Acho que corri com a estúpida da minha vizinha de cima que TODOS OS DIAS me acorda às cinco e meia da manhã com o barulho do duche, e que faz 50 maratonas entre a casa-de-banho e o quarto, de saltos altos (que não têm estilo nenhum).
Obrigada Darth Vader!
Se a gaja voltar, corto-lhe a água. Ainda por cima é feia. E manca. Estúpida.
::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Gajas, política e futebol
Sabem o que é que isto me faz lembrar?
Gajas histéricas num estádio de futebol a gritar que o árbitro é um f****da p*** e por aí fora, a mastigar qualquer coisa de boca aberta, de cachecol bem apertado até às goelas. Eu sei porque eu já fui a um estádio de futebol e vi com os meus olhos. Muitas vezes. Limitei-me nessas ocasiões a ver o jogo, de boca fechada. O máximo que fiz num estádio foi gritar Briosa. Limito-me a ser do Benfica e da Académica (mais da Académica, mas acho que é este ano que o Glorioso me vai dar uma alegria razoável).
Uma mulher para poder vencer na política não se pode comportar como algumas se comportam num estádio de futebol. Acho que alguém devia dizer isso a esta senhora.
P.S.: e também me lembra o Herman José vestido de mulher.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Inglourious Basterds

Acho que este Tarantino está cada vez "pior" da cabeça. E eu gosto.
Aqui o trailer.
Se chega uma altura em que nos fartamos de ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial (confesso que eu nunca me farto, acho o tema interessantíssimo), chegará a altura em que de entre tantos filmes sobrarão sempre os melhores, os inesquecíveis. Pessoalmente, destaco dois filmes: Schindler's List (1993, Steven Spielberg) e Der Untergang (2004, Oliver Hirschbiegel). Por vários motivos, foram filmes que me marcaram muitíssimo, particularmente o último, por mostrar uma outra faceta, completamente diferente de todas as anteriores focadas noutros filmes sobre o mesmo tema.
Chega agora este Inglourious Basterds. O mais criativo, sem dúvida. A deixar um leve travo a vingança, como se aquela guerra tivesse realmente sido nossa. De alguma forma, sempre senti-a como sendo minha, nossa, um atentado à humanidade. Nesta medida, senti-me vingada, e gosto de pensar que algures existiu um bando de "inglourious basterds"...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
É oficial: este Blog deixou de ser profundo
Quando estamos sós e infelizes nem sequer nos apercebemos de como somos chatos, de como somos capazes de levar um santo a cair do altar de farto da conversa.
Ao fim de alguns anos a escrever sobre a dor, o amor, a solidão, sentimentos, sobre a noite, os mistérios da vida, o fumo dos cigarros, a cor negra de tão negra que é, torna-se um buraco sem retorno, depois de levar minutos, horas até, debruçada sobre a condição humana, em espirais de álcool e drogas, de experiências trocadas em mesas de café sujas, debruçada sobre a poesia que se leu e a que se quer ler, todos os livros e todas as músicas e todas as peças de teatro que nos fazem mais profundos, cheguei a uma conclusão: estou farta.
Estou farta de ser profunda, de tentar conhecer ou compreender aquilo que não tem qualquer explicação, tentar descobrir segundos sentidos em algo que se apresenta tal como é, farta dos castelos no ar, farta de conversas da treta, das minhas e das dos outros. Para compreender a vida, tal como ela realmente é, só vivendo-a em pleno e deixando para trás toda uma certa arrogância patente em coisas que se escrevem apenas porque escrito parece bem, parece mais profundo e intelectualmente superior. Acima da média. Às vezes não me apetece nada ser profunda e de há uns tempos para cá, apetece-me cada vez menos aprofundar certas questões.
Às vezes, só me apetece mesmo mandar todos à merda. Sobretudo na blogosfera. Ultimamente, mais no meu blog. Get a life!
Ao fim de alguns anos a escrever sobre a dor, o amor, a solidão, sentimentos, sobre a noite, os mistérios da vida, o fumo dos cigarros, a cor negra de tão negra que é, torna-se um buraco sem retorno, depois de levar minutos, horas até, debruçada sobre a condição humana, em espirais de álcool e drogas, de experiências trocadas em mesas de café sujas, debruçada sobre a poesia que se leu e a que se quer ler, todos os livros e todas as músicas e todas as peças de teatro que nos fazem mais profundos, cheguei a uma conclusão: estou farta.
Estou farta de ser profunda, de tentar conhecer ou compreender aquilo que não tem qualquer explicação, tentar descobrir segundos sentidos em algo que se apresenta tal como é, farta dos castelos no ar, farta de conversas da treta, das minhas e das dos outros. Para compreender a vida, tal como ela realmente é, só vivendo-a em pleno e deixando para trás toda uma certa arrogância patente em coisas que se escrevem apenas porque escrito parece bem, parece mais profundo e intelectualmente superior. Acima da média. Às vezes não me apetece nada ser profunda e de há uns tempos para cá, apetece-me cada vez menos aprofundar certas questões.
Às vezes, só me apetece mesmo mandar todos à merda. Sobretudo na blogosfera. Ultimamente, mais no meu blog. Get a life!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
A IRA
Por convites e afins para uma Inútil Revista, andei a rever textos blogosféricos e sinto que estou a perder virtudes no campo do pseudo-pseudónimo irascível e intransmissível. Estarei à altura? As palavras anónimas deixam o seu corpo para adquirir o número do BI ou não?
É que por acaso até tirei o novo cartão de cidadão e custa-me um pouco revelar a minha tão preservada identidade...
Minha querida A., vou-te ligar já já. Fica um texto um bocado irado, mas aquém do que será suposto para tamanha responsabilidade, que para mim é uma honra.

A questão é que não mantenho um blog, eu mantenho dois blogs: um para os VIP's e outro para a escumalha. Chego à conclusão de que sou muito mais elitista do que seria suposto, e ao menos a minha trampa fica para os de casa. O resto é para nem prestar atenção. Seja: lá no outro posso ser a pessoa mais chata do mundo, sem fait-divers, e afundar-me na tristeza, no amor e nos lugares-comuns de quem anda perdido pela vida sem ter de chatear ninguém. Um registo da ferida em aberto para um dia mostrar aos netos que a avó até teve uma espécie de vida.
Neste, simplesmente não armo ao cagalhão nem entro em grandes dissertações repletas de conteúdo significativo ou de grande nexo: é mesmo o meu eu raivoso com espuma pelos cantos, e é uma treta. A passagem dos dias da treta, a forma mais simples de dizer que apenas estou aqui sem ter de dizer que fiz uma tatuagem, que sou de esquerda, que sou bué cool, que percebo imenso de arte, que ando a sentir-me miserável porque a vida é uma merda, que ninguém me entende ou que sou um génio da pastilha cósmica. Nem sequer ainda vendi um livro à conta disto, o que me remete irremediavelmente para o baú dos beautiful losers, mas sempre de cara lavada com muita maquilhagem à mistura. Este blog não serve para nada, só me serve a mim e aos quantos poucos que mandam umas bujardas e a gente ri-se toda atrás do pano, como no cinema. Posso garantir que já aqui fiz uns poucos grandes amigos, que já conheci muita farsa dada por amizade (ainda assim, comprei-a e devolvi à proveniência), que já ri, me enervei e chorei, bebi uns copos e troquei imensas impressões.
