::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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domingo, 22 de novembro de 2009

Conservadorismo ou Facebook a mais?



#1::lata de conserva::
[devo esclarecer, antes de mais, que é o único
tipo de conservadorismo que considero::o resto é treta]


Este post fez algum eco na minha cabeça. Pedro Rolo Duarte. Pois, como em tudo na vida, não gosto de algumas ideias, não desgosto de outras. Nunca me é indiferente, o que já não é mau. Pior seria não surtir efeito algum.

Construimos ideias sobre os outros e concebemos juízos de valor a partir daquilo que nos dão. PRD assume-se como conservador. Seja!, ele é que sabe; cada um sabe o que é e como gosta de se assumir perante terceiros. Em oposição a isto, a tudo isto, não me assumo de outra forma como a óbvia e clara como a de um ser humano normal que nasceu na década de 70, pós 25 de Abril, e que não se considera como liberal ou conservadora, de esquerda ou de direita. Tenho ideias muito próprias e concretas, umas mais de pedra e cal, outras mais de areia movediça, e isso não se define num protótipo ou estereótipo. São de ponderar, as ideias que PRD deixa patentes no seu claro perfil, que me deixa um profundo ponto de interrogação na cabeça, sem lâmpada de desenho animado sobre mim mesma. Ora dado que já passei a fase dos porquês (ou devia ter passado), a idade do armário, a idade da revolta, a idade da auto-afirmação, e todo um conjunto de idades que nos distinguem em diversas fases da vida, e dado que cheguei à idade adulta com dias complicados que vão desde os porquês ao armário, do gugu-dada à parvoíce auto-induzida como forma de sobrevivência, isso faz de mim menos bem sucedida? Decerto menos preto no branco, mas penso que ninguém o é, embora toda a gente queira parecer ser. Num mundo onde toda a gente quer parecer muito adulta, bem, inteligente, atraente, com QI's e QE's acima da média, e onde ninguém é o que realmente é sem que pareça um atrasado mental ou um desgraçadinho ou um abandonado de merda com quem ninguém queira ter uma relação minimamente aceitável, dentro dos padrões da normalidade ditada pela sociedade de consumo, os meus dias de merda e de dúvidas, os tais dias cinzentos farão de mim o quê?


Afinal o conservadorismo da espécie baseia-se em quê? Traduz-se na quantidade de coisas novas que o indivíduo é capaz de assimilar, seja em atitudes ou costumes? É gostar mais de cozido à portuguesa do que de sushi? É curtir mais os Buraka Som Sistema do que o Rui Veloso? Burro velho não aprende línguas, já dizia a minha avó, e acho que é um bocado óbvio que quanto mais novo se é, mais aberto se está às mudanças, ao mesmo tempo que quanto mais velho se fica, menor será o grau de adaptabilidade a novas circunstâncias.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Como em tudo, é uma questão de educação, de re-educação, de adaptabilidade. Só os burros também não mudam de opinião. Oh pra mim que votei na Manuela e já estou eu tão arrependida de ter votado na Manuela! (Devia ter votado no Portas) Oh pra mim que adoro cozido à portuguesa e não morro de amores por sushi! Oh pra mim que gosto de tudo o que é novo, de conhecer novos sítios, novas cidades, gosto de moda, gosto de música (também gosto de clássicos), gosto de novos autores (mas também gosto do Eça), gosto de experimentar coisas novas! Oh pra mim que não gostava de arroz doce e agora gosto! Oh pra mim que não gostava de feijão verde, de pêra-rocha, do Mark Kozelek, de me vestir às cores, que não gostava de gatos e agora gosto disto tudo! Oh pra mim que era viciada num belo maço de cigarros diário e agora o cheiro dá-me náuseas! Sim, vómitos! Isto são os contrasensos do ser humano que não nos permite (ou não deveria permitir) equacionar-nos, encaixotar-nos e reduzir-nos a perfis tão simplistas. Já agora, e para enriquecer o meu "perfil", devo afirmar que sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e muito, mas muito mais ainda a favor da adopção por parte dos casais homossexuais. PRD diz-se a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas "vacila" perante a hipótese da adopção. Ele chama-lhe conservadorismo; eu chamo-lhe hipocrisia.


O rumo das coisas, a ser alterado, é feito com vigor, com energia, pelos mais novos, e com a paciência e displicência dos mais velhos. O conceito de conservador/liberal é algo que se usa conforme dá mais jeito. Erradamente, a meu ver. O conservadorismo é para "velhos" e o liberalismo tem de ser para os mais "novos". Independentemente da idade. No fundo, e para não confundir as mentes menos brilhantes, apenas pretendo dizer que de conservador, liberal e louco todos temos um pouco. É óbvio que a páginas tantas, a amálgama do que somos pareça um poço de contrasensos se embarcarmos nessa onda preconceituosa daquilo que é ser conservador e ser liberal.

Depois dizer que se gosta mais das músicas, sabores, filmes e cidades que já conhecemos como afirmação de conservadorismo é idiota. Isso é apenas um traço de personalidade. Adaptabilidade a novas coisas todos temos, em maior ou menor grau. E nada tem a ver com conservadorismo. Obviamente se eu disser que gosto mais do Irão do que dos EUA, se calhar a coisa já resvala mais para o conservadorismo. Já agora, para a imbecilidade também, mas cada um gosta do que gosta.

No fim, é de louvar o esforço da escrita e a exposição que este senhor faz de si mesmo, pois o que a muitos dos que lá andam a comentar, lhes soa a genial (porque se identificam, devem ser da mesma década de nascença que PRD), a mim soa-me a auto-promoção descarada, o traçar de um perfil, idêntico ao que vemos no Facebook de tantas pessoas, cheio de auto-promoções, clichés e mais clichés e cenas muito cool.

"Mas sou conservador, tá a ver?"


quinta-feira, 9 de julho de 2009

É oficial: este Blog deixou de ser profundo

Quando estamos sós e infelizes nem sequer nos apercebemos de como somos chatos, de como somos capazes de levar um santo a cair do altar de farto da conversa.

Ao fim de alguns anos a escrever sobre a dor, o amor, a solidão, sentimentos, sobre a noite, os mistérios da vida, o fumo dos cigarros, a cor negra de tão negra que é, torna-se um buraco sem retorno, depois de levar minutos, horas até, debruçada sobre a condição humana, em espirais de álcool e drogas, de experiências trocadas em mesas de café sujas, debruçada sobre a poesia que se leu e a que se quer ler, todos os livros e todas as músicas e todas as peças de teatro que nos fazem mais profundos, cheguei a uma conclusão: estou farta.

Estou farta de ser profunda, de tentar conhecer ou compreender aquilo que não tem qualquer explicação, tentar descobrir segundos sentidos em algo que se apresenta tal como é, farta dos castelos no ar, farta de conversas da treta, das minhas e das dos outros. Para compreender a vida, tal como ela realmente é, só vivendo-a em pleno e deixando para trás toda uma certa arrogância patente em coisas que se escrevem apenas porque escrito parece bem, parece mais profundo e intelectualmente superior. Acima da média. Às vezes não me apetece nada ser profunda e de há uns tempos para cá, apetece-me cada vez menos aprofundar certas questões.


