima.


As máscaras sempre acabam por cair. E ainda bem. Começo a não ter paciência nenhuma para as milhentas histórias de homens que, no final de uma relação, ou porque querem precipitar o final de algo, mas não têm os tomates para assumir o que querem (ou não querem), justifiquem toda a trampa que fazem com a frase "ela é louca". Ou algo equivalente a isto: a loucura da mulher, namorada, companheira. Como provavelmente ela até anda sempre com cara de caso (ou "ar de poucos amigos") porque deve estar farta de alguma situação limite a que está sujeita com o gajo, ou tem comportamentos desajustados, é fácil assumir que ela é que é a "louca da história". Quase sempre é a mulher a "louca da história".


Qualquer um de nós conhece alguma história inexplicável entre um homem e uma mulher e quase sempre nessa história a louca é ela. Dá que pensar, não?


Eu vou levar o meu "ar de poucos amigos" até outras paragens. Até porque tenho mesmo poucos amigos. Mas os que tenho são bons.






segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exploração Sexual












Certas coisas exasperam-me, tais como a inveja mal digerida no feminino, que se traduz de duas formas: uma delas, é a crítica descabida do corpo da outra. Aquela criticazinha venenosa, com uma pontinha de azedume muito verde, da língua viperina sobre qualquer aspecto menos favorável do corpo de um outro espécime do mesmo sexo, faz-me revirar os olhos.




Fica mal, mesmo muito mal, a uma tipa absurdamente obesa ou absurdamente feia ou absurdamente desproporcionada atacar ferozmente o "nariz torto da Rita Pereira", as "ancas largas da JLo", o cabelo "tratado - e vê-se logo que está cheio de químicos! - da Beyoncé" ou as "rugas (é que tá cheia de rugas!!) da Bárbara Guimarães". Isto, meus senhores, é pura inveja. Se transferida para uma amiga ou uma colega de trabalho, pior ainda. É a p... da má-língua a reinar.



A outra forma, é abordar o assunto indirectamente, pelo ataque gratuito à publicidade, alegando que se faz uso abusivo/exploração do corpo da mulher para fins publicitários. "Coitadinhas das raparigas, ali assim tão expostas a vender um produto qualquer, com as mamas e o rabo e tudo e tudo de fora!" Pois é, coitadinhas das raparigas que ganharam um balúrdio, talvez tanto numa sessão fotográfica como eu ganho num ano! No fundo, esta é uma crítica menos directa, o ataque não se faz às gajas que são podres de boas, mas "à publicidade NOJENTA e MACHISTA!" Sim, porque aquelas coisas saíram todas da cabeça de um homem! E machista, olha o patife...!

Depois, para cúmulo dos cúmulos, são as mesmas pessoas (leia-se gajas) que afirmam que "o corpo feminino é MUITO mais bonito do que o corpo masculino". Há aqui um contrasenso, não? Ora se é bonito, é natural que seja utilizado! Não?!? Esta raça de feministas meio loucas que não pode ver mais do que dois centímetros de pele dá-me a volta ao cérebro, juro. Por acaso eu discordo em absoluto. Porque raio há-de ser o corpo feminino mais bonito? Eu gosto muito mais do corpo masculino, conotações sexuais à parte. Tal como aprecio uma obra de arte, uma escultura, uma tela, um automóvel ou um edifício, também aprecio o corpo humano ou o corpo de um animal. Para mim, o homem é mais passível de ser elogiado e apreciado do que o da mulher. Mas isso sou eu.



Eu? Só tenho pena de não ter o corpinho Danone da Cláudia Vieira, mas não tenho qualquer escrúpulo em atacar a MINHA própria inveja e assumir abertamente um valente "cabra!" quando vejo uma dessas moças na publicidade que nos entra olhos adentro.
Assumo, já agora, que era agradável ver mais homens sem ser no anúncio da Gillette (que já não têm o calibre de outros tempos). Veja-se o caso do Jude Law para a Casa Dior. Aí, provavelmente, as ditas senhoras invejosas já não dirão que é "exploração do corpo masculino". Ah pois não.




Fica a campanha publicitária dos sapatos Eram, que mais do que focar a questão machista/feminista da exploração do corpo feminino, faz uma sátira daquilo que é o tema em si, com grande dose de humor. Pelo menos, é essa a leitura que faço dos anúncios publicitários.
Já agora, fica
isto também, que encontrei aquando da minha busca incessante sobre a exploração do corpo masculino no Google.