A grande questão é que já não há simplicidade em lado algum, e a velha máxima do Dr House aplica-se até na porcaria da blogosfera: toda a gente mente. Mentem quando se mostram "melhores" do que aquilo que são e mostram-se "mais tristes" quando na verdade nem a tristeza era assim tão grande afinal. O que resta? Uma certa feira de vaidades em que uns mostram o que lêem e o que ouvem e falam disto e daquilo e nuns bons 90% nem escrever em bom português sabem. São chatos bla bla bla bla... BORING! Outros falseiam diários de uma vida que inventaram para si mesmos: ou a que queriam ou a que é socialmente aceitável. Outros dão as opiniões dos clichés mais que usados (vou começar a pegar nesses lugares-comuns da blogosfera e fazer uns posts enche-chouriços à pala disso).
Tive um professor que dizia que nada é original. Nada. Ele defendia isso com unhas e dentes. E no fundo eu sei mesmo que ele tem razão, concordo inteiramente com ele, embora na altura eu não soubesse da missa a metade e disse "que não".
Contudo, existe um quê de original neste novo conceito de opinião pública, da blogosfera, que assenta numa crença desse princípio de liberdade de expressão. Toda a gente pode dar a sua opinião e mandar a posta de pescada, mas bastar-se-á a si mesmo ou será contraproducente? Acredito que a longo prazo haverá um cansaço e aquilo que não tiver fundamento ou genuinidade, falirá por si só, pois nada que seja falso se basta a si próprio. Não sobrevive, pois existe uma finitude em tudo. Até mesmo naquilo que sendo original, não é eterno, mas intemporal, pois as palavras a serem genuínas são livres e ganham significados aos olhos de outros. E isso é o que as torna realmente belas. Simples.
O resto é treta, e talvez seja eu a única que não mente no meio disto tudo. Basta ler o título: da treta.
P.S.: desculpem lá a parte da escumalha. se alguém se reviu nesta intensamelodramáticaesmiufradatristedecadente descrição de blogger, não leve a mal. É assaz abrangente e a tal máxima funciona em muitas frentes: everyone lies... faz parte da condição humana. E a isso ninguém consegue fugir.
É que por acaso até tirei o novo cartão de cidadão e custa-me um pouco revelar a minha tão preservada identidade...
Minha querida A., vou-te ligar já já. Fica um texto um bocado irado, mas aquém do que será suposto para tamanha responsabilidade, que para mim é uma honra.

A questão é que não mantenho um blog, eu mantenho dois blogs: um para os VIP's e outro para a escumalha. Chego à conclusão de que sou muito mais elitista do que seria suposto, e ao menos a minha trampa fica para os de casa. O resto é para nem prestar atenção. Seja: lá no outro posso ser a pessoa mais chata do mundo, sem fait-divers, e afundar-me na tristeza, no amor e nos lugares-comuns de quem anda perdido pela vida sem ter de chatear ninguém. Um registo da ferida em aberto para um dia mostrar aos netos que a avó até teve uma espécie de vida.
Neste, simplesmente não armo ao cagalhão nem entro em grandes dissertações repletas de conteúdo significativo ou de grande nexo: é mesmo o meu eu raivoso com espuma pelos cantos, e é uma treta. A passagem dos dias da treta, a forma mais simples de dizer que apenas estou aqui sem ter de dizer que fiz uma tatuagem, que sou de esquerda, que sou bué cool, que percebo imenso de arte, que ando a sentir-me miserável porque a vida é uma merda, que ninguém me entende ou que sou um génio da pastilha cósmica. Nem sequer ainda vendi um livro à conta disto, o que me remete irremediavelmente para o baú dos beautiful losers, mas sempre de cara lavada com muita maquilhagem à mistura. Este blog não serve para nada, só me serve a mim e aos quantos poucos que mandam umas bujardas e a gente ri-se toda atrás do pano, como no cinema. Posso garantir que já aqui fiz uns poucos grandes amigos, que já conheci muita farsa dada por amizade (ainda assim, comprei-a e devolvi à proveniência), que já ri, me enervei e chorei, bebi uns copos e troquei imensas impressões.
A grande questão é que já não há simplicidade em lado algum, e a velha máxima do Dr House aplica-se até na porcaria da blogosfera: toda a gente mente. Mentem quando se mostram "melhores" do que aquilo que são e mostram-se "mais tristes" quando na verdade nem a tristeza era assim tão grande afinal. O que resta? Uma certa feira de vaidades em que uns mostram o que lêem e o que ouvem e falam disto e daquilo e nuns bons 90% nem escrever em bom português sabem. São chatos bla bla bla bla... BORING! Outros falseiam diários de uma vida que inventaram para si mesmos: ou a que queriam ou a que é socialmente aceitável. Outros dão as opiniões dos clichés mais que usados (vou começar a pegar nesses lugares-comuns da blogosfera e fazer uns posts enche-chouriços à pala disso).
Tive um professor que dizia que nada é original. Nada. Ele defendia isso com unhas e dentes. E no fundo eu sei mesmo que ele tem razão, concordo inteiramente com ele, embora na altura eu não soubesse da missa a metade e disse "que não".
Contudo, existe um quê de original neste novo conceito de opinião pública, da blogosfera, que assenta numa crença desse princípio de liberdade de expressão. Toda a gente pode dar a sua opinião e mandar a posta de pescada, mas bastar-se-á a si mesmo ou será contraproducente? Acredito que a longo prazo haverá um cansaço e aquilo que não tiver fundamento ou genuinidade, falirá por si só, pois nada que seja falso se basta a si próprio. Não sobrevive, pois existe uma finitude em tudo. Até mesmo naquilo que sendo original, não é eterno, mas intemporal, pois as palavras a serem genuínas são livres e ganham significados aos olhos de outros. E isso é o que as torna realmente belas. Simples.
O resto é treta, e talvez seja eu a única que não mente no meio disto tudo. Basta ler o título: da treta.
P.S.: desculpem lá a parte da escumalha. se alguém se reviu nesta intensamelodramáticaesmiufradatristedecadente descrição de blogger, não leve a mal. É assaz abrangente e a tal máxima funciona em muitas frentes: everyone lies... faz parte da condição humana. E a isso ninguém consegue fugir.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ainda a Educação...
Quem não se lembra do caso da aluna "dá-me o telemóvel já!!!"? Foi no Porto, há sensivelmente pouco mais de um ano atrás.
Há quem afirme a bom som que, no lugar das "mães de Espinho", teria feito o mesmo.
