::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::
domingo, 22 de novembro de 2009
Conservadorismo ou Facebook a mais?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
É oficial: este Blog deixou de ser profundo
Ao fim de alguns anos a escrever sobre a dor, o amor, a solidão, sentimentos, sobre a noite, os mistérios da vida, o fumo dos cigarros, a cor negra de tão negra que é, torna-se um buraco sem retorno, depois de levar minutos, horas até, debruçada sobre a condição humana, em espirais de álcool e drogas, de experiências trocadas em mesas de café sujas, debruçada sobre a poesia que se leu e a que se quer ler, todos os livros e todas as músicas e todas as peças de teatro que nos fazem mais profundos, cheguei a uma conclusão: estou farta.
Estou farta de ser profunda, de tentar conhecer ou compreender aquilo que não tem qualquer explicação, tentar descobrir segundos sentidos em algo que se apresenta tal como é, farta dos castelos no ar, farta de conversas da treta, das minhas e das dos outros. Para compreender a vida, tal como ela realmente é, só vivendo-a em pleno e deixando para trás toda uma certa arrogância patente em coisas que se escrevem apenas porque escrito parece bem, parece mais profundo e intelectualmente superior. Acima da média. Às vezes não me apetece nada ser profunda e de há uns tempos para cá, apetece-me cada vez menos aprofundar certas questões.
Às vezes, só me apetece mesmo mandar todos à merda. Sobretudo na blogosfera. Ultimamente, mais no meu blog. Get a life!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Blog do Mês - Acatar Com Estima o Insulto
:: imagem retirada do Acatar::Não sou pessoa de fazer fretes e não sou gaja para andar a bater o coiro a ninguém. Não o faço na vida real, muito menos o faria aqui. Não digo o meu nome e não digo o que faço. Não digo onde vivo nem em quantas cidades já vivi. Subentendo muita coisa e opino muito, mas não estou aqui para fazer amigos. Às vezes irrito-me um bocado com certas merdas que leio "por esses Blogs fora", como já aconteceu esta semana, mas faço-me depressa à estrada e passo à frente num instante. Gosto de me surpreender e gosto muito, muito mesmo, de me rir com algumas coisas que leio nos Blogs.
Isto para dizer que tenho lido um Blog de um gajo que bem pode ser o tipo mais mal-disposto do mundo e ter muito mau feitio, mas há extremo humor em tudo o que ele escreve. Tal como a beleza, o humor reside no olhar que o observa. Pessoalmente, farto-me de rir.
O post sobre as crónicas do José Quitério no Expresso devia ter sido eu a escrevê-lo, e as crónicas sobre taxistas de Lisboa davam um livro, ah pois davam.
Aqui fica uma dessas crónicas. Lobo Antunes, cuida-te!
Bandeiradas
Aqui há dias apanho um taxi e o homem começa-me a contar a vida dele, mais propriamente as histórias sobre a amante, a quem trata carinhosamente por "a gaja".
Eis os contornos do caso:
"A gaja tem 45 anos, e pensa que tenho 49. Tenho mais dez, mas a gaja nem desconfia..."
"Eh pá, mas é uma gaja boa, pá. Mêmo boa..."
"O que a gaja quer sei eu, mas não caio nessa. Tenho de me pôr a pau com estas gajas. Eu dia já tive as malas à porta de casa."
"A gaja é maluca. Outro dia disse-me que tinha três mil euros em casa."
"Outro dia ligou-me, estava com um cliente e tudo. Nhe-nhe-nhe, nhe-nhe-nhe... Dizia-me ela... Queres ver...? Tive de ir lá a casa tratar dela, pá, que a gaja não se calava com o nhe-nhe-nhe, nhe-nhe-nhe..."
"Esta nem sabe que sou casado. Mandei-lhe uma peta que estava separado, mas que a minha mulher ficou a viver lá em casa."
"A gaja agora anda com outro ao mesmo tempo. A gaja diz que foi o gajo que a inaugurou, isto há muito anos, ainda ela trabalhava na fábrica do gajo, depois engravidou doutro, foi-se embora, agora voltaram-se a ver e diz que o gajo anda atrás dela. Outro dia ligou-me a dizer que o gajo lhe bateu à porta, entrou lá para casa sem ela querer e a gaja deu-lhe um estalo. O gajo subiu por umas escadas, que dão para a porta dela. Eh pá, mas se a gaja não quer nada com o gajo porque é que o deixou entrar? Eu tou cá fisgado que isto foi mas é conversa para me ligar. A gaja queria era nhe-nhe-nhe..."