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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Desmistificações

... e começar assim o fim-de-semana. Porque esta foi, sem dúvida, uma semana BEM cheia!





*dedicado aos meus amigos da Terceira e em homenagem às "touradas à corda" que começaram esta semana. Bem hajam!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Pensamento do dia

"Senhor, dai-me paciência para ignorar alguns colegas, porque já esgotei a sabedoria para poder percebê-los, o ano passado... e se me dais força, parto-lhes a cara."



Existem comportamentos para os quais não tenho paciência e/ou tolerância, determinantes na triagem que sempre faço ao fim de um certo tempo (podem ser meses ou anos), quando já a apreciação está feita e as conclusões tiradas. Transcendem qualquer conceito de competência, profissionalismo e mérito pelo que fazem, já para não falar de ética e até mesmo de moral.



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(ignorar e passar à frente. e siga!)

terça-feira, 3 de março de 2009

Puxões à Memória e Lições de Moral

[Post dedicado à malta da nossa grande Academia de Coimbra.]













Não, não é um post sentimentalóide ou nostálgico ou lamechas, este. Na grande maioria do tempo, lembrar-me da minha bem amada Lusa Atenas é maior o riso do que o blue feeling, é mais fácil a pergunta "como é que fui capaz de?" do que o lamento de nunca ter feito. Isto abarca muito mais do que o canudo, o estatuto e os jogos de cartas que fazíamos tardes a fio, num sobe e desce dentro da carteira do Bispo. Engloba muito mais do que os primeiros amores, as lágrimas sofridas a ouvir Cohen e Cure e Tindersticks e etc etc etc e as cartas escritas às colegas de todos os dias que faziam as vezes das amigas de infância, num tempo em que não haviam blogs. Escreviam-se testamentos nessas cartas. E a seguir íamos beber um copo e um café até às seis da manhã e discutir essas cartas. E os meninos bonitos do FCDEF. É maior que a perda da inocência (essa, regenera-se, aprendemos a fazê-lo, ao fim de um certo tempo, pois nada de tão mau tem uma importância tão significativa que nos impeça de viver e faz tamanho estrago que justifique sermos uns merdas duns amargos o resto da vida).


A memória de Coimbra chega a ser maior do que todas as noitadas, borgas em directas intermináveis a culminar nas moelinhas e caldo verde da Via Latina ou na espiral de decadência alcoólica da States. Coimbra é muito mais do que a paisagem urbana feita de Botânico, Portugal dos Pequenitos, biblioteca da Universidade, Torre da Universidade, Praça da República e capelas que tais. Ou era, dado que os nomes foram trocados e as vivências serão já outras, novas recordações, um velho tempo por um novo tempo.


Coimbra é a História feita das histórias de quem por lá passou e de quem a visitou.


A minha memória daqueles tempos é muito mais do que apenas tudo isto, que já é muito: é o tempo mais reduzido em que conheci o maior número de pessoas decentes, que escusavam as lições de moral, numa desproporção inigualável. A minha melhor memória de Coimbra é pensar que quase tudo o que veio depois é uma valente enxurrada de merda de que tenho memória desde que nasci e Coimbra, uma espécie de reduto do resto da vida que tive o privilégio de viver.




*isto obviamente não se aplica às colegas de turma (quase todas), que apontavam os pecados dos outros com honras de ratazana de sacristia, mestres dos bons costumes e moral.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Suns and Book Burning







"Tenho 50 anos e sempre vivi em liberdade; deixem-me terminar a minha vida livre; quando morrer, deixem que se diga de mim: 'Ele não pertencia a qualquer escola, a qualquer igreja, a qualquer instituição, a qualquer academia e muito menos a qualquer regime que não fosse o regime da liberdade'", disse Courbet no seu 50º aniversário.


__________________________________________________________________________ pim!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alguém falou em Nostalgia?


Na imagem, Cândido Mota, Pedro Rolo Duarte e Joaquim Letria, no programa Canal Aberto.
A fotografia foi roubada daqui.
Corria o ano de 1997 e nas janelas vidradas que davam para a 5 de Outubro, alguém mostrou o rabo, colando-o ao vidro e fazendo jus à expressão "geração rasca".
Bons tempos, esses.
Hoje em dia já ninguém mostra o rabo a ministro nenhum.
Isto, sim, é nostalgia.

sábado, 24 de janeiro de 2009

private joke of the day II

... jÁ diZia o GRAnDE eça...
"é a base, é a basezinha..."









