::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


terça-feira, 30 de outubro de 2007

O País Intermitente

Falar de Arte neste país é, ainda e infelizmente, falar de pobreza, mais não seja, da pobreza de espírito dos nossos governantes, da pobreza de espírito de um povo que não quer mais do que telenovela e futebolada, reality shows e engordar à frente do televisor e de um balde de guloseimas.
Queira uma vasta(já) minoria deste povo desinteressado, mudar o rumo das coisas. Nem que seja em vídeos destes. Nem que seja a fazer barulho por certas coisas. Nem que seja a assinar todo o género de petições que altere o estado da nação intermitente, algo que agite. E pensar que só temos um Ministério da Cultura mais de vinte anos volvidos sobre o 25 de Abril. Não me falem em cravos nas espingardas. Falem-me sim, em balas nas consciências.





domingo, 28 de outubro de 2007

Só ou acompanhado?


Isto poderia ser a típica pergunta de um empregado de restaurante relativamente ao bife, se o quer com batatas, com salada ou só o bife mesmo. Mas não. Para a grande maioria das pessoas esta pergunta refere-se ao seu estado civil ou, melhor dizendo, ao estado da sua vida amorosa. Porque é que me lembrei de falar sobre isto? Porque lembrei-me subitamente de um par de almas que conheço que têm pavor em viver sós, sem a tal alma gémea e, em contrapartida, de um outro par de almas que exibem um imenso orgulho em viver sós, de serem pessoas independentes que não abdicam do seu espaço e das suas coisas.
Perguntem-me lá se estas pessoas, tanto o primeiro grupo como o segundo estarão "sós" ou "acompanhadas"... pois aí é que começam os problemas: nem sempre os primeiros têm alguém e nem sempre os segundos estão sozinhos. E isto é válido para ambos os sexos.
São dois grupos que me enervam amiúde. Por diversas razões.
Os primeiros, os que nunca gostariam de estar sozinhos, os ditos DEPENDENTES, são aquelas pessoas que não sabem mesmo viver sozinhas, acham que uma relação é a "salvação"... mesmo que não se saiba bem ao certo o que é isso de se ser salvo. Não, não há pitada de cinismo nestas palavras (bem, pode haver um pouco), mas muito embora se saiba que é bom ter alguém ao nosso lado, tanto para dar asas à nossa criatividade relacional animalesca, tanto para manter os pratos da balança da carência afectiva equilibrados, a verdade é que existem diversas formas de vida para além da tradicional; apenas compete a cada um de nós encontrar a sua, antes de tentar encontrar a tal alma gémea. Viver com esse objectivo pode ser algo de terrível: encontrar ALGUÉM. Pior ainda, se é a sociedade que nos impõe isso. As velhas frases do "está na hora", "já era tempo de casar", "não queres ter filhos?" e por aí fora, já todos sabemos que as fazem. Nós próprios perguntamo-nos e perguntamos a outros, como se uma espécie de testemunho tradicional se tratasse. Mas sabemos que não tem de ser assim. O meu conselho a estas pessoas ditas miseráveis?... tenham prazer em tratar de si mesmas: inscrevam-se num ginásio com as amigas/amigos, vão ao cabeleireiro que é tão gay e tão caro cujo salão nunca tiveram coragem de lá entrar (isto só para as gajas), comprem livros, leiam muito, comprem jornais e revistas, TRABALHEM, arranjem um Blog, escrevam postais, empaturrem-se de coisas giras, saiam de casa, inscrevam-se numa causa nobre, e por favor: não é um crime e nada do outro mundo não sair a um sábado à noite. Mas se saíssem sem aquele ar triste de "não tenho ninguém" também fariam um grande favor à humanidade. Estas pessoas, acima de tudo, precisam de lidar com o facto de estarem sozinhas, mas provavelmente se estão sozinhas, é porque não se esforçaram por alterar esse estado. Já agora, dêm o maior peido do mundo à noite, na cama, e sorriam porque ninguém teve de o ouvir.
Os outros, os INDEPENDENTES. Na minha opinião, estes são os mais irritantes, porque são os mais arrogantes, orgulhosos do seu estado de solidão e independência e porque se fazem notar mais do que os outros, por norma, mais silenciosos. Passam a vida a dizer "sou muito diferente e muito independente". Para mim, uma pessoa independente é uma pessoa que paga as suas contas. Só. Porque todos dependemos uns dos outros para tudo. O resto é arrogância que esconde uma grande lacuna nas relações e uma falta de maturidade emocional muito grande, e às vezes, uma certa frustração que desculpa uma relação pouco feliz (porque há aqueles independentes que não estão sós) ou a ausência não justificada de uma outra pessoa nas suas vidas (não têm ninguém e não sabem como justificá-lo). O pior é que estes são também mais "sociáveis", têm o péssimo hábito de se relacionar com os seus iguais e semelhantes, ou seja: pessoas igualmente sós e muito muito muito independentes e felizes por não terem ninguém ("que seca, ter namorado!!"), ou pessoas que, embora tenham uma cara-metade, o mais certo é ser uma pessoa DEPENDENTE (o tal que pode ter ficado em casa no Sábado à noite), gostam de impôr a sua vontade de pessoa independente e cada um faz a "sua vida".
Há uma espécie de código implícito neste tipo de grupo: são todos muito felizes nas suas vidas sós e raras vezes se dão com os outros, os casais monogâmicos. É fácil ver este tipo de grupos, numa saída à noite: distinguem-se pelos sexos, ou seja, grupos em que só existem homens ou grupos em que só existem mulheres. Do tipo "pilinha não entra", ou do tipo "menina não entra". Também há a vertente do "unidos na miséria de ser alguém que não tem ninguém" e estes são os grupos mais deprimentes: pessoas que deixaram mesmo de acreditar que podem ter alguém, e essa ideia assemelha-se a algo de tão ridículo como acabar com a guerra do Irão e o Bush tornar-se um gajo realmente honesto e porreiro.
Conselhos a estes? Sei lá, tentem ver para além do próprio umbigo. Caso tenham alguém, considerem que provavelmente não é essa, a pessoa certa, e caso não tenham ninguém, deixem de mascarar a solidão com falsas justificações apenas porque ninguém tem de justificar nada a ninguém! Who da hell fuck cares?!?!
Obviamente estes dois grupos de pessoas tendem a nunca mudar a sua forma de ser e de estar na vida, apenas porque não se relacionam com outras pessoas e não abrem a sua esfera relacional, o leque de amigos. Os primeiros porque raras vezes saem de casa, e se o fazem, fazem-no a dois (ou duas). Os segundos, porque criticam acerrimamente todos os outros e acham que assim é que estão bem. Independentes como são, acham que todos os outros estão errados. Os primeiros vivem para o amor, com a ideia romântica de que o seu par é tudo e se estão sozinhos, são uns miseráveis que só pensam em morrer de amor. Os segundos vivem egoisticamente para si, centrados em si e nos seus hábitos de vida que não tencionam mudar, porque dá demasiado trabalho.
Quando me perguntarem, algum destes dias, "só ou acompanhado" eu respondo que o quero mal passado e com ovo a cavalo!...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hoje, 25 de Outubro de 2007

