::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

"That's... like... my opinion, man!"






Penso que é óbvio que o episódio "professora de Espinho" é um caso isolado.
Penso que é óbvio que os professores também são pais.
Acima de tudo, por mais descontextualizado que seja, não consigo conceber que aquela professora é "espectacular". Isto, para mim, é óbvio.
Algumas pessoas apenas não "acham" que assim seja, senão não escreviam o que escrevem, pois se por haver uma professora maluca, logo se levantam as vozes da reacção dos paizinhos ai tão preocupadinhos, e os professores tudo uma cambada de maluquinhos, tomando-se a parte pelo todo (o que denota uma inteligência do caraças!), mote de muito boa verborreia intelectualóide de pseudo-esquerda que tenho lido por aí, então a lógica dedutiva desta malta, a ter a coerência que se pretende no discurso, deverá adequar-se a todos os ramos profissionais. Ou não? Cá me parece aquilo que sempre me pareceu: há uma tentativa desesperada de deitar a carreira docente para a fogueira, não medindo palavras ou consequências. Acto contínuo, o professor é saco de porrada, um pouco à semelhança do que acontece em países como o Brasil. Fosse Portugal um país pertencente a uma Europa evoluída, os paizinhos destes discursos ridículos do contra, oh tão preocupados com a educação exemplar que dão aos seus rebentos, não colocariam em causa a dignidade de toda uma classe, tomando por exemplo uma qualquer professora desequilibrada.

Deixo algumas questões a essas mentes brilhantes que tanto questionam a dignidade da classe docente (tenho caixas de comentários abertas a toda a gente, e não faço moderação dos mesmos).



- Lembram-se daquelas gravações de vídeo de actos sexuais de um famoso arquitecto português em pleno local de trabalho? Não é decente nem me parece uma boa conduta no trabalho. Houve boatos que algumas daquelas mulheres envolvidas teriam sido coagidas aos tais actos. Estarão TODOS os arquitectos LÁ DENTRO do mesmo saco?

- Lembram-se de um senhor que, a propósito do segredo de justiça, para o qual ele estava-se, e passo a citar, a "CAGAR"? E das implicações daquele deputado do PS no escândalo sexual Casa Pia? E da autarca que diziam ter um saco azul e fugiu para o Brasil? E das alarvidades do ministro que disse que o Sul era um deserto? Serão, como diz o povo, "os políticos todos iguais"? Serão todos eles corruptos de sacos azuis, pedófilos, inconsequentes, mal educados, incorrectos, etc etc etc? Deveremos acreditar ou não nas gravações que são feitas e apresentadas como prova constituinte de um crime? Já nem vou ao caso Freeport que envolve o nome de alguém, cuja formação como engenheiro foi colocada em causa. Desse estamos todos tão fartos...

- Quando foi posto em causa o bom nome e a reputação de alguns apresentadores de televisão no caso Casa Pia, não me lembro de alguém ter insinuado que as figuras públicas do mundo da televisão ou do espectáculo são todas personalidades com vidas sexuais dúbias, pedófilos e todos deveriam ser escorraçados e interrogados? Já agora, do advogado também metido ao barulho? Serão todos, os advogados portugueses, do Diabo?

- E o mundo do futebol? Terão todos os presidentes de clubes de equipas de futebol um apito dourado?

- O Michael Phelps foi fotografado a fumar um charro. Não me lembro de haver opinião pública e comunicação social a crucificar todos os atletas do mundo.



Isto estende-se a todos os sectores da vida pública que nos afectem. Se eu for mal atendida num hospital, deixarei de ir a todos os hospitais? Se contrair uma doença contagiosa numa piscina deixo de frequentar todas as piscinas? Se for mal atendida num Hotel deixo de fazer férias? Se um polícia me tratar mal deixo de chamar a entidade quando a minha casa for assaltada? Eu sei que não farei nada disso, e antes que venha para o meu Blogzinho privado falar mal de todos os serviços e todas as profissões que existem a prestar mau serviço (público e privado), já fiz o que me compete como cidadã, que é apresentar queixa. Dá trabalho? Dá, mas ao menos não armo em peixeira virtual nem ao pingarelho moral apenas para "expressar a minha opinião".

