::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


Mostrar mensagens com a etiqueta tretas do tipo "isto sim é sétima arte". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tretas do tipo "isto sim é sétima arte". Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de dezembro de 2009

     There
 Will
Be
            Blood....

Este, é um dos meus maiores fascínios.
Vampiros. Etecetera...



















































































domingo, 22 de novembro de 2009

T.P.C.

La journée de la Jupe
[ou aquilo em que se tornaram os meus dias...]





Protagonizado por Isabelle Adjani, O Dia da Saia é um drama sobre uma professora, Sonia Bergerac, vítima de descontrolo emocional causado pelo stress incutido pela indisciplina dos seus alunos. Um dia descobre na sala de aula uma arma a sair de uma mochila, toma-a e, à falta de melhor solução, usa-a para controlar os alunos e poder tentar dar a matéria. Um drama intenso que nos apresenta um rol de problemas habituais nas escolas francesas, mas também nas portuguesas, como indisciplina, abusos sexuais, racismo e até violência para com os docentes.




Um filme que aborda de uma forma provocativa, de tão realista, os problemas que os professores enfrentam no seu dia-a-dia na formação das nossas gerações futuras.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Não resisti...






Um dos melhores filmes de sempre: The Shinning, de Stanley Kubrick, com participação especial das filhas do Primeiro-Ministro espanhol.

Eso me mata!


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

STAR WARS - Quando fôr grande quero ser uma Jedi!



Detesto ter de admiti-lo, mas foi preciso chegar a esta vergonhosa idade, para ver a primeira trilogia Star Wars. A primeira, que acaba por ser a que foi realizada mais recentemente. No fundo de mim, eu sabia que os filmes Star Wars estavam reservados para um grande e especial momento, em que teria de visioná-los por ordem, do primeiro ao último; dado que os três "primeiros" filmes são a segunda trilogia, que ainda não vi (estão reservados para outra maratona), é emocionante ter uma outra visão sobre toda a história, que não a de quem viu os filmes na ordem pela qual eles foram lançados. Ainda estou chocada com o facto do Anakin Skywalker se ter tornado um Sith. As histórias dos vilões sempre me apaixonaram...

Confesso não ser grande apreciadora do estilo Sci-fi, mas isto supera qualquer expectativa. A maratona Star Wars passou num ápice, em duas noites, pelo menos estes três primeiros filmes. Considero os três filmes igualmente magníficos, mas o terceiro (Episode III) é qualquer coisa de espectacular. O George Lucas é realmente um GRANDE senhor.






Star Wars: Episode I - The Phantom Menace (1999)
Star Wars: Episode II - Attack of the Clones (2002)
Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith (2005)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Inglourious Basterds


Acho que este Tarantino está cada vez "pior" da cabeça. E eu gosto.
Aqui o trailer.



Se chega uma altura em que nos fartamos de ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial (confesso que eu nunca me farto, acho o tema interessantíssimo), chegará a altura em que de entre tantos filmes sobrarão sempre os melhores, os inesquecíveis. Pessoalmente, destaco dois filmes: Schindler's List (1993, Steven Spielberg) e Der Untergang (2004, Oliver Hirschbiegel). Por vários motivos, foram filmes que me marcaram muitíssimo, particularmente o último, por mostrar uma outra faceta, completamente diferente de todas as anteriores focadas noutros filmes sobre o mesmo tema.
Chega agora este Inglourious Basterds. O mais criativo, sem dúvida. A deixar um leve travo a vingança, como se aquela guerra tivesse realmente sido nossa. De alguma forma, sempre senti-a como sendo minha, nossa, um atentado à humanidade. Nesta medida, senti-me vingada, e gosto de pensar que algures existiu um bando de "inglourious basterds"...



sexta-feira, 10 de julho de 2009

"a maior super-estrela austríaca depois de Hitler"







Despir Borat e vestir Brüno
por João Antunes, in Jornal de Notícias




O actor britânico Sacha Baron Cohen conseguiu despir a figura de Borat, a que parecia ligado para sempre e em "Brüno" torna-se um jornalista gay austríaco. O filme estreia depois de amanhã em salas de todo o país.

