::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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domingo, 9 de maio de 2010

This world is full of SHIT!

Actualmente passo muito tempo sem vir ao Blog (não é falta de tempo, apenas equacionei prioridades e o Blog tem ficado para trás), e confesso que é uma parte da minha vida da qual tenho algumas saudades. Um dos meus leitores mais cáusticos é o HL aka Metamorphosis e, também, um dos meus preferidos (entre muitos, que já me habituei a ter por aqui e que são parte da minha vida real, como a Sofia ou o Nuno). Não é meu amigo pessoal, nunca nos vimos pessoalmente, mas é alguém que, como eu, é do Contra e volta e meia diz-me aquilo que eu estou a precisar de ouvir. Como ultimamente me disse que estou a ficar mole, que já não escrevo, "já não espalho o terror". Estou armada em "conas".

Este Blog, para além de ser parte de mim, ganha vida própria quando quer. Não faço moderação de comentários, não apago comentários, nunca o fiz e penso que não o farei. Não vejo necessidade disso, pois considero que quando alguém é deselegante (no mínimo) e diz uma ou outra coisa menos simpática, para mais se se esconder por detrás de um nickname, é porque não tem a dignidade suficiente para mo dizer na cara ou enviar um mail. Falta de coragem, maturidade e infantilidade. Acho engraçada a dinâmica das caixas de comentários. Diverte-me. Não é mais do que o feedback daquilo que se escreve. Já me disseram tanta, tanta coisa nessas caixas. Comecei a escrever em Blogs fará este ano em Setembro, cinco anos.

Aqui, fiz bons amigos, e soltei boas gargalhadas. Também conheci pessoas "estranhas". Ainda as vou conhecendo. Este Blog sou eu, mas não apenas eu. Sou o reduto daquilo que acho que os outros gostariam (ou não) de ouvir, tal como se faz nos consultórios de psicólogos e psiquiatras. Quem faz terapia há-de saber melhor do que eu. Não sou psicóloga nem psiquiatra, e nunca fiz terapia ou tive depressões. Noutras palavras, posso até ser uma grande maluca doida varrida, mas não estou diagnosticada.  Nunca tive distúrbios mentais de ordem alguma, não mais do que a grande maioria das pessoas ditas normais, até porque gosto de pensar que sou normal. Conheço muitas pessoas com esses distúrbios e, por norma, aborrecem-me um bocado e não lhes chamo amigos. Há quem seja racista, há quem seja xenófobo, há quem seja comunista, há quem não goste de comunistas... eu simplesmente não simpatizo com gente de "distúrbios". Não se pode gostar de toda a gente.

Isto sou apenas eu e as minhas opiniões, um lugar de lugares-comuns, um lugar de polémicas, de diz-que-disse. Há pessoas que vêm aqui parar cheias de opiniões, outras cheias de ódios, cheias de muita coisa boa e má que não conseguem extravasar nas suas vidas reais. Só assim eu explico a quantidade de comentários que aqui escrevem A METRO, que me fazem pensar "ok, isto é só gente maluca mesmo". 


Na caixa de comentários do post abaixo li algumas coisas que me fizeram pensar que provavelmente passo a imagem de ser uma gaja fútil, cheia de tretas, cheia de hipocrisias socialmente aceites. Não sou e sei que não sou. Não entendam isto como explicação do que quer que seja; quero que entendam o que se segue como o DEDO NA FERIDA, ou os DENTES NA JUGULAR. Juntei dinheiro para fazer uma viagem na Páscoa para um sítio quente, onde não morresse de paludismo e a paisagem fosse bonita, onde se comesse BEM, COM A PESSOA QUE AMO, porque sinceramente trabalho para isso e porque nos APETECEU. Também não precisava de ir para lá pois vivo no PARAÍSO e podia perfeitamente fazer férias em CASA, onde tenho a vida que escolhi e gosto. Cada um vai para onde QUER, e eu entendo que se não critico as escolhas de vida dos outros, não aceito que critiquem as minhas. Parece inveja, sinceramente parece, desculpem lá. Dor de corno ou de cotovelo. Depois li isto: cliquem aqui por favor. E percebo uma data de coisas. Percebo onde mora a frustração, a raiva e uma data de coisas que as pessoas sentem e demonstram da pior maneira possível. Vêm parar a blogs e acham-se no direito de deixar nas caixas a merda que lhes vai na cabeça. Sim, a MERDA dos preconceitos e dos moralismos apenas porque foram enganados e traídos e acham que toda a gente que comete um erro é alguém muito mau, que não tem princípios. Em suma, são pessoas muito desconfiadas que vêem a vida a preto e branco, e calculo o Inferno que fazem às pessoas que têm de partilhar casa e cama convosco. 