De Psicologias da Treta




De Psicologias da Treta




De Psicologias da Treta






a beleza pode ser um estado de leveza de espírito e de forma de apenas saber estar.
diria eu de saber amar. de saber aceitar.
pode ser um estado a transparecer tudo o que vai cá/lá/aí dentro e que se reflecte naquilo que se vê. que vemos. que os outros vêem. que apreciamos. que somos. ou não.

a velhice é somente um estado de alma mais ou menos cagada.
desculpem: CANSADA.



p.s.: ---------------------------------------------------------------------- )))))

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quote of the Day (December 16, 2008)


"It is by the goodness of God that in our country we have those three unspeakably precious things: freedom of speech, freedom of conscience, and the prudence never to practice either of them."

Mark Twain


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desafio de Natal


OK, isto não tem nada a ver com o Natal, mas é um bom desafio e surgiu a partir de um diálogo assaz infrutífero cá em casa com o meu não-congénere-mais-que-tudo-que-é-muito-muito-macho. A questão implícita neste desafio é o facto dos homens serem sempre um bocado... como dizer?... machistas armados em machos que têm sempre receio de colocar a sua sexualidade em causa e não gostam de certas perguntas.


O desafio é responder à seguinte pergunta (para as meninas):

- Com quem é que preferiam dormir: com a Soraia Chaves ou com o Nicolau Breyner?












(para os meninos - e eu sei que é capaz de ser um bocado difícil, mas façam um esforço por responder ok?):

- Com quem é que preferiam dormir: com a Odete Santos ou com o Reynaldo Gianecchini?



sábado, 29 de novembro de 2008

Descubra as diferenças I

Nova rubrica aqui no tasco.


É daquelas coisas que... estou em casa ou a conduzir ou a ler ou na casa-de-banho e de repente... elàs! Vem-me assim algo à cabeça digno de ser registado: as semelhanças que determinadas pessoas (figuras públicas ou não) possam eventualmente ter.


Acho que ninguém vai escapar.
Estas duas, por exemplo: a Janice da série Friends ("Oh MYYY GOOOOOD!!!!") e a Amy Winehouse.




domingo, 23 de novembro de 2008

Coitada da Lucy! (sim, isto É uma ironia)

No outro dia, ouvi uma conversa entre colegas de trabalho em que discutiam as reduzidas vestes da Lucy. Perguntei:

" - quem é a Lucy?"
" - a Luciana Abreu, pá!"
" - A Floribesta?"
" - Essa, sim... agora tem um programa para crianças que mais parece um programa para adultos XXXX..."


Pois eu acho que é uma injustiça! (ironia nº 1) Então a rapariga já não pode usar aqueles vestidinhos que os miúdos até gostam e tudo?!? (ironia nº 2) Aqui há uns anos ninguém criticava a Ana Malhoa naquele programa da Vacareré (ironia nº 3), o Buéreré, que também usava uma indumentária assim a dar para o arejado, e agora arranjam sempre maneira de chatear a pobrezinha (ironia nº 4) da ex-Flor? Sim, que ela é uma flor, uma menina que sustenta a família, não teve um pai rico e famoso como a Ana Malhoa! (ironia nº 5) Até andam a investigar aquilo que a rapariga ganha com o suor do seu trabalho, parece mentira! (ironia nº 6) Logo ela, que até é amiga do nosso Cristiano Ronaldo!...

Ora vejam as imagens (a tragédia, o horror) e descubram as diferenças/semelhanças.









A opinião do Dr House sobre a ex-Floribela, agora Lucy:


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Malta que quase ninguém gosta assim a dar para o arrogante ou anti-qualquer coisa ou política e socialmente incorrecto......



... mas que eu até gramo.


Então é assim: as imagens que se seguem podem conter informações chocantes sobre tudo aquilo que vocês, caros leitores, possam pensar ou saber ou ter ouvido sobre esta humilde criatura que martela as teclas do computador.

Não, o Toy não está incluído. Nem o Alberto João Jardim ou o Paulo Portas. Ainda ponderei a Cicciolina, o Tomás Taveira ou o Ramalho Eanes, mas nenhum deles desperta realmente a minha animosidade. Estes chegam. Para já.

(post em construção).




::vasco pulido valente::









::karl lagerfeld::



::kalimero::



::madonna::



::manuela moura guedes::



::nuno gomes::



::amy winehouse::



::miguel sousa tavares::




::josé mourinho::


::manuela ferreira leite::






::josé cid::

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...