Às vezes, só me apetece mesmo mandar todos à merda. Sobretudo na blogosfera. Ultimamente, mais no meu blog. Get a life!





sexta-feira, 22 de maio de 2009

Blog do Mês - Acatar Com Estima o Insulto

:: imagem retirada do Acatar::


Não sou pessoa de fazer fretes e não sou gaja para andar a bater o coiro a ninguém. Não o faço na vida real, muito menos o faria aqui. Não digo o meu nome e não digo o que faço. Não digo onde vivo nem em quantas cidades já vivi. Subentendo muita coisa e opino muito, mas não estou aqui para fazer amigos. Às vezes irrito-me um bocado com certas merdas que leio "por esses Blogs fora", como já aconteceu esta semana, mas faço-me depressa à estrada e passo à frente num instante. Gosto de me surpreender e gosto muito, muito mesmo, de me rir com algumas coisas que leio nos Blogs.

Isto para dizer que tenho lido um Blog de um gajo que bem pode ser o tipo mais mal-disposto do mundo e ter muito mau feitio, mas há extremo humor em tudo o que ele escreve. Tal como a beleza, o humor reside no olhar que o observa. Pessoalmente, farto-me de rir.
Não preciso que ele venha aqui ao meu tasco visitar-me ou agradecer-me e dar as tais palmadinhas nas costas, mas quando estou mal-disposta gosto de lá ir e perceber que ainda há coisas que mereciam que pagássemos para as poder ler; ainda por cima, são de borla e tudo.

O post sobre as crónicas do José Quitério no Expresso devia ter sido eu a escrevê-lo, e as crónicas sobre taxistas de Lisboa davam um livro, ah pois davam.

Aqui fica uma dessas crónicas. Lobo Antunes, cuida-te!





Bandeiradas

Aqui há dias apanho um taxi e o homem começa-me a contar a vida dele, mais propriamente as histórias sobre a amante, a quem trata carinhosamente por "a gaja".

Eis os contornos do caso:

"A gaja tem 45 anos, e pensa que tenho 49. Tenho mais dez, mas a gaja nem desconfia..."

"Eh pá, mas é uma gaja boa, pá. Mêmo boa..."

"O que a gaja quer sei eu, mas não caio nessa. Tenho de me pôr a pau com estas gajas. Eu dia já tive as malas à porta de casa."

"A gaja é maluca. Outro dia disse-me que tinha três mil euros em casa."

"Outro dia ligou-me, estava com um cliente e tudo. Nhe-nhe-nhe, nhe-nhe-nhe... Dizia-me ela... Queres ver...? Tive de ir lá a casa tratar dela, pá, que a gaja não se calava com o nhe-nhe-nhe, nhe-nhe-nhe..."

"Esta nem sabe que sou casado. Mandei-lhe uma peta que estava separado, mas que a minha mulher ficou a viver lá em casa."

"A gaja agora anda com outro ao mesmo tempo. A gaja diz que foi o gajo que a inaugurou, isto há muito anos, ainda ela trabalhava na fábrica do gajo, depois engravidou doutro, foi-se embora, agora voltaram-se a ver e diz que o gajo anda atrás dela. Outro dia ligou-me a dizer que o gajo lhe bateu à porta, entrou lá para casa sem ela querer e a gaja deu-lhe um estalo. O gajo subiu por umas escadas, que dão para a porta dela. Eh pá, mas se a gaja não quer nada com o gajo porque é que o deixou entrar? Eu tou cá fisgado que isto foi mas é conversa para me ligar. A gaja queria era nhe-nhe-nhe..."

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estranha Forma de "BlogoViver" III

Não há duas sem três, e se parece demasiado andar às voltas sobre o tema e atribuir importância desmesurada sobre isto, penso que dois ou três posts são apenas a ponta do iceberg. Um livro inteiro não chega para descrever aquilo que é o mundo virtual e como funciona isto de se ter um Blog.
Já agora, de fingir que não se tem um Blog.
Anteriormente discorri sobre os estafetas de comentários que fazem dos seus Blogs o seu objectivo de vida, pois normalmente não têm vida. Hoje, debruçar-me-ei sobre os olhares masturbatórios de quem finge não ter um Blog. Faz-se de conta que não se tem, tendo. Ou diz-se mesmo "tenho um Blog mas não digo a ninguém qual é". Classifico esta malta numa palavra: cobardolas. Ou cobardes, se preferirem, mas o termo "cobardolas" é mais engraçado na definição e na gíria.
- Dão tanta ou mais importância aos que afirmam ter um Blog.
- Normalmente chegam a ter mais do que um.
- Têm medo da crítica a que possam estar sujeitos, uma vez que criticam tudo e mais alguma coisa.
- São, por norma, pessoas picuinhas e desconfiadas.
- Têm uma insegurança que não lhes cabe nem na parvoíce de poderem afirmar que têm uma merda dum Blog. Porquê? Porque acham que os outros são como eles, e rir-se-íam das bacoradas que lá metem. Por outro lado, acham que atiçam a curiosidade alheia ao afirmar que têm um Blog mas não dizem qual é, talvez na tentativa desesperada de chamar a atenção e imaginar que o resto do mundo possa ter grande interesse pelo tal Blog fantasma. Nem perco tanto tempo a imaginar o que faço para o jantar, quanto mais...
Tenho conhecimento que algumas pessoas que lêem o meu Blog, têm, de facto, um Blog, mas não o dizem a ninguém. São as mesmas pessoas que acham que congemino uma teoria da conspiração no outro Blog, o tal, o do gostinho especial, o que dá por nome de Beautiful Losers. Bebem estas palavras como se fosse um qualquer vinho de reserva, e fazem visitas diárias.
Estas pessoas acabam por sempre ter uma enorme sensação de poder em relação ao que lêem no blog das outras, porque acham que têm acesso a coisas que, de outra forma, não teriam. Sentem-se, no fundo, felizes por ter acesso a isso, a páginas que julgam ser privadas, sagradas e preciosas para a pessoa que as escreve. No fundo, é uma sensação de falso poder que se impingem a si próprias, no momento em que denunciam a real importância que afinal nós sim, constituímos nas suas vidas. De que me interessa a mim dizerem-me, com ar trocista e imbecil "ah, afinal foste ver o Marley e fartaste-te de chorar... ehehehe".
Tipo: "e...?" Se eu não quisesse que toda a gente soubesse, não o teria escrito, certo? E se eu própria estiver a manipular essa informação? Não se deve acreditar em tudo o que se lê! E se estiver a mentir?, aquilo que toda a gente faz via Internet? O propósito é sempre esse: manipular e/ou informar.
Normalmente tenho as revistas Visão na casa-de-banho. Gosto de ler as crónicas do Lobo Antunes e do Gonçalo M.Tavares enquanto .... enfim... a importância desse momento sou eu que a assimilo e digiro. Gosto muito mais desses momentos de wc do que pegar no livrinho destes senhores e armar-me ao cagalhão numa esplanada qualquer! (Tipo forinhas da pacotilha, os que se vestem de preto e usam óculos de massa e papam tudo o que é alternativo só porque sim) E agora? Devo sentir-me importante por isso? Importantes são eles, os que escrevem, os que me motivam por alguma razão, a que num momento tão importante da minha existência digestiva, pegue numa das suas crónicas e me refugie num sítio em que mais ninguém entra enquanto eu lá estiver! Imagino o ar incrédulo do sr. Lobo Antunes se a ele me dirigisse e dissesse, com ar maroto, a piscar o olho: "ontem foi mesmo bom, aquela sua crónica deu um outro sentido à minha vida..." Se ele tivesse juízo nem me respondia e seguia caminho.
O olhar idiota, cretino e imbecil de quem lê uma porcaria qualquer de outro alguém e se dá o direito de se achar importante apenas porque sabe ler uma porcaria que está online, e não divulga as próprias porcarias que escreve, não é mais do que masturbatório. Já agora, um bocadinho presunçoso. Às vezes, é até mesmo um favor que estas pessoas nos fazem, não nos presentear com os seus demónios de horror, pesadelos, sonhos ou ambições, já para não falar das opiniões. Sabe-se lá o que iríamos ler nesses Blogs fantasmas. Mas é como dizia o outro: as opiniões são como as vaginas... cada um tem a sua... (ou não).

terça-feira, 5 de maio de 2009

Estranha Forma de "BlogoViver" II

Os meus Blogs preferidos, na sua maioria, não recebem comentários meus, e não os recebem porque acrescentar algo ou comentar aquilo que considero bom ou excelente, acaba por ser um exercício inútil. Se já dizem tudo, para quê acrescentar o que quer que seja? Existem outros que nem sequer caixas de comentários têm e salvo um mail ou outro que acho por bem escrever aos seus "donos", fico-me por aí. Continuo sempre a visitá-los e lê-los diariamente.