Às Malus e outros que habitam espaços reais connosco no Mundo, mas não têm os cojones (vá, colhões) para encarar a vida de frente, e para aceitar outras experiências de vida e, sei lá, crescer com isso, ter outra perspectiva e acham que as suas opções é que são muito correctas e cheias de virtude, eu tenho algumas coisas a dizer: graças a Deus EU ANDEI COM UM HOMEM CASADO, pois assim pude errar, sofrer, cometer erros e crescer com eles, mas acima de tudo, porque tinha essa opção. Tentar a minha sorte, arriscar. Porquê? Chamem-lhe piegas, mas porque me apaixonei. Não, não tinha 30 e tal anos, tinha mesmo 20 e poucos. Se pudesse voltar atrás faria o mesmo? Não, se eu pudesse voltar atrás iria à procura da pessoa com quem estou hoje, e já agora, SE a minha avó tivesse rodas era um camião.

Pasmem-se: tenho amigas que caíram no mesmo erro. AHHHHHH PECADORAS!!!!! Olhem uma delas até andou com um gajo casado e que tem um filho! Pois é. Pecadoraaaaa!!!!!! PUTAAAAA!!!!!! Quem mais sofreu no meio destas histórias de amor e desengano? A mais das vezes, são as pessoas envolvidas, os pecadores, os enganadores, precisamente porque a vida não nos dá fórmulas para resolver as coisas que encontramos pelo caminho. Com filhos ou sem eles. Às vezes as pessoas separam-se, às vezes não, às vezes ficam juntas, e outras ficam com as "amantes". Ou com os "amantes". As "outras" ou os "outros". Às vezes ficam todos sozinhos, e às vezes quando acordam e vêem que escolheram a pessoa errada é tarde demais. 
É a vida. Shit happens.

Portanto, a essas pessoas que acham que têm muita moral, que têm bons valores e os melhores princípios, apenas vos digo que a nódoa cai no melhor pano. Eu pude errar, no alto do meu livre-arbítrio, aos 20 e tais. Provavelmente, não o voltarei a fazer, mas não sei. Ninguém sabe. Sou ateia, portanto não acredito no fogo eterno, não me tira o sono. Vivo a minha vida de forma feliz e descontraída, sou feliz ao lado da pessoa que amo. Acredito na monogamia, é certo. Isso também é ser socialmente aceite. Não teria paciência ou tempo para ter mais do que uma pessoa. Acredito que não se escolhe quem se ama, por isso acho que tive e tenho MUITA sorte, pois não é um cretino cheio de merda e preconceitos na cabeça. Não foi um acidente de percurso e não vivo à espreita da felicidade dos outros. Percebo que isto incomode muita gente, cause grandes transtornos, e suscite muitas más línguas. Já estou habituada. 

Tenho é nojo de pessoas que se acham o supra-sumo da moral, ética e bons costumes. Sabem que mais? Não tenho vergonha absolutamente nenhuma de o dizer, já sofri que chegue e já fiz a minha penitência, já foi há tempo suficiente para não me envergonhar de escrever sobre isso. É pena é que existam pessoas que andem tão cegas que se esqueçam que ainda lhes pode acontecer, não é só aos outros; vivem as suas vidas de forma tão cega que se esquecem que o seu querido ou querida cônjuge traga na bagagem semelhante história de traição; que provavelmente a sua irada opinião sobre as pecadoras e pecadores TRAIDORES!, seja tão cega que o outro tenha MEDO de contar o seu passado. Isso é muito triste, mas sinceramente estou-me a CAGAR. Vivam a vossa vida miseravelmente na sombra dos vossos preconceitos, escudem-se nos filhos que têm aos 28 anos (WTF?!?! Quem é que quer saber disso??) e no facto de terem casado às escondidas (que cena mais parva, sinceramente!!! Isso prova o quê? Que não querem fazer uma festa com os amigos e a família??). Não me venham é com conversas de merda sem me conhecer  de lado nenhum, porque isso eu não admito. 


