
... mais gosto dos animais.
Em conversa com uma grande amiga aqui há dias, afirmei em fria e pura convicção: há pessoas que não prestam. Pessoas que não prestam... se o fosse dizer em voz alta (a considerar que o afirmaria) há anos atrás, seria de forma absolutamente estridente e passional e, provavelmente, por quem me conhece de outros carnavais, diria que a dita afirmação seria fruto de algum desamor mal digerido ou de franca impulsividade mal medida. E que passaria no mesmo ápice em que tinha chegado. Nos dias que correm, e fora a abundante e afluente maré de acontecimentos políticos e sociais menos felizes que o nosso país enfrenta, a afirmação "existem pessoas que não prestam" sai-me de forma prudente e calculada e fria e seca, e talvez isto seja de uma amargura demasiado crua, mas é a realidade que me rodeia de há uns dois anos para cá. Nos últimos dez anos tive a enorme felicidade de ter conhecido pessoas que são absolutamente fantásticas. Se for aos últimos vinte, então posso considerar-me uma pessoa de sorte, porque a confiança nessas pessoas é inabalável, e não é por discussões de merda que deitamos "pessoas fora". É no confronto de ideias que nasce a verdadeira luz. Falo pois de falta de valores, de pessoas que roubam (sim, roubam), mentem, enganam, traem... homens e mulheres, e se for a bem da verdade, e em bom rigor, mais mulheres que não prestam do que homens.
O engraçado é que estas pessoas acabam por sempre ter um desequilíbrio qualquer muito grande a nível psiquiátrico ou psicológico. São sempre frágeis. "Boas pessoas", que tudo fazem para agradar. Atravessam quase sempre depressões, ou sofrem de distúrbios, ou têm histórias muito tristes para contar. Don't we all?...
Chego à conclusão muito íntima e pessoal de que não gosto de "boas pessoas". Também não gosto de conhecer pessoas pela net. Há pessoas com as quais não pretendo manter qualquer tipo de contacto senão o estritamente necessário, pois a grande maioria de valentes merdas que conheci por este meio tiram-me a vontade de sociabilizar seja por que meio for. Histórias de gente que não interessa, vigarices, putedo, loucos com a mania que vão mudar o mundo, e isto em frentes que vão desde a favela até secretários de estado. Toda a gente pretende ser algo que no fundo não é. Uns têm Blogs para engatar, outros têm Blogs para armar ao pingarelho. Eu tenho um Blog para falar mal desta merda toda (este) e outro para dar azo àquilo que o Vítor Espadinha cantava: e recordar é viver.
Chego à conclusão que não quero conhecer pessoas novas nem estreitar laços, os amigos que tenho chegam-me e confesso que me sobram em dadas alturas. São boas pessoas e valem a pena. Chego à conclusão que a vida não está para perder tempo com quem não o perde connosco.
Chego à conclusão que mais vale divagar sobre o sentido da vida com aqueles que não nos vão julgar, com quem já apanhámos uma valente cardina, com aqueles que erram e a quem confessamos erros, e que mais vale um minuto de silêncio por vezes entre um pires de caracóis e uma imperial, do que trinta minutos de muita conversa fiada.
Sejam felizes.
Em conversa com uma grande amiga aqui há dias, afirmei em fria e pura convicção: há pessoas que não prestam. Pessoas que não prestam... se o fosse dizer em voz alta (a considerar que o afirmaria) há anos atrás, seria de forma absolutamente estridente e passional e, provavelmente, por quem me conhece de outros carnavais, diria que a dita afirmação seria fruto de algum desamor mal digerido ou de franca impulsividade mal medida. E que passaria no mesmo ápice em que tinha chegado. Nos dias que correm, e fora a abundante e afluente maré de acontecimentos políticos e sociais menos felizes que o nosso país enfrenta, a afirmação "existem pessoas que não prestam" sai-me de forma prudente e calculada e fria e seca, e talvez isto seja de uma amargura demasiado crua, mas é a realidade que me rodeia de há uns dois anos para cá. Nos últimos dez anos tive a enorme felicidade de ter conhecido pessoas que são absolutamente fantásticas. Se for aos últimos vinte, então posso considerar-me uma pessoa de sorte, porque a confiança nessas pessoas é inabalável, e não é por discussões de merda que deitamos "pessoas fora". É no confronto de ideias que nasce a verdadeira luz. Falo pois de falta de valores, de pessoas que roubam (sim, roubam), mentem, enganam, traem... homens e mulheres, e se for a bem da verdade, e em bom rigor, mais mulheres que não prestam do que homens.
O engraçado é que estas pessoas acabam por sempre ter um desequilíbrio qualquer muito grande a nível psiquiátrico ou psicológico. São sempre frágeis. "Boas pessoas", que tudo fazem para agradar. Atravessam quase sempre depressões, ou sofrem de distúrbios, ou têm histórias muito tristes para contar. Don't we all?...
Chego à conclusão muito íntima e pessoal de que não gosto de "boas pessoas". Também não gosto de conhecer pessoas pela net. Há pessoas com as quais não pretendo manter qualquer tipo de contacto senão o estritamente necessário, pois a grande maioria de valentes merdas que conheci por este meio tiram-me a vontade de sociabilizar seja por que meio for. Histórias de gente que não interessa, vigarices, putedo, loucos com a mania que vão mudar o mundo, e isto em frentes que vão desde a favela até secretários de estado. Toda a gente pretende ser algo que no fundo não é. Uns têm Blogs para engatar, outros têm Blogs para armar ao pingarelho. Eu tenho um Blog para falar mal desta merda toda (este) e outro para dar azo àquilo que o Vítor Espadinha cantava: e recordar é viver.
Chego à conclusão que não quero conhecer pessoas novas nem estreitar laços, os amigos que tenho chegam-me e confesso que me sobram em dadas alturas. São boas pessoas e valem a pena. Chego à conclusão que a vida não está para perder tempo com quem não o perde connosco.
Chego à conclusão que mais vale divagar sobre o sentido da vida com aqueles que não nos vão julgar, com quem já apanhámos uma valente cardina, com aqueles que erram e a quem confessamos erros, e que mais vale um minuto de silêncio por vezes entre um pires de caracóis e uma imperial, do que trinta minutos de muita conversa fiada.
Sejam felizes.