Como o tempo passa. Já foi há três anos que um filme, com o estranho título de "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan" se tornou um dos grandes sucessos da temporada, permanecendo seguramente como objecto de culto para as próximas gerações.

Como todos se recordam, o filme centrava-se na personagem de Borat Sagdiyev, um repórter daquele novo país asiático, que era enviado para os Estados Unidos, com o intuito de fazer um trabalho sobre o maior país do Mundo, mostrando-se, no entanto, mais interessado em localizar Pamela Anderson, para a pedir em casamento.

O tipo de humor do filme, "politicamente incorrecto" até à medula, desbragado, inconveniente, baixo - no bom e no mau sentido -, fazendo exactamente aquilo que se esperava que nunca viesse a fazer, era uma pedrada no charco, num género normalmente mais comedido, e que de certa maneira perdera a capacidade de provocar, de abalar consciências, que deveria ser sempre um dos grandes objectivos do humor, no cinema e fora dele.

Perante tamanho sucesso, perguntar-se-ia para onde poderia caminhar o homem por detrás do sucesso do filme, Sacha Baron Cohen. Pois a resposta aí está, para já num cinema perto de si, a partir desta quinta-feira, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. A seguir a Borat, temos Bruno, depois de um repórter do Cazaquistão, temos um gay austríaco ligado ao mundo da moda. O humor e o estilo são reconhecíveis: é o mesmo Sacha que nos delicia, nos escandaliza, que nos faz pensar que não é verdade aquilo a que estamos a assistir!

Bruno é o apresentador de um programa televisivo austríaco sobre moda, intitulado "Funkyzeit". Um problema com um dos seus episódios leva-o a ser despedido, fazendo com que parta para os Estados Unidos, perseguindo o sonho de se tornar "a maior super-estrela austríaca depois de Hitler".

Passar por cima de Arnold Schwarzenegger, "conterrâneo" de Bruno e hoje governador da Califórnia, é a primeira provocação do filme, explicada seguramente pelo facto do antigo Terminator se bater arduamente contra o casamento de homossexuais. Naturalmente, que o facto de Bruno ser homossexual não é inocente, no contexto "dramático" do filme, não sendo seguro que a comunidade gay, seja em que país for, possa vir a gostar da forma como é aqui representada. Mas a provocação - no bom sentido - quando chega, é para todos!

No resto, "Bruno" tenta repetir o dispositivo narrativo de "Borat", embora a surpresa, para nós espectadores e para quem ele encontra no filme, não possa ser a mesma, depois dos episódios que aconteceram com a personagem anterior. Mas se dissermos que entre as principais "personagens" do filme se encontram vários acessórios sexuais, já estaremos a revelar muito…

Sacha Baron Cohen não é americano. É inglês, o que explica muita coisa. Foi lançado com a personagem de Ali G, protagonista de uma série de Televisão onde entrevistava várias pessoas ligadas ao combate ao crime, apesar de se mostrar mais favorável aos ladrões e criminosos, e que teria também direito a uma versão cinematográfica. Apesar da especificidade do seu humor, a tradição britânica está naturalmente presente. E fica justificada a sua estranheza no território americano. Estranho, no sentido de estrangeiro. Mas, mais uma vez com Sacha Baron Cohen, o humor não tem fronteiras.

Eu devo ainda acrescentar a este notável artigo de João Antunes que não considero o filme como muitos provavelmente o verão linearmente, como uma anedota ao mundo gay, mas sim precisamente uma enorme sátira à homofobia que subsiste ainda nos países do dito primeiro Mundo, como os EUA. Pessoalmente, foi a primeira vez que me sentei numa sala de cinema e ri-me do primeiro ao último minuto. Se cada minuto tem sessenta segundos, em todos eles houve surpresa, choque e o reconhecer de um génio, não apenas criativo e polémico, mas também um brilhante actor. Isto sim, é sétima arte.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Gwyneth Paltrow

Simplesmente adoro-a. O desempenho em Plath, na pele da escritora Sylvia Plath é fabuloso.