Depois há os outros, os das palmadinhas das costas. Ninguém fala do que desconhece e reconheço a minha própria bestialidade nesse estranho mundo e dessa estranha e algo ingénua forma de coexistir virtual e levianamente. Como diz e bem Miguel Sousa Tavares, um mundo de facilidades. Os elogios, as opiniões sempre iguais, o nunca acrescentar nada de novo, um simples "bom dia", apenas uma sugestão daquilo que é uma espécie de amizade. Confunde-se tudo, confundem-se intenções, surgem sentimentos dúbios que não passam de solidões assistidas. Resultado de muito tempo entre mãos e uma imaginação fértil.


Às tantas, começamos a perceber que o propósito de se ter um Blog é apenas o da aceitação, o da retribuição, o do feedback, o cobrar-se qualquer coisa que começa a ser uma obrigação, sentimo-nos obrigados a ter de cumprir um ritual diário de passagem por um blog, à semelhança da passagem pelo café do costume, e não o da necessidade de escrever, pelo exercício puro de escrever.

Outro factor e, não obstante a forma como as pessoas se expressam, a obrigatoriedade passa a ser também o da concordância, para além do da presença. Curioso é constatar que pessoas tão social e política e racionalmente correctas não aceitam críticas ou opiniões divergentes das suas e pela expressão de tais opiniões nas suas caixas de comentários, "correm" connosco de lá numa valente chapada virtual. Como se fazer parte de uma "tribo" em que todos têm de ter as mesmas opiniões e dar as merecidas e previsíveis palmadinhas nas costas é condição obrigatória de um ritual de passagem para se obter uma pertença a qualquer coisa ou a alguém.

As gajas gostam de ouvir que são lindas e maravilhosas e se pudéssemos, formaríamos um Clube Pilinha Não Entra, do tipo Girl Power. Os gajos gostam do elogio fácil e que eles são os nossos Tarzans da opinião generalizada, e quiçá, um dia destes, ganham um Pullitzer ou serão um Nobel.


Voltamos todos à adolescência, no fundo. A adolescência virtual do "se me visitares, eu visito-te a ti". Somos todos tão profundos e coiso e tal. Concordamos e tudo; se discordarmos, temos de o fazer com moderação, contenção e com as palavras certas nas linhas e entrelinhas certas, à boa maneira pidesca e portuguesa. Andamos todos a rir e a chorar pelo mesmo e lemos todos os mesmos livros e ouvimos todos os mesmos discos. Há uma obrigatoriedade de igualdade. Como se fôssemos todos equipas desportivas, e quem está de fora não é aceite. Basta clicar nalguns blogs em que alguns leitores se sentem constragidos até de dizer o que quer que seja do contra, em caixas de comentários, não vá levar chapada da grossa, porque anda tudo por lá a abanar a cabeça ao que o dono do blog diz.


Já fui corrida a pontapé, de muitos Blogs e até mesmo no meu próprio, por escrever sobre determinado assunto ou exprimir determinada opinião.


Perde-se algo neste percurso, neste labirinto imenso que é o mundo dos blogs. Perdemo-nos, se nos deixarmos iludir que aquelas pessoas nos compreendem muito mais do que as "nossas pessoas". Começamos outra tribo que, na realidade, não existe.


Estranha Forma de "BlogoViver"

"Uma sociedade inteira vive mergulhada num mundo de facilidades e aparências, afogada em sms, mails, blogues e redes sociais, onde procura criar uma estranha forma de vida e de relacionamento humano, que garante o contacto e o sucesso imediato e dispensa o incómodo que é enfrentar a vida real, sem ser a coberto do anonimato ou do disfarce hipócrita, e sem ter de assumir as consequências dos seus actos nem o vazio de passar por aqui sem ter feito nada de útil para os outros."




Miguel Sousa Tavares, in Expresso








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terça-feira, 17 de março de 2009

Jornalistas e ministros (e seus assessores)

No sempre fantástico We Have Kaos In The Garden


A polémica toda aqui.

(Talvez seja isto que Sócrates pretendia com o termo "choque tecnológico"... será? Eu estou chocada, é um facto, e tanto magalhães e tempo a mais entre mãos daqueles que deveriam governar, só podia dar nisto.)

Eu não sei deveras quem é o mais despropositado, descortês, obtuso e boçal: se o post, se o comentário, se a jornalista, se o ministro. Não sei quem foi ao mar e perdeu o lugar, quem chegou fora de horas e estava deslocado, quem é que fumou onde não devia e deixou de fumar entretanto (não foi num voo fretado??? Ah não, era mesmo num restaurante, desculpem).

Abstenho-me de todas estas matérias. Numa, sou bastante incisiva: quem lhes pagou a viagem fui eu. Eu e mais uns quantos milhões de portugueses.

Venderam-se mais uns magalhães cheios de erros (com certeza!), fez-se mais uma viagem, uns almocinhos e jantarinhos à maneirex, e tudo a comer com o patrocínio dos contribuintes.

Se depender de mim, para a próxima viagenzinha, fazem o belo do piquenique e comem no chão. Com formigas e tudo. Assim já podem ser todos amigos, sem lugar marcado e diz que disse e parvoíces e queixinhas à maneira da escola primária. "Sra professora, aquele menino bateu-me com o magalhães!!!!!!"






* senhores dirigentes da CGTP: ao invés de passearem pelas ruas da Avenida da Liberdade em Lisboa e depois dizerem "ah e tal, fomos 200 mil na rua", acordem para a realidade e tomem a Bastilha duma vez! Com o sr. Primeiro-Ministro em Cabo Verde e o sr. Presidente da República na Alemanha... era limpinho! Pensem nisso...

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sábado, 14 de março de 2009

Vale a pena pensar nisto...

