::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Auto-comiseração

Aviso à navegação: se for um sensivelzinho-coitadinho-pobrezinho-desgraçadinho passe à frente. Aqui ninguém é obrigado a ler nem a gostar. Como bom Blog que é, e como o tempo é coisa que escasseia por estes lados, nem me dou ao trabalho de tecer comentários nem discutir opiniões. Este post sim, é para os cínicos empedernidos como eu.



Quem nunca se vitimizou e nunca se sentiu a pior e última pessoa do mundo que atire a primeira pedra, mas (claro que há sempre um mas) não há cu que aguente os ataques de auto-comiseração a tempo inteiro.

Pior, a auto-comiseração daquele que se acha a vítima quando, no fundo, a verdade é que somos todos vítimas das nossas próprias acções. Problemas todos temos e os mais graves não somos nós que os buscamos. Os desígnios infinitamente misteriosos que explicam a maneira como alguns dão "a volta por cima" mais depressa que outros, não têm, para mim, grande explicação nem constituem, na verdade, grande mistério. Trata-se de ter uma medula que aguente relativamente, trata-se de já ter passado por problemas REAIS de forma a conseguir-se perspectivar uma situação dita problemática, trata-se de se ser digno e manter a honra a todo o custo. Acima de tudo, trata-se de racionalizar e perceber o que é estar na pele do outro.

Tenho verificado em situações reais, minhas e de outros, que é fácil perder o controlo, é fácil perder-se a cabeça, é fácil errar, escolher um mau caminho e entrar num labirinto que ninguém escolheu. Errar toda a gente erra, ninguém é perfeito e a vida não é um mar de rosas.

Fazer do queixume uma bandeira, exibindo os nossos ENORMES problemas, cagando-se no resto (sim eu escrevi cagando-se no resto), para se justificar certas atitudes ou ganhar simpatias, é a melhor forma de fugir com as pessoas à sua volta.

Não existem pessoas fortes ou fracas. Pessoas ditas fortes têm o direito a chorar e a gritar, mas infelizmente subsiste a ideia de que as pessoas fracas são as que choram, as que toleram, as que suportam. Para mim, isso não existe. Existe mais dignidade nuns do que noutros, existe o silêncio que por vezes é preferível à ladainha do desgraçadinho, da vítima que auto-proclama como tal.


Tenho um grande amigo que, aos 16 anos me resolveu o problema de auto-comiseração, quando me punha com os queixumes de gaja. Dizia "olha, a tua vida é tão má tão má, que se eu fosse a ti, deitava-me ali na linha do comboio à espera que me passasse por cima". Quando eu lá me punha na choraminguice, ele já só dizia "linha do comboio". Tenho muito a agradecer a esse meu amigo.


Eu não tenho amigos que se armam em vítimas, é bom que se note e faço questão de o dizer. Ironia, é que acabam por ser as reais vítimas dos problemas que nunca procuraram as que menos se queixam. Muito pelo contrário: raras são as vezes em que alguém se queixa da vida que tem (muitas vezes tão difícil), do dinheiro que falta (quando normalmente a quem mais falta, é quem menos se queixa), do namorado que é um cabrão (ou a namorada, vá) and so on. Não são mais "fortes", nem aguentam melhor, e não fazem segredo dos seus problemas, até porque para revelar um problema grave sabem que estou sempre cá para eles, e muito menos vão abrir blogs a dizer que são uns miseráveis e incapazes. São apenas mais dignos. E isto diz tudo.



p.s.: dedico este post ao bruno (a "linha do comboio é já ali!"), à helena (essa cabra fria e cruel de quem tive saudades, confesso, ehehehe), à marisa (que nunca cá põe as patas lol) e sobretudo ao meu amor, que depois de duas semanas tão difíceis, manteve sempre a calma e no final, tudo acabou bem. Sem desesperos.

Post da semana, quiçá do mês





[se é um cínico empedernido ou teve um grande desgosto recentemente, passe à frente; este post é verdadeiramente "crente"; felizmente, é a minha realidade.]





O RAIO! DO AMOR FELIZ...