Internacional

Bush declara Califórnia zona de catástrofe
O Presidente dos Estados Unidos declarou hoje a Califórnia zona de catástrofe, após quatro dias de incêndios devastadores que já provocaram a morte a três pessoas, destruíram 1500 casas e forçaram mais de meio milhão de pessoas a abandonar as suas residências. Os danos provocados pelas chamas estão estimados em pelo menos mil milhões de dólares (703 milhões de euros).

Putin inaugura exposição do Hermitage em Lisboa
Portugal recebe Presidente russo com pompa e desejo de criar pontes de diálogo
O Presidente russo, Vladimir Putin, está hoje em Lisboa numa visita oficial a convite do seu homólogo português que mais parecerá de Estado: o dia está recheado de honras militares, salvas de tiros e até uma escolta de cavalos entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Palácio de Belém. A visita precede a cimeira UE-Rússia que decorre amanhã em Mafra. O facto será incontornável nas conversações que Putin mantém esta tarde com Cavaco Silva, primeiro, e com José Sócrates, depois.

Aung San Suu Kyi vai reunir-se com Junta Militar Birmanesa

Parlamento Europeu atribui Prémio Sakharov 2007 a Salih Mahmoud Osman

Pentágono reclama fundos "urgentes" para o desenvolvimento de uma bomba experimental anti-bunker
O Pentágono reclamou fundos ao Congresso norte-americano alegando a "necessidade operacional urgente" de modificar os bombardeiros B-2 de forma a que estes possam transportar bombas "maciças" experimentais anti-bunker, anunciaram hoje responsáveis norte-americanos. De acordo com os peritos, a bomba é destinada a atacar alvos nucleares iranianos que escondidos debaixo de terra.

Duas mulheres aos comandos da Estação Espacial Internacional e do Discovery

China lançou o seu primeiro satélite com destino à Lua
China prepara-se para lançar hoje o seu primeiro satélite de exploração lunar

Nacional

Refer dedica à biodiversidade 3600 quilómetros ao longo das linhas de caminho-de-ferro
A Rede Ferroviária Nacional (Refer) assinou ontem com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) uma parceria “Business and Biodiversity”, no âmbito da qual vai dedicar 3600 quilómetros ao longo das linhas de caminho-de-ferro à biodiversidade, possibilitando a criação de corredores verdes para várias espécies.

Procurador-geral da República será ouvido no Parlamento na próxima terça-feira
A audição do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, sobre alegadas escutas telefónicas ilegais foi hoje marcada para a próxima terça-feira e a do ministro da Justiça, Alberto Costa, para o dia 31, depois de o CDS-PP ter afirmado que não tem impedimentos para a próxima semana.

CDS-PP: novo estatuto do aluno é um "erro histórico"
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, classificou o novo estatuto do aluno, hoje aprovado na especialidade, como "um erro histórico" e deixou um apelo implícito ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que trave o diploma.
"Não acredito que uma pessoa responsável que saiba que um sistema de ensino tem de promover o mérito e o esforço (...) possa aprovar uma disposição como esta", considerou o líder do CDS-PP.
O novo estatuto do aluno do ensino básico e do secundário foi hoje aprovado na especialidade na Comissão de Educação, apenas com os votos favoráveis da maioria socialista.

Jornada positiva para Benfica e FC Porto
FC Porto e Benfica conseguiram resultados positivos nos seus jogos para a Liga dos Campeões de futebol, num dia em que Hugo Almeida também esteve em destaque ao ajudar o Werder Bremen a bater a Lazio de Roma.

....



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ladies and Gentleman, I present you The Fuckin' Blógosphére ou Os sentimentos dos outros à velocidade de um click

((((((((((((((((((((((((( breve aviso à navegação ))))))))))))))))))))))))))))



Já levo algumas décadas disto a que chamo vida humana - ou percurso psico-esquizóide de inter-relacionamento entre géneros da mesma espécie, e nunca antes na minha vida me deparei com situações tão delicadas e perniciosas como as que com que me deparei neste vasto mundo a que chamam Blogosfera.
Não quero nem devo precisar ou especificar factos, acontecimentos ou pessoas, mas devo referir e partilhar uma enorme desilusão na sua globalidade relativamente àquilo que vejo e que sinto.
Podia dizer que não há respeito, não há valores, não há isto e aquilo, mas acima de tudo não há Educação. Real formação interior.
Não, não vivi numa redoma nem sou perfeita, tenho os meus enormes defeitos e cometo os meus erros. Tendo é a separar o trigo do joio, tendo a dar o real valor às coisas e às pessoas que da minha vida fazem parte.
Esqueço-me muitas vezes de muitas coisas que me deveria lembrar (o aniversário do Guronsan foi uma delas, desculpa meu amigo) mas tento ao máximo remediar situações.


Mas o que me leva a escrever isto?


Vejo pessoas a magoar outras deliberadamente, mesmo que gritem e chorem em dor e que peçam uma mão. Vejo pessoas a negligenciar sentimentos. Vejo uma apatia muito grande e muito muito anormal. Vejo traição, inveja, desprezo. Vejo muita hipocrisia e sorrisos doces cheios de fel no seu interior. Vejo poesias sem sentido, palavras palavrosas e vazias, desprovidas de acções que as justifiquem.
Resumindo, vejo muita merda. E quase quase podia crer que isto a que chamam Blogosfera é uma perda de tempo.
Isto até podia ser um post mais preciso e mais doloroso para o Beautiful Losers, mas eu lá não escrevo merda, a merda deixo-a para aqui. Como se disse no início, serve a presente como aviso à navegação.
Today We Are Closed.



Amigos amigos, só aqueles que deixei por aí espalhados vida fora, como os amigos da merda, salvem-se uns quantos por aqui. Aqui, neste meio, muito poucos entendem ou gerem o seu tempo de forma a perceber que os outros também são seres humanos não descartáveis. Que não servem para tapar buracos. Que também têm uma vida. Que também têm problemas. Que também são gente que sente. Que também têm profissões e que também têm contas para pagar.
Que são pessoas normais com carreiras e vidas pessoais.
O Blog retoma dentro de momentos o seu percurso
habitual de Psicologia da Treta.