... o que é a Blogosfera no seu todo, que impacto tem afinal na sociedade real, o que vale para cada um de nós que tem um Blog e que importância lhe damos?
Este Psicologias da Treta iniciou o seu percurso há sensivelmente três anos, ganhando ao longo do tempo uma dimensão pessoal e demasiado intimista. Cheguei à conclusão de que a exposição era demasiada, comecei a sentir-me incomodada com aquilo que transparecia publicamente e no fundo, não interessava a ninguém. Objectivamente, não descrevo as mundanices e os quotidianos, a cor do cabelo e coisas que possa considerar uma parvoíce. É apenas um somatório dos meus dias, um diário de dor e paixão, de páginas de amor que ficam para trás e se sonham mais além. Nada mais, e nada disto interessa senão a mim. A vida privada de alguém, aquilo que transparece na escrita, não exactamente aquilo que pensa, mas o seu "eu"emocional e as entrelinhas de felicidade e/ou de dor num determinado contexto e circunstâncias de vida num tempo e espaço precisos, é algo que o tempo me ensinou a perceber que não dizia respeito senão a quem o soubesse respeitar. É algo, que a mim, importa somente mostrar a quem acho que o deve ler. Nasceu o meu precioso Beautiful Losers, apanágio de uma morte de infantilidades blogosféricas a dar origem a pensamentos mais meus, fonte de inspiração minha, as minhas musas e os meus demónios, a minha raiva e o meu amor.
O resto é treta e aquilo que é passível de se insultar, enxovalhar, criticar etc etc etc reservo para este Psicologias da Treta, como experiência blogosférica, como janela para o mundo, parte integrante da tal liberdade de expressão, um Blog prestes a poder ser parte de um todo - a Blogosfera - que reconheço também ser uma parte muito verdadeira de mim. Opiniões, críticas, humor e desumor. Com links, com português correcto (ou menos correcto), onde me permito a objectividade que às vezes me falta mas sempre me esforço por atingir.
Reconheço que a Blogosfera não é um "lugar novo", e o pensamento morreu de velho, não existe nada de novo debaixo do sol, apenas a tal grupusculização onde parecemos muitos a dizer o mesmo, numa só voz, esgrimindo com mais ou menos mestria argumentos velhos e teorias feitas, mas é talvez uma janela muito interessante onde se verifica que a condição humana não evoluíu muito desde que se inventou o fogo e uma feira de vaidades onde muitos continuam a abraçar a velha ilusão de poder "ser descobertos", onde se amaciam egos com a expressão "ah e tal, escreves mesmo bem".
Uma base de estudos sociológicos, sem dúvida, e a oportunidade de se escrever cartas a velhos amigos, tal como a possibilidade de um dia se poder reler pensamentos velhos, opiniões de um tempo pré-Magalhães e pré-Twitter. Só os burros não mudam de opiniões, e isso já pude constatar na minha velha infância de três anos blogosféricos em arquivos de meses idos, em que tanto mudou na minha cabeça e no meu coração.







Blogosfera de terceira geração


O recente artigo de José Pacheco Pereira - A bloguização da comunicação social - mete o dedo na ferida de uma degradação continuada do exercício de opinião, tanto nos blogues como na imprensa escrita. Curiosamente, quase ao mesmo tempo, João Lopes publicava um outro artigo de contornos próximos - A infância dos blogs.
Pacheco Pereira e João Lopes têm sido dos poucos autores capazes de produzir sociologia crítica sobre a blogosfera, questionando as especificidades da sua prática em Portugal. Este último afirma que a blogosfera adquiriu uma extensão imensa sem ter passado por um verdadeiro processo de maturação. Talvez isto não seja completamente certo se observado numa perspectiva internacional, mas parece próximo da verdade quando analisado no plano da nossa conjuntura. Entre nós nunca se afirmou uma cultura ou uma ética blog, discussão travada aberta e entusiasticamente na blogosfera ainda no início da década. Em Portugal, a explosão do fenómeno blog ocorre com o aparecimento das grandes plataformas – blogger, wordpress, sapo – ou seja, à blogosfera de segunda geração. E vemos hoje um fenómeno ainda mais surpreendente a que eu chamo de blogosfera de terceira geração: uma apropriação livre e espontânea da ferramenta blog, totalmente desinteressada da sua história e função original, suporte a conteúdos de download ilegal, pornografia barata, notícias de especialidade copiadas sem referenciação ou edição sobre consolas, wrestling, cinema, etc…
A horizontalidade da blogosfera é um prolongamento dessa cultura de relativização absoluta. Num espaço onde tudo vale o mesmo já nada tem valor. O paralelismo dos “temas fracturantes”, espécie de regurgitação compulsiva de questões que estão carregadas de complexidade real, denuncia esse absoluto simplismo de quem não é mais capaz de discutir o que quer que seja, da ausência de uma sombra que seja de reciprocidade.
Nesta opacidade ofusca-se em razão o que se troca por uma mera lógica de rejeição ou colagem, uma dinâmica opinativa que nada já tem de expressão intelectual mas antes de uma mera dissimulação identitária, de “acknowledgement” de grupo. A grupusculização de que fala Pacheco Pereira.
A decadência do exercício da opinião é mais um reflexo dessa devastadora terraplanagem intelectual em que vivemos e em que os blogs participam alegremente. A aparente agitação de conflitos de opinião não é apenas, como diz João Lopes, resultado de uma dimensão totalitária da agressividade sem pensamentos. É também o epitáfio de um domínio de simulação absoluta em que já nada, realmente, tem consequências. Um lugar em que nada acontece. A vitória da idiocracia.
Há quem chame a isto liberdade.



in http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/



ainda sobre este assunto, as opiniões de pacheco pereira e de joão lopes.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Anónimos


Três anos depois de ter iniciado uma viagem blogosférica e o meu percurso algo tenebroso neste mundo virtual, e porque o assunto tem sido abordado nalguns Blogs, impõe-se que escreva umas palavrinhas sobre o assunto. Há que dar relativa importância ao tema, na medida em que os Anónimos andam por aí.


Medo.



Verdadeiramente nunca há completos e totais Anónimos nestes meios, na medida em que por uma palavra ou outra, pela retórica, por uma expressão mais característica, as pessoas acabam sempre por se trair. Na melhor das hipóteses, pelo próprio conteúdo ou circunstância do post comentado. E isto falando, quando conhecemos as pessoas através da Internet, como Bloggers (o que se torna muito fácil descobrir quem são, na medida em que estamos habituados a essa forma de comunicação), ou quando as conhecemos pessoalmente, pelo que é ainda mais fácil saber quem são. Também há aqueles que fazem das nossas vidas blogosféricas as suas próprias, e delas, obsessões. E esses sim, são os verdadeiros Anónimos. Aqueles que nunca interagiram connosco senão pelo anonimato, aqueles que sabem quem somos (ou que pensam que sabem) mas nós não sabemos quem são, nem como virtuais, muito menos reais. Há aqueles que já podem ter ouvido falar de nós, ter-nos visto na rua, ter-nos uma terrível raiva e dor de corno e ou, no caso dos Bloggers que são figuras públicas, nos meios de comunicação social ou em palcos, e são esses, os alvos mais fáceis. Frequento alguns Blogs de figuras públicas mas raras vezes comentei esses Blogs. Normalmente, são os mais atingidos.

Costumo comentar alguns Blogs anonimamente quando me dá na telha, porque normalmente os Donos do Blog sabem quem sou. Denuncio-me com uma frase ou expressão que sei que a pessoa vai imediatamente perceber que sou eu. Confesso que adoro fazê-lo, pois significa que existe um mundo privado para além dos Blogs, private jokes, algo que é paralelo ao que se pode entender como de "toda a gente". Não me importo, portanto que o façam comigo, no meu Blog. Alguns comentários anónimos são bem melhores que o resto que se acha muito Blogger. Gosto da minha Yang e gosto da minha Amiga da Merdunga e do meu Amigo da Merda e do Anónimo Mais Anónimo Não Há que os Outros Dois Etc e Tal e Coiso. Gosto. Desde que tenha piada, eu posso até nunca vir a saber quem foi que comentou ou as razões porque o fez, mas há sempre uma cortina de fumo. Um contexto. Uma curiosidade. Um Anonimato é sempre um convite à descoberta.