Um amor feliz é uma coisa terrível. Mas há outro amor?, pergunta você que é uma criatura atenta e que não deixa passar uma vírgula - a despropósito, pode corrigir as vírgulas também, eu gosto. Não, claro que não! Essas melotretas do inferno em que, ou se morre de desgosto, ou se mata de ódio, ou se é infeliz para sempre, são da natureza que o próprio nome delas denuncia: desgosto, ódio ou infelicidade. Nenhum deles substantivos, pode ir confirmar com o tio Cândido de Figueiredo, é sinónimo de amor feliz e terrível. E toda a gente sabe que o amor só é amor se vier com a simetria felicidade-terror. São precisos sempre dois apaixonados um pelo outro, antropófagos de se comer um ao outro de beijos, de se querer comer um ao outro de beijos, de pensar em comer-se de beijos, e anda cá que és minha e anda cá que és meu, que stress a falta de títulos de propriedade humana!, cheios até aos olhos e transbordantes de para sempre e nunca mais, e tudo de ti e tudo contigo, mais a vergonha, que lixe!, de todos peganhentos, golinhos enjoativos de cocktail à hora certa, a toda a hora!, de minha querida, querido amor, dizia eu, são precisos apaixonados destes, dois, um pelo outro, muito, para ser amor. A felicidade é esta coisa terrível de se descobrir, afinal, batidas cardíacas siamesas, enquanto cada um malvado coração do outro anda arrumado no seu individual corpinho por onde quer e deve em vez de, ó mistério da ciência!, se ter quatro aurículas e quatro ventrículos todos colados num pavor de Frankenstein e só uma aorta para impedir separações. Ninguém no seu juízo perfeito quer um amor para ser infeliz para sempre, ou infeliz durante um bocadinho, ou mesmo só por agora. Toda essa infelicidade está disponível num monte de sítios diferentes e gratuitamente. Já a felicidade do amor terrível é mais arisca. Para além da questão científica dos corações não virem por junto e juntos, é preciso, em primeiríssimo lugar, que aconteça uma mesma mitológica, mas muito concreta, coisa em três versões. Logo três! Sorte, Fortuna e Fado. Ora isto provoca um abalo de agulhas no Instituto Não Sei das Quantas, aquele que às vezes aparece na televisão, que marca pontos na Escala de Richter, estala Fahrenheits e esfrangalha os nervos a uma pessoa enquanto não se sabe se os danos são recíprocos na coincidência sismológica e calorífica da cidade geminada! Ufa, que Sorte - a tal! - são! Seria, pensa um distraído, a felicidade, mas não!... É a Fortuna: no meio da desordem de mundo ao contrário, só se pensa, olha, ganhei o euromilhões dos beijinhos! Neste exacto momento, entra o sacana do Fado: ai, ai, se se tem pode deixar de se ter, se se é tão feliz pode-se deixar de ser, agora o que é que se faz? Ora eu, ao contrário da Júlia Pinheiro, sei tudo sobre o amor. Faz-se o quê? Nada nadinha! Só os malucos é que medem forças com as forças sobrenaturais, mais ou menos divinas. Depois é preciso que aconteça o resto. Que obviamente também é mito-concreto, mas felizmente numa só versão sincopada e menos aleatória. Qual resto? Ora adeus, os doze trabalhos de Hércules, ou se preferir os quatro de Psique. Pronto os dezasseis trabalhos e não se fala mais nisso! É que por fora temos que continuar crescidos, responsáveis e assins, para trazer a felicidade-terror para onde ela não cabe, que é o único sítio onde ela deve estar: dentro de casa.

domingo, 28 de junho de 2009

Música "parece que não é, mas é" tuga - Sean Riley & The Slowriders

Perguntaram-me, a propósito de músicas, o que achava sobre "o projecto" (ehehehe, não resisto) dR.Estranho Amor. Eh... disse eu.

Gosto destes. Atente-se que não disse gosto mais.



