::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


Mostrar mensagens com a etiqueta tretas da treta do outro Blog. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tretas da treta do outro Blog. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Deixar de Fumar MMVIII









Contextualizando os leitores deste tão humilde (ohhhhhh) Blog, houve alguém que veio cá parar (um Anónimo, portanto), a propósito de conservadorismos barra liberalismos barra whatever barra fumar cigarros e maços no diminutivo com cedilhas a mais e outras coisas sobre as quais não vale mesmo a pena debruçar-me neste momento, que me pediu que o elucidasse (muito delicadamente) como é isto de nos passarmos para o outro lado da barricada.

Obviamente a coisa não funciona "assim". Não há nem houve um truque e permitam-me os mais cépticos que possam vir aqui parar através do Google com a deixa desesperada das três palavras "deixar de fumar", que diga o seguinte: ENJOEI. Nem sequer sei como. Fartei-me. Enjoei o tabaco. Não estava grávida, não estava sequer a pensar em deixar de fumar, nem sequer tinha considerado REALMENTE a hipótese de deixar de fumar. Muito menos na altura em que foi. Aconteceu. Como acontece apaixonarmo-nos por alguém, como acontece desapaixonarmo-nos, como acontece termos um acidente de carro, tal como outra coisa qualquer que nos acontece sem darmos por isso. Já tinha tentado muitas vezes deixar de fumar. Umas três ou quatro. Sem efeito.

Em 2008, foi assim que aconteceu. Sem planear. Um bilhete premiado na lotaria, uma viagem que se ganha, um amigo que se reencontra ao fim de muitas décadas, ou um amigo que deixa de o ser, porque talvez nunca o tenha sido, um vómito conquistado à laia de ser anti-dependência. Em suma, uma incógnita.

Assim são as pessoas de atitudes inesperadas, inconstantes e nervosas como eu. Cansam-se e fartam-se. Sem aviso prévio.

quinta-feira, 16 de abril de 2009



entre o que muda e o que não muda na vida de uma pessoa. lembro-me de um desafio qualquer, ou de qualquer coisa que incluía pormenores do que nos muda e refaz, a cada dia que passa.

em vésperas de cumprir mais um ano de vida e fechar outro ciclo, entre quase três anos o que mudou e o que ficou na mesma. o nove de agora escreve-se assim. o seis de há quase três anos atrás foi o que pode ver abaixo, mais coisa menos coisa.





gosto de mim aos 30. não gosto da recordação de não gostar de mim aos 20. não gosto de me ver ao espelho do elevador. gosto de me ver nas montras das lojas. não gosto de lojas. não gosto de compras. gosto de datas especiais. gosto de aniversários. não gosto de fretes. não gosto de obrigações. gosto de fazer surpresas. não gosto que me façam algumas surpresas. gosto de cães. não gosto de gatos. gosto de gaivotas. não gosto de gaiolas. não gosto de aquários. gosto de peixes. gosto de lagoas. gosto do mar. gosto de água. gosto de fogueiras. gosto de lareiras. gosto do Natal. não gosto da Páscoa. gosto da Académica. não gosto do FCP. gosto da cidade do Porto. não gosto das pessoas da cidade do Porto. gosto de Lisboa. gosto do Alentejo. gosto dos sulistas. gosto do desprendimento. gosto da saudade. não gosto de saudosismos. gosto de ler. gosto de pintar. gosto daquilo que faço. não gosto dos meus colegas de trabalho. gosto de alguns colegas de trabalho. gosto de trabalhar em equipa. gosto de ser competitiva. gosto de ser a melhor. não gosto de ser chata. não gosto de me chatear. não gosto de gente picuinhas. gosto de pormenores. não gosto de fazer tempo. não gosto de esperar. não gosto de fazer esperar. gosto de ser pontual. gosto de fazer aquilo que faço. gosto de ideais. não gosto do que o dinheiro faz às pessoas. gosto de galões muito escuros. gosto de pastéis de belém. gosto de vinho tinto. gosto de vinho verde. gosto da lei do tabaco. gosto de já não fumar. não gosto do primeiro-ministro. não gosto do presidente da república. gosto de democracia. gosto de História. gosto de ficar em casa. gosto de ir ao cinema. gosto de ir ao teatro. gosto de concertos. não gosto de saídas que já não me dizem nada. não gosto de pessoas que "armam ao pingarelho". não gosto de hipocrisia. gosto que me digam as coisas na cara. gosto de reinícios. gosto de segundas oportunidades. gosto de ter objectivos. não gosto de fazer planos. gosto do meu cabelo. gosto do vento no rosto. gosto de ir à praia. não gosto de campo. gosto de rosas. gosto de orquídeas. não gosto de cravos. não gosto de cobardia. gosto de coragem. gosto de apanhar sol. gosto de caminhar. não gosto de correr. gosto do dia dos namorados. não gosto do dia da mulher. gosto de ter esperança. não gosto da miséria e da pobreza e da fome e de todas as desgraças do mundo. gosto de crianças. gosto de velhos. gosto de adolescentes. gosto de cristo. não gosto da Igreja católica. não gosto de gente beata. gosto de azul. gosto de vermelho. gosto de preto. gosto de branco. não gosto de amarelo. gosto de promessas. não gosto de pessoas que fazem promessas e não as cumprem. gosto de café. gosto de chá. gosto de água. gosto de dançar. gosto de perfumes. gosto de cheiros. gosto de fins-de-semana. gosto de canela. gosto de viajar. não gosto de chorar. não gosto de sofrer. gosto de rir. gosto de rir sozinha. gosto de arte. não gosto de ciências exactas. gosto de estudar. gosto de fotografia. gosto de escrever. gosto de música. não gosto da ideia de perder o concerto do cohen. gosto que algumas coisas cheguem ao fim. gosto de começar tudo de novo. gosto de manhãs. gosto da noite. gosto de estar sozinha. gosto de estar com amigos. gosto de silêncio. gosto da ideia de envelhecer. não gosto de doenças. não gosto da morte. não gosto de funerais. gosto de casamentos. gosto de queijo. gosto de abraços. gosto da sensação da areia da praia fina e fria debaixo dos pés. não gosto da sensação de relva debaixo dos pés. não gosto de alturas. gosto de andar de avião. gosto de andar de comboio. não gosto de adrenalina. gosto do Verão. gosto da mudança. gosto de morangos. não gosto de pêras maduras. gosto de perceber o que se passa à minha volta. gosto de árvores. gosto de pratos vegetarianos. gosto de peixe e marisco. gosto do número sete. gosto de conduzir. não gosto de motas. gosto da antecipação. gosto de pontes. gosto de alcançar algo pelo qual lutei. gosto de chegar onde quero chegar.


