É verdade, é isso mesmo: o tema é a dor de corno. Não se trata de uma dor de corno qualquer, mas da dor de corno do homem que é trocado por outro ou, na melhor das hipóteses, não é trocado por ninguém a não ser por um vazio porque ainda há quem (justamente) pense que "antes só que mal acompanhada".
Obviamente, homens e mulheres, ninguém gosta de ser trocado e, muito embora as mulheres sofram de um certo síndroma de vingança, má língua junto das amigas e comportamentos explosivos de ressabiamento, os homens na mesma situação padecem de um mal que, a longo prazo, é destrutivo, designado por rancor. É verdade: os homens são muito mais rancoros e orgulhosos e mantêm as aparências no que concerne ao facto duro e cru de terem sido enganados ou rejeitados, mas no fundo... no fundo corroem-se de dor e angústia, nunca encarando bem a situação, negando a sua própria condição de "corno". A sua própria dor.
No que se reflecte, então, este tipo de comportamento?
Na amargura perante o sentimento romântico, na desconfiança do género feminino ("as mulheres são todas umas cabras" ou "não se pode confiar nessas p...." são afirmações recorrentes), no acto de mudar de passeio quando vêem o seu objecto de afeição ou, em actos mais drásticos, furar pneus de automóveis, perseguições pelos sítios habituais de passagem ou frequência e telefonemas anónimos em cabines públicas, apedrejamento aos vidros lá de casa ou as figuras tristes no local de trabalho. Ainda há a clássica bebedeira e consequente torrente de insultos, tanto à ex-namorada como ao respectivo e actual namorado da mesma.
Conclusão: mais vale que digam tudo duma vez, que insultem e chorem e apanhem as bebedeiras de seguida durante um ano, e se curem, do que andar a mastigar a paixão antiga, o passado de forma a conseguir salvar, não uma relação de "amizade" com a suposta ex, mas a relação consigo próprio.
Fica o vídeo que, no fundo, foi o que inspirou o post, bem como a lembrança de tantas e tantas situações conhecidas de pessoas que ainda não conseguiram ultrapassar as suas próprias situações. E lembrem-se: corno, já todos fomos na vida..
