Concerteza já todos ouviram, homens e mulheres, a dada altura da vossa vida, um "piropo" carinhoso da parte de um trolha aka homem das obras, ou dirigido a si, ou no caso dos homens, por parte de amigas e namoradas, esposas, etc, e concerteza já se sentiram incomodados (ou não) perante a ignomínia praticada em tal rude e cru e porque não(?) pomposo e típico vernáculo dessa classe trabalhadora que são os serventes de pedreiros. Alguns de vocês (e algumas, obviamente) poderão ter achado ofensivo o conteúdo das frases em questão.
Durante este ano, de forma a poder deslocar-me ao meu local de trabalho, tive a oportunidade de passar junto a uma dessas obras, a uma casa (estavam a fazer o restauro do edifício), na qual trabalhavam uns moços assaz inspirados (antes das nove da manhã, já estavam com a verborreia preparada).
Desta forma, pude fazer o levantamento exaustivo das frases curtas de que vos falo neste post. São elas:
. Quem me dera que fosses um frango para te espetar um pau no cu e fazer-te suar.
. A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.
. Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
. Tens um cú que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!
. Oh boa, com um cú desses deves cagar bombons!
. És como um helicóptero: gira e boa!
. Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!
. Belas pernas! A que horas abrem?
. Ó febra! Junta-te aqui à brasa!
. Ó joia! Anda aqui ao ourives.
. Contigo filha, era até ao osso!
. Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...
Ou ainda mais estas:
"Eh boa!... Dá beijinho ao trolha"
"Eu vi logo, gorda como estás é porque não suas muito."
"Olha lá, com menos cu também se caga, sabias?"
"Se o teu cu fosse uma torrada tinha que barrar a manteiga com um remo."
"Tanta carne e eu em jejum."
"Oh filha, anda cá que o pai unta-te.”
"Que curvas. E eu sem travões."
"Diz-me quem é a tua ginecologista para eu lhe chupar o dedo."
"Estás tão boa que te fazia um vestido de cuspo."
"Se cair, já sei onde me agarrar."
“Se fosses um barco pirata, comia-te o tesouro que tens entre as pernas.”
“Anda cá que te vou dar uma sessão de raboterapia.”
“Só não tenho pêlos na lingua porque tu não queres.”
(Lamber o dedo e passar na camisola dela) “É melhor tirares essa roupa molhada.”
“Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo, esta noite!”
“Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.”
“Essa roupa fica-te muito bem, mas eu ficava-te melhor.”
“Gostava de ver como ficas comigo nu.”
“Não és nada má, já tive muito pior e a pagar.”
“Lindas pernas, a que horas abrem?”
“Sentes a magia que há entre nós?... (enquanto ela te olha nos olhos) Mais abaixo!”
“Olá, sou o tipo perfeito. Disseram-me que andavas à minha procura.”
“Os meus amigos querem saber se achas que sou giro.”
“Posso tocar no teu umbigo . . . da parte de dentro?”
“Não sou muito bom em matemática, mas 1+1 = 69?”
“Podes não ser a rapariga mais gira, mas com a luz apagada também é bom.”
“O meu amor por ti é como a diarreia, não o consigo manter cá dentro.(esta é mesmo profunda!!! :P)”
“Tu e eu. Chantili e algemas. Alguma pergunta?”
“Se fosses a ultima mulher e eu o ultimo homem na Terra, aposto que fazias amor comigo em público...”
“Costumas dormir em cima do teu estômago? Posso dormir eu?”
“Deixa-me ver a etiqueta da tua camisola. Quero ver se diz «Made in Heaven»”
“Chama-me gaveta e desarruma-me todo...”
“És um bilhete em primeira classe para o pecado!”
“Acreditas na ajuda a desalojados? Então leva-me para casa contigo!”
“Os teus olhos acabaram de fazer mais estragos que o icebergue no «Titanic».”
“És tão doce que só de olhar para ti tenho medo de engordar!”
“Lindas pernas, só é pena serem a primeira coisa que se põe para o lado.”
“Posso-te pagar um copo, ou preferes o dinheiro?”
“Posso não ser o tipo mais giro, mas sou o único que está a falar contigo.”
“Isso é tudo teu?”
“Há mais lá em casa como tu?”
Perante isto, a questão que coloco é: já que na sua grande maioria, qualquer mulher se sente incomodada com este palavreado, e de antemão, muda de passeio ou dá a volta ao quarteirão para não ter de levar com isto, porque não virar o feitiço contra o feiticeiro? E se cada uma de nós, antes de sequer imaginar que vai levar com isto, não inverte papéis e passa a mandar "piropos" destes aos trolhas? Hmmm? Como acham que eles se iriam sentir?....