Fica o seu site, cheio de coisas úteis: Goop.



sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vício cinéfilo

Há muito tempo que não escrevo sobre um dos meus maiores vícios de sempre: o cinema. O que não equivale a que não gaste compulsivamente o meu tempo dentro de uma sala partilhada com outras pessoas, a fim de visionar uma boa fita. Por semana, chegam, por vezes, a ser dois filmes, os que me levam a uma sala de cinema. De louvar a iniciativa das salas Lusomundo, que nos dão um bilhete grátis, na compra de outro. Em tempo de crise, as promoções são significativas, de forma a podermos manter certos vícios.


Do melhor que vi nos últimos tempos, são estes os que mais me marcaram, os que guardarei na memória do que me faz pensar.
























segunda-feira, 20 de abril de 2009

Marley & Me







A dog has no use for fancy cars, big homes, or designer clothes. A water log stick will do just fine. A dog doesn't care if your rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he'll give you his. How many people can you say that about? How many people can make you feel rare and pure and special? How many people can make you feel extraordinary?













Desenganem-se os que pensam que Marley & Me é "apenas uma comédia", ou "mais uma comédia". Não é apenas nem mais uma. Desenganem-se aqueles que pensam que o melhor deste filme é arrancar umas boas gargalhadas às custas de todo o Inferno causado pelo Marley aos donos. O "pior cão do mundo", ou "cão em saldos", como eles próprios o designaram, é portador de toda a desgraça inconveniente no pior lugar e na pior altura. Tudo isto acontece durante o filme e certo é que a gargalhada fácil surge, tal como o reconhecimento de uma relação e de uma vida que gira em redor de sonhos e planos por cumprir e realizar, tal como na casa e na vida de todos nós. Desenganem-se os que julgam que o Marley é especial, um cão especial, um cão excepcional, um amigo sem igual.

O Marley é apenas uma peça de um puzzle por vezes complicado, por vezes delicioso, ora fácil, ora infernal, chamado vida e, muito particularmente, este Marley lembrou-me todo o amor que senti e sinto e sempre irei sentir pelo meu "melhor/pior cão do mundo". O Marley lembrou-me que todos os cães são especiais e excepcionais e parte fundamental da nossa vida quando os amamos, pois são da família.

Para além de não ser apenas uma comédia, este filme obedece a um rigor de ternura inigualável, pois não é apenas um filme sobre cães ou apenas uma comédia, como disse no início. Eu nem sequer gosto de filmes com cães, acho-os sempre um exercício de ridicularização do animal em si.

É um retrato de toda a saudade e amor que um ser humano é capaz de sentir por um companheiro de quatro patas. É a demonstração inquestionável que existem laços fortíssimos entre um homem e um cão e a prova de que as relações interpessoais são sobrevalorizadas.

Acima de tudo, este filme fez-me lembrar porque gosto tanto de cães, porque sou "a dog person". Lembrou-me todos os motivos pelos quais sonho ainda em ter um cão e toda a vontade do mundo de ir buscar um cachorro e ensiná-lo, mas também, porque tenho tanta relutância em voltar a ter um, e não me refiro à destruição da mobília da casa.


Mais não digo.