As opiniões valem apenas o que valem, mas é triste verificar o abuso verbal gratuito de algumas pessoas que se pensassem mais um bocadinho nos assuntos, não diriam tanto disparate e não fizessem os juízos de valor colectivos que fazem. Talvez por isso, haja tanto Blog em que as pessoas se queixam dos CTT à segunda, dos polícias à terça, dos médicos à quarta, dos professores à quinta, dos políticos à sexta, dos hipermercados ao Sábado e no Domingo falam da porcaria que vêm na televisão. Patético.






Meus amigos, a professora bem pode ser maluca, alguns políticos podem ser muito manhosos, existir escândalos de toda a ordem e feitio que afectem a nossa vida, de alguma forma, mas o estado complacente com que as pessoas tratam os assuntos, não faz sentido. Não faz sentido esperar três anos até que alguém faça alguma coisa contra uma situação destas. Existem entidades responsáveis, existem formas de actuar mais condignas do que esperar que a peixeirada rebente e alastre. Não faz sentido condenar toda uma classe por uma pessoa desequilibrada e tomar a parte podre pelo todo. Tantos diplomas superiores disto e daquilo, mas vence a estúpida certeza popular do ditado que diz que pelo pecador paga o justo.


A professora é maluca e tem a vida estragada, muito provavelmente não volta a dar aulas. Os políticos andam por aí à solta, nada lhes acontece.


Conclusão que retiro de tudo isto: vivemos num país que regride constantemente à custa de opiniões feitas e conversas de café. As mentes que mais deveriam fazer a bem da moral e bons costumes, os que nasceram em berços de ouro, os tais pseudo-intelectuais de esquerda, tão cheios de opiniões e tão cheios das suas certezas e dedos apontados "aos professores", they should know better, mas preferem fazer tudo igual ao povão: só muda o tema de discussão, porque em termos de estupidez bruta e opiniões a martelo do "falar mal por falar mal", a crítica parva e gratuita, vai dar ao mesmo que o Zé Povinho. Já dizia o outro que "as opiniões são como as vaginas..."



Siga.



sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ajustar contas






O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua,
diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca
teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores. Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e
Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em
contacto permanente uns com os outros.



Façamos contas:
Esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se estes enviarem a mais cinco dá 390.625... isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente
a campanha eleitoral dos Professores
contra o PS
Não votes PS




Não é de certeza absoluta o único motivo pelo qual não votarei PS, mas este, é um motivo bastante válido.



25 de Abril? Foi você que pediu?



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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Melhor Post de Sempre (ou o imenso orgulho de ser português)

Não, não é a brincar. O Portuga tal como ele é, tal como o conhecemos, tal como nos envergonhamos orgulhamos de assim tão lusos sermos. À distância de um arrastar a página desta linda enciclopédia com o cursor...

Depois de ler alguns comentários fiquei a pensar de mim para mim: o que é que este post tem em comum com o JCM e a Branca de Neve e a Soraia Chaves? Nada. Isso porque o post tem errito. Cliquem aqui sff




segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"HL, por que no te callas?"

eheheheheheheheheheheheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
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Posições e críticas e políticas à parte, o Chavez irrita-me, como me irritam todos os extremistas e ditadorzecos que habitam o planeta, senhores da razão e da verdade. Portanto, se o Rei o mandou calar fez ele muitíssimo bem. Afinal, um Rei ainda é um Rei, e deu-me um certo gozo ver o Don Juan Carlos ter aquele acto desesperado de fúria verbal. Penso que nem o nosso Dom Duarte se atreveria a tanto. Já o mesmo não poderia dizer do comentador mais assíduo deste Blog, que concerteza saltaria da bancada direitinho ao presidente venezuelano a gritar SANGUEEE!!!!!!!!!! HL, eu sei que és do contra, mas ó homem... ainda o Natal não começou e tu já estás assim? Estás pior que eles... sim, tu sabes quem são ELES.... ihihihihi....


Mais sobre o assunto
aqui. Ou já agora, aqui.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...