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Estranha Forma de "BlogoViver" III
terça-feira, 5 de maio de 2009
Estranha Forma de "BlogoViver" II
Depois há os outros, os das palmadinhas das costas. Ninguém fala do que desconhece e reconheço a minha própria bestialidade nesse estranho mundo e dessa estranha e algo ingénua forma de coexistir virtual e levianamente. Como diz e bem Miguel Sousa Tavares, um mundo de facilidades. Os elogios, as opiniões sempre iguais, o nunca acrescentar nada de novo, um simples "bom dia", apenas uma sugestão daquilo que é uma espécie de amizade. Confunde-se tudo, confundem-se intenções, surgem sentimentos dúbios que não passam de solidões assistidas. Resultado de muito tempo entre mãos e uma imaginação fértil.
Às tantas, começamos a perceber que o propósito de se ter um Blog é apenas o da aceitação, o da retribuição, o do feedback, o cobrar-se qualquer coisa que começa a ser uma obrigação, sentimo-nos obrigados a ter de cumprir um ritual diário de passagem por um blog, à semelhança da passagem pelo café do costume, e não o da necessidade de escrever, pelo exercício puro de escrever.
Outro factor e, não obstante a forma como as pessoas se expressam, a obrigatoriedade passa a ser também o da concordância, para além do da presença. Curioso é constatar que pessoas tão social e política e racionalmente correctas não aceitam críticas ou opiniões divergentes das suas e pela expressão de tais opiniões nas suas caixas de comentários, "correm" connosco de lá numa valente chapada virtual. Como se fazer parte de uma "tribo" em que todos têm de ter as mesmas opiniões e dar as merecidas e previsíveis palmadinhas nas costas é condição obrigatória de um ritual de passagem para se obter uma pertença a qualquer coisa ou a alguém.
As gajas gostam de ouvir que são lindas e maravilhosas e se pudéssemos, formaríamos um Clube Pilinha Não Entra, do tipo Girl Power. Os gajos gostam do elogio fácil e que eles são os nossos Tarzans da opinião generalizada, e quiçá, um dia destes, ganham um Pullitzer ou serão um Nobel.
Voltamos todos à adolescência, no fundo. A adolescência virtual do "se me visitares, eu visito-te a ti". Somos todos tão profundos e coiso e tal. Concordamos e tudo; se discordarmos, temos de o fazer com moderação, contenção e com as palavras certas nas linhas e entrelinhas certas, à boa maneira pidesca e portuguesa. Andamos todos a rir e a chorar pelo mesmo e lemos todos os mesmos livros e ouvimos todos os mesmos discos. Há uma obrigatoriedade de igualdade. Como se fôssemos todos equipas desportivas, e quem está de fora não é aceite. Basta clicar nalguns blogs em que alguns leitores se sentem constragidos até de dizer o que quer que seja do contra, em caixas de comentários, não vá levar chapada da grossa, porque anda tudo por lá a abanar a cabeça ao que o dono do blog diz.
Já fui corrida a pontapé, de muitos Blogs e até mesmo no meu próprio, por escrever sobre determinado assunto ou exprimir determinada opinião.
Perde-se algo neste percurso, neste labirinto imenso que é o mundo dos blogs. Perdemo-nos, se nos deixarmos iludir que aquelas pessoas nos compreendem muito mais do que as "nossas pessoas". Começamos outra tribo que, na realidade, não existe.
Estranha Forma de "BlogoViver"
Miguel Sousa Tavares, in Expresso
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terça-feira, 17 de março de 2009
Jornalistas e ministros (e seus assessores)
A polémica toda aqui.
(Talvez seja isto que Sócrates pretendia com o termo "choque tecnológico"... será? Eu estou chocada, é um facto, e tanto magalhães e tempo a mais entre mãos daqueles que deveriam governar, só podia dar nisto.)
Eu não sei deveras quem é o mais despropositado, descortês, obtuso e boçal: se o post, se o comentário, se a jornalista, se o ministro. Não sei quem foi ao mar e perdeu o lugar, quem chegou fora de horas e estava deslocado, quem é que fumou onde não devia e deixou de fumar entretanto (não foi num voo fretado??? Ah não, era mesmo num restaurante, desculpem).
Abstenho-me de todas estas matérias. Numa, sou bastante incisiva: quem lhes pagou a viagem fui eu. Eu e mais uns quantos milhões de portugueses.
Venderam-se mais uns magalhães cheios de erros (com certeza!), fez-se mais uma viagem, uns almocinhos e jantarinhos à maneirex, e tudo a comer com o patrocínio dos contribuintes.
Se depender de mim, para a próxima viagenzinha, fazem o belo do piquenique e comem no chão. Com formigas e tudo. Assim já podem ser todos amigos, sem lugar marcado e diz que disse e parvoíces e queixinhas à maneira da escola primária. "Sra professora, aquele menino bateu-me com o magalhães!!!!!!"
* senhores dirigentes da CGTP: ao invés de passearem pelas ruas da Avenida da Liberdade em Lisboa e depois dizerem "ah e tal, fomos 200 mil na rua", acordem para a realidade e tomem a Bastilha duma vez! Com o sr. Primeiro-Ministro em Cabo Verde e o sr. Presidente da República na Alemanha... era limpinho! Pensem nisso...