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Bem bom

Gosto tanto mas tanto deste homem (sempre gostei) que até lhe desculpo o facto de ser do Porto e de ter declarado Morte ao Sul em Faro, há uns anos atrás. Irreverência e bom gosto é com ele.
E covers à maneira.
Se calhar não devia, mas gosto disto.
Bem bom.




sexta-feira, 19 de junho de 2009

O melhor quiz

Este encontrei-o no Blog da Patrícia. É S U P E R L O N G O mas vale a pena porque é mesmo giro. Fabuloso web design.


E se calhar até é verdade. Isto não é apenas uma cena de gaja. Os meninos que façam quando tiverem tempo, as respostas são o máximo!











quarta-feira, 17 de junho de 2009

Publicidade e disfunção eréctil




Gosto do ar do gajo... primeiro todo ele é beijinhos e abraços, e de repente, muito friamente, trau!, nada! E ela "boa noite"... é impressão minha ou parece mesmo que eles não se conhecem?



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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Descubra as diferenças XI

[o momento que se segue é da exclusiva responsabilidade dos intervenientes]



#1





- o que é que aprecias mais numa mulher?
"o sorriso... que tenha os dentes todos..."
"espanholas... brasileiras... as de leste...."



#2





"bata mais dez"
- o que é que aprecias mais numa mulher?
"a vibe..." o que raio é a váibe?
(ele gosta de sinceridade... mandem-lhe a Susan Boyle)
"E-s-t-r-e-m-o-z"


Olhem, como diz o outro do PNR, "do mal o menos", ainda consigo ter uma certa preferência pelo Cristiano Ronaldo, pois consegue ser melhor no que faz, é menos chato, fala menos e é mais humilde (se bem que humildade é coisa rara para aqueles lados).


É impressionante verificar como a Matadinho pode, sei lá, parecer extraordinariamente atraente (ou não) quando està à conversa com o Angélico Vieira, tal como pode parecer uma idiota quando fala com pessoas que tenham um Q.I. bastante superior ao de uma alface (perceberam a lógica certo?).


Primeiro há que desmistificar isto de "ser atraente": o meu conceito de atraente é diferente do conceito de atraente de outras pessoas, como é evidente, mas é brilhante fazer a comparação quando em causa está aquilo que nos atrai, seja o físico, seja o intelectual. Pessoalmente, sinto-me mais atraída pela Carla Matadinho quando esta está à conversa com o Angélico Vieira (vídeo #2), e sinto uma estúpida repulsa pela modelo quando esta está à conversa com o Fernando Alvim (#3).



Curiosamente, a Matadinho, esse animal sexual de perguntas tão profundas do tipo "gostavas de ser humilhado quando eras pequenino?" pode parecer uma freira quando dá entrevistas como esta. Ora aqui está uma namorada ideal para o Angélico.


Indiscutível é a minha preferência pelo Daniel Oliveira. Mas isso sou eu, que gosto deles "sensíveis" e de olhos bonitos. Desculpa lá Alvim... tu és mau. ahahahah...


#3


Isto é tão mau que até dói...

"O problema da abstenção"

Pensamento do dia (este é mesmo meu):


Para resolver o problema da abstenção e da falta de consciência cívica aquando da ida às urnas dos portugueses, faz-se o seguinte: passa-se a votar às sextas-feiras e, quem for votar, tem justificação de falta para entregar no trabalho, apenas no período da manhã (ou da tarde).



Simples, não?




Fica a ideia.


A IRA

Por convites e afins para uma Inútil Revista, andei a rever textos blogosféricos e sinto que estou a perder virtudes no campo do pseudo-pseudónimo irascível e intransmissível. Estarei à altura? As palavras anónimas deixam o seu corpo para adquirir o número do BI ou não?

É que por acaso até tirei o novo cartão de cidadão e custa-me um pouco revelar a minha tão preservada identidade...

Minha querida A., vou-te ligar já já. Fica um texto um bocado irado, mas aquém do que será suposto para tamanha responsabilidade, que para mim é uma honra.