* este post resume praticamente a minha postura perante a descartibilidade tão em voga nos dias de hoje... aproveito para dedicá-lo à Sofia e à Ana, os nomes de guerra vulgo nicks, não são para aqui chamados, elas sabem quem são, e para mim são simplesmente, na sua grandeza de saber SER, a Sofia e a Ana.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

...such a perfect day...

Depois de um dia de cão (ou gato stressado) de trabalho como o de hoje....







.... e, se de repente, ao deixar de ter rede ou ficar sem bateria no seu telemóvel durante quatro horas, o seu pai e o seu namorado se juntarem numa super-liga de super-protecção e ligarem à polícia, para os hospitais, para os seus vizinhos à sua procura.... isso é impulse!





... ou simplesmente um surto de testosterona exacerbada, ou apenas aquilo que é conhecido por solidariedade masculina do buteláprotegerafêmeadesprotegidaeindefesaquedeveterbatidocomocarroporaíemnenhures.







.... homens....



[isto dá que pensar: antigamente (no tempo pré-telemóvel, pré-sms, pré- ... ) uma pessoa desaparecia por um par de horas e não acontecia nada. Não éramos TÃO necessários e tudo era muito menos URGENTE. Não havia tanta pre-ocupação. 24 horas, ok? São 24 horas e não 4 horas... estava a ver que amanhã ainda era notícia de abertura de telejornais, tipo Maddie... falta referir que me foram encontrar na casa-de-banho a ler um Zits...]

They're coming.... again.


Porque se tem falado imenso em séries, ultimamente, neste Blog. Porque esta é mesmo a minha série preferida. Tenho saudades disto, falta-me qualquer coisa, damn it! Eu adoro o homem e não há nada a fazer. Como toda a gente, detesto hospitais. Mas como nem toda a gente, passei muito do meu tempo, durante a minha vida, em hospitais. Quem me dera ter encontrado um House nessas alturas, e talvez tenha sido o House que vive dentro de mim que me ajudou a ultrapassar certos momentos.



O cinismo pode ser algo de poderoso.


Ah... e o Blog voltou a ser preto. A crise de identidade do Psicologias da Treta acabou.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Foi você que pediu paletes de testes? WDF (what da fuck) ::devo andar com distúrbios bipolares e crises de identidade

...depois de Paris....




...depois de ser um dragão...



...depois de saber que mudei em 72% a minha vida nos últimos dez anos...
(MUDASTI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)



...e depois de saber que tenho uma relação muito boa e coiso e tal e de andar a fazer testes da treta...




Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




...chego a casa depois de um árduo e cansativo e exaustivo e exigente e tudo e tudo e tudo, dia de trabalho, vejo as vossas respostas (que em mail excedem os 30 comentários) e penso que posso até ser doida varrida, mas não estou só.



Dedico (o que significa que quero saber os vossos resultados)
os próximos testes a:

I - InBluesY
II - St.J.
III - Metamorphosis
IV - Stephen King
V - Voyeur de Blogs (VdeB)
VI - Spider Pig
VII - A.





para a Y....

You Should Be In The Donnas

You've got that a bit of an edge to you
The bad girl that all the good boys want!










para o St.J. ...

You've Experienced 72% of Life

You have all of the life experience that most adults will ever get.
And unless you're already in your 40s, you're probably wise beyond your years.








para o HL....



You Are 24% Sociopath

From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good.
It's likely that you're not a sociopath... just quite smart and a bit out of the mainstream!










para o Stephen King.....


You Are Somewhat Logical

Ok, so didn't get the majority of questions right
But you did answer some pretty tough questions correctly
Logic may not be your strong point, but you hold your own!








para o VdeB.... (a ver se vem de lá esse Blog novo)


Your Blog Should Be Green

Your blog is smart and thoughtful - not a lot of fluff.
You enjoy a good discussion, especially if it involves picking apart ideas.
However, you tend to get easily annoyed by any thoughtless comments in your blog.








para o Spider Pig.... spider pig spider pig...


There's a 96% Chance You've Been Abducted By Aliens

You've almost certainly been abducted by aliens.
Either that, or you're totally certifiably nuts.









para a A. (my favorite portuguese diva!)


You are Brigitte Bardot

Naturally sensual and beautiful
You're an exotic beauty who turns heads everywhere
You've got a look that's one of a kind










Agora sim.... declaro oficialmente encerrada a semana de testes da treta!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Os Forinhas aka pseudo-intelectuais de esquerda aka"OS"VERDADEIROS alternativos aka groupies aka o raio que os parta






Ora bem... lembram-se da beta alternativa? Pois... de volta ao tema, desta feita para falar dos verdadeiros alternativos. Existe todo um conceito alternativo ao conceito de alternatividade. Ou seja: se a beta é beta porque veste marcas (nem que sejam da feira de Carcavelos), pode ao mesmo tempo ser alternativa, tendo algumas noções básicas de cinema, música, arte and so on so on, essas coisas todas muito bonitas(?)... pode, até porque se está na moda ser-se alternativo, existe todo um mundo de regras e um protocolo muito bem definido sobre isso de se ser alternativo. Ou seja, a teoria antiga de que os betos eram betos porque seguiam as modas, e se moda presentemente é ser-se alternativo (VERDADEIRO INTELECTUAL!!!) e vestido a rigor como um verdadeiro alternativo (já iremos ver de perto como é que eles se vestem), a beta saíu de moda, logo... é a real alternativa! Subvertem-se os papéis, e todos entram neste jogo parvo de se querer pertencer a algo, a um grupo. O discurso pode ser até bastante nihilista e pessimista e o raio que os parta, mas a verdade é que alternativos verdadeiros podem ter tanta merda na cabeça como as betas alternativas.




Então afinal que é isso de se ser um "forinha"aka pseudo-intelectual de esquerda aka"O"VERDADEIRO alternativo aka groupy aka o raio que o parta?


Existem dois tipos: os que acreditam realmente que são (os mete nojo da cena toda) e os que querem acreditar (uns tristes que só vendo).