Foi o meu percurso de erros, casos com pessoas erradas e enganos que me trouxe até aqui, onde estou hoje. E ainda tenho muito pela frente. O que me interessa é o que está cá dentro, e tenho muito orgulho nisso, principalmente porque não faço segredo dos meus pecados. Vir aqui tentar fazer-me sentir culpada é que dá vontade de rir. No mínimo. 

sábado, 24 de outubro de 2009

"Filho da Pê"

Depois de ver isto, a minha simpatia por Saramago cresceu mais um pouco. E porquê? Porque no seu lugar eu não o teria feito, esta defesa frente às câmaras, frente a um teólogo que por acaso é padre. Pelo menos, na defesa da sua causa, na defesa da sua argumentação (que não tinha de dar), na defesa de um tipo de Liberdade que se perde por terras lusas. Há quem defenda que o homem deveria renunciar à nacionalidade portuguesa. Pergunto eu: o que é que a nacionalidade tem a ver com a crença ou a não-crença num Deus? O que é que este Deus da Igreja Católica Apostólica Romana nos torna mais ou menos portugueses?

Tive de ouvir três vezes para me certificar que o padre disse mesmo "filho da pê" (7'22'') ao invés de dizer "filho da puta". Parecia um puto a fazer queixinhas à professora "ó stôra, aquele menino chamou-me filho da pê"... que triste, isto tudo.

A pergunta do Mário Crespo também é linda:"para quem escreve?" Eu sou ateia e não leio. Não percebi a pergunta. E por mim, era espanhola ou sueca já amanhã, com este tipo de coisas que vejo neste país.




P.S.:Aproveito para dizer que este Natal vou comprar o último do José Rodrigues dos Santos. É de homem, falar mal do Islão! Perder tempo com padres da Igreja Católica é coisa de meninos.
P.S.2: Será que o saramago escreveu mesmo FILHO DA PÊ?!? Afinal é melhor ir comprar o livro...
P.S.3: Gabo a pachorra a Saramago para "esmiuçar" a Bíblia.
P.S.4: Com tanta pocaria que vai no mundo, Deus afinal não é MAU, é um gajo "porreiro pá"!
P.S.5: A Bíblia não é para ser lido no sentido literal, mas simbólico ou metafórico (à excepção das partes que a Igreja considera, sei lá, "imorais", como a homossexualidade, por exemplo, pois a Bíblia criou Adão e Eva e tal e não há cá nada disso de gays) ou como o "checxo com prejerbatibu" que a Igreja condena.
P.S.6: Caim para mim é daquelas coisas que me lembra sempre um cão a ganir.
P.S.7: Eu desisti há muito tempo de tentar entender a Igreja, ou a Bíblia, ou os ensinamentos do catolicismo, porque tal como Saramago, não tenho fé, não acredito em Deus. Prefiro acreditar no Pai Natal.
P.S.8: Momento alto ao minuto 33 e 2 segundos (acho que era Deus que queria falar com o padre Carreira das Neves) quando Saramago NO SEU MELHOR, provocador e incendiário, afirma que a Igreja não entende nada de Deus.
P.S.9: Saramago diz que é "falso como Judas" que algum dia tenha dito que etc etc e tal... ehehehe
P.S.10: Saramago está mais bem conservado aos 86 anos, do que a Maitê Proença aos 51.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Sapatilhas não tem convicções políticas (nem bom gosto para comprar sapatos)



A pergunta impõe-se: mas que merda de sapatos são estes?!?!?
É que até em 1986, já se tinha alguma noção de estilo, não?? De fato e gravata com ténis?? Destes??
É o típico provinciano caído nas lojinhas chic da Avenida da Liberdade, como forma de se afirmar. Eu não sou de julgar as pessoas pelo aspecto, e se fosse outro qualquer, não faria post disto, mas este gajo merece.

Segue-se o artigo de Mário Crespo.
Eu assino por baixo.



É invulgar (provavelmente é inédito) um governo tentar iniciar o seu mandato propondo coligações a toda a Oposição. A todos. Em conjunto. Não achar isto absurdo é consentir em passar a um José Sócrates, que agora é não só socialista mas também social-democrata, cristão-democrata, marxista e trotskista uma autorização legislativa para decretar o fim da política. E o fim da política é o início da ditadura.

Esta não foi uma proposta de diálogos. Foi uma cilada de silêncios futuros. Foi tentar o fim do contraditório sob uma capa de mansidão ecuménica anestesiante. Ao atrever-se a propor isto, Sócrates mostrou que para ele a ideologia e a doutrina, se alguma vez existiram, agora acabaram. Tanto lhe faz governar com Bloco de Esquerda ou com CDS-PP. Separados ou ao mesmo tempo. Abriu-se a tudo. O que lhe interessa é estar onde está. A todo o custo. Indo procurar governabilidade serôdia nos offshores das artimanhas políticas e nas zonas francas da incoerência. Mas os portugueses não escolherem o seu regime nos saldos num Freeport de conveniências políticas.

