::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Músicas e Álbuns da Minha Vida - Sete Mares
"Sete Mares", Sétima Legião, in Mar D'Outubro
::uma nova rubrica, um novo parágrafo, uma história, todas as histórias. falar de música(s) nos dias que correm é um acto indissociável de se pertencer a uma esfera/grupo/estereotipo/patamar intelectual/status whatever. basta para isto constatar páginas e páginas de facebook/hi5/myspace/blogs de tantas pessoas que por meio da arte de outros afirmam a sua própria individualidade e sentido de pertença ao enquadrar-se num estilo e não noutro, ser fã de algo, fazer menção a alguém ou a um grupo.
de todas as músicas que posso afirmar gostar, nem todas me marcaram, e é disso que sempre falo quando digo que gosto ou oiço isto ou aquilo. porque me marcou ou teve algum significado especial para mim. fosse uma fase de vida, de estado, de paixão, de descoberta, de surpresa, de depressão, fosse algo que me abrisse estados de alma, estados de estar, estados até mesmo de ser.
não podia deixar de começar com uma das mais antigas, das primeiras, das de sempre, das do tempo em que tinha uma irmã mais velha que me abria um mundo de canções que não as dos Onda Choc ou dos êxitos antigos em vinyl dos meus pais. o mundo das cassetes, o mundo dos gravadores, aquele em que se gravavam as nossas músicas preferidas a partir da rádio, a fazer pontaria ao momento em que o locutor deixava de falar ou começava a falar, mesmo antes de acabar a música. era o mundo da década de oitenta, das brincadeiras de rádio, que um dia seria a sério, eu é que não sabia...
até hoje, posso afirmar que os sétima legião são a minha banda preferida na língua de camões, e não serão muitas as que operam o milagre de abrir portas dentro duma memória de elefante como a minha. esta música, particularmente, envelheceu com a graça que só a intemporalidade lhe deu, como um bom vinho ou uma peça vintage, o vestido de casamento da mãe, uma jóia. porque só algumas coisas possuem a virtude de permanecer intactas no tempo sem se tornarem cansativas ou vulgares.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
"Too fast to live, too young to die"
Pergunta: o que é que aconteceu a este rapaz, durante toda uma madrugada, em Almancil, essa terra de sobejamente conhecidos machos, para estar com as calcinhas em baixo? "Alguém o tentou ajudar"?? Ajudar?
Destaque para a mensagem linda que o rapaz tinha na camisola. Há coisas fantásticas, não há?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A melhor série de sempre desde House M.D.: Dexter
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pormenores do meu quotidiano com bastante interesse
O mérito é todo de: Patricia Castanheira com Susana Romana; Fábio Benídio e Alexandre Parreira (textos) e vozes de António Machado e Manuel Marques - os senhores que aparecem no vídeo e que "personificam" as vozes de Cavaco Silva e Francisco Louçã.
Pormenores do meu quotidiano com algum interesse
Gosto disto. E há já muito tempo que não havia algo de que gostasse realmente.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
"a maior super-estrela austríaca depois de Hitler"

Despir Borat e vestir Brüno
por João Antunes, in Jornal de Notícias
O actor britânico Sacha Baron Cohen conseguiu despir a figura de Borat, a que parecia ligado para sempre e em "Brüno" torna-se um jornalista gay austríaco. O filme estreia depois de amanhã em salas de todo o país.
Como o tempo passa. Já foi há três anos que um filme, com o estranho título de "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan" se tornou um dos grandes sucessos da temporada, permanecendo seguramente como objecto de culto para as próximas gerações.
Como todos se recordam, o filme centrava-se na personagem de Borat Sagdiyev, um repórter daquele novo país asiático, que era enviado para os Estados Unidos, com o intuito de fazer um trabalho sobre o maior país do Mundo, mostrando-se, no entanto, mais interessado em localizar Pamela Anderson, para a pedir em casamento.
O tipo de humor do filme, "politicamente incorrecto" até à medula, desbragado, inconveniente, baixo - no bom e no mau sentido -, fazendo exactamente aquilo que se esperava que nunca viesse a fazer, era uma pedrada no charco, num género normalmente mais comedido, e que de certa maneira perdera a capacidade de provocar, de abalar consciências, que deveria ser sempre um dos grandes objectivos do humor, no cinema e fora dele.