gosto do amanhã.





















Gosto de cores. Gosto de preto. Gosto de me vestir de preto. Gosto de me vestir de branco. Gosto de vestidos. Gosto da Primavera. Não gosto de frio. Gosto de rir. Gosto de chorar. Não gosto de sofrer. Gosto de madrugadas. Gosto de manhãs. Gosto da noite . Gosto de me sentir bonita. Gosto de elogios. Não gosto de bajulação. Gosto de personalidades muito fortes. Não gosto de mentiras. Gosto de frontalidade. Não gosto de sorrisos amarelos. Não gosto de caras amuadas. Gosto que me apontem os defeitos. Não gosto de críticas destrutivas. Gosto de conversar. Gosto de política. Não gosto de religião. Gosto de futebol. Gosto de ténis. Gosto de fazer desporto. Não gosto da enorme preguiça que tenho. Gosto de fumar. Gosto da ideia de deixar de fumar. Gosto de rosas vermelhas. Não gosto de cravos. Não gosto de doenças. Gosto de saber ultrapassar as doenças. Gosto de conforto. Gosto de lareiras. Não gosto de ar condicionado. Gosto de pintar. Não gosto de limpar os pincéis. Gosto do cheiro a pão quente. Gosto do cheiro de livros velhos e bibliotecas. Não gosto de centros comerciais. Gosto de segundas e sexta-feiras. Não gosto de domingos. Gosto de inícios. Gosto de ciclos. Não gosto de rupturas. Gosto do cheiro do mar em manhãs de Maio. Gosto do cheiro das laranjeiras em Março. Não gosto de poluição. Gosto de bicicletas. Não gosto de motas. Gosto de velocidade. Gosto do meu carro. Gosto do primeiro mergulho em Abril. Gosto do meu mês. Não gosto do mês de Agosto. Gosto de música. Não gosto de barulho. Gosto de silêncio. Gosto de paz. Gosto de adrenalina. Não gosto que falem comigo de manhã. Gosto de acordar com a voz da pessoa que amo ao meu lado. Gosto de beijos. Gosto de sexo. Gosto de abraços. Não gosto de dependências. Gosto de marisco. Não gosto de fígado. Gosto de vinho tinto. Não gosto de vinho branco. Gosto de cerveja preta. Gosto do Natal. Não gosto do Carnaval. Gosto de dançar. Gosto de me divertir. Gosto de sentir saudades de alguém de quem gosto . Não gosto de estar longe de quem gosto. Gosto de frutos vermelhos. Não gosto de meloa. Gosto de melão. Gosto da Briosa. Gosto de ganhar. Não gosto de perder. Gosto de desafios. Não gosto de pressões. Gosto do campo. Gosto de neve. Gosto de tomar longos banhos. Não gosto de dormir de tarde. Gosto de ler. Não gosto de relógios. Gosto de ser pontual. Não gosto de esperar. Gosto do escuro. Gosto de escrever. Não gosto de usar óculos. Gosto de cozinhar para muita gente. Não gosto de cozinhar só para mim. Gosto de cozinhar apenas para dois. Gosto de cinema. Não gosto de televisão. Gosto de receber cartas e mails. Não gosto que não me respondam a cartas e mails. Gosto de uma boa discussão. Não gosto de pessoas que não sabem explicar as suas razões. Gosto de opiniões. Não gosto de quem não sabe aceitar uma opinião. Gosto do meu cabelo. Gosto dos meus olhos. Não gosto do meu nariz. Gosto de caminhar. Não gosto de correr. Gosto de gaivotas. Não gosto de abutres. Gosto de leões. Não gosto de répteis. Gosto de cães. Não gosto de gatos. Gosto de cavalos. Gosto de observar as estrelas no céu. Gosto de pedir desejos às estrelas cadentes. Gosto de crianças. Não gosto de birras. Gosto de ensinar. Não gosto de gritos. Gosto de conduzir enquanto oiço música. Não gosto de trânsito. Gosto das estradas no Alentejo, da EN 125, da Marginal Cascais-Lisboa, de conduzir em grandes cidades à noite. Não gosto de conduzir no Porto. Gosto da cidade do Porto. Gosto de pontes. Não gosto de parques infantis pequenos. Gosto muito de viajar. Gosto de andar de avião. Não gosto de enjoar em alto mar. Gosto de barcos. Não gosto de ter vertigens. Gosto de sonhar. Não gosto de ter maus pressentimentos. Gosto de surpreender. Gosto que me surpreendam. Gosto de chocolate. Não gosto de rebuçados, pastilhas e pipocas. Gosto de açúcar amarelo. Gosto de chá. Gosto de café. Gosto de especiarias e picantes. Não gosto de fast food. Gosto de peixe grelhado. Gosto de novidades. Gosto de jornais. Gosto de todas as formas de Arte. Não gosto de ler críticas de Arte. Gosto de ser como sou. Não gosto de me irritar com facilidade. Gosto dos meus amigos. Não gosto de agradar a gregos e troianos. Gosto que me contrariem. Não gosto de agressividade gratuita. Gosto de brincar. Gosto de pessoas. Gosto de me sentir a apaixonar por alguém. Gosto de paz. Não gosto de guerras. Gosto do meu país. Não gosto de extremismos. Gosto do cheiro de pinheiros mansos. Não gosto de planear demasiado as coisas. Gosto de aprender. Gosto de ser do contra. Gosto de provocar. Gosto que me provoquem.