Há quem diga que a gravação é a prova que faltava.
Há quem jure que fazia trinta por uma linha à professora...
Eu, como mãe, nunca teria feito o mesmo: teria feito o que a minha mãe, professora para que se saiba, me ensinou a fazer que, basicamente, não devemos mentir, trapaçar, enganar e, muito menos, fazer lavagens de roupa suja em praça pública. Existe método e "preceito de se fazer as coisas", diria ela.
A gravação não prova nada, apenas serve para dar audiências ao canal de televisão e fazer a opinião pública indignar-se um pouco com este tipo de "gentalha" que existe no país: professora, alunas, pais e Conselho Executivo. A DRE nada pode fazer quanto à gravação que não é sequer legítima nem constitui prova de nada, mas pode o Conselho Executivo punir as alunas, nos termos previstos pelo Regulamento Interno, neste tipo de situação. A Constituição Portuguesa não prvê todo e qualquer falta de ética e valores, e as mães daquelas meninas não estão a dar bom exemplo em nada. Por mim até pode vir a Maria Cavaco Silva dizer que faria o mesmo, é-me igual. É na afirmação de atitudes destas que eu vejo a falta de nível da maioria das pessoas que se dizem "de bem".
Eu faria apenas a queixa contra a professora nos órgãos competentes para o efeito. Mais: nem quereria sequer conversar com uma professsora dessas, partindo do princípio que uma filha minha não estaria envolvida na "peixeirada", e sabendo que existe uma Directora de Turma para estabelecer a interligação entre as partes envolvidas. A verdade é sempre apurada aquando do processo disciplinar com a abertura de um inquérito que, em tudo, dispensa material electrónico. A veracidade e a palavra das testemunhas vale muito mais do que o que aconteceu.
Convém lembrar que:
1 - não diz respeito a um professor imiscuir-se na vida privada dos seus alunos;
2 - proferir barbaridades como as que foram proferidas àcerca das habilitações literárias dos encarregados de educação é inadequado;
3 - utilizar determinado tipo de linguagem não acrescenta nada à prática pedagógica;
4 - fazer observações do foro sexual e íntimo em comparação com a sua própria experiência é desapropriado;
5 - o professor não deve ameaçar ou fazer represálias com os alunos;
6 - o professor não deve humilhar ou aterrorizar os alunos.
Qualquer professor sabe isto que acabei de enumerar e sabe bem com que linhas se cose; em ocasião alguma um professor se deve deixar manipular por duas(???) miúdas de doze anos de idade e, a ter alguma doença do foro psiquiátrico, a pessoa sabe perfeitamente onde se deve dirigir para se tratar.
Isto levanta outras questões pertinentes, não quanto ao uso de gravadores ou de telemóveis, pois as regras estão claramente definidas relativamente a isso, mas em relação àquilo que é ou deve ser a relação entre professor/aluno. Ali houve uma barreira ilegitimamente ultrapassada, de parte a parte, e o fulcral que convém reter nisto é a distância que não existe e deve existir entre um professor e o seu aluno.
Coitados dos alunos que não têm pais que se preocupam com eles? Que não falam de sexo em casa? Que não têm abertura para falar dos assuntos de alcova? Coitados? Pois são os mesmos alunos que esticam a corda a ver até onde ela chega e parte, é a professora que não tem noção do ridículo, é o respeito que se perde porque ela quer ser "amiguinha" e cool, a confiança que não distingue a barreira entre abuso e amizade. A professora nivelou-se ao mesmo nível de "peixeirada" que era pretendido, rebaixou-se e no fim, dá-se ares de grande arrogância, como se ela própria fosse detentora da boa moral, ética e bons costumes quando diz que "deu o seu primeiro linguado no 12º ano". Que tem um curso superior, dois anos de estágio(??) etc etc etc, que a mãe da outra menina estava 1,70m abaixo dela(?) Nem nunca sequer tinha ouvido tal expressão!
Um professor deve manter-se no alto, dar o melhor exemplo, porque é um modelo que os alunos seguem e admiram. O professor não é pago para discorrer sobre a vida sexual ou académica de cada um. Acima de tudo, deve ignorar muito do que ouve e saber levar a bom porto certos diálogos que, mais não têm outro objectivo, senão o de destabilizar e interromper a aula propriamente dita.
É muito fixe e cool ser um professor bacano e porreiraço, mas é mais fixe e cool poder ter a confiança e o respeito de um aluno, mesmo que isso signifique demarcar limites e impôr a autoridade inerente à profissão. Educação Sexual nas escolas? Sobre isso falarei até que a semana acabe.
A quem me chamou de corporativista e se é que ainda tem dúvidas sobre o que é e o que não é, vá estudar História ou leia o significado de corporativismo e compare. Já agora, eduquem melhor os vossos filhos, ensinem-lhes a ser responsáveis e adultos, a não falar com um professor como quem fala para um cão.
Não defendo todos aqueles que compõem a classe docente do país, cada um tem metodologias de ensino diversas e deve aplicá-las conforme os alunos que tem à sua frente. Portanto, quanto menos confiança a este tipo de gente, melhor; pais e alunos, porque o sistema privilegia o "coitado" e o medíocre neste país.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
"That's... like... my opinion, man!"

Penso que é óbvio que o episódio "professora de Espinho" é um caso isolado.
Penso que é óbvio que os professores também são pais.
Acima de tudo, por mais descontextualizado que seja, não consigo conceber que aquela professora é "espectacular". Isto, para mim, é óbvio.
Algumas pessoas apenas não "acham" que assim seja, senão não escreviam o que escrevem, pois se por haver uma professora maluca, logo se levantam as vozes da reacção dos paizinhos ai tão preocupadinhos, e os professores tudo uma cambada de maluquinhos, tomando-se a parte pelo todo (o que denota uma inteligência do caraças!), mote de muito boa verborreia intelectualóide de pseudo-esquerda que tenho lido por aí, então a lógica dedutiva desta malta, a ter a coerência que se pretende no discurso, deverá adequar-se a todos os ramos profissionais. Ou não? Cá me parece aquilo que sempre me pareceu: há uma tentativa desesperada de deitar a carreira docente para a fogueira, não medindo palavras ou consequências. Acto contínuo, o professor é saco de porrada, um pouco à semelhança do que acontece em países como o Brasil. Fosse Portugal um país pertencente a uma Europa evoluída, os paizinhos destes discursos ridículos do contra, oh tão preocupados com a educação exemplar que dão aos seus rebentos, não colocariam em causa a dignidade de toda uma classe, tomando por exemplo uma qualquer professora desequilibrada.
Deixo algumas questões a essas mentes brilhantes que tanto questionam a dignidade da classe docente (tenho caixas de comentários abertas a toda a gente, e não faço moderação dos mesmos).
- Lembram-se daquelas gravações de vídeo de actos sexuais de um famoso arquitecto português em pleno local de trabalho? Não é decente nem me parece uma boa conduta no trabalho. Houve boatos que algumas daquelas mulheres envolvidas teriam sido coagidas aos tais actos. Estarão TODOS os arquitectos LÁ DENTRO do mesmo saco?