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sábado, 14 de março de 2009
Vale a pena pensar nisto...

Blogosfera de terceira geração
O recente artigo de José Pacheco Pereira - A bloguização da comunicação social - mete o dedo na ferida de uma degradação continuada do exercício de opinião, tanto nos blogues como na imprensa escrita. Curiosamente, quase ao mesmo tempo, João Lopes publicava um outro artigo de contornos próximos - A infância dos blogs.
Pacheco Pereira e João Lopes têm sido dos poucos autores capazes de produzir sociologia crítica sobre a blogosfera, questionando as especificidades da sua prática em Portugal. Este último afirma que a blogosfera adquiriu uma extensão imensa sem ter passado por um verdadeiro processo de maturação. Talvez isto não seja completamente certo se observado numa perspectiva internacional, mas parece próximo da verdade quando analisado no plano da nossa conjuntura. Entre nós nunca se afirmou uma cultura ou uma ética blog, discussão travada aberta e entusiasticamente na blogosfera ainda no início da década. Em Portugal, a explosão do fenómeno blog ocorre com o aparecimento das grandes plataformas – blogger, wordpress, sapo – ou seja, à blogosfera de segunda geração. E vemos hoje um fenómeno ainda mais surpreendente a que eu chamo de blogosfera de terceira geração: uma apropriação livre e espontânea da ferramenta blog, totalmente desinteressada da sua história e função original, suporte a conteúdos de download ilegal, pornografia barata, notícias de especialidade copiadas sem referenciação ou edição sobre consolas, wrestling, cinema, etc…
A horizontalidade da blogosfera é um prolongamento dessa cultura de relativização absoluta. Num espaço onde tudo vale o mesmo já nada tem valor. O paralelismo dos “temas fracturantes”, espécie de regurgitação compulsiva de questões que estão carregadas de complexidade real, denuncia esse absoluto simplismo de quem não é mais capaz de discutir o que quer que seja, da ausência de uma sombra que seja de reciprocidade.
Nesta opacidade ofusca-se em razão o que se troca por uma mera lógica de rejeição ou colagem, uma dinâmica opinativa que nada já tem de expressão intelectual mas antes de uma mera dissimulação identitária, de “acknowledgement” de grupo. A grupusculização de que fala Pacheco Pereira.
A decadência do exercício da opinião é mais um reflexo dessa devastadora terraplanagem intelectual em que vivemos e em que os blogs participam alegremente. A aparente agitação de conflitos de opinião não é apenas, como diz João Lopes, resultado de uma dimensão totalitária da agressividade sem pensamentos. É também o epitáfio de um domínio de simulação absoluta em que já nada, realmente, tem consequências. Um lugar em que nada acontece. A vitória da idiocracia.
Há quem chame a isto liberdade.
in http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Anónimos

Três anos depois de ter iniciado uma viagem blogosférica e o meu percurso algo tenebroso neste mundo virtual, e porque o assunto tem sido abordado nalguns Blogs, impõe-se que escreva umas palavrinhas sobre o assunto. Há que dar relativa importância ao tema, na medida em que os Anónimos andam por aí.
Medo.
Verdadeiramente nunca há completos e totais Anónimos nestes meios, na medida em que por uma palavra ou outra, pela retórica, por uma expressão mais característica, as pessoas acabam sempre por se trair. Na melhor das hipóteses, pelo próprio conteúdo ou circunstância do post comentado. E isto falando, quando conhecemos as pessoas através da Internet, como Bloggers (o que se torna muito fácil descobrir quem são, na medida em que estamos habituados a essa forma de comunicação), ou quando as conhecemos pessoalmente, pelo que é ainda mais fácil saber quem são. Também há aqueles que fazem das nossas vidas blogosféricas as suas próprias, e delas, obsessões. E esses sim, são os verdadeiros Anónimos. Aqueles que nunca interagiram connosco senão pelo anonimato, aqueles que sabem quem somos (ou que pensam que sabem) mas nós não sabemos quem são, nem como virtuais, muito menos reais. Há aqueles que já podem ter ouvido falar de nós, ter-nos visto na rua, ter-nos uma terrível raiva e dor de corno e ou, no caso dos Bloggers que são figuras públicas, nos meios de comunicação social ou em palcos, e são esses, os alvos mais fáceis. Frequento alguns Blogs de figuras públicas mas raras vezes comentei esses Blogs. Normalmente, são os mais atingidos.