sábado, 14 de março de 2009

Vale a pena pensar nisto...

... o que é a Blogosfera no seu todo, que impacto tem afinal na sociedade real, o que vale para cada um de nós que tem um Blog e que importância lhe damos?
Este Psicologias da Treta iniciou o seu percurso há sensivelmente três anos, ganhando ao longo do tempo uma dimensão pessoal e demasiado intimista. Cheguei à conclusão de que a exposição era demasiada, comecei a sentir-me incomodada com aquilo que transparecia publicamente e no fundo, não interessava a ninguém. Objectivamente, não descrevo as mundanices e os quotidianos, a cor do cabelo e coisas que possa considerar uma parvoíce. É apenas um somatório dos meus dias, um diário de dor e paixão, de páginas de amor que ficam para trás e se sonham mais além. Nada mais, e nada disto interessa senão a mim. A vida privada de alguém, aquilo que transparece na escrita, não exactamente aquilo que pensa, mas o seu "eu"emocional e as entrelinhas de felicidade e/ou de dor num determinado contexto e circunstâncias de vida num tempo e espaço precisos, é algo que o tempo me ensinou a perceber que não dizia respeito senão a quem o soubesse respeitar. É algo, que a mim, importa somente mostrar a quem acho que o deve ler. Nasceu o meu precioso Beautiful Losers, apanágio de uma morte de infantilidades blogosféricas a dar origem a pensamentos mais meus, fonte de inspiração minha, as minhas musas e os meus demónios, a minha raiva e o meu amor.
O resto é treta e aquilo que é passível de se insultar, enxovalhar, criticar etc etc etc reservo para este Psicologias da Treta, como experiência blogosférica, como janela para o mundo, parte integrante da tal liberdade de expressão, um Blog prestes a poder ser parte de um todo - a Blogosfera - que reconheço também ser uma parte muito verdadeira de mim. Opiniões, críticas, humor e desumor. Com links, com português correcto (ou menos correcto), onde me permito a objectividade que às vezes me falta mas sempre me esforço por atingir.
Reconheço que a Blogosfera não é um "lugar novo", e o pensamento morreu de velho, não existe nada de novo debaixo do sol, apenas a tal grupusculização onde parecemos muitos a dizer o mesmo, numa só voz, esgrimindo com mais ou menos mestria argumentos velhos e teorias feitas, mas é talvez uma janela muito interessante onde se verifica que a condição humana não evoluíu muito desde que se inventou o fogo e uma feira de vaidades onde muitos continuam a abraçar a velha ilusão de poder "ser descobertos", onde se amaciam egos com a expressão "ah e tal, escreves mesmo bem".
Uma base de estudos sociológicos, sem dúvida, e a oportunidade de se escrever cartas a velhos amigos, tal como a possibilidade de um dia se poder reler pensamentos velhos, opiniões de um tempo pré-Magalhães e pré-Twitter. Só os burros não mudam de opiniões, e isso já pude constatar na minha velha infância de três anos blogosféricos em arquivos de meses idos, em que tanto mudou na minha cabeça e no meu coração.