Os primeiros até percebem realmente da coisa: leram, lêem, ouvem, escutam, vão aos concertos, aos museus, ficam uma hora a olhar para as instalações da CulturGest com verdadeiro prazer, viajam imenso... são pessoas interessadas. Por saberem-no (que sabem) são uns arrogantes daqueles de bradar aos céus. Lêem, mas aquilo pouco lhes diz, na medida em que é um empinanço de tanto autor que pouca margem deixam para a sua própria visão e tudo o que fazem pouco tem de original, dedicando-se ao plágio. São académicos arreigados aos conceitos. Sempre foram e sempre o serão. Oscilam entre os 20 e os 50 anos. Vivem para a profissão, a qual fazem questão de repetir, à exaustão, como se dele dependessem, porque vivem do estatuto que a profissão lhes dá. Obviamente serão toda a panóplia de malta que veio duma classe a oscilar entre a média (o pai ainda ouve o Roberto Carlos) e a alta (o paizinho deu-lhe a conhecer Schubert numa noite de tempestade e finou-se enquanto dissertava sobre?), mas todos conseguem chegar a qualquer rendimento que ultrapassa os €25.000 anuais, o que lhes permite ter acesso a determinado "material cultural". Sim, porque os CD's e os livros e o teatro e a ópera etc custam dinheiro.
Metem mesmo nojo e pode ser realmente enfadonho estar com pessoas destas por mais de 3 ou 4 horas. São normalmente tímidos e têm muitos complexos, principalmente de superioridade. Eles acreditam agora em algo que vão repetir até ao fim das suas vidas e isso significa estar no acontecimento de algo e à frente de tudo o que for mais avantgarde. Alguns alcançam grande sucesso profissional, mas a maioria acaba por sofrer enormes desilusões e frustrações.




O segundo grupo lê os mesmos livros, ouve e vê os mesmos filmes e músicas, compra as mesmíssimas coisas, frequenta os mesmos sítios, mas... no fundo no fundo aquilo não lhes diz grande coisa. Ainda assim, ficam especados perante a instalação a detestar aquilo ("mas deve ser Arte, é Arte!"), têm imensos preconceitos (de todo o género e feitio: racistas, sexistas, homófobos, etc) mas adoptam uma atitude muito cool e vão aos sítios da moda (isso normalmente inclui gays, o que por si constitui um sacrifício), e são o tipo de pessoas que rema contra a maré, mesmo tendo conhecimento de causa de tudo o que exploram exaustivamente, apenas porque sim. Normalmente pertencem ao PC ou ao Bloco de Esquerda, mas também não sabem muito bem porquê... ao contrário da beta que gosta de Joy Division mas não sabe quem é o Ian Curtis, o forinha que quer desesperadamente ser um forinha, sabe a vida do Ian de trás para a frente, mas não entende as letras. Tem todos os livros e discos, mas não entende o desespero. Não entende a essência daquilo. Devem pensar que no fundo, no fundo, o Ian até curtia mesmo ser um forinha, escrevia aquelas coisas porque era um intelectual do camandro!...



E porquê? Porquê tudo isto, então? Porque é uma MODA. Todos estes forinhas aka pseudo-intelectuais de esquerda aka"OS"VERDADEIROS alternativos aka groupies aka o raio que os parta, têm em comum o facto de se vestirem todos de igual. Quase todos de preto. Preto preto preto. Ou cores muito garridas e fluorescentes, no caso dos designers e arquitectos. Ou casaquinhos alemães do tempo da 2ª Guerra Mundial. E t-shirts do Che por baixo. Óculos de aros grossos (pó estilo) em massa preta (ou laranja/verde fluorescente). Écharpes de lã. Malinhas a tiracolo. À medida que o tempo avança, a indústria da Moda começa a estar bastante virada para este tipo de público, desde que se apercebeu que afinal o tempo em que as pessoas que se vestiam de preto significava luto já vai longe, e bem atrás. É foleiro dizer-se que se é de Direita, mas é muito muito cool andar a beber copos no Bairro Alto, a falar de poesia, de política e de música, dissertar e divagar, mas "chega-te pralá que está aqui um sem-abrigo" e vá de dar beijinhos na língua dos cães, porque os animais são nossos amigos...




É que no mundo das aparências, entre betas alternativas e forinhas descompensados, a porcaria é a mesma, e toda a gente quer evidenciar algo que muitas vezes não é, mas apenas o que faz. Porque não é cool. Porque não é in. Porque fica mal estar fora dum grupo e não se pertencer a lado nenhum. Cultiva-se o ar negligé de incompreendido e coiso e tal, da solidão e das coisas malditas, mas as reacções são quase todas iguais e toda a gente copia identidades e estilos. No fundo, errar e ser humano é também isso. Ou pode ser também isso. E no meio de tudo o que se pretende evidenciar e/ou esconder, o mais importante fica de fora: aceitar que por vezes podemos ser um somatório de muitos desejos, ainda que contraditórios. Digo eu. Sei lá...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

I'm a Super Heroe, oh YEAH!!!





You are The Flash

























The Flash
100%
Wonder Woman
95%
Supergirl
85%
Iron Man
85%
Superman
75%
Hulk
60%
Catwoman
50%
Spider-Man
40%
Batman
40%
Robin
40%
Green Lantern
40%




Click here to take the Superhero Personality Test




Afinal a Psicóloga é um gajo e não sabia... alguém se lembra do Flash? Quem é o Flash?.... declaro esta, a semana oficial do teste da treta.
Did you see my favorite one? Super-Man?...



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

As voltas que a vida da

Acho que conheco este jovem de algum lado... nao estou bem a ver de onde... mas a cara dele nao me e estranha....








Informo que o meu computador esta completamente passado (outra vez) e nao tenho acentos (deve ser uma cena europeia que ainda nao alcancei)... portanto... e somente uma questao de imaginarem/nos.../\]}=+)0(987655554321@!~`2@#$%^&*()_+{[}]\\"'~`````>>.:;,<>'"::LL\`~

terça-feira, 9 de outubro de 2007

dEfIniTeLiTy.......................................................................................................... I LOVE Tarantino!





G I R L * P O W E R







Shots first, questions later!







Stuntman Mike: The woods are lovely, dark and deep. But I have promises to keep. And miles to go before I sleep. Did you hear me butterfly? Miles to go before you sleep.












Jungle Julia: [to Arlene] What about "kinda cute, kinda hot, kinda sexy, hysterically funny, but not funny-looking guy who you could fuck" did you not understand?









Stuntman Mike: [screams from his car] I'm sorry!
Kim: What?
Stuntman Mike: I didn't mean to, I was just... playing around!
Zoë: Oooh, he was playing around...
Kim:
BUT I AIN'T PLAYING WITH YOU!
[hits Stuntman Mike's car]













DEATH PROOF






Basicamente trata-se de uma história muito muito louca com um tipo que tem a mania de se meter (e matar) grupos de amigas. Basicamente o gajo não bate bem e tem um carro death proof (à prova de morte) até ao dia em que encontra pela frente quatro senhoras de grau de loucura igualmente (ou pior) insano que ele. Basicamente... só visto mesmo. Êxtase puro para mentes tortuosas. Violência quase gratuita num filme de acção e crime a lembrar os 70's com aquele cheirinho muito particular do realizador. Fica por ver o Planet Terror do Robert Rodriguez.