Perante tamanho sucesso, perguntar-se-ia para onde poderia caminhar o homem por detrás do sucesso do filme, Sacha Baron Cohen. Pois a resposta aí está, para já num cinema perto de si, a partir desta quinta-feira, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. A seguir a Borat, temos Bruno, depois de um repórter do Cazaquistão, temos um gay austríaco ligado ao mundo da moda. O humor e o estilo são reconhecíveis: é o mesmo Sacha que nos delicia, nos escandaliza, que nos faz pensar que não é verdade aquilo a que estamos a assistir!
Bruno é o apresentador de um programa televisivo austríaco sobre moda, intitulado "Funkyzeit". Um problema com um dos seus episódios leva-o a ser despedido, fazendo com que parta para os Estados Unidos, perseguindo o sonho de se tornar "a maior super-estrela austríaca depois de Hitler".
Passar por cima de Arnold Schwarzenegger, "conterrâneo" de Bruno e hoje governador da Califórnia, é a primeira provocação do filme, explicada seguramente pelo facto do antigo Terminator se bater arduamente contra o casamento de homossexuais. Naturalmente, que o facto de Bruno ser homossexual não é inocente, no contexto "dramático" do filme, não sendo seguro que a comunidade gay, seja em que país for, possa vir a gostar da forma como é aqui representada. Mas a provocação - no bom sentido - quando chega, é para todos!
No resto, "Bruno" tenta repetir o dispositivo narrativo de "Borat", embora a surpresa, para nós espectadores e para quem ele encontra no filme, não possa ser a mesma, depois dos episódios que aconteceram com a personagem anterior. Mas se dissermos que entre as principais "personagens" do filme se encontram vários acessórios sexuais, já estaremos a revelar muito…
Sacha Baron Cohen não é americano. É inglês, o que explica muita coisa. Foi lançado com a personagem de Ali G, protagonista de uma série de Televisão onde entrevistava várias pessoas ligadas ao combate ao crime, apesar de se mostrar mais favorável aos ladrões e criminosos, e que teria também direito a uma versão cinematográfica. Apesar da especificidade do seu humor, a tradição britânica está naturalmente presente. E fica justificada a sua estranheza no território americano. Estranho, no sentido de estrangeiro. Mas, mais uma vez com Sacha Baron Cohen, o humor não tem fronteiras.
Eu devo ainda acrescentar a este notável artigo de João Antunes que não considero o filme como muitos provavelmente o verão linearmente, como uma anedota ao mundo gay, mas sim precisamente uma enorme sátira à homofobia que subsiste ainda nos países do dito primeiro Mundo, como os EUA. Pessoalmente, foi a primeira vez que me sentei numa sala de cinema e ri-me do primeiro ao último minuto. Se cada minuto tem sessenta segundos, em todos eles houve surpresa, choque e o reconhecer de um génio, não apenas criativo e polémico, mas também um brilhante actor. Isto sim, é sétima arte.
terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Descubra as diferenças XI
#1
- o que é que aprecias mais numa mulher?
"o sorriso... que tenha os dentes todos..."
"espanholas... brasileiras... as de leste...."
#2
"bata mais dez"
- o que é que aprecias mais numa mulher?
"a vibe..." o que raio é a váibe?
(ele gosta de sinceridade... mandem-lhe a Susan Boyle)
"E-s-t-r-e-m-o-z"
Olhem, como diz o outro do PNR, "do mal o menos", ainda consigo ter uma certa preferência pelo Cristiano Ronaldo, pois consegue ser melhor no que faz, é menos chato, fala menos e é mais humilde (se bem que humildade é coisa rara para aqueles lados).
É impressionante verificar como a Matadinho pode, sei lá, parecer extraordinariamente atraente (ou não) quando està à conversa com o Angélico Vieira, tal como pode parecer uma idiota quando fala com pessoas que tenham um Q.I. bastante superior ao de uma alface (perceberam a lógica certo?).
Primeiro há que desmistificar isto de "ser atraente": o meu conceito de atraente é diferente do conceito de atraente de outras pessoas, como é evidente, mas é brilhante fazer a comparação quando em causa está aquilo que nos atrai, seja o físico, seja o intelectual. Pessoalmente, sinto-me mais atraída pela Carla Matadinho quando esta está à conversa com o Angélico Vieira (vídeo #2), e sinto uma estúpida repulsa pela modelo quando esta está à conversa com o Fernando Alvim (#3).