Blogosfera de terceira geração


O recente artigo de José Pacheco Pereira - A bloguização da comunicação social - mete o dedo na ferida de uma degradação continuada do exercício de opinião, tanto nos blogues como na imprensa escrita. Curiosamente, quase ao mesmo tempo, João Lopes publicava um outro artigo de contornos próximos - A infância dos blogs.
Pacheco Pereira e João Lopes têm sido dos poucos autores capazes de produzir sociologia crítica sobre a blogosfera, questionando as especificidades da sua prática em Portugal. Este último afirma que a blogosfera adquiriu uma extensão imensa sem ter passado por um verdadeiro processo de maturação. Talvez isto não seja completamente certo se observado numa perspectiva internacional, mas parece próximo da verdade quando analisado no plano da nossa conjuntura. Entre nós nunca se afirmou uma cultura ou uma ética blog, discussão travada aberta e entusiasticamente na blogosfera ainda no início da década. Em Portugal, a explosão do fenómeno blog ocorre com o aparecimento das grandes plataformas – blogger, wordpress, sapo – ou seja, à blogosfera de segunda geração. E vemos hoje um fenómeno ainda mais surpreendente a que eu chamo de blogosfera de terceira geração: uma apropriação livre e espontânea da ferramenta blog, totalmente desinteressada da sua história e função original, suporte a conteúdos de download ilegal, pornografia barata, notícias de especialidade copiadas sem referenciação ou edição sobre consolas, wrestling, cinema, etc…
A horizontalidade da blogosfera é um prolongamento dessa cultura de relativização absoluta. Num espaço onde tudo vale o mesmo já nada tem valor. O paralelismo dos “temas fracturantes”, espécie de regurgitação compulsiva de questões que estão carregadas de complexidade real, denuncia esse absoluto simplismo de quem não é mais capaz de discutir o que quer que seja, da ausência de uma sombra que seja de reciprocidade.
Nesta opacidade ofusca-se em razão o que se troca por uma mera lógica de rejeição ou colagem, uma dinâmica opinativa que nada já tem de expressão intelectual mas antes de uma mera dissimulação identitária, de “acknowledgement” de grupo. A grupusculização de que fala Pacheco Pereira.
A decadência do exercício da opinião é mais um reflexo dessa devastadora terraplanagem intelectual em que vivemos e em que os blogs participam alegremente. A aparente agitação de conflitos de opinião não é apenas, como diz João Lopes, resultado de uma dimensão totalitária da agressividade sem pensamentos. É também o epitáfio de um domínio de simulação absoluta em que já nada, realmente, tem consequências. Um lugar em que nada acontece. A vitória da idiocracia.
Há quem chame a isto liberdade.



in http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/



ainda sobre este assunto, as opiniões de pacheco pereira e de joão lopes.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Hey Vicky Hey!...




Vicky and Cristina decided to spend the summer in Barcelona.

Vicky was completing her master's in Catalan Identity, which she had become interested in through her great affection for the architecture of Gaudí.
Cristina, who spent the last six months writing, directing, and acting in a 12-minute film which she then hated, had just broken up with yet another boyfriend and longed for a change of scenery.

Everything fell into place when a distant relative of Vicky's family who lived in Barcelona offered to put both girls up for July and August. The two best friends had been close since college and shared the same tastes and opinions on most matters, yet when it came to the subject of love, it would be hard to find two more dissimilar viewpoints. Vicky had no tolerance for pain and no lust for combat. She was grounded and realistic. Her requirements in a man were seriousness and stability. She had become engaged to Doug because he was decent and successful and understood the beauty of commitment.
Cristina, on the other hand, expected something very different out of love. She had reluctantly accepted suffering as an inevitable component of deep passion, and was resigned to putting her feelings at risk. If you asked her what it was she was gambling her emotions on to win, she would not have been able to say. She knew what she didn't want, however, and that was exactly what Vicky valued above all else.






Vicky Cristina Barcelona. Ambas na imagem. A Vicky protagonizada por Rebecca Hall, a Cristina, pela Scarlett Johansson. A Penélope Cruz é a ex-mulher louca suicida (Maria Elena) do artista protagonizado por Javier Bardem. Eu teria preferido um Benicio del Toro como pintor excêntrico e uma Kirsten Dunst como Cristina, mas assim também está bom. A Scarlett surge bastante atraente na tela, embora não me tenha convencido como figura sonhadora emocionalmente instável, e os olhos do Javier não são marotos q.b. para o homem apaixonado que se sugere, mas ambos cumprem o seu papel. Este último filme de Woody Allen não será tão bom como o recente Match Point, mas diverte e fala de uma outra forma de vida muito pouco retratada no cinema. É curioso ver como os americanos vivem vidas e relações sensaboronas e esta é, de facto, uma abordagem diferente sobre um mundo sexualmente clandestino de que todos temos conhecimento. Excêntrico para uns, natural para outros, diferente ou ainda louco para a grande maioria da sociedade, que se alimenta das premissas socialmente estabelecidas, de acordo com um convencionalismo que vai de encontro à monogamia, como único meio para alcançar e viver um amor verdadeiro.
Opiniões e vivências à parte, alguns poderão escandalizar-se mais do que outros, tendo por base e ponto assente nos seus (pre)conceitos do que é o Amor, o Sexo e as relações entre seres humanos. Pessoalmente, diverti-me imenso e o filme não me chocou.
Tendo consciência de que tenho muito mais de Cristina do que de Vicky (risos), estas duas personagens intrigaram-me, as suas vidas, a forma como achei que um Verão em Barcelona iria alterar por completo o decurso das suas vidas e no fim, muito naturalmente, a história acaba por tomar contornos feitos de uma realidade assustadora, como uma circunferência que perfaz os 360º e um ciclo que se fecha sobre si mesmo. Este filme lembrou-me imenso a mim própria há uns anos atrás, as minhas histórias, as dos meus amigos, de vidas clandestinas e excêntricas e muito pouco convencionais, e de muito precisamente, de formas de estar na vida que acabam por se complementar em todas as suas diferenças paradoxais.
O que se segue, tem já, três anos e foi retirado do antigo Psicologias da Treta.