O filme é excelente. Desenganei-me bastante com este Marley & Me. E fartei-me de chorar.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Slumdog Millionaire

Aviso: isto não é bem um post a falar deste filme.
Confesso que tinha uma grande expectativa relativamente a este filme. O que é que Danny Boyle teria feito desta vez para levar os senhores da Academia de Hollywood a atribuir-lhe um óscar? Não o ganhou com Trainspotting, quando na minha modesta opinião, o podia ter feito, uma vez que continuo a considerá-lo o seu melhor filme.
Confesso que apesar de ter gostado relativamente do filme, considero-o um filme menor de Danny Boyle. Comparativamente aos outros nomeados para este ano, The Curious Case of Benjamin Button "abriu-me mais a pestana". Não se trata de discutir qual o melhor ou pior pois são filmes diferentes. Em certa medida, e na minha óptica, o Button foi melhor e mais feliz no seu propósito. Apenas sei o que me tocou mais, o que me emocionou mais, o que me fez vibrar mais. A história de encantar de Button conquistou-me, num tempo em que preciso de histórias de encantar, como aquelas que já não se fazem no cinema do séc.XXI.
Após tantas considerações e confissões (sem ter falado no filme em si), reconheço que gostei medianamente do filme; tal como em contraposição às histórias de encantar, também gosto das histórias do mundo real. Sempre tive um fascínio enorme pela Índia, e apesar de ter sentido um amargo de boca, esse fascínio não foi beliscado. Sabia de antemão para o que ía. São estas histórias que fazem o cinema contemporâneo e isto leva-me a um outro filme que, na mesma base que este Slumdog Millionaire, fala-nos da tragédia e da miséria humana de um povo. Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, é um filme merecedor de todos os prémios quantos pudessem haver, e nem por isso os ganhou.
Há filmes como Slumdog Millionaire, que nos fazem rir e emocionam-nos pelo lado bonito e justo de tudo estar bem quando acaba bem, fruto de um destino que escreve-nos a vida certa nas linhas mais tortas e depois há filmes como Cidade de Deus, que são filmes que nos ficam gravados pela real beleza que não se basta a um destino feliz, a um ganhar a lotaria, a uma vida forçada e finais de dança à desenho animado indiano. A história, a dada altura, tal como num mau livro, faz-nos antever o desfecho, em artes de previsibilidade sonolenta. "Vá, ganha lá o prémio e fica lá com a gaja para irmos para casa" pensa-se a dada altura. E nem sequer existe um mínimo pormenor que nos faça pestanejar. No entanto, é um filme engraçado.
Cidade de Deus é um filme maior, que nos dá a vida como ela realmente é, que nos faz verter lágrimas e soltar gargalhadas genuínas, não nos conta a história de anos do menino coitadinho e ignorante que fica com o dinheiro e a miúda gira no final em segundos. É uma história de luta, algo que se nos remexe as entranhas, digna de ser lembrada, pois essa sim, é a história sobre um ideal que não mistura destino e desgraça, sofrimento e dança, como se tudo aquilo afinal não tivesse passado de uma manobra triste de entretenimento.



terça-feira, 24 de março de 2009

The Watchmen





Rorschach's Journal. November 12th, 1985: Dog carcass in alley this morning, tire tread on burst stomach. This city is afraid of me. I have seen its true face. The streets are extended gutters and the gutters are full of blood and when the drains finally scab over, all the vermin will drown. The accumulated filth of all their sex and murder will foam up about their waists and all the whores and politicians will look up and shout "Save us!"... and I'll whisper "no."











Um filme que considerei não ver devido a todas as circunstâncias e mais algumas, mas uma fã confessada da série Smallville, e depois de O Cavaleiro das Trevas, deixei o meu cepticismo completamente para trás no que concerne a filmes sobre super-heróis. Isto não são apenas filmes sobre super-heróis. Isto é ficção da melhor qualidade, passada sublimemente para o grande ecran. Ainda me sinto esmagada com o poder deste filme.

A banda sonora é irrepreensível e o genérico do filme fez-me pensar que só aquilo já valia o dinheiro do bilhete. A cena do assassinato do Comediante confirmou aquilo que viria a pensar no final de mais de duas horas e meia de filme: que cada segundo e cada minuto seriam saboreados como algo de precioso, digno de ser visto outra e outra vez. Em suma, soube a pouco como só as grandes obras são capazes de fazer sentir este mal estar com um relógio demasiado apressado.