Costumo comentar alguns Blogs anonimamente quando me dá na telha, porque normalmente os Donos do Blog sabem quem sou. Denuncio-me com uma frase ou expressão que sei que a pessoa vai imediatamente perceber que sou eu. Confesso que adoro fazê-lo, pois significa que existe um mundo privado para além dos Blogs, private jokes, algo que é paralelo ao que se pode entender como de "toda a gente". Não me importo, portanto que o façam comigo, no meu Blog. Alguns comentários anónimos são bem melhores que o resto que se acha muito Blogger. Gosto da minha Yang e gosto da minha Amiga da Merdunga e do meu Amigo da Merda e do Anónimo Mais Anónimo Não Há que os Outros Dois Etc e Tal e Coiso. Gosto. Desde que tenha piada, eu posso até nunca vir a saber quem foi que comentou ou as razões porque o fez, mas há sempre uma cortina de fumo. Um contexto. Uma curiosidade. Um Anonimato é sempre um convite à descoberta.
Faço deste espaço um sítio onde me possa divertir, depositário de muito do que são as minhas opiniões, destilação de fúrias próprias e alheias, sarcasmos e maus fígados, conversas de casa de banho, daquelas que ficam escritas nas portas das mesmas, diário de situações mais ou menos sérias, mas nunca levando nada disto a sério. Há quem leve esta porcaria mais a sério do que eu gostaria, mas isso são outros 500.
De vez em quando lá salta qualquer coisa lamechas, mas não muito, para que as pessoas não se habituem mal.
Não gosto de pensar que algum dia terei de colocar aqui moderação de comentários. Se alguém utilizar este espaço para me insultar ou flagelar, está à vontade para fazê-lo, dado que o anonimato só aí se manifesta de forma preocupante se eu CONHECER de facto a pessoa e ela significar algo para mim. Ninguém que eu conheça tem duas caras a esse ponto e muitos dos que me conhecem nem sequer sabem que tenho um Blog.
Portanto, os Anónimos que eu não conheço não me afectam, e os que me conhecerem e utilizarem isto para me dizer algo que não tenham coragem de o fazer in my face, pois... temos pena. Virei sempre a saber quem foi "a jóia".
Não sou figura pública, sou apenas mais uma "indivídua" que faz parte deste delicioso colectivo que é a Blogosfera.
Sempre fiz questão de dizer que gosto dos meus Anónimos e tenho sempre "uma palavra amiga" para lhes dizer. Por norma, sempre foram cordiais ou simpáticos ou meio loucos ou completamente loucos ou javardolas ou críticos ou humorísticos e bem dispostos. Eu gosto disso tudo. Entendo que haja pessoas que se chateiam com o conteúdo de alguns comentários e sei de algumas situações no mínimo ridículas, mas para isso existe a moderação de comentários. Em último caso, manda-se à merda porque a expressão é bonita e foi feita para ser utilizada em determinadas situações.
A vida já é suficientemente chata, por vezes, para termos de nos chatear, às vezes, por tão pouco.
p.s.: eu tenho sitemeeter.
p.s.2: enquanto andava à procura de imagem ilustrativa deste post encontrei este site. Utilidades.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Anda por aí um desafio na blogosfera muito interessante, que consiste em descrevermos a nossa vida e aquilo que somos através de temas musicais de uma banda apenas. Decidi abraçar o desafio e responder com temas de Morrissey/Smiths. Não é uma banda ou autor demasiado óbvio naquilo que me diz respeito. Não é a escolha lógica, como seria uma Cat Power, mas a vida faz-se de escolhas pouco óbvias.
Right?
1. És homem ou mulher? Girl Afraid
2. Descreve-te. Bigmouth Strikes Again / I Am Two People
3. O que pensam as pessoas de ti? First Of The Gang To Die
4. Como descreves o teu último relacionamento? You Know I Couldn't Last
5. Descreve o estado actual da tua relação. Is It Really So Strange?
6. Onde querias estar agora? Back To The Old House
7. O que pensas a respeito do amor? Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
8. Como é a tua vida? My Life Is An Endless Succession Of People Saying Goodbye
9. O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
10. Escreve uma frase sábia. The World Is Full Of Crashing Bores
* considerem-se "desafiados" todos os que por aqui passarem. Podem deixar mesmo na caixa de comentários.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Protecção Solar

Ao fim de tanto tempo a pairar na Blogosfera (e agora até consta que quer dar em arquitecto e não tem tempo para estas coisas), é que o Blogger se apercebeu que existe um senhor gajo que tem um Blog com conteúdos menos próprios.
Obviamente, a minha escolha é aceitar e ler o que pode ser um "conteúdo adequado para adultos" que é como quem diz "compreendo e pretendo continuar" que é quase fazer um termo de responsabilidade pelo grave acto de poder ver a malta (quiçá!) descascada. Cenas de sexo. Está-se mesmo a ver a quantidade de pessoas que vão clicar no botão da direita. Pais que vêem Blogs com os filhos ao colo e vão ali parar.
"Não não, este não podemos ver, Frederico Marcelo, este não é para a tua idade!"