porque é que os homens gostam de mulheres com iniciativa mas acham-nas umas putas?

(...)
Refiro-me àquelas que sabem o que querem, quando querem, onde querem e porque querem. As tais "putas". Com ou sem aspas. Obviamente, insiro-me nesse grupo das mulheres com iniciativa, que a tanto macho latino faz espécie, umas depravadas, apenas porque se recusam a jogos. Não cedo aos jogos do "se lhe fizer sexo oral na primeira vez ele pensa que sou fácil"... seja!
Não cedo aos jogos de "não o beijo, deixo que ele avance" ou "ele que ligue, há-de sofrer porque não o faço"... o que acontece? Os desgraçados sofrem sem saber o que fazer. Normalmente avanço se me interessa. Ligo. Beijo. Mordo, se possível. Até ao momento solene do altar, muita água corre, e é nesse percurso que me encontro. É aí que temos de saber o que valemos, o que queremos, o que procuramos. Hoje em dia, existe uma geração confundida e confusa pelas patacuadas em que fomos todos educados, os preceitos e brandos costumes. O peso da má língua e o peso que nós próprios lhes damos. Aquilo que somos e aquilo que os outros pensam de nós, que afecta comportamentos mais ou menos cuidados. Ou seja, aquilo que queremos que os outros pensem. A arma duma mulher assim, desprotegida pela ausência de cautelas ou receios motivados pelas más línguas é precisamente a ausência de medo.
Não há a perder, apenas a ganhar quando não se finge aquilo que não se é. Assumir o que se quer, do que se gosta. Quer na cama, quer na mesa da cozinha, no cinema e no bar ou biblioteca. Mulheres que lêem Anais Nin, Charles Bukowski ou Boris Vian não podem ser "boas mulheres"... mulheres que assumem que gostam de sexo são umas loucas, só pode! Mulheres que comem e bebem desalmadamente, que fumam, não pensam no amanhã... mas são mulheres que normalmente não têm aversão a outras mulheres, têm muitas e boas amigas e não se perdem a criticar, a julgar "a vida da outra"em conversas de café. Normalmente, as "santas" são as coitadinhas que se encolhem no seu cantinho, numa postura assumidamente "tímida", de quem tem muito pouco a dizer. E desconfiam das outras, mazonas e absurdas, tão hilariantes e voluntariosas, com tanto a dizer, tanto a inventar...
Se há as que são putas (salvo seja), há a concorrência, manifestamente composta por raparigas "de bem", "de família", que não vão a um concerto, que não bebem em público, que não saltam, não se divertem, não nada. Apenas na preocupação e consideração e zelo do bem estar do "querido" ou ente amado. Coram se alguma sua semelhante diz "uma palavra malcriada" (tipo foda-se) porque acham que em determinado estágio das nossas vidas, já nos deveríamos ter deixado disso. Em suma, parecem as Virgens Marias. As tais muito giras e boas, as tais que se fazem "difíceis", que criticam a podridão que vai na alma pecadora de cada uma das outras, que se dão ares de importância desmedida.
Tipo Carolina do Mónaco.
Não falo de cor. Quantos casos conheço, quantos olhos tristes vejo por aí, os semblantes daqueles que se deixaram arrastar... que ainda hoje arrastam. Dragados pela ideia de virgindade e mulher difícil que rejeita o sexo como algo de natural, espontâneo e ao mesmo tempo, especial e único entre duas pessoas. O amor pode ter a ver. Ou não. Quantas vezes o amor surge depois...
São mulheres inteligentes, estas. Sabem como dominar o idiota que baba a cada passagem, a cada estremecer de lábios que lhes diz "hoje não, querido". São as verdadeiras dominadoras dos que vieram de Marte.
As outras? São umas tolas, umas tontas, que a maior parte das vezes levam mais a fama de loucas do que o proveito propriamente dito. Os homens têm mesmo um problema sério quando chega a hora de definir a mulher com quem sonham partilhar a vida, a cama, os sonhos e os filhos. Mulheres com passados demasiado extensos não são benvindas. Mulheres com demasiada experiência de vida têm erros demais. Mulheres com demasiados homens na sua história são... umas putas.
Tipo Stéphanie do Mónaco.

