Bom fim-de-semana.
::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::







Pois. Hoje não é dia do pai nem nada que se pareça. Nem sequer é o dia do seu aniversário, para além de que o meu pai não sabe que tenho um Blog. Talvez por isso saiba ainda melhor esta pequena homenagem clandestina, secreta. Há alguns segredos que apenas se revelam à alma e ao mundo, pois os seus destinatários sabem-no interiormente. Talvez eu seja mesmo uma daquelas pessoas que partilha os seus segredos com estranhos, embora este espaço já tenha sido mais confortável em tempos idos, onde todos éramos, de facto, estranhos. Talvez eu chegue à conclusão que afinal somos todos muito mais estranhos (no inglês strangers) do que pensei, na medida em que as pessoas têm atitudes estranhas e é necessário muito mais do que um Blog para nos conhecermos realmente bem. Existem muitas mensagens escondidas nas entrelinhas deste Blog e talvez as maiores sejam mensagens de Amor e dedicação, e nalgumas, as pessoas nunca chegam a percebê-las ou sequer a lê-las.
Quanto à afirmação explícita na mensagem, eu não sei se ajuda, de facto. Sempre fui daquelas miúdas com uma ideia de pai equivalente a super-herói e depois veio uma adolescência tremendamente complicada que deitou por terra o mito, a comunicação, e instalou-se uma espécie de amor/ódio da qual nada me orgulho. Foram tempos difíceis. O meu pai é um homem do antigamente século passado e tivémos momentos muito difíceis na denominada fase do armário aka parvoíce de adolescente aka rebelde sem causa, a par de uma anormal situação de doença familiar que agravou o estado emocional geral da família. Mortes à mistura. Muita coisa triste.
Sobrevivemos, à custa de algum auto-controlo e muito bom-senso, pelo que superámos o que naturalmente havia a superar. Aproximámo-nos lentamente. Chegámos até ao hoje, e o hoje é de uma amizade muito bonita. Definível por diversas palavras, sendo a maior, confiança. E quem me conhece sabe que não é difícil ganhar a minha confiança, sendo ainda mais fácil perdê-la. Normalmente, não olho para trás se a perco, e se a perco é de vez. Nisso sou mais como a minha mãe, mas isso dava outro post.
Obrigada, Ana.
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You're The Animals!
You're just a soul whose intentions are good. You are praying for
some understanding, but somehow you seem to know already that it's not going to come
through. You wouldn't have thought that a mere house could ruin your life, but now
you don't even look forward to the sunrise anymore. With all this ruin, you think it
might be time to go on some sort of tour. You've got to get out of this place, if
it's the last thing you ever do.
Take the Animal Quiz
at the Blue Pyramid.

A ideia de ver um concerto de Tindersticks, nesta altura da sua longa carreira, em que se chegou mesmo a pensar que o Stuart "tinha feito as malas", num timming perfeito a par de uma fase estranha na minha vida, em que ainda não "recordo os bons velhos tempos" ou a "música do meu tempo", em que era uma das bandas que mais ouvia em Coimbra, nos meus "verdes anos", das alturas de cor de corno e dos supostos males de amor, faz e dá que pensar que o espectáculo é longo, que tudo isto não passa de uma piada de mau gosto que nos contaram quando nos disseram que "um dia vai ser mais fácil".
Nunca é fácil. Talvez seja para alguns, mas nunca o será para mim.
Ouvir Tindersticks ontem à noite não foi fácil, porque para além de superar todas as expectativas de alguém cínico como eu, sempre à espera da grande falha e da desculpa para a grande desilusão, o murro no estômago foi muito forte.
Não é de música que se trata, é da própria vida a acontecer, e da manifesta premonição de tudo o que é ainda novo, de tudo o que ainda nos faz sofrer. A lembrar-nos que não há espaço para haver um passado enterrado num tempo, e que o amanhã pode bem desenterrar-nos lágrimas ao som destas músicas, que o presente não é nem estará acomodado.
Um concerto que me lembrou que pior do que se ser nostálgico, é viver a vida e a música que a acompanha a cada dia que passa. A cada lágrima que cai. A cada "tiny tear" que se perde.






Moral da história: por mais porcaria que se faça na vida, o preço a pagar pelos pecados que se cometem com outros é igual ou de superior valor, e cada um tem aquilo que merece, cada um deita-se na cama que faz e a galinha da vizinha afinal chamava-se Gina.
E perguntam vocês: ah…. E a Joana? Que foi feito dela? Joana tornou-se a Directora de uma conceituada revista, baseada nos percalços que teve na vida com Vasco. E indirectamente… com a Gina.
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