::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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terça-feira, 11 de maio de 2010

Da Hipocrisia...




Lembro-me sempre do triste episódio ocorrido numa Feira do Livro em Braga, aquando da apreensão dos livros que tinham na capa esta imagem de Courbet, sempre que alguma espécie de hipocrisia me chega aos ouvidos ou "bate à porta".

As pessoas falam de Educação, sem no entanto perceber muito bem afinal o que é o conceito de Educação. Apontam o dedo acusatório e atiram a primeira flecha sem que os contornos do pecado sejam muito claros, e em última instância, o "culpado" é sempre aquele que se limita a fazer o seu papel de agente da Educação, e nada mais do que isso. Tanto pais como professores erram nas suas funções; ninguém é perfeito e nada nestas palavras deve ser lido unilateralmente. O papel de professor não se finda na leccionação, tal como o papel de pai não se finda na gestão de afectos ou disciplina. Todos ensinam algo um pouco fora do seu âmbito. E é aqui que se entra em terreno perigoso.

Existem pais que exigem dos professores tudo aquilo que eles não lhes podem dar em casa; existem pais que apenas se lembram que são pais na altura em que (raras vezes) se dirigem à escola; existem pais que acham que educar um filho é somente alimentá-lo, vesti-lo, fazer-lhe uma festinha antes de se deitar e comprar-lhe as tretas que ele quiser. Concluindo, existem pais que se demitem da sua função de Educadores. Tal como os professores, a família tem um papel como agente da educação. A mais importante. O pai que falha como pai é sempre o que se dirige à escola para insultar o professor. Hoje em dia, infelizmente, é assim. Existem, contudo, professores que pensam que ser professor é usar do autoritarismo próprio de quem sabe que tem o poder, e fazer disso a sua melhor ferramenta no auxílio do processo ensino-aprendizagem; por outro lado, também existe o reverso da medalha: professores que deixam de ser professores, o veículo máximo de transmissão de conhecimento, para passar a ser o "melhor amigo" ou confidente, e imiscuem-se na vida dos alunos, sem pudor ou bom-senso.


Acredito (e isto é a minha opinião pessoal) que não cabe ao professor educar no âmbito da SEXUALIDADE, mas a ele cabe-lhe desmistificar alguns conceitos e promover acções informativas. Educar para os Afectos. Educar para o Respeito e promover a Igualdade entre raças e sexos. Não cabe ao professor catequizar (sorrisos) qualquer CONFISSÃO RELIGIOSA - vivemos num Estado Livre e Leigo, embora com fortes influências judaico-cristãs. Finalmente, não compete ao professor instigar pensamentos de cariz POLÍTICO aos seus alunos. Cada um, portanto, deverá ser LIVRE, usufruir da Liberdade que lhe é dada no Estado Português e definir o seu caminho, dentro da liberdade de escolha que lhe assiste, como Ser crítico, que teve a sorte de nascer num país ocidental que lhe confere plenos poderes para pensar, agir e sentir como bem lhe aprouver.


Os papéis subvertem-se quando pais fazem tristes figuras como as que aconteceram em Braga, e quando professores fazem tristes figuras como a da professora de História de Espinho. Tudo errado e tudo ao contrário, na minha perspectiva. Infelizmente, estamos ainda muito longe do caminho certo, em que Família e Escola deveriam ser entendidos como fundamentais nesse fantástico processo que é o da Educação. Vivemos o nacional-porreirismo da permissividade em que alguns pais "compram" os filhos com gadgets tecnológicos e, ou porque, não têm TEMPO para eles, bem como o do ensino para a mediocridade promovida por alguns professores, porque afinal não era bem aquilo que queriam ser e foram apar ao Ensino de pára-quedas. 

Afinal de contas, é muito mais "fixe" ser amigo do que ser pai ou professor. Pelo menos, agradar e ser complacente não dá tanto trabalho como ensinar.


Nota: no dia em que quase toda a nação portuguesa olhar para esta pintura de Courbet e conseguir ver mais do que uma "barbaridade", "obscenidade" ou "falta de princípios morais", e entendê-la como uma obra de Arte, talvez estejamos no caminho certo...



sábado, 5 de dezembro de 2009

Descubra as diferenças XX

Se a malta fizer uma pesquisa no Google pela palavra "vampiro" aparece-nos estes dois belos exemplares.

Curioso...










Descubra as diferenças XIX

Se a malta fizer uma busca no Google pela palavvra "lobisomem" aparece-nos estes dois exemplares.

Curioso...






quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Coisas





Uma coisa leva a outra coisa e a outra e a mais uma e outra coisa que entretanto já deixou de ser a primeira para ser uma coisa completamente diferente.

Existem coisas que nos resgatam outras coisas que não têm nada a ver com as coisas que lembram a outros, outras coisas, embora sejam as mesmas coisas que nos lembram coisas diferentes.