A democracia portuguesa não pode ser uma zona franca de oportunismos baratos. Quem votou PCP não quer ser governado por Manuela Ferreira Leite através de Sócrates. Quem votou Paulo Portas é porque não quer Francisco Louçã a marcar (ainda mais) a agenda do Partido Socialista. Achar que faz algum sentido propor simultaneamente a Francisco Louçã e a Paulo Portas uma parceria governativa é aceitar-se que a democracia, tal como a entendemos e definimos na Constituição da República, deixa de ter qualquer significado. Sócrates, nesta pestanejante dança nupcial em redor de todos os partidos, propôs uma extraordinária rebaldaria a cinco que choca os mais imaginativos e tolerantes libertinos. Isto seria uma versão em opereta política das Noivas de Santo António. Achar natural que o secretário-geral do Partido Socialista queira coligar-se ao mesmo tempo com Jerónimo de Sousa e Manuela Ferreira Leite é aceitar o fim da Segunda República e resignarmo-nos ao advento da Era do Híbrido.

A natureza há milénios que nos alerta para a infertilidade dos híbridos. Este monstruoso eunuco ideológico acrítico e abúlico que Sócrates queria como modelo para Portugal no Século XXI, se tivesse sido aceite, negaria tudo aquilo em que assenta a nossa liberdade e a nossa identidade. Abdicaríamos, de facto e de jure, da existência política. Felizmente, o país não se esgota em Sócrates. O resto dos líderes eleitos mandaram-no dar uma volta e passar mais pela Assembleia da República porque, quer ele queira quer não, o povo ainda é quem mais ordena.

Para memória futura, é importante reter que esta proposta de Sócrates denota uma disposição para continuar a deriva totalitária das autorizações legislativas passadas em branco que tiveram como resultado tapar a margem do Tejo com contentores, silenciar as vozes críticas nos média, lançar o caos entre professores e magistrados e pôr portugueses a nascer em Espanha. Também para memória futura convém deixar esta pergunta no ar: que seria deste Portugal sem chefia do Estado se toda a Assembleia da República tivesse caído no enlace maldito que Sócrates tentou?

in Jornal de Notícias on-line
19-10-2009
Por: Mário Crespo

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Maitê e os portugueses de Portugal

Há uma explicação bastante razoável para as piadinhas e anedotas e toda a estranheza que os brasileiros têm relativamente aos portugueses. Eles não percebem, a Maitê não percebe, e talvez algum passe por aqui e possa ler a explicação que tenho para lhes dar: os portugueses, de uma forma geral, acham os brasileiros BURROS que nem um penedo, calhaus com olhos, e não gostam de brasileiros. Sim, nós não gostamos de brasileiros. No máximo, gozamos um bocadinho na cara deles, imitamos (e bem) aquela pronúncia de índio mal domesticado(já o contrário não se aplica, um brasileiro a imitar um português parece que tem um garfo enfiado no cu),e no máximo, no máximo, tratamo-los com algum desdém. Ou seja, tratamo-los mal.

As brasileiras, para além da fama que as precede como mulheres detentoras da profissão mais velha desde que o Mundo é Mundo (perguntem às mães de Bragança), quando não são mulheres de virtude fácil, são esteticistas que fazem serviços mal feitos e ainda acham que falar mal duma esteticista portuguesa a uma cliente portuguesa dá-lhes clientela. DUUHHHH!!!! Os brasileiros (homens) quando não são maus dentistas, servem nos restaurantes, lojas, bares, etc, todo o tipo de serviços em Portugal, e têm uma conversa de tanga, e acham-se os maiores. A esmagadora maioria dos brasileiros que andam por cá são feios que nem a noite dos trovões.

Portanto, o amor/ódio não se coloca sequer. Não odiamos os brasileiros, apenas os achamos irritantes e assim a dar para o burro (vá, intelectualmente incapaz). Toda a polémica em redor do tal vídeo da Maitê Proença, na minha óptica, não tem grande significado. Desconheço se a senhora é de virtude fácil, mas não deve grande coisa à inteligência. Caso contrário, não se deixaria filmar a cuspir para dentro duma fonte, qual atrasada mental, certo? Aquilo diz mais sobre ela própria, como pessoa, do que sobre os portugueses. Tal como os seus congéneres, parece apenas mais um calhau com olhos. Para além de que está velha. E feia. Aquele cabelo, viram? Que pindérica. Não se chateiem. Não vale a pena.

Fica o vídeo dos Gato Fedorento.


What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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