No mínimo a comparação pode ser algo perturbadora, mas não pretende chocar ninguém. Chego à conclusão de que vivemos num país de gente que se choca com enorme facilidade.
Claro que mantenho a opinião dada aqui há uns dias no Blog: a Maitê é uma tonta qualquer armada em engraçada e que foi estupidamente infeliz porque OK pá, já percebemos que estava a brincar, mas humor rasca, sem piada nenhuma, faz rir quem? Cuspir para uma fonte, tipo actriz hardcore? Mas porquê?
Sim, a petição que fizeram foi um exagero, toda a reacção foi um exagero, e se ela esteve mal no que fez (porque esteve) as pessoas que reagiram (com efeito retardador) só conseguiram dar importância a uma coisa que não tem importância nenhuma. Eu quero lá saber se ela pede desculpas ou não, tenho mais que fazer! Não assinei petição nenhuma nem assinaria!
Continuo a achar que o único brasileiro que vale a pena é o Reynaldo e o resto é conversa.
Agora, o Saramago.
Valha-me Deus (se eu acreditasse em Deus, que não acredito).
O Saramago diz mais umas quantas "opiniões à Saramago" e vem logo a comunidade cair em cima do pobre coitado. Para mim, é técnica de marketing, que isto de ser Nobel é muito giro, mas não paga as contas e o homem gosta de ser polémico.
Toda a gente critica o homem, mas duvido que poucos tenham lido "Caim", o livro que está na base de toda a polémica, logo ele tem de fazer barulho, mexer, arranjar publicidade gratuita. Isso, ou está a ficar meio chéché...
Que seria de nós sem um Saramago do contra?
Brincadeiras à parte, tudo isto se resume a muito pouco: os portugueses, no geral, são um bocado totós e gostam de fazer ondas, mas é só com o que não interessa nada. Ficam ofendidos com muito pouco. O pior é que nem eles próprios (os portugueses que se ofendem) sabem muito bem porquê, pois é um povo com fracas convicções, seja em que matéria fôr. Com a rara excepção do futebol, claro.
Já o Herman dizia que "as opiniões são como as vaginas..." lembram-se?, e cada um tem o direito à sua (opinião).
Mesmo não morrendo de amores pelo homem, reconheço-lhe o direito à opinião, que por sinal é semelhante à minha.
Os outros têm o direito à sua fé e haja quem tenha o direito a não tê-la. Já agora, a expressá-la.