A questão é que não mantenho um blog, eu mantenho dois blogs: um para os VIP's e outro para a escumalha. Chego à conclusão de que sou muito mais elitista do que seria suposto, e ao menos a minha trampa fica para os de casa. O resto é para nem prestar atenção. Seja: lá no outro posso ser a pessoa mais chata do mundo, sem fait-divers, e afundar-me na tristeza, no amor e nos lugares-comuns de quem anda perdido pela vida sem ter de chatear ninguém. Um registo da ferida em aberto para um dia mostrar aos netos que a avó até teve uma espécie de vida.


Neste, simplesmente não armo ao cagalhão nem entro em grandes dissertações repletas de conteúdo significativo ou de grande nexo: é mesmo o meu eu raivoso com espuma pelos cantos, e é uma treta. A passagem dos dias da treta, a forma mais simples de dizer que apenas estou aqui sem ter de dizer que fiz uma tatuagem, que sou de esquerda, que sou bué cool, que percebo imenso de arte, que ando a sentir-me miserável porque a vida é uma merda, que ninguém me entende ou que sou um génio da pastilha cósmica. Nem sequer ainda vendi um livro à conta disto, o que me remete irremediavelmente para o baú dos beautiful losers, mas sempre de cara lavada com muita maquilhagem à mistura. Este blog não serve para nada, só me serve a mim e aos quantos poucos que mandam umas bujardas e a gente ri-se toda atrás do pano, como no cinema. Posso garantir que já aqui fiz uns poucos grandes amigos, que já conheci muita farsa dada por amizade (ainda assim, comprei-a e devolvi à proveniência), que já ri, me enervei e chorei, bebi uns copos e troquei imensas impressões.




A grande questão é que já não há simplicidade em lado algum, e a velha máxima do Dr House aplica-se até na porcaria da blogosfera: toda a gente mente. Mentem quando se mostram "melhores" do que aquilo que são e mostram-se "mais tristes" quando na verdade nem a tristeza era assim tão grande afinal. O que resta? Uma certa feira de vaidades em que uns mostram o que lêem e o que ouvem e falam disto e daquilo e nuns bons 90% nem escrever em bom português sabem. São chatos bla bla bla bla... BORING! Outros falseiam diários de uma vida que inventaram para si mesmos: ou a que queriam ou a que é socialmente aceitável. Outros dão as opiniões dos clichés mais que usados (vou começar a pegar nesses lugares-comuns da blogosfera e fazer uns posts enche-chouriços à pala disso).




Tive um professor que dizia que nada é original. Nada. Ele defendia isso com unhas e dentes. E no fundo eu sei mesmo que ele tem razão, concordo inteiramente com ele, embora na altura eu não soubesse da missa a metade e disse "que não".
Contudo, existe um quê de original neste novo conceito de opinião pública, da blogosfera, que assenta numa crença desse princípio de liberdade de expressão. Toda a gente pode dar a sua opinião e mandar a posta de pescada, mas bastar-se-á a si mesmo ou será contraproducente? Acredito que a longo prazo haverá um cansaço e aquilo que não tiver fundamento ou genuinidade, falirá por si só, pois nada que seja falso se basta a si próprio. Não sobrevive, pois existe uma finitude em tudo. Até mesmo naquilo que sendo original, não é eterno, mas intemporal, pois as palavras a serem genuínas são livres e ganham significados aos olhos de outros. E isso é o que as torna realmente belas. Simples.




O resto é treta, e talvez seja eu a única que não mente no meio disto tudo. Basta ler o título: da treta.






P.S.: desculpem lá a parte da escumalha. se alguém se reviu nesta intensamelodramáticaesmiufradatristedecadente descrição de blogger, não leve a mal. É assaz abrangente e a tal máxima funciona em muitas frentes: everyone lies... faz parte da condição humana. E a isso ninguém consegue fugir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

As Europeias + post da semana + o melhor vídeo do Tempo de Antena

Andei a Leste do Paraíso este fim-de-semana. Literalmente. Retiro idílico que me soube pela vida. Exerci o meu direito ao voto às 18.00 horas. Votei PSD e fui para casa rir-me com algumas das coisas que vi e ouvi. O engenheiro derrotado e o seu amigo Gepeto pseudo-comunista. Os discursos tão previsíveis. Um Paulo Portas emocionado. A histeria parva da JSD. O recado do Nuno Melo ao Vítor Constâncio. Pensar que se a Manelinha não põe as garras de fora voto no Bloco de Esquerda. Nada, mas nada me fez rir tanto como o post que roubei do Acatar e o vídeo que se segue, da autoria do PNR. Estamos neste federalismo europeu, estamos lá dentro, do mal o menos(...), e não vale a pena obedecer a Obama, Obama não é europeu, Turquia não é Europa... isto não é anti-constitucional?!? Mas quem é que vota nestes gajos?