- Lembram-se de um senhor que, a propósito do segredo de justiça, para o qual ele estava-se, e passo a citar, a "CAGAR"? E das implicações daquele deputado do PS no escândalo sexual Casa Pia? E da autarca que diziam ter um saco azul e fugiu para o Brasil? E das alarvidades do ministro que disse que o Sul era um deserto? Serão, como diz o povo, "os políticos todos iguais"? Serão todos eles corruptos de sacos azuis, pedófilos, inconsequentes, mal educados, incorrectos, etc etc etc? Deveremos acreditar ou não nas gravações que são feitas e apresentadas como prova constituinte de um crime? Já nem vou ao caso Freeport que envolve o nome de alguém, cuja formação como engenheiro foi colocada em causa. Desse estamos todos tão fartos...
- Quando foi posto em causa o bom nome e a reputação de alguns apresentadores de televisão no caso Casa Pia, não me lembro de alguém ter insinuado que as figuras públicas do mundo da televisão ou do espectáculo são todas personalidades com vidas sexuais dúbias, pedófilos e todos deveriam ser escorraçados e interrogados? Já agora, do advogado também metido ao barulho? Serão todos, os advogados portugueses, do Diabo?
- E o mundo do futebol? Terão todos os presidentes de clubes de equipas de futebol um apito dourado?
- O Michael Phelps foi fotografado a fumar um charro. Não me lembro de haver opinião pública e comunicação social a crucificar todos os atletas do mundo.
Isto estende-se a todos os sectores da vida pública que nos afectem. Se eu for mal atendida num hospital, deixarei de ir a todos os hospitais? Se contrair uma doença contagiosa numa piscina deixo de frequentar todas as piscinas? Se for mal atendida num Hotel deixo de fazer férias? Se um polícia me tratar mal deixo de chamar a entidade quando a minha casa for assaltada? Eu sei que não farei nada disso, e antes que venha para o meu Blogzinho privado falar mal de todos os serviços e todas as profissões que existem a prestar mau serviço (público e privado), já fiz o que me compete como cidadã, que é apresentar queixa. Dá trabalho? Dá, mas ao menos não armo em peixeira virtual nem ao pingarelho moral apenas para "expressar a minha opinião".
Deixo algumas questões a essas mentes brilhantes que tanto questionam a dignidade da classe docente (tenho caixas de comentários abertas a toda a gente, e não faço moderação dos mesmos).
- Lembram-se daquelas gravações de vídeo de actos sexuais de um famoso arquitecto português em pleno local de trabalho? Não é decente nem me parece uma boa conduta no trabalho. Houve boatos que algumas daquelas mulheres envolvidas teriam sido coagidas aos tais actos. Estarão TODOS os arquitectos LÁ DENTRO do mesmo saco?
- Lembram-se de um senhor que, a propósito do segredo de justiça, para o qual ele estava-se, e passo a citar, a "CAGAR"? E das implicações daquele deputado do PS no escândalo sexual Casa Pia? E da autarca que diziam ter um saco azul e fugiu para o Brasil? E das alarvidades do ministro que disse que o Sul era um deserto? Serão, como diz o povo, "os políticos todos iguais"? Serão todos eles corruptos de sacos azuis, pedófilos, inconsequentes, mal educados, incorrectos, etc etc etc? Deveremos acreditar ou não nas gravações que são feitas e apresentadas como prova constituinte de um crime? Já nem vou ao caso Freeport que envolve o nome de alguém, cuja formação como engenheiro foi colocada em causa. Desse estamos todos tão fartos...
- Quando foi posto em causa o bom nome e a reputação de alguns apresentadores de televisão no caso Casa Pia, não me lembro de alguém ter insinuado que as figuras públicas do mundo da televisão ou do espectáculo são todas personalidades com vidas sexuais dúbias, pedófilos e todos deveriam ser escorraçados e interrogados? Já agora, do advogado também metido ao barulho? Serão todos, os advogados portugueses, do Diabo?
- E o mundo do futebol? Terão todos os presidentes de clubes de equipas de futebol um apito dourado?
- O Michael Phelps foi fotografado a fumar um charro. Não me lembro de haver opinião pública e comunicação social a crucificar todos os atletas do mundo.
Isto estende-se a todos os sectores da vida pública que nos afectem. Se eu for mal atendida num hospital, deixarei de ir a todos os hospitais? Se contrair uma doença contagiosa numa piscina deixo de frequentar todas as piscinas? Se for mal atendida num Hotel deixo de fazer férias? Se um polícia me tratar mal deixo de chamar a entidade quando a minha casa for assaltada? Eu sei que não farei nada disso, e antes que venha para o meu Blogzinho privado falar mal de todos os serviços e todas as profissões que existem a prestar mau serviço (público e privado), já fiz o que me compete como cidadã, que é apresentar queixa. Dá trabalho? Dá, mas ao menos não armo em peixeira virtual nem ao pingarelho moral apenas para "expressar a minha opinião".
As opiniões valem apenas o que valem, mas é triste verificar o abuso verbal gratuito de algumas pessoas que se pensassem mais um bocadinho nos assuntos, não diriam tanto disparate e não fizessem os juízos de valor colectivos que fazem. Talvez por isso, haja tanto Blog em que as pessoas se queixam dos CTT à segunda, dos polícias à terça, dos médicos à quarta, dos professores à quinta, dos políticos à sexta, dos hipermercados ao Sábado e no Domingo falam da porcaria que vêm na televisão. Patético.
Meus amigos, a professora bem pode ser maluca, alguns políticos podem ser muito manhosos, existir escândalos de toda a ordem e feitio que afectem a nossa vida, de alguma forma, mas o estado complacente com que as pessoas tratam os assuntos, não faz sentido. Não faz sentido esperar três anos até que alguém faça alguma coisa contra uma situação destas. Existem entidades responsáveis, existem formas de actuar mais condignas do que esperar que a peixeirada rebente e alastre. Não faz sentido condenar toda uma classe por uma pessoa desequilibrada e tomar a parte podre pelo todo. Tantos diplomas superiores disto e daquilo, mas vence a estúpida certeza popular do ditado que diz que pelo pecador paga o justo.
A professora é maluca e tem a vida estragada, muito provavelmente não volta a dar aulas. Os políticos andam por aí à solta, nada lhes acontece.
Conclusão que retiro de tudo isto: vivemos num país que regride constantemente à custa de opiniões feitas e conversas de café. As mentes que mais deveriam fazer a bem da moral e bons costumes, os que nasceram em berços de ouro, os tais pseudo-intelectuais de esquerda, tão cheios de opiniões e tão cheios das suas certezas e dedos apontados "aos professores", they should know better, mas preferem fazer tudo igual ao povão: só muda o tema de discussão, porque em termos de estupidez bruta e opiniões a martelo do "falar mal por falar mal", a crítica parva e gratuita, vai dar ao mesmo que o Zé Povinho. Já dizia o outro que "as opiniões são como as vaginas..."