Faço deste espaço um sítio onde me possa divertir, depositário de muito do que são as minhas opiniões, destilação de fúrias próprias e alheias, sarcasmos e maus fígados, conversas de casa de banho, daquelas que ficam escritas nas portas das mesmas, diário de situações mais ou menos sérias, mas nunca levando nada disto a sério. Há quem leve esta porcaria mais a sério do que eu gostaria, mas isso são outros 500.

De vez em quando lá salta qualquer coisa lamechas, mas não muito, para que as pessoas não se habituem mal.

Não gosto de pensar que algum dia terei de colocar aqui moderação de comentários. Se alguém utilizar este espaço para me insultar ou flagelar, está à vontade para fazê-lo, dado que o anonimato só aí se manifesta de forma preocupante se eu CONHECER de facto a pessoa e ela significar algo para mim. Ninguém que eu conheça tem duas caras a esse ponto e muitos dos que me conhecem nem sequer sabem que tenho um Blog.

Portanto, os Anónimos que eu não conheço não me afectam, e os que me conhecerem e utilizarem isto para me dizer algo que não tenham coragem de o fazer in my face, pois... temos pena. Virei sempre a saber quem foi "a jóia".

Não sou figura pública, sou apenas mais uma "indivídua" que faz parte deste delicioso colectivo que é a Blogosfera.

Sempre fiz questão de dizer que gosto dos meus Anónimos e tenho sempre "uma palavra amiga" para lhes dizer. Por norma, sempre foram cordiais ou simpáticos ou meio loucos ou completamente loucos ou javardolas ou críticos ou humorísticos e bem dispostos. Eu gosto disso tudo. Entendo que haja pessoas que se chateiam com o conteúdo de alguns comentários e sei de algumas situações no mínimo ridículas, mas para isso existe a moderação de comentários. Em último caso, manda-se à merda porque a expressão é bonita e foi feita para ser utilizada em determinadas situações.

A vida já é suficientemente chata, por vezes, para termos de nos chatear, às vezes, por tão pouco.





p.s.: eu tenho sitemeeter.


p.s.2: enquanto andava à procura de imagem ilustrativa deste post encontrei este site. Utilidades.



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Post da Semana - Avacalhar o Sistema







Toda a gente sabe que a blogoesfera já não é o que era. Mais política, institucionalizada, demasiado séria, deixou de ser um antro que acoita a selvajaria anónima - ou melhor, esta ainda mexe, mas de uma forma envergonhada, a coberto do barulho das luzes dos jornalistas, cronistas e opinion makers em geral. O que não é necessariamente bom. Porque, se é certo que a blogoesfera se democratizou, alargando-se ao povinho –temos agora o político e a sopeira, a professora e o reformado, a puta e o magistrado - nem por isso é sinónimo de maior e mais desenfreada liberdade de expressão. Se calhar, por sermos hoje menos anónimos do que ontem, acobardamo-nos e abstemo-nos de mandar para a coisa da tia, ao tipo que conhecemos na apresentação de um livro ou à gaja que nos foi apresentada numa festa. Está demasiado bem-educada, a blogoesfera, muito certinha e mainstream; respeita-se sempre a opinião dos outros, por mais cretina que seja; replica-se, treplica-se e dissecam-se imbecilidades. Há até quem ouse criar regras de etiqueta e normas de comportamento, e que pretenda a criação de entidades que cuidem da sua aplicação. Que se fodam. A quantidade de hate mail que recebo decresceu consideravelmente, o que me desgosta: desprezar idiotas era um dos meus passatempos favoritos. No início, isto era uma alegre chafurdice, porque éramos poucos e íamos todos aos mesmos sítios: as sopeiras comentavam os políticos; os jornalistas respondiam a tarados, as doutoradas metiam-se com os trolls – alguns em nome próprio, outros nem tanto. Hoje, as águas estão separadas; há pouca pica, maldadezinha ou veneno puro e a imprensa, quando fala da blogoesfera, limita-se a fazer eco de si própria. Estou de tal modo à míngua que, no outro dia, nos comentários do Blasfémias, uma das poucas bloggers que ainda mantém a tradição dos primórdios em roda livre (saravá, zazie!) chamava-me “aquela barbie monga da maresia” (fartei-me de rir). Ah, que lufada de ar fresco! A blogoesfera precisa disto, de algum descontrolo, de alguma raiva à solta, de não se levar tão a sério (e de que os outros não a levem tão a sério); precisa de vernáculo, de caralhadas, de inimigos jurados, de gente a fingir aquilo que não é, de personagens de ficção, loucas hilariantes, deprimentes, ou apenas que incomodem. Já não há pachorra para a bengalada queiroziana, para o com a sua licença, vossa excelencia é um asno. Acho que vou ali criar um blogue anónimo para avacalhar o sistema e já volto.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009




Anda por aí um desafio na blogosfera muito interessante, que consiste em descrevermos a nossa vida e aquilo que somos através de temas musicais de uma banda apenas. Decidi abraçar o desafio e responder com temas de Morrissey/Smiths. Não é uma banda ou autor demasiado óbvio naquilo que me diz respeito. Não é a escolha lógica, como seria uma Cat Power, mas a vida faz-se de escolhas pouco óbvias.

Right?


1. És homem ou mulher? Girl Afraid


2. Descreve-te. Bigmouth Strikes Again / I Am Two People


3. O que pensam as pessoas de ti? First Of The Gang To Die


4. Como descreves o teu último relacionamento? You Know I Couldn't Last


5. Descreve o estado actual da tua relação. Is It Really So Strange?


6. Onde querias estar agora? Back To The Old House


7. O que pensas a respeito do amor? Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me


8. Como é a tua vida? My Life Is An Endless Succession Of People Saying Goodbye


9. O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Please, Please, Please, Let Me Get What I Want


10. Escreve uma frase sábia. The World Is Full Of Crashing Bores



* considerem-se "desafiados" todos os que por aqui passarem. Podem deixar mesmo na caixa de comentários.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Janela Indiscreta




Hesitei entre colocar este post aqui ou lá, onde o silêncio é maior e os cinzentos se misturam nos olhos de quem passa e se apercebe que afinal a vida não é a preto e branco. Então me dei conta que os Blogs são muitos mais hoje em dia do que no ano em que abri o primeiro Blog (este) e por aqui o silêncio começou também a ser maior, o espaço mais aberto, menor quantidade de olhos e finalmente adquiriu o pleno direito da não-obrigação da escrita, que é no fundo, o que me faz escrever. Ou fazer outra coisa qualquer. Foi devolvido a este Blog o pleno direito de introspecção e diário de bordo. Engane-se quem achar que se escreve sempre para si mesmo; ou que escreve sempre para terceiros. Existe um equilíbrio. Ou talvez seja eu que estou a entrar em (des)equilíbrio, sabe-se lá... mas chega uma altura em que se sente a alma tão dividida que a fuga acaba sempre por ser o caminho para a frente, e mais acabam por ser os espectadores inesperados e imprevisíveis do que aqueles que esperamos.
Há coisas demasiado nossas e privadas que não se expôem em Blogs e a conclusão a que chego é que andamos todos muito confusos, ou fazêmo-lo de forma inconsciente, e nem sempre expômos o que deveríamos expôr, ou o que mostramos é confundido com algo que ao invés de ser nosso, é apenas mera ficção, e não passa disso mesmo. Por outro lado, e acontecer uma exposição da vida privada que não interessa a ninguém senão ao próprio e a quem dessa vida faz parte, não constitui interesse para ninguém. Ou a quase ninguém. Desta forma, porquê tantos Blogs? Porquê tanto interesse na vida alheia? Porquê esta vontade de apenas dizer "estou aqui"?Porquê tanto alarido e porque nascem tantas amizades e amores a partir desta vida virtual que todos temos? Não seria suposto cada um seguir a sua vida? Será que de repente todos temos assim tanto uma palavra a dizer?... penso que a resposta a esta questões oscila entre ego e solidão.
Ego porque todos sentimos a necessidade de nos sentirmos importantes perante algo ou alguém, nem que seja o nosso próprio espelho.
Solidão porque acaba por sempre ser uma companhia e uma brincadeira, entre verbos e contacto com outras pessoas que escrevem outros Blogs e partilham as suas opiniões.
Hoje olhei para dentro da minha própria "janela indiscreta" e senti-me bem com o que lá está, muito embora reconheça que ter dois Blogs é uma carga de trabalhos e optarei por continuar apenas um deles.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Arquitectura Portuguesa dos dias de Hoje