Dentro de nós temos coisas que dadas a outros, tornam-se as suas coisas (as coisas deles) e deixam de ser só nossas para passar a ser as NOSSAS coisas e uma coisa que era apenas uma coisa só, passa a ser uma coisa que pode ser outra coisa qualquer.

As coisas que me lembrei de escrever.
As minhas e as tuas. Coisas...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Descubra as diferenças XVII







No mínimo a comparação pode ser algo perturbadora, mas não pretende chocar ninguém. Chego à conclusão de que vivemos num país de gente que se choca com enorme facilidade.
Claro que mantenho a opinião dada aqui há uns dias no Blog: a Maitê é uma tonta qualquer armada em engraçada e que foi estupidamente infeliz porque OK pá, já percebemos que estava a brincar, mas humor rasca, sem piada nenhuma, faz rir quem? Cuspir para uma fonte, tipo actriz hardcore? Mas porquê?
Sim, a petição que fizeram foi um exagero, toda a reacção foi um exagero, e se ela esteve mal no que fez (porque esteve) as pessoas que reagiram (com efeito retardador) só conseguiram dar importância a uma coisa que não tem importância nenhuma. Eu quero lá saber se ela pede desculpas ou não, tenho mais que fazer! Não assinei petição nenhuma nem assinaria!
Continuo a achar que o único brasileiro que vale a pena é o Reynaldo e o resto é conversa.

Agora, o Saramago.
Valha-me Deus (se eu acreditasse em Deus, que não acredito).
O Saramago diz mais umas quantas "opiniões à Saramago" e vem logo a comunidade cair em cima do pobre coitado. Para mim, é técnica de marketing, que isto de ser Nobel é muito giro, mas não paga as contas e o homem gosta de ser polémico.
Toda a gente critica o homem, mas duvido que poucos tenham lido "Caim", o livro que está na base de toda a polémica, logo ele tem de fazer barulho, mexer, arranjar publicidade gratuita. Isso, ou está a ficar meio chéché...
Que seria de nós sem um Saramago do contra?
Brincadeiras à parte, tudo isto se resume a muito pouco: os portugueses, no geral, são um bocado totós e gostam de fazer ondas, mas é só com o que não interessa nada. Ficam ofendidos com muito pouco. O pior é que nem eles próprios (os portugueses que se ofendem) sabem muito bem porquê, pois é um povo com fracas convicções, seja em que matéria fôr. Com a rara excepção do futebol, claro.

Já o Herman dizia que "as opiniões são como as vaginas..." lembram-se?, e cada um tem o direito à sua (opinião).
Mesmo não morrendo de amores pelo homem, reconheço-lhe o direito à opinião, que por sinal é semelhante à minha.

Os outros têm o direito à sua fé e haja quem tenha o direito a não tê-la. Já agora, a expressá-la.



terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os Sótãos Furados ou Crónica da Minha Infância

Gostava de ter mais tempo para escrever mais, aqui no Blog.
Gostava de não ter de escrever apenas quando estou doente (como hoje), ou quando tiro um bocadinho a meio do dia ou da tarde, no trabalho, para ler Blogs dos quais tenho saudades.
Gostava que houvesse mais qualquer coisa que não o portátil e os Blogs (os livros e os filmes dão-me sono) para fazer quando estou doente, porque caio sempre na asneira de escrever coisas como a que vou escrever, coisas que me levam a mundos já perdidos, e que me dão ideias meio parvas como esta: encontrar um livro.

Nunca vos aconteceu estarem na casa-de-banho (ou noutro sítio qualquer, a mim por acaso é na casa-de-banho) e lembrarem-se de algo ou de alguém que não vêem há muito tempo, e que a Internet se calhar até era um bom meio para alcançarem esse fim, o de encontrarem o que pretendem encontrar? Pois, a última vez que o fiz, foi por causa da minha pasta de estudante, a qual perdi há já uns bons pares de anos, e resolvi escrever um mail a todos os meus contactos, com a descrição da dita pasta. Era uma boa pasta, uma pasta respeitável, que teria lá dentro rascunhos de cartas de amor (muitas, mesmo, e triste e patética e irremediavelmente a vários destinatários), listas de supermercado e restos de pastilhas elásticas que sempre aceito mas não mastigo porque não gosto de pastilhas elásticas. Para além disso, postais velhos, algumas fotocópias e as fitas assinadas. Só uma estúpida como eu perde a pasta de estudante e só uma estúpida como eu escreve um mail a descrever a pasta que perdeu. Conclusão: fui gozada por muito boa gente (os tais "amigos") e fiquei na mesma, ou seja, sem pasta.