Não sabia que isto existia. Censura do tipo "tenham cuidado, estão prestes a visualizar algo que é só para adultos". Já agora, o que é um adulto?
Foi um momento de boa disposição.
É caso para dizer que ao Sol está-se bem... mas apenas com protecção solar!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Janela Indiscreta

segunda-feira, 2 de junho de 2008
A Arquitectura Portuguesa dos dias de Hoje
::memória [in]descritiva::
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É recorrente a queixinha dos arquitectos que
“não me deixam trabalhar”,
“não me deixam criar”,
“só contrariedades”,
“o cliente não quer”,
“o lote tem uma péssima implantação”,
“o promotor não tem orçamento e tem péssimo gosto”,
e por aí além numa espiral de desgraças que impedem o livre curso do disparate.
È verdade que temos maus clientes, tão maus como a mediocridade cultural. É verdade que temos péssima construção, tão má quanto o empenho de toda a equipa no desenvolvimento de um projecto [do trolha ao arquitecto].
A rotina burocrática que ampara a arquitectura corrente [porque é o grau 0 da arquitectura que me interessa e não a excepção género Carrilho da Graça], não é responsabilidade de toda a gente à excepção dos arquitectos. Os pobres arquitectos, colados como lapas ao corporativismo de classe passam a vida a fazer merda e a atirar a água para o capote alheio.
Como tudo na vida, também a arquitectura está sujeita ao erro e à prova. Os erros acontecem em projecto [mostrem-me um projecto no mundo que exista sem uma gralha que seja!]. Os erros acontecem em execução, por deficiente leitura das peças desenhadas ou por outros milhares de factores.
O trabalho do arquitecto é também aprender e incorporar o erro no próprio objecto arquitectónico. Porque a realidade e a humanidade não é imune à falha. E porque a arquitectura é para a realidade.
#joão amaro correia
a arte respira e expira e imita a vida. nada existe sem os conceitos tornados reais e qualquer produto da imaginação de alguém reside num espaço próprio inserido neste planeta azul. feito de linhas e volumes e estruturas e realidade subjacente. tal como um vestido, um automóvel, ou uma caneta, uma casa não pode ser um objecto indissociado daquilo que somos. da nossa identidade. a nossa continuação, portanto. o invólucro das nossas vontades, o porto de abrigo para o qual nos refugiamos. onde tudo acaba e começa. o reduto das nossas memórias e cenário das aventuras protagonizadas por cada um de nós. pensar a arquitectura de uma forma séria, em que surja como uma real opção e não mera condição e consequência de tudo aquilo que o dinheiro pode ou não comprar, é pensar em diversos factores que fogem às desculpas do costume da grande maioria dos arquitectos já enumeradas anteriormente por joão amaro correia. a liberdade do criativo. é trampa. partir do princípio que tudo corre sobre rodas, os tais factores podem resumir-se apenas a dois aspectos: o enquadramento urbanístico e paisagístico::e mais importante: a quem se destina. o que o cliente quer e deseja. já tive esta discussão interminável com um arquitecto, na qual ele discordou acerrimamente comigo. penso que um corte de cabelo pode ser arte. um prato gastronómico é arte. um vestido é arte. a dança é arte. um filme. a maioria dos arquitectos tende a negligenciar todos estes aspectos, ignorando que tudo isto é vida. e arte. a perfeição, a beleza e tudo o que produza sentimentos por via de uma exteriorização concreta ainda que fugaz. é arte no século XXI. e tudo isto cabe dentro duma casa e deve coexistir em harmonia. na medida dos desejos de quem lá habita.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Existem os outros. Aqueles que vale a pena ler. Reter. Na alma, no coração. Aqueles que nos prendem com as palavras, com as imagens. Existem os subentendidos que aprendemos a seguir pois deixámo-nos de ler para começar uma amizade ou simplesmente deixá-la a marinar em palavras. Em imagens. O que eu gosto de ler as entrelinhas da minha querida Sofia, aquele sarcasmo inspirado como só ela... as palavras infinitas e a racionalização dos conceitos em espiral do meu querido Nuno... ou a doçura da minha Ana... a dor sentida e por vezes mascarada de alegria e de tudo o que sei que é a alma da minha querida Sara... e sempre o meu amado Paulo que tem as fotografias mais puras e lindas de toda a blogosfera... sei lá. São poucos. Isto não é uma homenagem nem nada do género mas são estes poucos que me fazem voltar sempre a este Blogger. A este espaço. E todos aqueles que leio e não comento. Como este.
Sem palavras.