::da impossibilidade de crítica da arquitectura::
::memória [in]descritiva::

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É recorrente a queixinha dos arquitectos que
“não me deixam trabalhar”,
“não me deixam criar”,
“só contrariedades”,
“o cliente não quer”,
“o lote tem uma péssima implantação”,
“o promotor não tem orçamento e tem péssimo gosto”,
e por aí além numa espiral de desgraças que impedem o livre curso do disparate.

È verdade que temos maus clientes, tão maus como a mediocridade cultural. É verdade que temos péssima construção, tão má quanto o empenho de toda a equipa no desenvolvimento de um projecto [do trolha ao arquitecto].
A rotina burocrática que ampara a arquitectura corrente [porque é o grau 0 da arquitectura que me interessa e não a excepção género Carrilho da Graça], não é responsabilidade de toda a gente à excepção dos arquitectos. Os pobres arquitectos, colados como lapas ao corporativismo de classe passam a vida a fazer merda e a atirar a água para o capote alheio.

(...)



Como tudo na vida, também a arquitectura está sujeita ao erro e à prova. Os erros acontecem em projecto [mostrem-me um projecto no mundo que exista sem uma gralha que seja!]. Os erros acontecem em execução, por deficiente leitura das peças desenhadas ou por outros milhares de factores.
O trabalho do arquitecto é também aprender e incorporar o erro no próprio objecto arquitectónico. Porque a realidade e a humanidade não é imune à falha. E porque a arquitectura é para a realidade.

#joão amaro correia


































a arte respira e expira e imita a vida. nada existe sem os conceitos tornados reais e qualquer produto da imaginação de alguém reside num espaço próprio inserido neste planeta azul. feito de linhas e volumes e estruturas e realidade subjacente. tal como um vestido, um automóvel, ou uma caneta, uma casa não pode ser um objecto indissociado daquilo que somos. da nossa identidade. a nossa continuação, portanto. o invólucro das nossas vontades, o porto de abrigo para o qual nos refugiamos. onde tudo acaba e começa. o reduto das nossas memórias e cenário das aventuras protagonizadas por cada um de nós. pensar a arquitectura de uma forma séria, em que surja como uma real opção e não mera condição e consequência de tudo aquilo que o dinheiro pode ou não comprar, é pensar em diversos factores que fogem às desculpas do costume da grande maioria dos arquitectos já enumeradas anteriormente por joão amaro correia. a liberdade do criativo. é trampa. partir do princípio que tudo corre sobre rodas, os tais factores podem resumir-se apenas a dois aspectos: o enquadramento urbanístico e paisagístico::e mais importante: a quem se destina. o que o cliente quer e deseja. já tive esta discussão interminável com um arquitecto, na qual ele discordou acerrimamente comigo. penso que um corte de cabelo pode ser arte. um prato gastronómico é arte. um vestido é arte. a dança é arte. um filme. a maioria dos arquitectos tende a negligenciar todos estes aspectos, ignorando que tudo isto é vida. e arte. a perfeição, a beleza e tudo o que produza sentimentos por via de uma exteriorização concreta ainda que fugaz. é arte no século XXI. e tudo isto cabe dentro duma casa e deve coexistir em harmonia. na medida dos desejos de quem lá habita.




sexta-feira, 23 de maio de 2008

Há blogs que me exasperam por diversos motivos. Aqueles blogs a armar ao pingarelho cheio de palavras muito bonitas que foram retirar de livros e discos que têm lá por casa. Plágios. Assim é fácil ter um Blog. Como se de repente não fôssemos nós todos pessoas crescidas com mais livros e discos em casa. Genuínos, são poucos. Eu posso não escrever nada, nadinha de jeito, mas não faço cópias e assino por baixo o meu nome. Acho indecente. Enfim. Isto sou só eu e os meus maus fígados. Ando a perder a paciência para esta merda toda, hoje é um daqueles dias... exasperantes. Não se lê quase nada de novo. Não há nada de novo, os academismos efernizantes e a puta-que-pariu-o-Ingmar-Bergman-e-artistas-de-década-de-trinta cujos seguidores são os pseudos forinhas (ai que nojo que eu lhes tenho) fizeram com que tudo isto comece a atrofiar. A secar. Os donos da razão intelectualizante. Só apetece beber aguardente por uma palhinha. Mas siga. Siga siga....

Existem os outros. Aqueles que vale a pena ler. Reter. Na alma, no coração. Aqueles que nos prendem com as palavras, com as imagens. Existem os subentendidos que aprendemos a seguir pois deixámo-nos de ler para começar uma amizade ou simplesmente deixá-la a marinar em palavras. Em imagens. O que eu gosto de ler as entrelinhas da minha querida Sofia, aquele sarcasmo inspirado como só ela... as palavras infinitas e a racionalização dos conceitos em espiral do meu querido Nuno... ou a doçura da minha Ana... a dor sentida e por vezes mascarada de alegria e de tudo o que sei que é a alma da minha querida Sara... e sempre o meu amado Paulo que tem as fotografias mais puras e lindas de toda a blogosfera... sei lá. São poucos. Isto não é uma homenagem nem nada do género mas são estes poucos que me fazem voltar sempre a este Blogger. A este espaço. E todos aqueles que leio e não comento. Como este.

Sem palavras.