Hoje, com a doença, uma tarde inteira disponível, por minha conta, sozinha em casa, bateu-me esta espécie de nostalgia. Como sou uma perfeita anormal da info-exclusão e percebo pouco ou nada de computadores ou de encontrar alguma coisa pela net, na vaga esperança de que a cara-metade me pudesse fazer uma surpresa pelo Natal (pois percebe mais disto do que de outra coisa qualquer), falei-lhe no meu livro preferido de SEMPRE, que li vezes sem conta: Os Sótãos Furados.




Devo ter lido este livro umas quatro ou cinco vezes, e confesso não me lembrar muito bem de como foi a mítica "primeira vez". Sempre que saía da escola, lá ía eu à Biblioteca Municipal da cidade, escolher um ou outro livro para ler, ou na própria biblioteca, ou requisitava para ler em casa. Actualmente a biblioteca já não existe como biblioteca, mas como Arquivo Histórico. Devo tê-lo escolhido, no alto da minha sapiência de sete ou oito anos, pela capa, pelas cores da capa, que continuo a achar deliciosa. A história consiste, basicamente, em dois irmãos que vivem num bairro e que se costumam refugiar no sótão do seu prédio. Um dia, acontece um acidente qualquer em que furam o sótão do prédio vizinho e fazem um amigo. Algum tempo depois, as crianças acabam por furar todos os sótãos daquele bairro, perfazendo um grupo inesquecível. No fim de todos os sótãos, está uma surpresa e um amigo muito especial.
Ora isto em meados de anos oitenta, para uma miúda de uma cidade pequena, que vive numa zona em que existem muitos sótãos, era obra! A imaginação fértil da pequena Ana levava-a para um sótão em que possivelmente iria descobrir uma amiga nova ou um grupinho de novos amiguinhos. Mesmo à noite, no meio dos barulhos da noite, das árvores, do vento, da chuva, dos pássaros, lá ía eu para um sótão que acabou por sempre se tornar o meu melhor amigo, o meu confidente, onde escrevia o meu diário (sempre tive diários, muito antes de haver blogs), onde escrevia poemas, onde desenhava, onde pintava, onde cheguei a riscar o chão todo com lápis de cera e tapei a obra-prima com um tapete. Este sótão sempre foi o "meu mundo", um lugar mágico onde os meus pais raras vezes subiam. Curiosamente, o sótão continua a ser meu, mesmo já não vivendo em casa dos meus pais. É lá que mais gosto de estar, é lá que ainda tenho quase todas as telas, todas as fotografias, todos os desenhos e todos os diários, o meu cavalete, o meu estirador, as minhas memórias de infância, a minha velhinha aparelhagem.

Talvez por isso, este livro é parte de mim, o livro que mais vezes li em toda a minha vida. Nem sei quem é a sua autora, mas a ela agradeço parte do meu imaginário infantil. Talvez sem este livro, o meu sótão não fosse ainda tão MEU.


Para quem quiser saber, seria uma excelente prenda de Natal.


P.S.: eu avisei que o post era meio idiota. lol


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Descubra as diferenças Especial Autárquicas 2009

[post em construção]



































Numa noite em que todos ganharam, Rui Rio foi o grande vencedor. Ah, e o Benfica também.
Felgueiras esteve muito, muito bem - a cidade, claro - em correr com a outra Felgueiras.
Já Oeiras e Gondomar não estiveram assim tão bem. Moita Flores deveria ter sido o candidato do PSD para Oeiras - ganhava aquilo, de certeza.
Pedro Santana Lopes foi um beautiful loser - o homem tem estilo. Saber perder não é para todos.
Morreu um homem em Mondim de Basto - o autor do tiroteio era do PS.
António Costa é um vendido e a malta do Bloco de Esquerda começa a demonstrar aquilo que é: gente sem escrúpulos, oportunistas, vira-casacas.
Ainda bem que não sou lisboeta.
José Miguel Júdice esteve muito bem em todo o processo.
Pedro Passos Coelho foi eleito para a Assembleia Municipal de Vila Real (?)
Sócrates diz que ganhou, mas daqui a uns meses é capaz de estar desempregado.
Ferreira Leite diz que ganhou, mas daqui a uns meses é capaz de abdicar do lugar de líder.
Os comentadores não dizem nada de jeito.
O Alentejo já não é assim tão moscovita como antigamente.
Macário deixa Tavira nas mãos dos socialistas.
Ponte de Lima é CDS-PP.
Salvaterra de Magos é Bloco de Esquerda - vivam os rodeos!

Num país onde pessoas como Isaltino e Loureiro ganham eleições, algo de muito errado se passa.
Vou ler Nietzsche e pensar que isto não passa duma brincadeira de mau gosto.

E amanhã é segunda-feira, é dia de trabalho.




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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Descubra as diferenças XV


























Animal (The Muppet Show) e o senhor cuja identidade desconheço, mas que fica mesmo, mesmo bem ao lado da Fátima Felgueiras, esse grande nome da política portuguesa (ou seria brasileira?).