Apenas e não somente isso: poderoso.

Aqui uma das melhores críticas sobre o filme. Aqui, o trailer.
















segunda-feira, 23 de março de 2009

Best Comedy EVER!






... e mais digo: o trailer não faz minimamente jus ao filme.



Brutal. Só mesmo visto, porque contado... quando pensamos que nada daquilo pode acontecer, acontece mesmo. Crescer é por vezes muito, mas muito aborrecido, e este filme lembra-nos isso mesmo.




terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Hey Vicky Hey!...




Vicky and Cristina decided to spend the summer in Barcelona.

Vicky was completing her master's in Catalan Identity, which she had become interested in through her great affection for the architecture of Gaudí.
Cristina, who spent the last six months writing, directing, and acting in a 12-minute film which she then hated, had just broken up with yet another boyfriend and longed for a change of scenery.

Everything fell into place when a distant relative of Vicky's family who lived in Barcelona offered to put both girls up for July and August. The two best friends had been close since college and shared the same tastes and opinions on most matters, yet when it came to the subject of love, it would be hard to find two more dissimilar viewpoints. Vicky had no tolerance for pain and no lust for combat. She was grounded and realistic. Her requirements in a man were seriousness and stability. She had become engaged to Doug because he was decent and successful and understood the beauty of commitment.
Cristina, on the other hand, expected something very different out of love. She had reluctantly accepted suffering as an inevitable component of deep passion, and was resigned to putting her feelings at risk. If you asked her what it was she was gambling her emotions on to win, she would not have been able to say. She knew what she didn't want, however, and that was exactly what Vicky valued above all else.






Vicky Cristina Barcelona. Ambas na imagem. A Vicky protagonizada por Rebecca Hall, a Cristina, pela Scarlett Johansson. A Penélope Cruz é a ex-mulher louca suicida (Maria Elena) do artista protagonizado por Javier Bardem. Eu teria preferido um Benicio del Toro como pintor excêntrico e uma Kirsten Dunst como Cristina, mas assim também está bom. A Scarlett surge bastante atraente na tela, embora não me tenha convencido como figura sonhadora emocionalmente instável, e os olhos do Javier não são marotos q.b. para o homem apaixonado que se sugere, mas ambos cumprem o seu papel. Este último filme de Woody Allen não será tão bom como o recente Match Point, mas diverte e fala de uma outra forma de vida muito pouco retratada no cinema. É curioso ver como os americanos vivem vidas e relações sensaboronas e esta é, de facto, uma abordagem diferente sobre um mundo sexualmente clandestino de que todos temos conhecimento. Excêntrico para uns, natural para outros, diferente ou ainda louco para a grande maioria da sociedade, que se alimenta das premissas socialmente estabelecidas, de acordo com um convencionalismo que vai de encontro à monogamia, como único meio para alcançar e viver um amor verdadeiro.
Opiniões e vivências à parte, alguns poderão escandalizar-se mais do que outros, tendo por base e ponto assente nos seus (pre)conceitos do que é o Amor, o Sexo e as relações entre seres humanos. Pessoalmente, diverti-me imenso e o filme não me chocou.
Tendo consciência de que tenho muito mais de Cristina do que de Vicky (risos), estas duas personagens intrigaram-me, as suas vidas, a forma como achei que um Verão em Barcelona iria alterar por completo o decurso das suas vidas e no fim, muito naturalmente, a história acaba por tomar contornos feitos de uma realidade assustadora, como uma circunferência que perfaz os 360º e um ciclo que se fecha sobre si mesmo. Este filme lembrou-me imenso a mim própria há uns anos atrás, as minhas histórias, as dos meus amigos, de vidas clandestinas e excêntricas e muito pouco convencionais, e de muito precisamente, de formas de estar na vida que acabam por se complementar em todas as suas diferenças paradoxais.
O que se segue, tem já, três anos e foi retirado do antigo Psicologias da Treta.


porque é que os homens gostam de mulheres com iniciativa mas acham-nas umas putas?