O melhor das Eleições Europeias

Coisas bizarras dos noticiários das 13:

- A SIC exulta de alegria: "Não há incidentes a registar".
- Paulo Rangel atrasou-se e não apareceu nos resumos.
- Nuno Melo está com umas olheiras inacreditáveis.
- Louçã votou num stand de automóveis.
- Ferreira Leite riu-se.
- Paulo Portas deixou a voz de falsete em casa.
- Jerónimo de Sousa votou de boca aberta.
- Maria Cavaco Silva começou a votar antes de Cavaco e acabou depois dele.
- Cavaco Silva foi votar com uma gravata do Chapitô.
- Passa-se algo de estranho com o cabelo de Cavaco Silva.
- Maria Cavaco Silva foi de casaco vermelho a combinar com um vermelho diferente da mala a combinar com um vermelho diferente dos sapatos.
- A jornalista da SIC está a fazer o directo da secção de voto da Lapa, onde votou Cavaco, quando atrás de si passa José Pinto Coelho, líder do PNR. Ninguém lhe liga pevide.
- Sócrates não foi ao Fundão votar. E diz que agora vai ter com os filhos, mas tem pena de não poder ir ao cinema.
- A SIC foi à praia à procura de abstencionistas. Concluiu que não há muitos "porque a água está fria".
- A TVI foi à procura de abstencionistas no Algarve e a repórter concluiu que "estavam de férias".
- O país suspirou de alívio quando o tipo da SIC de Bragança diz que "não há incidentes em Bragança".
- Durão Barroso veio cá dizer que "foi em 1989 que caiu o Muro de Berlim e que foi em 1974 que tivemos democracia".
- Vital Moreira votou sem dar nenhum saltinho.
- Finalmente Paulo Rangel foi votar e aproveitou a deixa para dizer que "o tempo no Porto está bom".
- Ilda Figueiredo levou uma camisola dos chineses. Ninguém percebeu o que disse à saída.
- Notícia do dia: Populares bloquearam a secção de voto de Castanheira do Vouga "por causa do Magalhães e de outros computadores que não conseguem ligar à Internet e até a caixa do multibanco não liga" (diz o repórter da RTP). "As pessoas têm falta destes equipamentos, que hoje em dia são como o lápis e a borracha" (diz um popular). "A GNR visitou o local..." (diz a RTP). "A população está revoltada" (diz o presidente da câmara).
- A TVI diz que "o grosso" dos 375 milhões de europeus vota hoje. A minha parte do "grosso" vai agora depois do almoço.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Descubra as diferenças X


Robert Smith (The Cure) e Jack White (White Stripes).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"Eu já fui assim como tu"











No espaço de um ano conto pelos dedos das mãos (e dos pés) a quantidade de colegas (todas mulheres) MAIS NOVAS QUE EU que me disseram

"eu já fui assim como tu..."

e eu fico assim com cara de parva, e não sei se é para rir ou chorar, ficar ou fugir, aceitar ou repudiar, não sei se é bom ou se é mau

porque

a afirmação é dita com uma certa pena e admiração do que se foi e se perdeu, mas mistura um certo desdém de alguém muito mais experiente, alguém que já trilhou este errado caminho em que me encontro, tudo a propósito de dizer aquilo que penso, de forma mais ou menos cínica ou mais ou menos directa. Pessoas que pouco sabem da minha vida pessoal e profissional quase a elogiarem-me pela "coragem" que eu tenho, mas que lá no fundo, acham mesmo que é uma doença rara.