Lembro-me de naquele tempo não haver sequer vento, de não se agitar uma árvore lá fora e de haver um terraço apenas com roupa estendida e o cheiro do sabão espalhado nos tecidos. Lembro-me apenas de coisas mínimas. Do cheiro das laranjas que apodreciam no chão irisadas na luz que se entornava então sobre a terra. Lembro-me de naquele tempo sentir que cada palavra era uma distância. De sentir as coisas espalhadas no chão do meu quarto e de sofrer por só lentamente me poder aperceber de que tudo estava radicalmente só e dividido. Lembro-me, aliás, de naquele tempo ter dividido pela primeira vez as coisas do mundo: o chão e os frutos, as árvores e o céu, as ondas e o mar. Lembro-me de ter visto pela primeira vez o mundo representado nas asas de uma borboleta: cada asa é uma pessoa, murmurei, e cada borboleta é o pequeno prodígio de haver um mundo. Pensei que as asas de cada borboleta poderiam ser duas pessoas que ora se encontravam ora se perdiam para uma distância que na tensão da presença jamais poderia ser infinita. Pensei que o equílibrio de haver borboletas era justamente este ofício do encontro: no meio da borboleta estava o labirinto de haver um possível, de haver um animal sozinho na viagem das pessoas que o construíam para a sua morte. Não havia vento naquele tempo: as borboletas repousavam sem perturbações nos círculos de água da minha face. Lembro: cada asa tem o seu duplo como cada lábio tem o seu par, disse. Pela areia do sono descia ao fundo do meu coração e lembro-me, recordo-me muito bem de no interior do meu quarto ter construído uma margem de silêncio onde mais tarde entrancei o teu cabelo e casei o movimento dos teus pés descalços na areia das praias. De tudo isto fiz borboletas. Das ondas e do mar, do teu cabelo, dos teus olhos nos meus. Do teu corpo em ti própria. Cada borboleta regressa a si mesma como uma flor ao nascer da luz: fixando o sol, das asas nasce o animal e do animal nascem as casas, as palavras e o amor. Depois a borboleta faz uma escada para trás, para o seu deserto, para o fim do poema, para o fim de todos os poemas. Eu apago os passos: cada borboleta apaga então o que deixou pela areia: uma escama de luz, um pedaço de asa. E se chegou ao céu por voar, regressará a casa porque consegue pisar por amor o coração sem asas nem animal que lhe resta. Naquele tempo era tudo como me lembro hoje: a casa lá fora estava deitada sobre a luz, cá dentro não se agitavam as árvores e as palavras beijavam-se entre o silêncio. As coisas continuavam espalhadas pelo chão do meu quarto. E eu? Recomeçava, eu.


in http://a-manh-ser.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Lisboa e a soja

Ponto número um: não sou de Lisboa.

Ponto número dois: ainda bem que não sou.











Não serve o presente post para desacreditar os reais vegetarianos que muito respeito têm da minha parte. Não serve tampouco de ataque a todos os lisboetas (a grande maioria de pessoas de que falo nem de Lisboa são, a bem dizer, e tentam a todo o custo negar as suas raízes rurais, abraçando todo um mundo (sub)urbano que vivem de segunda a sexta-feira, com intervalos ao fim-de-semana, que é quando vão à terra). Serve o presente post para desacreditar a corja real que vive num (infelizmente cada vez menos) (sub)mundo lisboeta e que nele se tenta afirmar de alguma forma por hábitos sobejamente modernos e muito alternativos, os quais incluem toda uma nova gastronomia (nada a ver com a nouvelle cuisine, não misturar por favor) apenas porque são in. Ou alternativos.

Enquanto escrevo este post encontro-me a salivar da raiva que tenho a esta gente, que me metem nojo e asco, não porque me relacione directamente com pessoal deste gabarito (normalmente chego àquela fase em que o meu mau feitio me permite mandá-los dar a tal curva ao tal bilhar com mais ou menos elegância que o vernáculo me permitir na altura), mas porque sempre que tenho a ocasião de visitar alguns blogs, saltam-me à vista este espécime que abomino cada vez mais e que se reproduz como cogumelos na blogosfera, os quais já foquei em post anteriormente: os forinhas aka pseudo-intelectuais.

Qualquer assunto serve de pretexto ou ponte para se fazer referência ao facto de se ter comido tofu ou soja ou algo assim muito fora tudo o que é a boa mesa portuguesa. Está completamente fora de questão dizer que se adora uma boa chouriça assada com grelos ou uma sardinha assada com broa. Nem pensar em bife!!! Coitados dos animais!! Não é in. Não é bem. Bem é a soja. Bem é o tofu. Bem é a lasagne al funghi. Bem é o estrangeirismo que se apoderou dos nossos hábitos e a globalização que é sempre uma coisa tão bonita de se ter casa adentro.

Não é raro nos dias de hoje alguém dizer "ontem o jantar foi fantástico!" e em vez de se dizer com quem se esteve, diz-se o que se comeu e bebeu, e os livros que se discutiram, bem como os filmes. Quanto mais fora, melhor. Quanto mais mainstream, melhor. Lêem mais que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa! E quanto mais sensaborona a comida e altamente vegetariana, melhor. Queiram ou não acreditar, isto apenas se passa em Lisboa, talvez de igual forma no Porto, desconheço se tal assim é. Grupos de pseudo-intelectuais se juntam em manada para estes jantarinhos íntimos e a conversa é invariavelmente a mesma. Existe um protocolo e existe uma etiqueta a seguir. Existe muito muito verniz. O que não existe? Gargalhadas sem drogas (não, eu não tenho nada contra as drogas, mas quem não meta uma linha de coca não é bem visto) ou sem muito álcool, são raras. Não existe também um belo bife mal passado ou um simples franguinho assado, comprado à pressão e empurrado com um belo tintinho, apenas para se servir de pretexto a uma boa companhia e conversa genuínas. Há coisas que se estão a perder nesta nossa sociedade portuguesa e tão pseudo-burguesa que tanta soja e tanto tofu come.

*Lembro o meu primeiro contacto com pessoal assim, num jantar assim, numa Lisboa de há dez anos atrás. Jantar com muito muito Martini, muita muita soja, muita roupa estranha e muita conversa da treta com malta da Faculdade de Arquitectura. "A tua mala é incrível!! É Prada?" e eu "não, é da feira mesmo". Por acaso até nem era, mas foi mesmo para escandalizar. Que estas meninas e meninos é tudo muito in e muito design e muito cliché parvo nas cabecinhas, é muita soja e muito tofu e muita amizade aos animais, mas se formos ver as etiquetas, é muita pele de animal morto e atitude muito pouco amiga dos seres de quatro patas.

Ainda bem que eu não sou de Lisboa e o bife que comi ontem estava absolutamente fantástico!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Desafios à Guronsan

1. pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. abra o livro na página 161;
3. na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.


Este desafio foi-me imposto pelo caríssimo Nuno Miguel já aqui há um bom par de dias, o qual decidi aceitar, até porque aceito todos os desafios que me quiserem propôr.

Vejamos: livro mais próximo com mais de 161 páginas (gosto destas ideias estapafúrdias com números igualmente absurdos; já agora, um livro com 161 páginas e meia, não? É que um livro com 161 páginas é um livro com 80 folhas ou 81? deve ser a tricky question... e eu nunca fui boa a matemática... em todo o caso, peguei no mais grosso que tinha aqui à mão, não vá o Diabo tecê-las... isto soa mal, não soa? peguei no mais grosso que tinha aqui à mão...)

Página 161, portanto. 5ª frase completa(??? Existem frases incompletas?). Não sendo necessário dizer o nome do livro, e talvez correndo o risco de pensarem que sou uma erudita em termos de leitura, uma verdadeira intelectual, cá vai:



"E nam se continha mais nem menos em a ditta certidam a qual Matheus Machado Froes taballiam nesta cidade e seus termos fes tresladar aqui bem e fielmante da propria que entregou ao ditto Jozeph Machado de Bracellos que de como a recebeu ha de asignar, com a qual resensiou, conferio e asignou de seu publlico signal que tal he como se seggue."


Cá está o primeiro desafio cumprido neste Blog.


Mais cinco bloggers à escolha?... eu lanço o desafio a todos os que por aqui passarem, ao invés de sempre dar a primazia aos bloggers. Portanto, anónimos, gente que passa, gente que faz o trabalho como faz amor, amor verdadeiro (ehehe) lanço o desafio a todos os comentadores. Peguem num livro com mais de 161 páginas (um bem grosso) e transcrevam algo que tenha já o acordo ortográfico, para facilitar a leitura à malta.