... ainda tenho a adrenalina a correr nas veias. Que final apoteótico!!!!!.... verdadeiramente um filme girl power!!!! Para ver com as amigas, em absoluto, as melhores... aqueles diálogos, não de conversa de gaja, mas de quem gosta realmente duma boa aventura, carros, crime, horror, velocidade, acção e muita loucura à la Tarantino. Já está assente na lista: he's my NUMBER ONE!!!!!!!!!!!!......




- Ladies, we're gonna have some fun...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

What's yours?....





Black is the new Black....
Sempre gostei de preto e o vídeo está assim... uma coisa fora do normal. É quase quase o meu preferido, não fosse eu tanto gostar da música do Pink. Indecisões... ex-aequo.
Por ordem de preferência.
****A minha. (e isto não é um teste).







*****Black***** [clicar]





*cortesia de tolilo.

domingo, 7 de outubro de 2007

Insónias = testes virtuais (podia ser pior)





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia






Podia ter sido pior e o teste até é engraçado. Porue isto ainda é um Divã. Porque no fundo todos somos muito Loucos e é um Mundo Louco, este em que vivemos. Nem de propósito... sempre gostei imenso de Dalí.


Arte moderna é quando se resolve comprar um quadro para esconder uma parte da parede cuja pintura está descascando e, depois de examinar umas 50 obras, se chega à conclusão de que o melhor mesmo será deixar como está.







terça-feira, 2 de outubro de 2007

Revistas para Gajas (acrescente-se) Estúpidas

Eu não sei o que é mais triste: se as revistas para gajas se as séries para gajas.
Passo a explicar: estive a ler a Elle de Outubro (não a comprava há imenso tempo) e os artigos que lá li deixaram-me a pensar profundamente na minha própria opinião sobre as coisas e sobre a vida, colocando-me algumas questões "será que a revista já era assim?" "será que estou a ficar menos obcecada com as ideias feitas?" "será que cresci finalmente?" "será que alguma vez fui fútil ao ponto de não perceber que aquilo é fútil?".... será?!?! ....




A grande questão, no fundo, prende-se com o facto de que sempre gostei destas revistas "de gajas" sem nunca dar grande importância ao material dito para gaja. Ou seja, os artigos de opinião e as reportagens. No fundo, desde que me conheço por gente, sempre adorei Moda e toda a secção dedicada à Beleza. Os artigos sobre relações, sexo, blá blá blá, sempre foram dispensáveis; confesso que sempre li o horóscopo e fazia os testes de personalidade e se "ele é o seu par ideal". Lembro-me ainda do primeiro número da revista Máxima (que continua a ser a minha preferida, a par com a Vogue), e de sempre comprar muitas Elle's e Marie Claire's. Tive a sorte de ter uma mãe que nunca foi de comprar revistas Marias e afins.
Adiante.


Antes de começar a crítica supostamente dita, quero esclarecer que tenho um indíce de futilidade/frivolidade em mim, acima do normal, absolutamente nada feminista. Ao contrário do que muita gente (homens e mulheres) pensa, isso não extermina a vida inteligente e pensante dentro do meu ser, daí esta crítica (que se segue) a par com a defesa dos cremes, perfumes e lingerie.
Homens [decentes], preparem-se, eu vou defender a vossa honra perante o triste espectáculo que é discorrido nas linhas escritas para mulheres, em revistas do género.


A questão, e não pretendendo alongar-me, prende-se acima de tudo, com dois artigos. O primeiro, que me deixou um certo amargo de boca, defende que a mulher ainda ganha pontos se se fizer de difícil e passo a citar uma frase que define todo o teor do artigo: "Uma mulher que se faz de difícil tem mais hipóteses de conquistar o sexo oposto? Essa técnica ainda vigora? Parece que sim, escreve um homem na primeira pessoa" Pois, pode até ser verdade, pensei eu, mas o homem deve ser atrasado mental (o que escreveu o artigo, entenda-se) bem como a mulher que se faz de difícil, se isso for um joguinho de manipulação de sentimentos, e já agora, bem como os estúpidos que vão nesse tipo de jogos. Definitivamente, a causa de muitos divórcios. Que raio de relação é baseada numa falta de interesse não genuíno a fim de se obter atenção ou a pessoa?Será que nos tornámos são facilmente obtíveis e encaixáveis nessas fórmulas feitas? É demais para a minha cabeça. Pode até ser que isso resulte, mas a mulher que o faz é, acima de tudo, insegura e dissimulada, e o homem que se cai nesse falso pressuposto, muito fraco de cabeça, para não dizer machista ou obtuso. "Há muitos homens que não gostam que as mulheres dêem o primeiro passo. E elas, espertas como são, fazem as coisas de forma a que nós pensemos que quem tomou a iniciativa fomos nós." Pois... está tudo dito, não está? É legítimo haver homens que não gostem da iniciativa de certas mulheres, tal como é legítimo haver mulheres que gostem de se fazer de parvas de forma a obter o dito macho. Estão bem uns para os outros. É mais fácil a princípio, e no fim acaba-se sozinho... ou a fingir uma vida inteira.

Por falar em fingir, passemos ao artigo seguinte. O da frigidez no feminino. O fingir orgasmos. A culpa que é sempre do gajo porque "não existem mulheres frígidas, há apenas homens desastrados. É que, muitas vezes, confunde-se a ausência de desejo com falta de jeito... por parte do homem, claro." O tal mito de que se a mulher não atinge o orgasmo é porque o desgraçado não se esforçou, etc... o que muita gente se esquece de dizer é que muitas dessas mulheres não conhecem o próprio corpo, nunca atingiram um orgasmo sozinhas, têm preconceitos e tabus, não sabem o que é a masturbação, nem sequer falam de sexo, e tudo constitui esse gigantesco trauma que contribui para a tal frigidez que existe e é uma doença, um problema que, tal como quase tudo o que diz respeito a sexo, tem o seu cerne na psique e nos comportamentos e desejos ocultos. Muitas dessas mulheres não gostam de sexo. Tal como há imensos homens que não gostam de sexo. Sim, até pode ser o fim do velho cliché tão defendido por muitos e muitas, que diz que o "homem está sempre preparado", etc. Em toda esta questão frigidez vs prazer vs orgasmo vs orgasmo fingido, há uma transferência de culpa, que deveria ser repartida por ambos e nunca é. A culpa é sempre do homem, que sofre, na grande maioria das vezes, a pressão toda. Nós somos pressionadas a ter um corpo magnífico de capa de revista, eles são pressionados a ser máquinas de prazer constante. Quites, portanto. Será? Talvez por isso haja tão mau sexo por aí e haja tamanha frigidez nos lares das senhoras que nunca se esforçaram muito para obter o prazer que julgam ser um direito que se obtém com a simples abertura de pernas. Nunca é assim tão simples pois não?