A ideia de "mulher direita" conseguiu prevalecer até hoje, muito embora "elas" fumem, usem calças e trabalhem "fora de casa". Os tempos mudaram, mas nem por isso as mentes de Marte chegaram ainda à Terra.
Por isso eu apelo ao macho latino que vive dentro de cada um de vós, homens, e mesmo que não assine por baixo, que pense um pouco na questão, que faça uma breve observação à mulher que tem em casa, ou em mira, ou na mente ou no coração neste momento e que me diga porque é que afinal as ditas "virgens" levam a vantagem às tais "putas". Porque é que os discursos que têm com as amigas intelectuais e giras, não coincide com o discurso que usam na sua vida pessoal e intransmissível? Porque é que gostam de se deixar levar apenas porque uma noite de prazer lhes foi negada? Qual o critério de pureza nessa atitude de negação e abstinência se não passa de pureza fria e maquiavélica que cumpre o objectivo de os deixar doidos?




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Gina

Só porque hoje se falou em revista Maria, e fui FORÇADA a falar na Revista Gina, lembrei-me deste post, agora "ressuscitado". Afinal, sou adepta da filosofia da reciclagem. O Blog tem andado muito movimentado, ultimamente. Demasiado agitado. Fica a história para vos acalmar. É bonita e vale a pena recordar. Porque recordar é viver...



Vasco deixou de falar com Joana porque se fartou da insistência dela
ou
Vasco deixou de falar com Joana porque sofria do complexo de Peter Pan e não disposto a deixar-se apanhar pelas manápulas de um ser do sexo oposto e maquiavélico, com vista a ter um compromisso sério, procurou consolo e ajuda sexual junto de outra pessoa, cujo número de telefone lhe teria ido parar à caixa de correio de forma assaz estranha. Sem remetente e sem morada.
Vasco não podia deixar de se sentir culpado pela forma algo atabalhoada como tinha “despachado” a Joana, que parecia, até uma boa pessoa, mas que mostrou ser uma Cabra Fria E Cruel pela forma como reagiu à sua honestidade. Afinal de contas, raios, ele tinha sido honesto! Fez-lhe o favor de lhe dizer quais eram as intenções dele!
“afinal, o interesse que tenho por ti é apenas sexual”
“o quê??? Só pode estar a gozar comigo… então mas e … as saídas com os teus amigos? As idas ao cinema??... o desenho amoroso que o teu primo me fez??... afnal era tudo pelo sexo??”
“querida… sabes… até tens muita sorte por eu te estar a dizer isto… podia apenas aproveitar-me de ti e…”
“quê???? SEU MONSTRO!!!! És igual a todos os outros!”
Vasco liga a Gina (era esse o seu nome) depois de ver Joana atravessar a esquina… aquele bilhete tinha-lhe despertado interesse… era envolvente e misterioso “liga-me 9X XXXXXXXX” era mesmo muito misterioso.
Após alguns minutos de conversa
“Onde vives mesmo?...”
“……”
Eram vizinhos, afinal de contas… ela houvera reparado nele numa ida ao supermercado.
Gina encontrava-se no apartamento de Vasco. Era linda. Depois de algumas noites tórridas de amor louco e sessões de sexo selvagem, Vasco achava-se o máximo, ciente das suas aptidões e potencialidades e lá bem no fundo, no fundo do seu fosso sentimental, Vasco não se apercebia que ao mesmo tempo que se regozijava por ter mandado a Joana “passear”, sentia que Gina era a mulher, a fêmea que o completava, que estava à sua altura, muito diferente da outra neurótica que já imaginava casar com ele, concerteza.
Vasco apaixonou-se por Gina.
Gina, essa, tinha ambições profissionais, tinha sonhos, não se resignaria a ficar pela metade quando se achava merecedora dum todo, um mundo onde caberia ela e todos os “Vascos” que pudesse encontrar pelo caminho.
Ao fim de duas semanas, fartou-se de Vasco. Farta das suas chamadas telefónicas frequentes e de ele não conseguir perceber que afinal aquela relação não tinha sido mais do que… sexo.
“Gina… então querida? Queres passar cá em casa para provar uma receita nova que ando a experimentar desde há cinco dias, os mesmos dias que estou sem te ver?...”
“Vasco… olha… não vai dar…”
Depois de algumas discussões pouco agradáveis, Gina lá fez o favor de dizer a Vasco que

“afinal, o interesse que tenho por ti é apenas sexual…”
Vasco fez um escândalo e passou a seguir Gina todos os dias, a todas as horas, até que descobriu que Gina andava a encontrar-se com outra pessoa.
Pela insistência, pelo terror, pelas ameaças e pela loucura de Vasco por ela… Gina teve de mudar de casa.


Moral da história: por mais porcaria que se faça na vida, o preço a pagar pelos pecados que se cometem com outros é igual ou de superior valor, e cada um tem aquilo que merece, cada um deita-se na cama que faz e a galinha da vizinha afinal chamava-se Gina.

E perguntam vocês: ah…. E a Joana? Que foi feito dela? Joana tornou-se a Directora de uma conceituada revista, baseada nos percalços que teve na vida com Vasco. E indirectamente… com a Gina.