E bom fim-de-semana.



* acho que vou tomar um guronsan....



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ladies and Gentleman, I present you The Fuckin' Blógosphére ou Os sentimentos dos outros à velocidade de um click

((((((((((((((((((((((((( breve aviso à navegação ))))))))))))))))))))))))))))



Já levo algumas décadas disto a que chamo vida humana - ou percurso psico-esquizóide de inter-relacionamento entre géneros da mesma espécie, e nunca antes na minha vida me deparei com situações tão delicadas e perniciosas como as que com que me deparei neste vasto mundo a que chamam Blogosfera.
Não quero nem devo precisar ou especificar factos, acontecimentos ou pessoas, mas devo referir e partilhar uma enorme desilusão na sua globalidade relativamente àquilo que vejo e que sinto.
Podia dizer que não há respeito, não há valores, não há isto e aquilo, mas acima de tudo não há Educação. Real formação interior.
Não, não vivi numa redoma nem sou perfeita, tenho os meus enormes defeitos e cometo os meus erros. Tendo é a separar o trigo do joio, tendo a dar o real valor às coisas e às pessoas que da minha vida fazem parte.
Esqueço-me muitas vezes de muitas coisas que me deveria lembrar (o aniversário do Guronsan foi uma delas, desculpa meu amigo) mas tento ao máximo remediar situações.


Mas o que me leva a escrever isto?


Vejo pessoas a magoar outras deliberadamente, mesmo que gritem e chorem em dor e que peçam uma mão. Vejo pessoas a negligenciar sentimentos. Vejo uma apatia muito grande e muito muito anormal. Vejo traição, inveja, desprezo. Vejo muita hipocrisia e sorrisos doces cheios de fel no seu interior. Vejo poesias sem sentido, palavras palavrosas e vazias, desprovidas de acções que as justifiquem.
Resumindo, vejo muita merda. E quase quase podia crer que isto a que chamam Blogosfera é uma perda de tempo.
Isto até podia ser um post mais preciso e mais doloroso para o Beautiful Losers, mas eu lá não escrevo merda, a merda deixo-a para aqui. Como se disse no início, serve a presente como aviso à navegação.
Today We Are Closed.



Amigos amigos, só aqueles que deixei por aí espalhados vida fora, como os amigos da merda, salvem-se uns quantos por aqui. Aqui, neste meio, muito poucos entendem ou gerem o seu tempo de forma a perceber que os outros também são seres humanos não descartáveis. Que não servem para tapar buracos. Que também têm uma vida. Que também têm problemas. Que também são gente que sente. Que também têm profissões e que também têm contas para pagar.
Que são pessoas normais com carreiras e vidas pessoais.
O Blog retoma dentro de momentos o seu percurso
habitual de Psicologia da Treta.



* este post resume praticamente a minha postura perante a descartibilidade tão em voga nos dias de hoje... aproveito para dedicá-lo à Sofia e à Ana, os nomes de guerra vulgo nicks, não são para aqui chamados, elas sabem quem são, e para mim são simplesmente, na sua grandeza de saber SER, a Sofia e a Ana.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Foi você que pediu paletes de testes? WDF (what da fuck) ::devo andar com distúrbios bipolares e crises de identidade

...depois de Paris....




...depois de ser um dragão...



...depois de saber que mudei em 72% a minha vida nos últimos dez anos...
(MUDASTI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)



...e depois de saber que tenho uma relação muito boa e coiso e tal e de andar a fazer testes da treta...




Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




...chego a casa depois de um árduo e cansativo e exaustivo e exigente e tudo e tudo e tudo, dia de trabalho, vejo as vossas respostas (que em mail excedem os 30 comentários) e penso que posso até ser doida varrida, mas não estou só.



Dedico (o que significa que quero saber os vossos resultados)
os próximos testes a:

I - InBluesY
II - St.J.
III - Metamorphosis
IV - Stephen King
V - Voyeur de Blogs (VdeB)
VI - Spider Pig
VII - A.





para a Y....

You Should Be In The Donnas

You've got that a bit of an edge to you
The bad girl that all the good boys want!










para o St.J. ...

You've Experienced 72% of Life

You have all of the life experience that most adults will ever get.
And unless you're already in your 40s, you're probably wise beyond your years.








para o HL....



You Are 24% Sociopath

From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good.
It's likely that you're not a sociopath... just quite smart and a bit out of the mainstream!










para o Stephen King.....


You Are Somewhat Logical

Ok, so didn't get the majority of questions right
But you did answer some pretty tough questions correctly
Logic may not be your strong point, but you hold your own!








para o VdeB.... (a ver se vem de lá esse Blog novo)


Your Blog Should Be Green

Your blog is smart and thoughtful - not a lot of fluff.
You enjoy a good discussion, especially if it involves picking apart ideas.
However, you tend to get easily annoyed by any thoughtless comments in your blog.








para o Spider Pig.... spider pig spider pig...


There's a 96% Chance You've Been Abducted By Aliens

You've almost certainly been abducted by aliens.
Either that, or you're totally certifiably nuts.









para a A. (my favorite portuguese diva!)


You are Brigitte Bardot

Naturally sensual and beautiful
You're an exotic beauty who turns heads everywhere
You've got a look that's one of a kind










Agora sim.... declaro oficialmente encerrada a semana de testes da treta!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

JOVEM! Tu que...

... tens a mania da perseguição!!!!
.... tens graves problemas psicológicos!!!!
..... andas a chafurdar na miséria e a sentires-te um enganado virtual!!!!
....... não fazes mais do que aturar a cabra da tua namorada aos gritos e só tens sexo uma vez por semana porque ela é uma loira frígida, uma cruel serva do Diabo mascarada de anjo.......
...não esperes mais! Lê este post! Este post é para ti!!!!!!!
Basicamente peço desculpa a quem não entender este post, e como leva mesmo uma carrada de segundas intenções, fica um artigo que considero extremamente interessante para pessoas que:
1 - têm a mania da perseguição;
2 - andam a ler os blogs errados;
3 - andam a foder (epá, disse foder? era "chatear") a cabeça a pessoas que são/eram suas amigas;
4 - não têm uma vida e chafurdam na vida dos outros;
5 - criticam tudo e mais alguma coisa;
6 - têm DE CERTEZA gritantes lacunas na sua vida sexual (vulgo "falta de peso");
7 - acham que o mundo gira à sua volta;
8 - aplicam o costumeiro velho truque para o qual já não há mesmo pachorra do "ninguém gosta de mim!!!" e "vocês divertem-se todos à minha custa!!!";
9 - não aprendem com a porra das cabeçadas que dão na vida;
10 - gostam de levar porrada psicológica e quem sabe, física.
- já agora, estas são as Psicologias da Treta. O Psiquiatrias da Treta é mais adequado ao teu caso, jovem. Já agora, eu se fosse a ti, ia aos Classificados aí da zona (epá, digo ou não?? é melhor não dizer...) não vás tu encontrar o número da gaja naqueles anúncios tipo "menina de ar afectado acompanha senhores com boa condição social e financeira..." Porque aqui não vais encontrar a calúnia e as informações que esperas obter da gaja ok? Se tens dúvidas.... jovem, porque não lhe perguntas a ela?
Bom fim-de-semana.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

Expresso

Publico.pt Última Hora

Visão

Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...