Resta dizer que no artigo mencionado, sensibilidade está escrito da seguinte forma: "sensibílidade". Se foi gralha ou não, não sei. Nem quero saber. Denota o pouco cuidado que há em publicar trampa desta qualidade. Não volto a comprar a Elle. Isso é certo.

Quanto às séries para gajas... pode haver muita coisa que seja considerada série para gaja e outra tanta que não. Passei o fim-de-semana a ver televisão por razões de força maior (séries bastante light na FoxTv), e tudo o que é idiotice e ideia feita, joguinhos e baldrocas com vista a relações (como se não houvesse nada de mais importante na vida de alguém) estão espelhadas na grande maioria, e fiquei pasmada com a porcaria que passa e tem audiências de arrepiar. Como gostos não se discutem, não adianto os porquês de gostar ou deixar de gostar, mas há algumas em que não me revejo minimamente, como é o caso das Donas de Casa Desesperadas (Desperate Housewives), Simple Life (com a Paris Hilton e a Nicole ?, absolutamente intragáveis)... deve haver mais algumas, mas as Donas de Casa Desesperadas tiram-me do sério, pelo ridículo das personagens, e pela promoção descarada que aquilo é para algumas daquelas actrizes. Existe um quê de orgulho em ser-se estúpido e em praticar-se todos aqueles joguinhos absurdos sem nexo algum. Aquilo passa-se nos dias de hoje, mas bem podia ser na década de 50 que ninguém daria pela diferença. Os homens são ali personagens secundárias, estupidificados e pobres tontinhos, numa senda de filosofia do tipo Clube Pilinha Não Entra, e se entrar, também não é para ter grande importância. Não há ali meios termos: elas são as principais personagens, estereotipadas até dizer chega (há a adúltera, a mãe de família, a preconceituosa, a santa e a puta) e eles funcionam como os Ken's do cenário.

Existe uma boa surpresa no meio de tudo isto. Uma série que pode até ser considerada uma série para gaja, mas que adorei descobrir. Anatomia de Grey. Obviamente não tem rigorosamente nada a ver com o meu querido Dr House (o meu número um), mas há algo de desconcertante em Grey's Anatomy que não vejo nas outras séries. Lembra-me um pouco aquele humor (aquando das partes humorísticas, que Desperate Housewives não tem de maneira nenhuma) que via há uns anos atrás em Ally McBeal, também uma série talvez para gaja. Mas que os gajos também vêem/viam. Gosto do lado pluralista das séries. Gosto do lado humano dos homens, como seres humanos que são, seres sensíveis que têm cérebro e sentido de humor. Gosto acima de tudo, do lado desconcertante de tudo aquilo. Não sei definir, mas sei que o jogo não é explícito ali, tal como a vida quase nunca o é.


Resta dizer que não há revistas para gajas ou séries para gajas... existe é um mercado terrivelmente assustador para gente estúpida (homens incluídos, claro).

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

JOVEM! Tu que...

... tens a mania da perseguição!!!!
.... tens graves problemas psicológicos!!!!
..... andas a chafurdar na miséria e a sentires-te um enganado virtual!!!!
....... não fazes mais do que aturar a cabra da tua namorada aos gritos e só tens sexo uma vez por semana porque ela é uma loira frígida, uma cruel serva do Diabo mascarada de anjo.......
...não esperes mais! Lê este post! Este post é para ti!!!!!!!
Basicamente peço desculpa a quem não entender este post, e como leva mesmo uma carrada de segundas intenções, fica um artigo que considero extremamente interessante para pessoas que:
1 - têm a mania da perseguição;
2 - andam a ler os blogs errados;
3 - andam a foder (epá, disse foder? era "chatear") a cabeça a pessoas que são/eram suas amigas;
4 - não têm uma vida e chafurdam na vida dos outros;
5 - criticam tudo e mais alguma coisa;
6 - têm DE CERTEZA gritantes lacunas na sua vida sexual (vulgo "falta de peso");
7 - acham que o mundo gira à sua volta;
8 - aplicam o costumeiro velho truque para o qual já não há mesmo pachorra do "ninguém gosta de mim!!!" e "vocês divertem-se todos à minha custa!!!";
9 - não aprendem com a porra das cabeçadas que dão na vida;
10 - gostam de levar porrada psicológica e quem sabe, física.
- já agora, estas são as Psicologias da Treta. O Psiquiatrias da Treta é mais adequado ao teu caso, jovem. Já agora, eu se fosse a ti, ia aos Classificados aí da zona (epá, digo ou não?? é melhor não dizer...) não vás tu encontrar o número da gaja naqueles anúncios tipo "menina de ar afectado acompanha senhores com boa condição social e financeira..." Porque aqui não vais encontrar a calúnia e as informações que esperas obter da gaja ok? Se tens dúvidas.... jovem, porque não lhe perguntas a ela?
Bom fim-de-semana.

What Happened to Linda de Suza?


(imagino já estrondosas gargalhadas de alguém aí desse lado)
O facto é que a Linda de Suza, esse baluarte do emigrantismo (?) português em França, está a desaparecer das mentes das pessoas. Já ninguém (com menos de 25 anos de idade) sabe quem foi a grande antecessora de nomes como Tony Carreira ou...? (francamente não me lembro de um outro nome tão acarinhado pelos nossos emigrantes como estes dois).
E eu considero que isso é grave, muito grave. Como falar em expressões referentes à mala de cartão a alguém que faz aquele ar de: "humm?!?", porque simplesmente desconhece esse nome que fez chorar tanta gente com a sua voz em Paris e até se fez uma série de televisão acerca da sua vida?
Fica a recordação, e até mesmo a pergunta... é que nunca mais se ouviu falar dela.

sábado, 22 de setembro de 2007

Games We Play

Post recuperado do antigo Psicologias da Treta. Recordar que foi o mais comentado de sempre. Porque recordar certas coisas, é preciso. Há opiniões que nunca passam de moda, talvez por uma questão de coerência... ou talvez já esteja a entrar naquela fase de vida em que raras serão as vezes que mudarei de opinião.