Curiosamente, a Matadinho, esse animal sexual de perguntas tão profundas do tipo "gostavas de ser humilhado quando eras pequenino?" pode parecer uma freira quando dá entrevistas como esta. Ora aqui está uma namorada ideal para o Angélico.
Indiscutível é a minha preferência pelo Daniel Oliveira. Mas isso sou eu, que gosto deles "sensíveis" e de olhos bonitos. Desculpa lá Alvim... tu és mau. ahahahah...
#3
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Marli, uma Coisa do Outro Mundo
Há quem lhe chame a Bjork brasileira.
* gosto particularmente da "evanessença"
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Marley & Me

A dog has no use for fancy cars, big homes, or designer clothes. A water log stick will do just fine. A dog doesn't care if your rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he'll give you his. How many people can you say that about? How many people can make you feel rare and pure and special? How many people can make you feel extraordinary?

Desenganem-se os que pensam que Marley & Me é "apenas uma comédia", ou "mais uma comédia". Não é apenas nem mais uma. Desenganem-se aqueles que pensam que o melhor deste filme é arrancar umas boas gargalhadas às custas de todo o Inferno causado pelo Marley aos donos. O "pior cão do mundo", ou "cão em saldos", como eles próprios o designaram, é portador de toda a desgraça inconveniente no pior lugar e na pior altura. Tudo isto acontece durante o filme e certo é que a gargalhada fácil surge, tal como o reconhecimento de uma relação e de uma vida que gira em redor de sonhos e planos por cumprir e realizar, tal como na casa e na vida de todos nós. Desenganem-se os que julgam que o Marley é especial, um cão especial, um cão excepcional, um amigo sem igual.
O Marley é apenas uma peça de um puzzle por vezes complicado, por vezes delicioso, ora fácil, ora infernal, chamado vida e, muito particularmente, este Marley lembrou-me todo o amor que senti e sinto e sempre irei sentir pelo meu "melhor/pior cão do mundo". O Marley lembrou-me que todos os cães são especiais e excepcionais e parte fundamental da nossa vida quando os amamos, pois são da família.
Para além de não ser apenas uma comédia, este filme obedece a um rigor de ternura inigualável, pois não é apenas um filme sobre cães ou apenas uma comédia, como disse no início. Eu nem sequer gosto de filmes com cães, acho-os sempre um exercício de ridicularização do animal em si.
É um retrato de toda a saudade e amor que um ser humano é capaz de sentir por um companheiro de quatro patas. É a demonstração inquestionável que existem laços fortíssimos entre um homem e um cão e a prova de que as relações interpessoais são sobrevalorizadas.
Acima de tudo, este filme fez-me lembrar porque gosto tanto de cães, porque sou "a dog person". Lembrou-me todos os motivos pelos quais sonho ainda em ter um cão e toda a vontade do mundo de ir buscar um cachorro e ensiná-lo, mas também, porque tenho tanta relutância em voltar a ter um, e não me refiro à destruição da mobília da casa.
Mais não digo.
O filme é excelente. Desenganei-me bastante com este Marley & Me. E fartei-me de chorar.
terça-feira, 24 de março de 2009
The Watchmen
Rorschach's Journal. November 12th, 1985: Dog carcass in alley this morning, tire tread on burst stomach. This city is afraid of me. I have seen its true face. The streets are extended gutters and the gutters are full of blood and when the drains finally scab over, all the vermin will drown. The accumulated filth of all their sex and murder will foam up about their waists and all the whores and politicians will look up and shout "Save us!"... and I'll whisper "no."

Um filme que considerei não ver devido a todas as circunstâncias e mais algumas, mas uma fã confessada da série Smallville, e depois de O Cavaleiro das Trevas, deixei o meu cepticismo completamente para trás no que concerne a filmes sobre super-heróis. Isto não são apenas filmes sobre super-heróis. Isto é ficção da melhor qualidade, passada sublimemente para o grande ecran. Ainda me sinto esmagada com o poder deste filme.