E como se não bastasse, há precisamente três anos, no Psicologias da Treta, o post era este:


Your Japanese Name Is...
Gina Yamamoto



Há coincidências fantásticas. It was really meant to be... sim, eu tenho uma Gina dentro de mim.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Post Sério em Jeito de Balanço







::nos assombros dos dias velozes, a roubar-nos horas de vida na vida tão veloz também ela, a troçar, a brincar, a fazer de nós seres mais cheios de dores, mais cheios de alegrias, mais cheios de nós, mais cheios do outro, mais cheios de tudo, do amor talvez,




renascemos um pouco sempre da esperança perdida





















...




e às vezes só andamos um pouco mais cansados apenas, cheios de demasiados "tudos" e exigimos demasiado dos outros, de nós próprios e enfatizamos aspectos que deveriam ser feitos de simplicidades maiores, menos complicados. todos os dias cumprimos um dever e obtemos algum tipo de prazer e subimos mais um degrau. e talvez não tenhamos feito mal a ninguém e pagamos os pecados que não cometemos. ou talvez tenhamos feito numa outra vida. os ciclos são preenchidos com o tempo que alguém inventou e designou de segundo, minuto, hora, dia, mês, ano, década, século. e é uma estupidez porque eu posso contar os segundos mais rápidos do planeta e chamar-lhes segundos sem o serem, ou o meu coração bater um milhão de vezes antes que alguém conte até mil e um número não passa de um número apenas. antes que demos por isso, a vida passsa num instante e a nossa missão deveria ser a de procurar estar bem, fazer o outro mais feliz, sem um número de vezes infinito, mas nem sempre o bem triunfa e temos problemas, fazemos tragédias, choramos mais do que rimos e a realidade esgota-se dentro de mil realidades e cada um tem a sua visão dos factos, a sua própria realidade e muitas vezes as realidades são mundos pequenos cheios de lágrimas.

o facto é que passou mais um ano e fecha-se mais um ciclo, daqueles ciclos numéricos e cartesianos que alguém se lembrou de inventar. é mais um pretexto para nos lembrarmos de alguém e cada um de nós e de vós tem um dia em que é lembrado. que é festejado.

a realidade é que melhores dias virão. para todos. eu sei. está escrito naquele livro que vive naquela casa, reinado de todos aqueles que olham o céu e esperam realmente por dias melhores. e eu continuarei apenas a misturar o 30 e o 31 como se fossem cores que juntas dão uma cor que dizem que não é obtida de maneira alguma e que apenas existe na natureza como primária. eu digo que é a cor dos dias felizes. os dias que havemos de memorizar como os dias da casa azul.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Breve homenagem a grande A.miga em exercício de palavras

'_________________________________________________J.ulietA
'________________________________________ para
'________________________________________________SemprE





o mês de Dezembro lembra-me, obviamente, a palavra Natal. lembra-me a palavra mãe, a palavra amor e tantas outras óbvias e não necessariamente minhas como frio, vermelho, amizade, neve.
branco.alegria.tristeza.saudade.saudades.casa.calor. laranjas.lareira.risos.rio.tejo.mondego.tejo.lágrimas.lençóis.doces.chocolates.açúcar.branco.
branco.nuvens.chuva.água.rio.mondego.coimbra.tejo.lisboa.lisboa.coimbra.livros.discos.arte.
arte.dança.branco.clássico.ballet.rodopiar.cair.levantar.lágrimas.sangue.dor.amor.morte.vida.vermelho.vertigem.rodopiar.rodopiar.voar.voar.cair.levantar.erguer.dançar.viver.ana lacerda.
A.miga.saudade em tons de branco e Lisboa aqui tão perto mas sempre tão longe.





*para o ano que vem, quem sabe...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Janela Indiscreta




Hesitei entre colocar este post aqui ou lá, onde o silêncio é maior e os cinzentos se misturam nos olhos de quem passa e se apercebe que afinal a vida não é a preto e branco. Então me dei conta que os Blogs são muitos mais hoje em dia do que no ano em que abri o primeiro Blog (este) e por aqui o silêncio começou também a ser maior, o espaço mais aberto, menor quantidade de olhos e finalmente adquiriu o pleno direito da não-obrigação da escrita, que é no fundo, o que me faz escrever. Ou fazer outra coisa qualquer. Foi devolvido a este Blog o pleno direito de introspecção e diário de bordo. Engane-se quem achar que se escreve sempre para si mesmo; ou que escreve sempre para terceiros. Existe um equilíbrio. Ou talvez seja eu que estou a entrar em (des)equilíbrio, sabe-se lá... mas chega uma altura em que se sente a alma tão dividida que a fuga acaba sempre por ser o caminho para a frente, e mais acabam por ser os espectadores inesperados e imprevisíveis do que aqueles que esperamos.
Há coisas demasiado nossas e privadas que não se expôem em Blogs e a conclusão a que chego é que andamos todos muito confusos, ou fazêmo-lo de forma inconsciente, e nem sempre expômos o que deveríamos expôr, ou o que mostramos é confundido com algo que ao invés de ser nosso, é apenas mera ficção, e não passa disso mesmo. Por outro lado, e acontecer uma exposição da vida privada que não interessa a ninguém senão ao próprio e a quem dessa vida faz parte, não constitui interesse para ninguém. Ou a quase ninguém. Desta forma, porquê tantos Blogs? Porquê tanto interesse na vida alheia? Porquê esta vontade de apenas dizer "estou aqui"?Porquê tanto alarido e porque nascem tantas amizades e amores a partir desta vida virtual que todos temos? Não seria suposto cada um seguir a sua vida? Será que de repente todos temos assim tanto uma palavra a dizer?... penso que a resposta a esta questões oscila entre ego e solidão.
Ego porque todos sentimos a necessidade de nos sentirmos importantes perante algo ou alguém, nem que seja o nosso próprio espelho.
Solidão porque acaba por sempre ser uma companhia e uma brincadeira, entre verbos e contacto com outras pessoas que escrevem outros Blogs e partilham as suas opiniões.
Hoje olhei para dentro da minha própria "janela indiscreta" e senti-me bem com o que lá está, muito embora reconheça que ter dois Blogs é uma carga de trabalhos e optarei por continuar apenas um deles.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Arquitectura Portuguesa dos dias de Hoje