Um pouco à laia de "quem avisa teu amigo é" porque o melhor é fazer jogos de bastidores e neste triste espectáculo que é a vida, nunca é bom saber de que lado se está. Nunca se sabe com o que se conta. Importante é saber agradar a todos. Sempre com um sorriso nos lábios.

««««»»»»

Pena peninha daquilo que já tive e já não tenho, só se for a capacidade de ressacar com mais energia e menos dores de cabeça. Só.
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terça-feira, 2 de junho de 2009

O som do medo é o silêncio






O tema chama-se 'Sem Eira nem Beira', mas não há ninguém que não o conheça por 'Sr. Engenheiro'. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril. Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. Foi na Antena 3.

Os dados são avançados pela editora da banda, a Universal Music, que pagou a uma empresa para monitorizar três músicas do novo álbum, para saber exactamente quantas vezes foram tocadas. 'Quem É Quem', o primeiro single do disco, passou mais de uma centena de vezes. E 'Perfeito Vazio', o segundo single a ser lançado, foi o único tema a conseguir um lugar numa Lista A das playlists das rádios nacionais (a lista que obriga a que a música tenha em média quatro passagens diárias), com 136 passagens, só na Mega FM.

Zé Pedro, guitarrista dos Xutos, avança com surpresa: "Parece um complô contra o tema, ou uma espécie de exclusão por poder ferir susceptibilidades. Acho estranho. Parece-me que a música podia ter sido aproveitada como notícia e transformar-se num hipe de rádio", afirma. O músico diz manifestar-se contra o sistema de playlists, mas não critica nenhuma rádio por optar ou não por passar um tema dos Xutos. "Compreendo que, estando esta música a ferver, na boca de toda a gente, as direcções das rádios possam ter preferido não a passar por estar em cima da mesa como uma canção de contestação", adianta Zé Pedro, frisando que para os Xutos o sucesso da música é claro. Durante os concertos da banda, o tema é o que tem provocado maior vibração junto do público, aquele com que as pessoas mais se identificam, e a sua procura na Internet tem ultrapassado todas as expectativas. "Sentimo-nos compensados, portanto", afirma o guitarrista. A humorista Maria Rueff, que no seu programa "O Exame de Dona Rosete", na TSF, fez uma rábula com o tema, afiança que "é muito estranho a música não passar nas rádios", e considera pertinente que se investigue porquê.

Contactados pelo Expresso, os directores das maiores rádios nacionais refutam a ideia de qualquer tipo de censura, quer vinda do exterior quer criada internamente. António Mendes, director de programas da RFM, afirma que aquela é uma rádio musical que tem por objectivo tocar e fazer sucessos e que o boom do 'Sr. Engenheiro' nos jornais e televisões (recorde-se que o primeiro vídeo do tema passado pelo 'Jornal Nacional' da TVI foi para o ar a 15 de Abril) chegou a meio da fase de lançamento de "Perfeito Vazio". António Mendes adianta, no entanto, que a canção "se trata de um fenómeno político e não de um fenómeno popular". Nelson Cunha, director de programas da Mega FM, vai mais longe, explicando que a rádio "não está vocacionada para questões políticas, nem quer disso fazer bandeira. Os nossos princípios são de isenção musical e política".

José Marinho fala em nome da Antena 3, a única rádio que passou a canção portuguesa mais polémica da última década. "Não fazia sentido sermos a única rádio a tocar o tema. Fazê-lo isoladamente podia não ter bons resultados para nós, ainda por cima quando o tema ainda nem tem suporte vídeo", afirma. "Mas isso não significa que a canção esteja proscrita e que não venha a ser tocada num futuro próximo. Há três eleições a caminho e o tema é quente", conclui.

Também Pedro Abrunhosa, que em 1995 fez furor com 'Talvez F...", música que se transformou num hino anti-Cavaco (era então primeiro-ministro em final de mandato, tal como Sócrates agora), não quis comentar o assunto. Recorde-se que as improvisações do músico à letra da canção, substituindo o "e eu e tu o que é que vamos fazer", por "e eu e a Maria o que é que vamos fazer", não fizeram com que o tema fosse excluído das rádios.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

Expresso

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Visão

Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...