Lembro-me de naquele tempo não haver sequer vento, de não se agitar uma árvore lá fora e de haver um terraço apenas com roupa estendida e o cheiro do sabão espalhado nos tecidos. Lembro-me apenas de coisas mínimas. Do cheiro das laranjas que apodreciam no chão irisadas na luz que se entornava então sobre a terra. Lembro-me de naquele tempo sentir que cada palavra era uma distância. De sentir as coisas espalhadas no chão do meu quarto e de sofrer por só lentamente me poder aperceber de que tudo estava radicalmente só e dividido. Lembro-me, aliás, de naquele tempo ter dividido pela primeira vez as coisas do mundo: o chão e os frutos, as árvores e o céu, as ondas e o mar. Lembro-me de ter visto pela primeira vez o mundo representado nas asas de uma borboleta: cada asa é uma pessoa, murmurei, e cada borboleta é o pequeno prodígio de haver um mundo. Pensei que as asas de cada borboleta poderiam ser duas pessoas que ora se encontravam ora se perdiam para uma distância que na tensão da presença jamais poderia ser infinita. Pensei que o equílibrio de haver borboletas era justamente este ofício do encontro: no meio da borboleta estava o labirinto de haver um possível, de haver um animal sozinho na viagem das pessoas que o construíam para a sua morte. Não havia vento naquele tempo: as borboletas repousavam sem perturbações nos círculos de água da minha face. Lembro: cada asa tem o seu duplo como cada lábio tem o seu par, disse. Pela areia do sono descia ao fundo do meu coração e lembro-me, recordo-me muito bem de no interior do meu quarto ter construído uma margem de silêncio onde mais tarde entrancei o teu cabelo e casei o movimento dos teus pés descalços na areia das praias. De tudo isto fiz borboletas. Das ondas e do mar, do teu cabelo, dos teus olhos nos meus. Do teu corpo em ti própria. Cada borboleta regressa a si mesma como uma flor ao nascer da luz: fixando o sol, das asas nasce o animal e do animal nascem as casas, as palavras e o amor. Depois a borboleta faz uma escada para trás, para o seu deserto, para o fim do poema, para o fim de todos os poemas. Eu apago os passos: cada borboleta apaga então o que deixou pela areia: uma escama de luz, um pedaço de asa. E se chegou ao céu por voar, regressará a casa porque consegue pisar por amor o coração sem asas nem animal que lhe resta. Naquele tempo era tudo como me lembro hoje: a casa lá fora estava deitada sobre a luz, cá dentro não se agitavam as árvores e as palavras beijavam-se entre o silêncio. As coisas continuavam espalhadas pelo chão do meu quarto. E eu? Recomeçava, eu.
in http://a-manh-ser.blogspot.com/
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Lisboa e a soja
Ponto número dois: ainda bem que não sou.

Não serve o presente post para desacreditar os reais vegetarianos que muito respeito têm da minha parte. Não serve tampouco de ataque a todos os lisboetas (a grande maioria de pessoas de que falo nem de Lisboa são, a bem dizer, e tentam a todo o custo negar as suas raízes rurais, abraçando todo um mundo (sub)urbano que vivem de segunda a sexta-feira, com intervalos ao fim-de-semana, que é quando vão à terra). Serve o presente post para desacreditar a corja real que vive num (infelizmente cada vez menos) (sub)mundo lisboeta e que nele se tenta afirmar de alguma forma por hábitos sobejamente modernos e muito alternativos, os quais incluem toda uma nova gastronomia (nada a ver com a nouvelle cuisine, não misturar por favor) apenas porque são in. Ou alternativos.
Enquanto escrevo este post encontro-me a salivar da raiva que tenho a esta gente, que me metem nojo e asco, não porque me relacione directamente com pessoal deste gabarito (normalmente chego àquela fase em que o meu mau feitio me permite mandá-los dar a tal curva ao tal bilhar com mais ou menos elegância que o vernáculo me permitir na altura), mas porque sempre que tenho a ocasião de visitar alguns blogs, saltam-me à vista este espécime que abomino cada vez mais e que se reproduz como cogumelos na blogosfera, os quais já foquei em post anteriormente: os forinhas aka pseudo-intelectuais.
Qualquer assunto serve de pretexto ou ponte para se fazer referência ao facto de se ter comido tofu ou soja ou algo assim muito fora tudo o que é a boa mesa portuguesa. Está completamente fora de questão dizer que se adora uma boa chouriça assada com grelos ou uma sardinha assada com broa. Nem pensar em bife!!! Coitados dos animais!! Não é in. Não é bem. Bem é a soja. Bem é o tofu. Bem é a lasagne al funghi. Bem é o estrangeirismo que se apoderou dos nossos hábitos e a globalização que é sempre uma coisa tão bonita de se ter casa adentro.