Siga.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
De génio e de louco...
Antes de mais, devo dizer que ainda não vi o vídeo da professora mais famosa do país, que está a fazer as delícias de quem gosta de falar mal dos professores, portanto não farei considerações sobre o tema. Pelo que sei, a dita senhora será punida pelos termos da Lei Portuguesa. A opinião da grande maioria dos professores com quem falei sobre isto referiu-se ao episódio como "triste", "vergonhoso" e "decadente". A opinião pública pelos vistos também, manda o senso comum que tais reparos dentro da sala de aula não ficam bem a ninguém, muito menos a uma docente. Até aqui tudo bem.
Penso que não é preciso ter um curso superior ou ser muito inteligente para perceber aquilo que até as crinças percebem (e explicam se lhes perguntarem): que os professores não são todos iguais. Melhor: os professores não são todos, nem sequer a maioria, uma cambada de maluquinhos. Estaríamos mal, muito mal.
Ora eu não posso aceitar que opiniões de pessoas supostamente bem formadas (nem vou às outras, as mal formadas e histéricas) sejam no sentido de caluniar esta classe, e pior, de desinformar aquilo que toda a gente sabe: que os professores, ao contrário do que se quer transmitir ultimamente, são incompetentes, pouco profissionais e desequilibrados!
Tenho lido muito disparate que traduzem, infelizmente, ou uma profunda ignorância perante a realidade escolar dos filhos, ou uma voz acarneirada em coro histérico com a ideia que este governo quer passar, a da descredibilização dos professores, tendo-os como bodes expiatórios e aproveitando episódios tristes como este, para fazer esse insulto global a todos os professores portugueses.
Muita gente já aqui me perguntou se sou psicóloga ou professora. Apenas sorrio e respondo que "de génio, de psicólogo, de professor e de louco, todos temos um pouco".
Mais abaixo, um texto excelente da autoria de Pedro Abrunhosa, que me foi enviado por correio electrónico. E apenas uma de muitas páginas principais dos abusos físicos e psicológicos que abalam concretamente a vida de alguns profissionais do ensino, os professores.
Penso que não é preciso ter um curso superior ou ser muito inteligente para perceber aquilo que até as crinças percebem (e explicam se lhes perguntarem): que os professores não são todos iguais. Melhor: os professores não são todos, nem sequer a maioria, uma cambada de maluquinhos. Estaríamos mal, muito mal.
Ora eu não posso aceitar que opiniões de pessoas supostamente bem formadas (nem vou às outras, as mal formadas e histéricas) sejam no sentido de caluniar esta classe, e pior, de desinformar aquilo que toda a gente sabe: que os professores, ao contrário do que se quer transmitir ultimamente, são incompetentes, pouco profissionais e desequilibrados!
Tenho lido muito disparate que traduzem, infelizmente, ou uma profunda ignorância perante a realidade escolar dos filhos, ou uma voz acarneirada em coro histérico com a ideia que este governo quer passar, a da descredibilização dos professores, tendo-os como bodes expiatórios e aproveitando episódios tristes como este, para fazer esse insulto global a todos os professores portugueses.
Muita gente já aqui me perguntou se sou psicóloga ou professora. Apenas sorrio e respondo que "de génio, de psicólogo, de professor e de louco, todos temos um pouco".
Mais abaixo, um texto excelente da autoria de Pedro Abrunhosa, que me foi enviado por correio electrónico. E apenas uma de muitas páginas principais dos abusos físicos e psicológicos que abalam concretamente a vida de alguns profissionais do ensino, os professores.

A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral.
O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter.
O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente.
(…)
O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante.
Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino.
Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade.
Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve.
(…)
Pedro Abrunhosa
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Parabéns FCP!

Um dos motivos pelos quais eu detesto tanto as pessoas que vivem no Porto é pelo facto da grande maioria delas ser do FCP. Não gosto do Clube, dos adeptos, do Presidente Jorge Nuno, não gosto de nada que venha dali. Não gosto do "conceito FCP". Não é por gostar muito de futebol, que nem gosto. Nem sequer tem a ver com o facto de ser benfiquista, sou mais pela Académica de Coimbra. É pela boçalidade daquilo tudo. É pelo sotaque, pela "mania labrego-urbana". Acima de tudo, não gosto das mulheres do Porto que gritam FCP! e parecem prostitutas de beira de estrada. A elas dedico este post.
No entanto, essas pessoas até poderiam ser do Benfica que eu continuaria a não gostar delas.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ajustar contas

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua,
diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca
teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores. Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.
Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e
Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em
contacto permanente uns com os outros.
Façamos contas:
Esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se estes enviarem a mais cinco dá 390.625... isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.
Começou oficialmente
a campanha eleitoral dos Professores
contra o PS
Não votes PS
Não é de certeza absoluta o único motivo pelo qual não votarei PS, mas este, é um motivo bastante válido.
25 de Abril? Foi você que pediu?
.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
"Ar de poucos amigos"
Confesso que não sou uma pessoa de ir em "aparências". Quase nunca gosto das pessoas com "ar feliz" (embora o meu, seja o "ar" mais estúpido do mundo), preferindo sempre as carrancudas e com "ar de poucos amigos". Toda a gente deve ser agradável, bem educada, polida e convenientemente silenciosa, até porque o contrário a esta adjectivação é algo de insuportável. Certo é, e pasmem-se aqueles que acham que tiveram alguma vez o privilégio de me conhecer, que eu sei ser insuportável. Alguns comportamentos levam-me a isso. Reconheço totalmente. Admito, assumo, tenho plena consciência disso. Daí até ao arrependimento é um caminho difícil, já para não dizer impossível ou irreversível. Chego a gostar de ser insuportável, tenho prazer em ser insuportável.
Porquê? Porque nem tudo o que parece é. Todos os comportamentos (e não pessoas) que provocam o animal que há em mim, são fruto de coisas que, na minha escala de valores, são inconcebíveis, intoleráveis. Tal como eu, o resto do mundo. Voltemos ao princípio: e se essas pessoas que têm "ar de poucos amigos", tiverem boas razões para o ter? E se tivermos julgado mal essas pessoas? E se afinal a história não era bem como se contava por aí? E se afinal o louco que todos julgavam louco, era o mais lúcido de todos?
Muitas vezes aquilo que se ouve por aí, os boatos, as histórias mal contadas, os comportamentos desajustados atribuídos a alguns e retirados a outros, são apenas pedaços de mentiras mal metidas e os factos não estão nem são muito claros. Tudo parte desse princípio errado: a mentira. Todas as mentiras acabam por se descobrir e tudo o que alguns julgavam estar encoberto porque afinal souberam mentir muito bem, acaba por vir ao de cima.