A banda sonora é irrepreensível e o genérico do filme fez-me pensar que só aquilo já valia o dinheiro do bilhete. A cena do assassinato do Comediante confirmou aquilo que viria a pensar no final de mais de duas horas e meia de filme: que cada segundo e cada minuto seriam saboreados como algo de precioso, digno de ser visto outra e outra vez. Em suma, soube a pouco como só as grandes obras são capazes de fazer sentir este mal estar com um relógio demasiado apressado.
Apenas e não somente isso: poderoso.
Aqui uma das melhores críticas sobre o filme. Aqui, o trailer.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Best Comedy EVER!

... e mais digo: o trailer não faz minimamente jus ao filme.
Brutal. Só mesmo visto, porque contado... quando pensamos que nada daquilo pode acontecer, acontece mesmo. Crescer é por vezes muito, mas muito aborrecido, e este filme lembra-nos isso mesmo.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Isto sim é um Blog
Underwater Photography by Bruce Mozertom
Vou lá todos os dias, ando dum lado para o outro, rebusco a casa toda e gosto de tudo, o que é raro.
sexta-feira, 6 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
6 + 8 = que é o mesmo que dizer "AH VALENTE!!!"
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Perspectivar

terça-feira, 9 de dezembro de 2008
::fotografia de kevin carter::1960-1994::
On 27 July 1994 Carter drove to the Braamfonteinspruit river, near the Field and Study Centre, an area where he used to play as a child, and took his own life by taping one end of a hose to his pickup truck’s exhaust pipe and running the other end to the passenger-side window. He died of carbon monoxide poisoning at the age of 33. Portions of Carter's suicide note read:
"I am depressed ... without phone ... money for rent ... money for child support ... money for debts ... money!!! ... I am haunted by the vivid memories of killings and corpses and anger and pain ... of starving or wounded children, of trigger-happy madmen, often police, of killer executioners...I have gone to join Ken if I am that lucky."
What can I possibly say?...
Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais
- isto não é bem uma treta (78)
- tretas do meu fantástico e mais que interessante quotidiano (70)
- tretas da época (57)
- tretas das relações humanas (57)
- tretas em segunda mão (43)
- tretas do tipo "o meu vídeo é do youtube" e é bem melhor que o teu (42)
- tretas do tipo "dá-me música" (37)
- a treta ataca de novo (35)
- tretas do tipo "isto sim é sétima arte" (35)
- tretas políticas da porno-chanchada da república dos tugas (35)
- tretas do tipo "ri-me tanto que me borrei todo" (34)
- tretas pseudo-sociológicas (32)
- tretas desmistificativas (31)
- tretas com segundas intenções (30)
- tretas do tipo "let's kick their asses off" (30)
- tretas da porno-chanchada da república dos tugas (28)
- tretas do tipo "o que é que isto me lembra?" (27)
- tretas do outro mundo (26)
- tretas do tipo "coçar a micose em vez de estar a trabalhar" (26)
- tretas da era pós-moderna (24)
- tretas do tipo "este é o meu novo eu" (23)
- tretas a dar para o lamechas (22)
- tretas sobre sexo e coiso e tal (22)
- treta de blogospera (21)
- tretas de chacha (21)
- tretas batidas (20)
- tretas do tipo "a escrita da minha vizinha é melhor que a minha" (20)
- tretas do tipo "não me canso de bater no ceguinho" (18)
- treta de país (16)
- tretas do tipo "a culpa é da insónia" (15)
- tretas furiosas (14)
- tretas do tipo as mulheres são de Vénus e os homens são de Marte (11)
- tretas da treta do outro Blog (10)
- tretas do tipo "quando for grande quero escrever assim" (10)
- testes da treta (9)
- tretas do "lá fora é que é bom" (7)
- tretas dos Estados Unidos da Amérdia (7)
- treta do tipo"onde pára a maria armanda?" (5)
- tretas do tipo "o meu vídeo não é do youtube" e é bem melhor que o teu (5)
- tretas do tipo "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o gato miar" (4)
- tretas do tipo "mais uma para o HL comentar a metro" (4)
- tretas nostálgicas (3)
- tretas políticas da porno-chanchada do mundo lá fora (3)
Expresso
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Tretas que morreram de velhas...
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- set. 2007 (11)
- ago. 2007 (7)
A Treta Mora ao Lado...
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receita para alcançar a imortalidade
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