Não é raro nos dias de hoje alguém dizer "ontem o jantar foi fantástico!" e em vez de se dizer com quem se esteve, diz-se o que se comeu e bebeu, e os livros que se discutiram, bem como os filmes. Quanto mais fora, melhor. Quanto mais mainstream, melhor. Lêem mais que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa! E quanto mais sensaborona a comida e altamente vegetariana, melhor. Queiram ou não acreditar, isto apenas se passa em Lisboa, talvez de igual forma no Porto, desconheço se tal assim é. Grupos de pseudo-intelectuais se juntam em manada para estes jantarinhos íntimos e a conversa é invariavelmente a mesma. Existe um protocolo e existe uma etiqueta a seguir. Existe muito muito verniz. O que não existe? Gargalhadas sem drogas (não, eu não tenho nada contra as drogas, mas quem não meta uma linha de coca não é bem visto) ou sem muito álcool, são raras. Não existe também um belo bife mal passado ou um simples franguinho assado, comprado à pressão e empurrado com um belo tintinho, apenas para se servir de pretexto a uma boa companhia e conversa genuínas. Há coisas que se estão a perder nesta nossa sociedade portuguesa e tão pseudo-burguesa que tanta soja e tanto tofu come.
*Lembro o meu primeiro contacto com pessoal assim, num jantar assim, numa Lisboa de há dez anos atrás. Jantar com muito muito Martini, muita muita soja, muita roupa estranha e muita conversa da treta com malta da Faculdade de Arquitectura. "A tua mala é incrível!! É Prada?" e eu "não, é da feira mesmo". Por acaso até nem era, mas foi mesmo para escandalizar. Que estas meninas e meninos é tudo muito in e muito design e muito cliché parvo nas cabecinhas, é muita soja e muito tofu e muita amizade aos animais, mas se formos ver as etiquetas, é muita pele de animal morto e atitude muito pouco amiga dos seres de quatro patas.
Ainda bem que eu não sou de Lisboa e o bife que comi ontem estava absolutamente fantástico!
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Desafios à Guronsan
2. abra o livro na página 161;
3. na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.
Este desafio foi-me imposto pelo caríssimo Nuno Miguel já aqui há um bom par de dias, o qual decidi aceitar, até porque aceito todos os desafios que me quiserem propôr.
Vejamos: livro mais próximo com mais de 161 páginas (gosto destas ideias estapafúrdias com números igualmente absurdos; já agora, um livro com 161 páginas e meia, não? É que um livro com 161 páginas é um livro com 80 folhas ou 81? deve ser a tricky question... e eu nunca fui boa a matemática... em todo o caso, peguei no mais grosso que tinha aqui à mão, não vá o Diabo tecê-las... isto soa mal, não soa? peguei no mais grosso que tinha aqui à mão...)
Página 161, portanto. 5ª frase completa(??? Existem frases incompletas?). Não sendo necessário dizer o nome do livro, e talvez correndo o risco de pensarem que sou uma erudita em termos de leitura, uma verdadeira intelectual, cá vai:
"E nam se continha mais nem menos em a ditta certidam a qual Matheus Machado Froes taballiam nesta cidade e seus termos fes tresladar aqui bem e fielmante da propria que entregou ao ditto Jozeph Machado de Bracellos que de como a recebeu ha de asignar, com a qual resensiou, conferio e asignou de seu publlico signal que tal he como se seggue."
Cá está o primeiro desafio cumprido neste Blog.
Mais cinco bloggers à escolha?... eu lanço o desafio a todos os que por aqui passarem, ao invés de sempre dar a primazia aos bloggers. Portanto, anónimos, gente que passa, gente que faz o trabalho como faz amor, amor verdadeiro (ehehe) lanço o desafio a todos os comentadores. Peguem num livro com mais de 161 páginas (um bem grosso) e transcrevam algo que tenha já o acordo ortográfico, para facilitar a leitura à malta.
E bom fim-de-semana.
* acho que vou tomar um guronsan....
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Ladies and Gentleman, I present you The Fuckin' Blógosphére ou Os sentimentos dos outros à velocidade de um click
Mas o que me leva a escrever isto?
Vejo pessoas a magoar outras deliberadamente, mesmo que gritem e chorem em dor e que peçam uma mão. Vejo pessoas a negligenciar sentimentos. Vejo uma apatia muito grande e muito muito anormal. Vejo traição, inveja, desprezo. Vejo muita hipocrisia e sorrisos doces cheios de fel no seu interior. Vejo poesias sem sentido, palavras palavrosas e vazias, desprovidas de acções que as justifiquem.
Amigos amigos, só aqueles que deixei por aí espalhados vida fora, como os amigos da merda, salvem-se uns quantos por aqui. Aqui, neste meio, muito poucos entendem ou gerem o seu tempo de forma a perceber que os outros também são seres humanos não descartáveis. Que não servem para tapar buracos. Que também têm uma vida. Que também têm problemas. Que também são gente que sente. Que também têm profissões e que também têm contas para pagar.