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Descubra as diferenças XIV

Digam lá que não é tal e qual????
Ana Gomes e Herman José (na rubrica Cozinho Para o Povo)





Gajas, política e futebol



Sabem o que é que isto me faz lembrar?

Gajas histéricas num estádio de futebol a gritar que o árbitro é um f****da p*** e por aí fora, a mastigar qualquer coisa de boca aberta, de cachecol bem apertado até às goelas. Eu sei porque eu já fui a um estádio de futebol e vi com os meus olhos. Muitas vezes. Limitei-me nessas ocasiões a ver o jogo, de boca fechada. O máximo que fiz num estádio foi gritar Briosa. Limito-me a ser do Benfica e da Académica (mais da Académica, mas acho que é este ano que o Glorioso me vai dar uma alegria razoável).


Uma mulher para poder vencer na política não se pode comportar como algumas se comportam num estádio de futebol. Acho que alguém devia dizer isso a esta senhora.



P.S.: e também me lembra o Herman José vestido de mulher.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Não resisti...






Um dos melhores filmes de sempre: The Shinning, de Stanley Kubrick, com participação especial das filhas do Primeiro-Ministro espanhol.

Eso me mata!


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Descubra as diferenças XII

Nuno Melo


Bernardino Soares





É impressão minha ou estes dois rapazes são mesmo muito parecidos?...




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Descubra as diferenças X


Robert Smith (The Cure) e Jack White (White Stripes).

sábado, 16 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Descubra as diferenças VIII







Gepeto e Vital Moreira.



Com o alto patrocínio do Governo PS.





*Cortesia da JSD e de Bruno Nogueira.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Slumdog Millionaire

Aviso: isto não é bem um post a falar deste filme.
Confesso que tinha uma grande expectativa relativamente a este filme. O que é que Danny Boyle teria feito desta vez para levar os senhores da Academia de Hollywood a atribuir-lhe um óscar? Não o ganhou com Trainspotting, quando na minha modesta opinião, o podia ter feito, uma vez que continuo a considerá-lo o seu melhor filme.
Confesso que apesar de ter gostado relativamente do filme, considero-o um filme menor de Danny Boyle. Comparativamente aos outros nomeados para este ano, The Curious Case of Benjamin Button "abriu-me mais a pestana". Não se trata de discutir qual o melhor ou pior pois são filmes diferentes. Em certa medida, e na minha óptica, o Button foi melhor e mais feliz no seu propósito. Apenas sei o que me tocou mais, o que me emocionou mais, o que me fez vibrar mais. A história de encantar de Button conquistou-me, num tempo em que preciso de histórias de encantar, como aquelas que já não se fazem no cinema do séc.XXI.
Após tantas considerações e confissões (sem ter falado no filme em si), reconheço que gostei medianamente do filme; tal como em contraposição às histórias de encantar, também gosto das histórias do mundo real. Sempre tive um fascínio enorme pela Índia, e apesar de ter sentido um amargo de boca, esse fascínio não foi beliscado. Sabia de antemão para o que ía. São estas histórias que fazem o cinema contemporâneo e isto leva-me a um outro filme que, na mesma base que este Slumdog Millionaire, fala-nos da tragédia e da miséria humana de um povo. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, é um filme merecedor de todos os prémios quantos pudessem haver, e nem por isso os ganhou.
Há filmes como Slumdog Millionaire, que nos fazem rir e emocionam-nos pelo lado bonito e justo de tudo estar bem quando acaba bem, fruto de um destino que escreve-nos a vida certa nas linhas mais tortas e depois há filmes como Cidade de Deus, que são filmes que nos ficam gravados pela real beleza que não se basta a um destino feliz, a um ganhar a lotaria, a uma vida forçada e finais de dança à desenho animado indiano. A história, a dada altura, tal como num mau livro, faz-nos antever o desfecho, em artes de previsibilidade sonolenta. "Vá, ganha lá o prémio e fica lá com a gaja para irmos para casa" pensa-se a dada altura. E nem sequer existe um mínimo pormenor que nos faça pestanejar. No entanto, é um filme engraçado.
Cidade de Deus é um filme maior, que nos dá a vida como ela realmente é, que nos faz verter lágrimas e soltar gargalhadas genuínas, não nos conta a história de anos do menino coitadinho e ignorante que fica com o dinheiro e a miúda gira no final em segundos. É uma história de luta, algo que se nos remexe as entranhas, digna de ser lembrada, pois essa sim, é a história sobre um ideal que não mistura destino e desgraça, sofrimento e dança, como se tudo aquilo afinal não tivesse passado de uma manobra triste de entretenimento.



quinta-feira, 5 de março de 2009

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

Expresso

Publico.pt Última Hora

Visão

Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...