(...)
Refiro-me àquelas que sabem o que querem, quando querem, onde querem e porque querem. As tais "putas". Com ou sem aspas. Obviamente, insiro-me nesse grupo das mulheres com iniciativa, que a tanto macho latino faz espécie, umas depravadas, apenas porque se recusam a jogos. Não cedo aos jogos do "se lhe fizer sexo oral na primeira vez ele pensa que sou fácil"... seja!
Não cedo aos jogos de "não o beijo, deixo que ele avance" ou "ele que ligue, há-de sofrer porque não o faço"... o que acontece? Os desgraçados sofrem sem saber o que fazer. Normalmente avanço se me interessa. Ligo. Beijo. Mordo, se possível. Até ao momento solene do altar, muita água corre, e é nesse percurso que me encontro. É aí que temos de saber o que valemos, o que queremos, o que procuramos. Hoje em dia, existe uma geração confundida e confusa pelas patacuadas em que fomos todos educados, os preceitos e brandos costumes. O peso da má língua e o peso que nós próprios lhes damos. Aquilo que somos e aquilo que os outros pensam de nós, que afecta comportamentos mais ou menos cuidados. Ou seja, aquilo que queremos que os outros pensem. A arma duma mulher assim, desprotegida pela ausência de cautelas ou receios motivados pelas más línguas é precisamente a ausência de medo.
Não há a perder, apenas a ganhar quando não se finge aquilo que não se é. Assumir o que se quer, do que se gosta. Quer na cama, quer na mesa da cozinha, no cinema e no bar ou biblioteca. Mulheres que lêem Anais Nin, Charles Bukowski ou Boris Vian não podem ser "boas mulheres"... mulheres que assumem que gostam de sexo são umas loucas, só pode! Mulheres que comem e bebem desalmadamente, que fumam, não pensam no amanhã... mas são mulheres que normalmente não têm aversão a outras mulheres, têm muitas e boas amigas e não se perdem a criticar, a julgar "a vida da outra"em conversas de café. Normalmente, as "santas" são as coitadinhas que se encolhem no seu cantinho, numa postura assumidamente "tímida", de quem tem muito pouco a dizer. E desconfiam das outras, mazonas e absurdas, tão hilariantes e voluntariosas, com tanto a dizer, tanto a inventar...
Se há as que são putas (salvo seja), há a concorrência, manifestamente composta por raparigas "de bem", "de família", que não vão a um concerto, que não bebem em público, que não saltam, não se divertem, não nada. Apenas na preocupação e consideração e zelo do bem estar do "querido" ou ente amado. Coram se alguma sua semelhante diz "uma palavra malcriada" (tipo foda-se) porque acham que em determinado estágio das nossas vidas, já nos deveríamos ter deixado disso. Em suma, parecem as Virgens Marias. As tais muito giras e boas, as tais que se fazem "difíceis", que criticam a podridão que vai na alma pecadora de cada uma das outras, que se dão ares de importância desmedida.
Tipo Carolina do Mónaco.
Não falo de cor. Quantos casos conheço, quantos olhos tristes vejo por aí, os semblantes daqueles que se deixaram arrastar... que ainda hoje arrastam. Dragados pela ideia de virgindade e mulher difícil que rejeita o sexo como algo de natural, espontâneo e ao mesmo tempo, especial e único entre duas pessoas. O amor pode ter a ver. Ou não. Quantas vezes o amor surge depois...
São mulheres inteligentes, estas. Sabem como dominar o idiota que baba a cada passagem, a cada estremecer de lábios que lhes diz "hoje não, querido". São as verdadeiras dominadoras dos que vieram de Marte.
As outras? São umas tolas, umas tontas, que a maior parte das vezes levam mais a fama de loucas do que o proveito propriamente dito. Os homens têm mesmo um problema sério quando chega a hora de definir a mulher com quem sonham partilhar a vida, a cama, os sonhos e os filhos. Mulheres com passados demasiado extensos não são benvindas. Mulheres com demasiada experiência de vida têm erros demais. Mulheres com demasiados homens na sua história são... umas putas.
Tipo Stéphanie do Mónaco.