* este post resume praticamente a minha postura perante a descartibilidade tão em voga nos dias de hoje... aproveito para dedicá-lo à Sofia e à Ana, os nomes de guerra vulgo nicks, não são para aqui chamados, elas sabem quem são, e para mim são simplesmente, na sua grandeza de saber SER, a Sofia e a Ana.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Foi você que pediu paletes de testes? WDF (what da fuck) ::devo andar com distúrbios bipolares e crises de identidade
...depois de ser um dragão...
...depois de saber que mudei em 72% a minha vida nos últimos dez anos...
(MUDASTI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
...e depois de saber que tenho uma relação muito boa e coiso e tal e de andar a fazer testes da treta...
Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
...chego a casa depois de um árduo e cansativo e exaustivo e exigente e tudo e tudo e tudo, dia de trabalho, vejo as vossas respostas (que em mail excedem os 30 comentários) e penso que posso até ser doida varrida, mas não estou só.
Dedico (o que significa que quero saber os vossos resultados)
os próximos testes a:
I - InBluesY
II - St.J.
III - Metamorphosis
IV - Stephen King
V - Voyeur de Blogs (VdeB)
VI - Spider Pig
VII - A.
para a Y....
| You Should Be In The Donnas |
![]() You've got that a bit of an edge to you The bad girl that all the good boys want! |
para o St.J. ...
| You've Experienced 72% of Life |
![]() You have all of the life experience that most adults will ever get. And unless you're already in your 40s, you're probably wise beyond your years. |
para o HL....
| You Are 24% Sociopath |
![]() From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good. It's likely that you're not a sociopath... just quite smart and a bit out of the mainstream! |
para o Stephen King.....
| You Are Somewhat Logical |
![]() Ok, so didn't get the majority of questions right But you did answer some pretty tough questions correctly Logic may not be your strong point, but you hold your own! |
para o VdeB.... (a ver se vem de lá esse Blog novo)
| Your Blog Should Be Green |
![]() Your blog is smart and thoughtful - not a lot of fluff. You enjoy a good discussion, especially if it involves picking apart ideas. However, you tend to get easily annoyed by any thoughtless comments in your blog. |
para o Spider Pig.... spider pig spider pig...
| There's a 96% Chance You've Been Abducted By Aliens |
![]() You've almost certainly been abducted by aliens. Either that, or you're totally certifiably nuts. |
para a A. (my favorite portuguese diva!)
| You are Brigitte Bardot |
![]() Naturally sensual and beautiful You're an exotic beauty who turns heads everywhere You've got a look that's one of a kind |
Agora sim.... declaro oficialmente encerrada a semana de testes da treta!
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
JOVEM! Tu que...
What can I possibly say?...
Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais
- isto não é bem uma treta (78)
- tretas do meu fantástico e mais que interessante quotidiano (70)
- tretas da época (57)
- tretas das relações humanas (57)
- tretas em segunda mão (43)
- tretas do tipo "o meu vídeo é do youtube" e é bem melhor que o teu (42)
- tretas do tipo "dá-me música" (37)
- a treta ataca de novo (35)
- tretas do tipo "isto sim é sétima arte" (35)
- tretas políticas da porno-chanchada da república dos tugas (35)
- tretas do tipo "ri-me tanto que me borrei todo" (34)
- tretas pseudo-sociológicas (32)
- tretas desmistificativas (31)
- tretas com segundas intenções (30)
- tretas do tipo "let's kick their asses off" (30)
- tretas da porno-chanchada da república dos tugas (28)
- tretas do tipo "o que é que isto me lembra?" (27)
- tretas do outro mundo (26)
- tretas do tipo "coçar a micose em vez de estar a trabalhar" (26)
- tretas da era pós-moderna (24)
- tretas do tipo "este é o meu novo eu" (23)
- tretas a dar para o lamechas (22)
- tretas sobre sexo e coiso e tal (22)
- treta de blogospera (21)
- tretas de chacha (21)
- tretas batidas (20)
- tretas do tipo "a escrita da minha vizinha é melhor que a minha" (20)
- tretas do tipo "não me canso de bater no ceguinho" (18)
- treta de país (16)
- tretas do tipo "a culpa é da insónia" (15)
- tretas furiosas (14)
- tretas do tipo as mulheres são de Vénus e os homens são de Marte (11)
- tretas da treta do outro Blog (10)
- tretas do tipo "quando for grande quero escrever assim" (10)
- testes da treta (9)
- tretas do "lá fora é que é bom" (7)
- tretas dos Estados Unidos da Amérdia (7)
- treta do tipo"onde pára a maria armanda?" (5)
- tretas do tipo "o meu vídeo não é do youtube" e é bem melhor que o teu (5)
- tretas do tipo "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o gato miar" (4)
- tretas do tipo "mais uma para o HL comentar a metro" (4)
- tretas nostálgicas (3)
- tretas políticas da porno-chanchada do mundo lá fora (3)
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Visão
Tretas que morreram de velhas...
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A Treta Mora ao Lado...
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receita para alcançar a imortalidade
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