::imagens de sergio mora::




As queixas fazem-se ouvir um pouco por todo o lado, em conversas de café, em almoços e jantares, em desabafos às horas mais tardias da noite, todas embargadas por uma certa solidão que não podemos continuar a mascarar, como se mulheres novaiorquinas retiradas de séries como o Sexo e a Cidade nos tratássemos ou fôssemos.
Encaremos o facto: não somos.
Os homens, esses, continuam cada vez mais perdidos.
Uma lady na mesa, uma puta na cama...

Aqui há anos seria fácil para um homem perceber o que era uma lady e o que era uma puta, mas acontece que os tempos voaram até ao dia em que para um homem não será assim tão difícil ter sexo com uma mulher inteligente e boa rapariga (uma lady) e não se sinta obrigado a casar com ela.
Ou seja, tanto melhor... pode até ter muito sexo com muitas raparigas inteligentes e pode até ter o privilégio de escolher.
À mulher foi concedido (também) o privilégio de alguma leviandade sexual, o tal que era já apanágio do sexo forte, o tal vindo de Marte. O facto é que também as mulheres se tornaram predadoras com o tempo novo que veio pousar em terras lusitanas. A factura a pagar agora é a mesma leviandade sentimental e maquiavélica dos homens (dantes, característica da dita e suposta superioridade feminina), pois o tal homem perdido de amores por uma mulher a cantar-lhe a serenata de amor à janela é uma espécie em vias de extinção. O tal homem quetudo faria pela atenção da mulher amada... porque desapareceram. As predadoras fizeram homens assim sentir-se ridículos e o romance deu lugar a um vazio sem precedentes. Um fosso sentimental.

Ou seja: inverteram-se os papéis. As mulheres podem ter o sexo que quiserem com quem quiserem (dizem elas, orgulhosas dos seus novos direitos), e os homens são mais livres de escolher a mulher que querem amar (como se tivessem tempo para uma, quanto mais, para mais de três ao mesmo tempo).
Confundem-se as prioridades, as personalidades e não se chega a conhecer uma quinta parte de um alguém que provavelmente até se daria ao trabalho...
Porque dá, efectivamente, trabalho.
Conhecer alguém até que nos apaixonemos por essa pessoa é uma tarefa árdua que pressupõe imaginação, vontade, entrega e tempo.
O sexo é fácil. E rápido.

Seremos assim, mais felizes? Duvido porque todos os dias se fazem ouvir as tais queixas, tanto no feminino como no masculino. No meio de jogos de bastidores entre duas pessoas não resta quase nenhuma margem à magia, ao encanto, à confiança, à partilha.
Quase nunca se consegue confiar em alguém, saber o que aquela pessoa pretende de nós, seja homem ou mulher, se vai saber segurar a nossa dor, se vai saber partilhar um sorriso, um segredo, uma chamada de atenção, a verdadeira intimidade entre duas pessoas, à partida condenada pelo sexo, sempre um pretexto tão grande para a desmotivação quando finalmente encontrado. E esmagado o desejo, parte-se para outra.

Pasmem-se. Não é de sexo que se trata. Nunca foi. É quando finalmente sabemos que o que nos atrai em alguém é aquelo elo indecifrável e invisível que nos pode tornar mais fáceis no momento da entrega sexual e ao mesmo tempo, inacessíveis na entrega do nosso somatório de vida e de experiência. A compatibilidade, que vai muito mais além do que o cheiro, o toque e o beijo. Acaba por ser secundário, acaba por ser trivial. Igual. Banal.
Foder, qualquer um sabe...

Homens e mulheres estão em lados opostos do tabuleiro. Sempre estiveram e sempre hão-de estar. Mas nem todos sabem acordar as regras do jogo. Porque em tudo, há regras... até para que se saiba que as podemos alterar. Ou quebrar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

"Excuse Me"

::fotografia de jill greenberg::





"Antes tarde que nunca" é uma verdade aplicável ao arrependimento verdadeiro, mas nem sempre o pedido de desculpas personifica esse mesmo arrependimento.


"As desculpas não se pedem, evitam-se". Penso ser uma verdade ainda maior.




É certo que não gosto de pedidos de desculpa. Nalguns casos (as criancinhas na escola) são perfeitamente justificáveis, mas a verdade é que não gosto (aliás, detesto) de pedidos de desculpa. As pessoas são naturalmente egoístas, e são as mais egoístas que passam a vida a dizer "desculpa". Já agora, as que têm maior défice de inteligência emocional, uma vez que passam a vida a cometer os mesmos erros nas suas relações, e a pedir as tais desculpas, porque cometem s e m p r e o mesmo erro. Ainda há os da vertente orgulhosa estupidificada, "desculpa, mas..." e não há pachorra. Isso, pachorra, porque a paciência esgota-se minutos antes da pachorra.




E isto vem de braço dado com o facto de ter estado a ver o Oprah Winfrey Show. Eu sei que não tenho coração, mas eu abomino tanto o programa como as pessoas que o vêem religiosamente. Tenho dentro de mim uma vontade férrea de vir a ser uma melhor pessoa, mas o facto é que a espada páira sobre a cabeça de alguns dos meus conhecidos e a Justiça normalmente é cega. Passo a explicar: o dito programa (ou parte dele, porque não vi tudo) falava do arrependimento, com direito a lágrimas e tudo, de alguns adolescentes e professores dum liceu dos EUA que se magoaram reciprocamente, fosse por racismo, fosse por homofobia, etc, numa sessão de pedidos de desculpa. Uma professora chorava a pedir perdão aos seus alunos caso algum dia os tivesse magoado. (Nobre, hein?)


Um aluno (gordo que se farta) a pedir perdão ao amigo pelas piadas racistas que costumava mandar ao amigo (que sendo negro, era bem giro e muito mais jeitoso que o puto racista gordo, leitoso e feio que nem um penedo). Um outro, negro, a pedir perdão ao amigo gay porque lhe chamava "maricas", etc, e já agora, a todas as mulheres que eventualmente pudesse ter ofendido, porque todas as mulheres eram lindas e não mereciam... todos a chorar. Alguns convulsivamente. Tudo a soar a falso, efectivamente. Professores a pedir desculpa aos alunos CASO algum dia os tivesse magoado...? De lágrimas nos olhos...?




Mudei de canal.