As máscaras sempre acabam por cair. E ainda bem. Começo a não ter paciência nenhuma para as milhentas histórias de homens que, no final de uma relação, ou porque querem precipitar o final de algo, mas não têm os tomates para assumir o que querem (ou não querem), justifiquem toda a trampa que fazem com a frase "ela é louca". Ou algo equivalente a isto: a loucura da mulher, namorada, companheira. Como provavelmente ela até anda sempre com cara de caso (ou "ar de poucos amigos") porque deve estar farta de alguma situação limite a que está sujeita com o gajo, ou tem comportamentos desajustados, é fácil assumir que ela é que é a "louca da história". Quase sempre é a mulher a "louca da história".
Qualquer um de nós conhece alguma história inexplicável entre um homem e uma mulher e quase sempre nessa história a louca é ela. Dá que pensar, não?
Eu vou levar o meu "ar de poucos amigos" até outras paragens. Até porque tenho mesmo poucos amigos. Mas os que tenho são bons.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Best Comedy EVER!

... e mais digo: o trailer não faz minimamente jus ao filme.
Brutal. Só mesmo visto, porque contado... quando pensamos que nada daquilo pode acontecer, acontece mesmo. Crescer é por vezes muito, mas muito aborrecido, e este filme lembra-nos isso mesmo.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
filhos da puta

Ontem tive uma longa conversa com um grande amiga sobre os filhos da puta das nossas vidas. Obviamente isto seria tema para um outro post, e agora não tenho tempo ou disposição, nem capacidade de abstracção para dissertar sobre o assunto. De entre os escombros daquilo que nos resta, de entre a verdade escondida nas patranhas que nos contaram e que tarda sempre mas de forma assaz oportuna, fica sempre uma sensação de missão cumprida, afinal que piada teria a vida sem esses filhos da puta com ausência de escrúpulos? Pessoas que mentem, enganam, sem derramar uma lágrima que seja. Sem uma única que seja.
No meio da conversa, veio à baila aqueles filmes para pessoas inteligentes e dramáticas como nós, e outras coisas tais como balas e bolinhos, ramstein, o scooby doo, o Fernando Ribeiro, o Padrón, a varinha mágica a trabalhar e tudo aquilo que gostaríamos de esquecer que já nos aconteceu, mas que nos dá tema de conversa e risota e algumas lágrimas masoquistas pelo meio, tal como quando tínhamos vinte anos. Surgiu ainda o Bukowski, a lembrar os tais filhos da puta, mote para este post.
Devo-lhes imenso, mais que tudo, por me terem ensinado que filhos da puta destes ficam bem é nos livros e nos filmes que gostamos de ler e ver. Não nas vidas reais, não na nossa cama, não na nossa alma.
"What goes around, comes around". Isn't it?

Charles Bukowski (1920-1994) nasceu na Alemanha em 1920. Aos três anos foi viver para os EUA, tendo residido 15 anos em Los Angeles. Estudou literatura e jornalismo. Começou a escrever muito cedo e publicou os seus primeiros contos em 1944. Apenas terá começado a escrever poesia quando já tinha 35 anos. Trabalhou em bares, nos correios, estações de serviço, levando uma vida boémia à base de álcool, mulheres, apostas em corridas de cavalos e lutas de boxe. Foi várias vezes hospitalizado, devido a problemas relacionados com o consumo excessivo de álcool. De personalidade inconformada e iconoclasta, Bukowski nunca se deixou associar a qualquer movimento literário. Completamente independente, foi construindo uma obra com cerca de 40 títulos publicados. O seu primeiro livro de poesia data de 1959. Na sua campa, deixou o aviso: «Don't Try!»
p.s.: obrigada A. amiga sobejamente versada nestes assuntos da filha da p.... , a imagem ficou mesmo mesmo bem.
Isto ficou um bocado forte mas enfim... às vezes a vida é um bocado forte.
sábado, 24 de janeiro de 2009
private joke of the day II
... jÁ diZia o GRAnDE eça...
"é a base, é a basezinha..."

a beleza pode ser um estado de leveza de espírito e de forma de apenas saber estar.
diria eu de saber amar. de saber aceitar.
pode ser um estado a transparecer tudo o que vai cá/lá/aí dentro e que se reflecte naquilo que se vê. que vemos. que os outros vêem. que apreciamos. que somos. ou não.
a velhice é somente um estado de alma mais ou menos cagada.
desculpem: CANSADA.
p.s.: ---------------------------------------------------------------------- )))))
"é a base, é a basezinha..."

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| De Psicologias da Treta |
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a beleza pode ser um estado de leveza de espírito e de forma de apenas saber estar.
diria eu de saber amar. de saber aceitar.
pode ser um estado a transparecer tudo o que vai cá/lá/aí dentro e que se reflecte naquilo que se vê. que vemos. que os outros vêem. que apreciamos. que somos. ou não.
a velhice é somente um estado de alma mais ou menos cagada.
desculpem: CANSADA.
p.s.: ---------------------------------------------------------------------- )))))
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
You Know I'm No Good

A diva.
Ando um bocadinho farta de falsos moralistas que criticam e apontam o dedo. São os mesmos falsos moralistas que também pecam e fazem merda, mas às escondidas e têm medo do que a sociedade pensa, ainda que o neguem. É cool ser inconvencional, mas dentro de certos limites, não é? Todos temos de ser os modelos perfeitos e fazê-lo crer aos mais jovens..PORQUÊ?!? Deverá ser alguém como a Amy W.? Vivemos dias em que os pais estão-se perfeitamente nas tintas para os filhos, depositam-nos nas escolas, querem lá saber se mandam os "profs/stôres pó c*******" ou se consomem drogas, mal lhes perguntam pelas suas vidas, se comem merda ao almoço, não conhecem os filhos, os próprios filhos e depois mandam postas de pescada à Amy que tem esta voz??? Não compete à Amy educar os filhos dos outros, dando-lhes bons exemplos. Ao contrário de tantas e tantas cantoras produtos de marketing, ela fez as suas escolhas. Eu não concordo com essas escolhas, obviamente, na medida em que talvez não volte a ouvir os seus discos e porque acho que ela tem a responsabilidade de partilhar este enorme dom. Respeito as escolhas de Amy porque de facto acho que ninguém tem nada a ver com a vida dela. Agora: apedrejá-la? Criticá-la? Torcer o nariz e dizer "oh please"??? Serão os mesmos que daqui a alguns anos irão dizer que ela foi única, caso morra (aí será uma lenda, tipo Janis Joplin) ou caso se salve (será uma heroína). Espero que se safe.
Em 25 anos fez muito mais do que a escumalhazinha que sonha em ser famoso e rico às custas de um enorme talento que julga que tem. Tipo, sei lá, fazer contabilidade ou tratar de papéis atrás de uma secretária o dia todo.
O facto é que esta mulher é uma deusa e é, presentemente, a única mulher à face da Terra que me arrepia. De qualquer forma, ela avisou: "You Know I'm No Good".