A ideia de "mulher direita" conseguiu prevalecer até hoje, muito embora "elas" fumem, usem calças e trabalhem "fora de casa". Os tempos mudaram, mas nem por isso as mentes de Marte chegaram ainda à Terra.
Por isso eu apelo ao macho latino que vive dentro de cada um de vós, homens, e mesmo que não assine por baixo, que pense um pouco na questão, que faça uma breve observação à mulher que tem em casa, ou em mira, ou na mente ou no coração neste momento e que me diga porque é que afinal as ditas "virgens" levam a vantagem às tais "putas". Porque é que os discursos que têm com as amigas intelectuais e giras, não coincide com o discurso que usam na sua vida pessoal e intransmissível? Porque é que gostam de se deixar levar apenas porque uma noite de prazer lhes foi negada? Qual o critério de pureza nessa atitude de negação e abstinência se não passa de pureza fria e maquiavélica que cumpre o objectivo de os deixar doidos?




domingo, 15 de fevereiro de 2009

Isto Sim É Sétima Arte


Não sou grande fã de comédias. Acaba por ser estranho em si, pelo facto de ser uma pessoa de riso fácil, mas a verdade é que não gosto de comédias, e se for pensar nas comédias da minha vida, elas cabem-me nas palmas das mãos. O que de si já não é mau.
Penso que é mesmo o género mais difícil de agradar, de interpretar, de fazer.

Um mau drama passa despercebido, mas uma má comédia nunca passa.

Nunca apreciei muito os Monty Phyton, ao contrário de quase toda a gente que conheço, e não faço daquilo enciclopédia do humor ou referência no que implica uma boa gargalhada. Não interfere no meu sistema nervoso de riso. Até mesmo os Gato Fedorento (de que gosto muito), têm sketches que não me fazem sorrir sequer, ou porque são demasiado nonsense, ou demasiado pretensiosos, ou demasiado qualquer coisa e quando assim é, a aplicar em demasia, é como um prato que levou demasiado sal ou pimenta ou picante.

A comédia é, efectivamente, uma fórmula difícil de obter e deve alcançar o maior número possível de pessoas, senão seria uma private joke.

Não sei definir ao certo o que é que me faz rir ou qual o meu "tipo de humor", e muitos dos que vou referir nem estarão etiquetados como comédias, mas foram os filmes que mais me fizeram rir até hoje. Não se pode comparar um Jack Black a um Woody Allen, ou um Emir Kusturica a um Wes Anderson, mas todos são incomparáveis e todos me fizeram rir.



Aleatoriamente, são estes os da minha hilariante eleição. Sem ordem de preferência ou de chegada. Muito do que depende uma boa gargalhada depende da altura da nossa vida em que vemos determinado filme. Não necessariamente do estado de espírito, mas, acima de tudo, a capacidade de nos vermos em cada um daqueles papéis.





The Darjeeling Limited (2007), de Wes Anderson





Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (2006), de Larry Charles





Little Miss Sunshine (2006), de Jonathan Dayton/Valerie Faris





The Big Lebowski (1998), de Joel Coen/Ethan Coen





Nacho Libre (2006), de Jared Hess





The Big White (2005), de Mark Mylod




Shrek (2001), de Andrew Adamson/Vicky Jenson





Delicatessen (1991), de Marc Caro/Jean-Pierre Jeunet




Zoolander (2001), de Ben Stiller





High Fidelity (2000), de Stephen Frears





Crna macka, beli macor aka Gato Preto Gato Branco(1998), de Emir Kusturica




Mujeres al borde de un ataque de nervios (1988), de Pedro Almodóvar






Everything You Always Wanted to Know About Sex (1972), de Woody Allen

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

Expresso

Publico.pt Última Hora

Visão

Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...