Pensei "não há pachorra". Tudo isto lembra-me a parva duma suposta amiga que tenho/tinha que assiste a esta bosta de programas (eu escrevi bosta, sim) mas na altura devida em que deve evitar uma data de situações e não perder os amigos, só tem feito porcaria. Metade das pessoas que conhecia já não lhe falam, afastaram-se, devido a situações desagradáveis por ela criadas. Acha que o mundo está contra ela, acha que ninguém a compreende e toda a gente é má e ruim. Bem, eu sei que sou má e ruim, mas considero que com ela nunca apreciei o verdadeiro lado da minha ruindade. O facto é que eu gostava dela. O facto é que nas piores alturas, eu estive lá para ela. O facto é que sempre me interessei, liguei, apareci, tolerei e aceitei. Cheguei mesmo a perdoar situações que por outra pessoa, não o faria. Uma manhã não pude estar a 100%. Estive ao telemóvel com outra pessoa. Meia hora ao telefone. A partir dessa manhã, depois de insultada, deixei de ser considerada Amiga porque estava ao telefone com outra pessoa. Deixou de me falar. Até hoje nem sei bem porquê. Penso que foi a única razão.



Talvez um destes dias ela apareça ou ligue.... "peço-te desculpa".


Ao fim de mais de 8 meses. Não irei desculpar, caso isso aconteça. Não vejo a porra da Oprah Winfrey e não tenho pachorra. Tal como ela, algumas pessoas que páiram por aí. E a culpa não é do mundo, a culpa é minha. Nossa, de nos deixarmos magoar. É simplesmente devido às expectativas que nós temos dos outros, e que nunca são cumpridas por essas determinadas pessoas. Todos temos problemas e todos temos uma vida. Morrem pessoas todos os dias, e quando morrerem, será que é nessa altura que devemos ocupar-nos delas? Será que é depois de se fazer a porcaria e de se magoar e de se ignorar e desprezar pessoas que lhes vamos pedir "desculpa"? Será que depois de não terem cuidado connosco, teremos de ter cuidado com essas pessoas? O egoismo reina e anda tudo demasiado centrado nos seus problemazinhos da treta, e por vezes esquecemo-nos de que tudo isto é efémero. Eu, penso que não aprendi nada de novo. O discurso até poderia ser "ah e tal, as pessoas são assim mesmo, são todos uma cambada de egoistas!..." mas não. Não o faço porque por cada merdoso/a que conheço tenho mais uns quantos que ainda valem a pena. Por isso gosto de pessoas. Por isso gosto de falar com pessoas, estar com elas. Há outras para as quais não tenho mesmo... pachorra. A Amizade também se faz disto. De nivelar. Saber distinguir o trigo do joio. Se eu perder tempo com quem não sei, o que é que eu vou dizer a quem sei?... já dizia a minha A.miga. E siga!




Como disse no início, eu detesto pedidos de desculpa (a mágoa ou a tristeza incutidas ou a maldade deliberadas não têm desculpa)... quanto às lágrimas, hei-de me lembrar sempre das palavras dum grande amigo meu... "chorou? ai chorou?? pois olha, isso são lágrimas de crocodilo, e o crocodilo só fica bem em sapatos ou malas... ou naqueles polos muito giros da Lacoste"....

domingo, 16 de setembro de 2007

A beta alternativa (isto é quase um cliché)





Imagino a cara de felicidade e o sorriso rasgado no rosto de alguns de vós, na senda da recordação de uma qualquer beta alternativa que tenha passado pelas vossas vidas. Mas adiante.



Afinal, o que é uma beta alternativa? Uma beta alternativa, tal como o nome indica, é uma tipa (a rondar os trinta/trinta e sete anos) vestida à "beta", com graves problemas de auto-afirmação, que tenta à força pertencer a um grupo que não é o seu, ou seja, o grupo dos alternativos, aqueles que gostam de cinema, música, literatura e tudo o que tenha a ver com qualquer expressão de arte alternativa. Ou já agora, de arte. Está na moda ser-se alternativo, e está na moda gostar-se de arte pela arte. Um Rembrandt ou um Pollock? Não interessa, coloca-se o Pollock na cozinha para dar com os azulejos e o Rembrandt na sala porque "diz que é mais caro e tal".


Há dois tipos distintos de beta alternativa: a pobrezinha dos subúrbios e a ricaça de boas famílias, tanto de grandes como de pequenas urbes.


Normalmente a beta alternativa ricaça tem dinheiro, bastante dinheiro, veste-se a rigor na Loja das Meias, compra tudo o que apanha na Fnac, gosta de encher a boca para dizer "o quê? lá porque me visto bem, não posso ouvir o que eles ouvem??" e é loira e gira e sente que tem de provar ao mundo que não é estúpida. Efectivamente, é um poço sentimental sem fundo no que concerne a auto-estima, embora seja bonita. Não se dá muito valor e na gaveta escondida lá do seu quartinho tem a colecção inteira da Christina Aguilera, com a qual chora noites inteiras ao som de "I am beautiful no matter what they say..." (perguntam vocês: ah e tal, ó Psicóloga da Treta, tu conheces essa da Aguilera!! (Pois, é que tenho muitos amigos gays).

A beta alternativa pobrezinha dos subúrbios é ainda mais patética do que a anterior, porque efectivamente acaba por nem ser uma BETA a sério (compra as roupas tipo beto na feira de Carcavelos), e tal como a outra, quer também à força entrar num grupo com o qual não se identifica minimamente, mas como é tão estúpida e tem problemas de relacionamento, e já agora, não tem dinheiro, acaba por nem ser aceite pelos betos (mestres na arte de identificar bainhas e botões das verdadeiras marcas e griffes), nem pelos alternativos (mestres na arte de identificar uma fajuta destas, que desbobina a carreira do Ian Curtis e a seguir pergunta quem são os Joy Division). Ainda assim, é de se louvar o esforço patente nestes dois tipos que lutam contra a maré da tal sociedade a que querem ascender e pertencer, embarcando num conceito que tem de tudo, menos de alternativo: que é seguir-se uma moda em voga, que é ser-se alternativo. Nunca ser-se alternativo foi tão pouco uma alternativa como agora. Caso para dizer que já não existe nada de alternativo. Desculpem a redundância.




Eu já sei que isto vai ser lido/olhado de lado pela Liga Protectora do Quem És Tu Para Julgar pelas Aparências, but I don't give a shit again. Toda a gente julga pelas aparências, e é nas aparências que tudo começa. Haja coerência de estilos. Já agora, não em demasia, porque isto de se ser alternativo tem também o reverso da medalha: existe um outro género ainda mais irritante do que a beta alternativa, que é a forinha alternativa, variante também no masculino (daí ser ainda mais irritante, porque são mais), mas sobre esses falarei numa outra oportunidade. Boa noite.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...