::da impossibilidade de crítica da arquitectura::
::memória [in]descritiva::

_____________________________________________________________________________________













É recorrente a queixinha dos arquitectos que
“não me deixam trabalhar”,
“não me deixam criar”,
“só contrariedades”,
“o cliente não quer”,
“o lote tem uma péssima implantação”,
“o promotor não tem orçamento e tem péssimo gosto”,
e por aí além numa espiral de desgraças que impedem o livre curso do disparate.

È verdade que temos maus clientes, tão maus como a mediocridade cultural. É verdade que temos péssima construção, tão má quanto o empenho de toda a equipa no desenvolvimento de um projecto [do trolha ao arquitecto].
A rotina burocrática que ampara a arquitectura corrente [porque é o grau 0 da arquitectura que me interessa e não a excepção género Carrilho da Graça], não é responsabilidade de toda a gente à excepção dos arquitectos. Os pobres arquitectos, colados como lapas ao corporativismo de classe passam a vida a fazer merda e a atirar a água para o capote alheio.

(...)



Como tudo na vida, também a arquitectura está sujeita ao erro e à prova. Os erros acontecem em projecto [mostrem-me um projecto no mundo que exista sem uma gralha que seja!]. Os erros acontecem em execução, por deficiente leitura das peças desenhadas ou por outros milhares de factores.
O trabalho do arquitecto é também aprender e incorporar o erro no próprio objecto arquitectónico. Porque a realidade e a humanidade não é imune à falha. E porque a arquitectura é para a realidade.

#joão amaro correia


































a arte respira e expira e imita a vida. nada existe sem os conceitos tornados reais e qualquer produto da imaginação de alguém reside num espaço próprio inserido neste planeta azul. feito de linhas e volumes e estruturas e realidade subjacente. tal como um vestido, um automóvel, ou uma caneta, uma casa não pode ser um objecto indissociado daquilo que somos. da nossa identidade. a nossa continuação, portanto. o invólucro das nossas vontades, o porto de abrigo para o qual nos refugiamos. onde tudo acaba e começa. o reduto das nossas memórias e cenário das aventuras protagonizadas por cada um de nós. pensar a arquitectura de uma forma séria, em que surja como uma real opção e não mera condição e consequência de tudo aquilo que o dinheiro pode ou não comprar, é pensar em diversos factores que fogem às desculpas do costume da grande maioria dos arquitectos já enumeradas anteriormente por joão amaro correia. a liberdade do criativo. é trampa. partir do princípio que tudo corre sobre rodas, os tais factores podem resumir-se apenas a dois aspectos: o enquadramento urbanístico e paisagístico::e mais importante: a quem se destina. o que o cliente quer e deseja. já tive esta discussão interminável com um arquitecto, na qual ele discordou acerrimamente comigo. penso que um corte de cabelo pode ser arte. um prato gastronómico é arte. um vestido é arte. a dança é arte. um filme. a maioria dos arquitectos tende a negligenciar todos estes aspectos, ignorando que tudo isto é vida. e arte. a perfeição, a beleza e tudo o que produza sentimentos por via de uma exteriorização concreta ainda que fugaz. é arte no século XXI. e tudo isto cabe dentro duma casa e deve coexistir em harmonia. na medida dos desejos de quem lá habita.




sexta-feira, 11 de abril de 2008

April is the cruelest month





Em jeito de despedida. Ou de balanço. Ou que é como quem diz "Estamos fechados" "We're closed". Porque há pedaços de nós que se prendem mais depressa numa porta de comboio mal fechada do que na memória dos outros. Isto já teve melhores dias, de facto. Salve-se Abril. Salve-se a poesia e os dias mundiais de coisíssima nenhuma.

Por lá, está aberto apenas a muito poucos. Desculpem. Estas palavras e esta pérola dos Wilco (velhinha velhinha, mas muito boa) são para vocês, os que tiveram de ficar de fora. Como dizia o "outro"... "aos que lá ficaram!"


Sejam felizes. Até sempre.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

Expresso

Publico.pt Última Hora

Visão

Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...