Fica o vídeo.
Ando um bocadinho farta de falsos moralistas que criticam e apontam o dedo. São os mesmos falsos moralistas que também pecam e fazem merda, mas às escondidas e têm medo do que a sociedade pensa, ainda que o neguem. É cool ser inconvencional, mas dentro de certos limites, não é? Todos temos de ser os modelos perfeitos e fazê-lo crer aos mais jovens..PORQUÊ?!? Deverá ser alguém como a Amy W.? Vivemos dias em que os pais estão-se perfeitamente nas tintas para os filhos, depositam-nos nas escolas, querem lá saber se mandam os "profs/stôres pó c*******" ou se consomem drogas, mal lhes perguntam pelas suas vidas, se comem merda ao almoço, não conhecem os filhos, os próprios filhos e depois mandam postas de pescada à Amy que tem esta voz??? Não compete à Amy educar os filhos dos outros, dando-lhes bons exemplos. Ao contrário de tantas e tantas cantoras produtos de marketing, ela fez as suas escolhas. Eu não concordo com essas escolhas, obviamente, na medida em que talvez não volte a ouvir os seus discos e porque acho que ela tem a responsabilidade de partilhar este enorme dom. Respeito as escolhas de Amy porque de facto acho que ninguém tem nada a ver com a vida dela. Agora: apedrejá-la? Criticá-la? Torcer o nariz e dizer "oh please"??? Serão os mesmos que daqui a alguns anos irão dizer que ela foi única, caso morra (aí será uma lenda, tipo Janis Joplin) ou caso se salve (será uma heroína). Espero que se safe.
Em 25 anos fez muito mais do que a escumalhazinha que sonha em ser famoso e rico às custas de um enorme talento que julga que tem. Tipo, sei lá, fazer contabilidade ou tratar de papéis atrás de uma secretária o dia todo.
O facto é que esta mulher é uma deusa e é, presentemente, a única mulher à face da Terra que me arrepia. De qualquer forma, ela avisou: "You Know I'm No Good".
Fica o vídeo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A Educação em Portugal e quiçá no Mundo inteiro!
Pois, já sabemos que andam todos muito cansados do tema. É isto e os patifes do BPN. E o Natal, já agora. A realidade é que muita gente me pergunta:
"Mas afinal os professores não querem ser avaliados?"
Quando a grande questão é que ninguém gosta que o seu trabalho seja colocado em causa e, obviamente, NINGUÉM gosta de ser avaliado. A haver uma avaliação, terá de ser uma avaliação SÉRIA e coerente, de forma a que haja igualdade e seriedade no processo. Depois, há a questão das regalias perdidas, e essas meus caros amigos do tipo "ah e tal, eu não percebo nada disso, não sou a favor nem contra os professores e não entendo nada de política", isso prende-se apenas com o estatuto da carreira docente, que também foi alterado, e não com a avaliação.
Tudo isto do professor titular e do director de escola e outras parvoíces que tal, apenas me lembram uma época que foi enterrada com o tal regime ditatorial de Salazar e ainda há muito boa gente que se surpreende quando eu peço um outro Salazar, que nessa altura ainda não havia putos broncos a bater em professores e a ameaçá-los de morte, de pancadaria, de lhe riscar o carro e de vir o bairro todo atrás do desgraçado do professor, não havia a pobreza de espírito que reside neste povo de merda que se demite até da sua própria opinião ("ah e tal, eu não percebo nada de política e isso dos professores não percebo nada") e nem sequer havia a necessidade de se criar um pretexto de se colocar em causa a dignidade, a competência e o profissionalismo de um professor com a falta de educação que não havia (e agora há) em casa das pessoas, pois nessa altura havia ainda RESPEITO de todos por aquela figura que ensinava e se tratava por senhor professor. Já agora, toda a gente sabia ler e escrever com o quarto ano (antiga quarta classe), e hoje em dia nem se sentar sabem, quanto mais saber ler o próprio nome e escrevê-lo no nono ano!
O que esta ministra pretende com este fantástico "sucesso escolar a martelo" é dizer que em Portugal é tudo gente muito bem educada e formada, e à pala disso, os meninos passam todos, mesmo com faltas de assiduidade e faltas de educação. Toda a gente se demite da Educação neste país, quando ela deveria ser tarefa principal dos pais, mas esses, no seu geral, também ganham cada vez pior, trabalham cada vez mais, não têm tempo para os filhos e é uma bola de neve enorme que se cria e tudo sobra para o professor que, ainda por cima, também é gente, tem vida pessoal e filhos para educar e criar! E é este o nacional porreirismo que este Governo Socialista nos habituou: é só facilidades e temos uma educação facilitista que não premia os bons alunos e a excelência. Qual a justiça em passar todos os alunos? Pois, mas os professores são avaliados em função do sucesso escolar dos seus alunos. Imaginem: tenho trinta alunos que são crianças com currículos adaptados, têm lacunas de sociabilização (entenda-se isto como cuspir no chão da sala, chamar nomes aos professores, andar à porrada dentro da sala e recusam-se constantemente a trabalhar) e ainda vou ter de passar estes animais, caso contrário tenho uma má avaliação?!? Onde é que está a justiça neste modelo??
O que ela se esquece é de dizer que no resto da Europa, à qual pertencemos, o modelo de avaliação de desempenho docente não se faz, contrariamente ao que esta ministra afirmou, à equivalência do modelo que ela quis aprovar e defende.
Amanhã, eu vou marcar falta a esta ministra. A este governo. E nunca me soube tão bem, como agora, dizer que sou de Direita. Não se pode obviamente cair no exagero de pedir uma ditadura que obrigue os professores a usar régua e palmatória na cabeça dos meninos e nas palminhas das mãos, mas não se pode fechar os olhos a esta constante libertinagem e falta de valores patrocinados pelo próprio ministério! Tem de existir um equilíbrio e de se restituir o respeito e a dignidade à carreira docente, bem como o próprio estatuto do aluno.
Avaliação de Professores no Mundo / Avaliação de Professores em Portugal
Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático?
Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008).
Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores
semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos
burocrático. Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do
mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que
ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar
para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade
de modelos e de critérios de avaliação no país.
Consultas:
Avaliação de Professores na Alemanha
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas.
Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os
alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe
essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13
ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00
ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22
Avaliação de Professores na Suíça
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de
escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.
Avaliação de Professores na Bélgica
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem
quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas.
A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se
o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas
exercem a sua actividade.
Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales
1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos
em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida
em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação
contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo eos 'avaliadores de 'performance'.
Avaliação de Professores na França
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.
Avaliação dos Professores em Espanha
1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada 'Comunidade Autonómica' estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
3. Avaliação.
Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são
feitas com base na antiguidade.
Avaliação de Professores nos EUA
1. Descentralização.. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios
critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de
pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.
Avaliação de Professores no Chile ( A grande inspiração)
O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) .
Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.
Comparação Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno
Periodicidade
Portugal:
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).
Chile:
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação
Portugal:
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;
4. Portefólio do professor
5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de
avaliação.
7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de
avaliação).
9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.
Chile:
1. Fichas de Auto-avaliação;
2. Entrevista pelo professor avaliador;
3. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos.
Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação
Portugal:
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.
Chile:
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa
sai da carreira, mas recebe um abono.
domingo, 23 de novembro de 2008
Coitada da Lucy! (sim, isto É uma ironia)
No outro dia, ouvi uma conversa entre colegas de trabalho em que discutiam as reduzidas vestes da Lucy. Perguntei:
" - quem é a Lucy?"
" - a Luciana Abreu, pá!"
" - A Floribesta?"
" - Essa, sim... agora tem um programa para crianças que mais parece um programa para adultos XXXX..."
Pois eu acho que é uma injustiça! (ironia nº 1) Então a rapariga já não pode usar aqueles vestidinhos que os miúdos até gostam e tudo?!? (ironia nº 2) Aqui há uns anos ninguém criticava a Ana Malhoa naquele programa da Vacareré (ironia nº 3), o Buéreré, que também usava uma indumentária assim a dar para o arejado, e agora arranjam sempre maneira de chatear a pobrezinha (ironia nº 4) da ex-Flor? Sim, que ela é uma flor, uma menina que sustenta a família, não teve um pai rico e famoso como a Ana Malhoa! (ironia nº 5) Até andam a investigar aquilo que a rapariga ganha com o suor do seu trabalho, parece mentira! (ironia nº 6) Logo ela, que até é amiga do nosso Cristiano Ronaldo!...
Ora vejam as imagens (a tragédia, o horror) e descubram as diferenças/semelhanças.
A opinião do Dr House sobre a ex-Floribela, agora Lucy:
" - quem é a Lucy?"
" - a Luciana Abreu, pá!"
" - A Floribesta?"
" - Essa, sim... agora tem um programa para crianças que mais parece um programa para adultos XXXX..."
Pois eu acho que é uma injustiça! (ironia nº 1) Então a rapariga já não pode usar aqueles vestidinhos que os miúdos até gostam e tudo?!? (ironia nº 2) Aqui há uns anos ninguém criticava a Ana Malhoa naquele programa da Vacareré (ironia nº 3), o Buéreré, que também usava uma indumentária assim a dar para o arejado, e agora arranjam sempre maneira de chatear a pobrezinha (ironia nº 4) da ex-Flor? Sim, que ela é uma flor, uma menina que sustenta a família, não teve um pai rico e famoso como a Ana Malhoa! (ironia nº 5) Até andam a investigar aquilo que a rapariga ganha com o suor do seu trabalho, parece mentira! (ironia nº 6) Logo ela, que até é amiga do nosso Cristiano Ronaldo!...
Ora vejam as imagens (a tragédia, o horror) e descubram as diferenças/semelhanças.
A opinião do Dr House sobre a ex-Floribela, agora Lucy:
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Da opinião pública ou da importância de se ser do Contra
Nota: este comentário está assinalado e linkado para a gaveta onde normalmente etiqueto e "arrumo" esta malta porreira de pêlo na venta. Sim, eu sou daquelas que rotula. Obrigada.
Acabei de ler este comentário a um post num Blog dum gajo que diz que não sabe muito bem como é que foi avaliado enquanto aluno. Pelo teor do dito post, a mim parece-me que o senhor gajo dono do Blog está de acordo com o método de avaliação imposto por este Governo Sócrates, ainda que reconheça que não está por dentro do assunto.
Este comentário que transcrevi é duma senhora gaja.
Coloquei a etiqueta "este é o meu novo eu" porque o meu "velho eu" já teria mandado àquela partezinha (sim, no diminutivo). Tipo à merda, estão a ver?
Ora bem, a mim, que só me pronuncio passionalmente a favor ou contra algo que conheça a fundo, ou que me diga respeito directa e pessoalmente, faz-me espécie este tipo de comentário furioso, pejado de emoções fortes, bem ao estilo de varina de mercado (depois assumem-se como urbano-depressivos ou coisas assim meio forinhas), incompreensivelmente pueril, na medida em que as pessoas até têm uma certa idade, mas assumem, infelizmente, os ignorantes que são e o quão triste é pertencer a uma geração que fala muito bem de cor e em repeat mode da merda que têm em casa e dos disparates que os papás dizem. Normalmente o que move este tipo de atitude do CONTRA só porque é cool remar contra a maré, é uma profunda frustração em relação aos seus próprios empregos: ou porque ganham mal, não se aguentam com o ordenado ao fim do mês, ou vivem em casa dos paizinhos e não têm jeitinho nenhum para as coisinhas que fazem a que chamam emprego/ocupação/whatever. Uma coisa é certa: existe demasiado ódio neste tipo de discursos e pior: falam em praça pública do que desconhecem.
No outro dia ouvi um comentário de um senhor que dizia que por cada voto de um professor que este Governo PS perde, ganha mais três da população. Dá que pensar: então mas os professores não fazem parte da população? E não seria melhor que fossem ler os estatutos ou, sei lá, ler a legislação(?) assim só naquela de se informarem antes de dizerem disparates? E realmente a fazer as contas, não existirá praticamente mais nenhum partido político a não ser o Socialista em quem votar. Com tanto voto!!! Até porque a única questão com que o povo se debate é estar CONTRA os professores! Mais nada interessa! Sim senhor! Ah valente! Finalmente um partido interessado em varrer essa escória da sociedade, esses bandidos, essa gentinha, esses nojentos professores! Patifes pá...
Uma coisa é certa, e para que se saiba, pois este Blog é público e serve muita gente que, ao contrário das minhas opiniões, pode ter uma opinião errada e infundada por acreditar em parvoíces de gente frustrada e ignorante deste tipo: sempre houve avaliação nas escolas. Os tais inspectores que a rapariguinha cita continuam a visitar as escolas por diversos momentos ao longo do ano lectivo, os quais constituem aquilo que se designa por inspecção pedagógica. Todos os professores sempre foram avaliados. E sempre hão-de ser.
Levanto uma questão: se isto é assim tão errado e se os professores aos olhos de muito boa gente são uns calões do caraças, será que são TODOS??? É que de entre mais de 120 mil que protestam, os que restam são muito poucos... será esta classe assim tão pouco profissional e baldas? Serão assim tão incompetentes?
Já a minha avó dizia: cada um nasce para o que nasce. Importante é gostar daquilo que se faz. Eu faço a minha parte, adoro fazer o que faço, acima de tudo, e gostava de ver toda a gente feliz a fazer aquilo que melhor sabe fazer. Claro que uns há que não têm jeito para fazer nada, nem nasceram com um talento especial, mas claro que esses são aqueles que não sabem sequer o que é que cá andam a fazer.
Há coisas que me fazem sorrir por dentro. A ignorância dos outros, por exemplo. Um pouco como o Toy, no fundo....
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