::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Sapatilhas não tem convicções políticas (nem bom gosto para comprar sapatos)



A pergunta impõe-se: mas que merda de sapatos são estes?!?!?
É que até em 1986, já se tinha alguma noção de estilo, não?? De fato e gravata com ténis?? Destes??
É o típico provinciano caído nas lojinhas chic da Avenida da Liberdade, como forma de se afirmar. Eu não sou de julgar as pessoas pelo aspecto, e se fosse outro qualquer, não faria post disto, mas este gajo merece.

Segue-se o artigo de Mário Crespo.
Eu assino por baixo.



É invulgar (provavelmente é inédito) um governo tentar iniciar o seu mandato propondo coligações a toda a Oposição. A todos. Em conjunto. Não achar isto absurdo é consentir em passar a um José Sócrates, que agora é não só socialista mas também social-democrata, cristão-democrata, marxista e trotskista uma autorização legislativa para decretar o fim da política. E o fim da política é o início da ditadura.

Esta não foi uma proposta de diálogos. Foi uma cilada de silêncios futuros. Foi tentar o fim do contraditório sob uma capa de mansidão ecuménica anestesiante. Ao atrever-se a propor isto, Sócrates mostrou que para ele a ideologia e a doutrina, se alguma vez existiram, agora acabaram. Tanto lhe faz governar com Bloco de Esquerda ou com CDS-PP. Separados ou ao mesmo tempo. Abriu-se a tudo. O que lhe interessa é estar onde está. A todo o custo. Indo procurar governabilidade serôdia nos offshores das artimanhas políticas e nas zonas francas da incoerência. Mas os portugueses não escolherem o seu regime nos saldos num Freeport de conveniências políticas.

A democracia portuguesa não pode ser uma zona franca de oportunismos baratos. Quem votou PCP não quer ser governado por Manuela Ferreira Leite através de Sócrates. Quem votou Paulo Portas é porque não quer Francisco Louçã a marcar (ainda mais) a agenda do Partido Socialista. Achar que faz algum sentido propor simultaneamente a Francisco Louçã e a Paulo Portas uma parceria governativa é aceitar-se que a democracia, tal como a entendemos e definimos na Constituição da República, deixa de ter qualquer significado. Sócrates, nesta pestanejante dança nupcial em redor de todos os partidos, propôs uma extraordinária rebaldaria a cinco que choca os mais imaginativos e tolerantes libertinos. Isto seria uma versão em opereta política das Noivas de Santo António. Achar natural que o secretário-geral do Partido Socialista queira coligar-se ao mesmo tempo com Jerónimo de Sousa e Manuela Ferreira Leite é aceitar o fim da Segunda República e resignarmo-nos ao advento da Era do Híbrido.

A natureza há milénios que nos alerta para a infertilidade dos híbridos. Este monstruoso eunuco ideológico acrítico e abúlico que Sócrates queria como modelo para Portugal no Século XXI, se tivesse sido aceite, negaria tudo aquilo em que assenta a nossa liberdade e a nossa identidade. Abdicaríamos, de facto e de jure, da existência política. Felizmente, o país não se esgota em Sócrates. O resto dos líderes eleitos mandaram-no dar uma volta e passar mais pela Assembleia da República porque, quer ele queira quer não, o povo ainda é quem mais ordena.

Para memória futura, é importante reter que esta proposta de Sócrates denota uma disposição para continuar a deriva totalitária das autorizações legislativas passadas em branco que tiveram como resultado tapar a margem do Tejo com contentores, silenciar as vozes críticas nos média, lançar o caos entre professores e magistrados e pôr portugueses a nascer em Espanha. Também para memória futura convém deixar esta pergunta no ar: que seria deste Portugal sem chefia do Estado se toda a Assembleia da República tivesse caído no enlace maldito que Sócrates tentou?

in Jornal de Notícias on-line
19-10-2009
Por: Mário Crespo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Descubra as diferenças Especial Autárquicas 2009

[post em construção]



































Numa noite em que todos ganharam, Rui Rio foi o grande vencedor. Ah, e o Benfica também.
Felgueiras esteve muito, muito bem - a cidade, claro - em correr com a outra Felgueiras.
Já Oeiras e Gondomar não estiveram assim tão bem. Moita Flores deveria ter sido o candidato do PSD para Oeiras - ganhava aquilo, de certeza.
Pedro Santana Lopes foi um beautiful loser - o homem tem estilo. Saber perder não é para todos.
Morreu um homem em Mondim de Basto - o autor do tiroteio era do PS.
António Costa é um vendido e a malta do Bloco de Esquerda começa a demonstrar aquilo que é: gente sem escrúpulos, oportunistas, vira-casacas.
Ainda bem que não sou lisboeta.
José Miguel Júdice esteve muito bem em todo o processo.
Pedro Passos Coelho foi eleito para a Assembleia Municipal de Vila Real (?)
Sócrates diz que ganhou, mas daqui a uns meses é capaz de estar desempregado.
Ferreira Leite diz que ganhou, mas daqui a uns meses é capaz de abdicar do lugar de líder.
Os comentadores não dizem nada de jeito.
O Alentejo já não é assim tão moscovita como antigamente.
Macário deixa Tavira nas mãos dos socialistas.
Ponte de Lima é CDS-PP.
Salvaterra de Magos é Bloco de Esquerda - vivam os rodeos!

Num país onde pessoas como Isaltino e Loureiro ganham eleições, algo de muito errado se passa.
Vou ler Nietzsche e pensar que isto não passa duma brincadeira de mau gosto.

E amanhã é segunda-feira, é dia de trabalho.




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sábado, 10 de outubro de 2009

Gajas ao Poder!

Não deve ser por acaso que a GRANDE maioria de candidatos à presidência das Juntas de Freguesia da cidade de Ponta Delgada se faz no feminino... vejamos:





Gosto particularmente do penteado destas duas senhoras. Questiono-me sempre por que razão as mulheres do Bloco de Esquerda e do PCP têm penteados "esquisitos" (sim, a Joana Amaral Dias é a excepção).












O PS apostou em força nas mulheres...





Esta moça parece prima do Conde Drácula... aquela cruz ao pescoço é muito "gótica". CDS-PP... quem diria?...




Berta Cabral é actualmente a Presidente da Câmara Municipal.







O senhor que se segue, é um dos poucos candidatos (homens, machos, gajos).
É do CDS-PP e deve ser um homem de muita coragem.
Diz que quer "Imortalizar com Visão"... uma espécie de viver para sempre, e actualizado... assim como uma pecinha de roupa ou jóia vintage, velhinha, mas sempre fashion (o slogan deve ter tido uma ajudinha do Paulo Portas, esse grande animal político).





Daqui a uns anos, será de pensar num dentinho de ouro ou assim... se for eleito...



Como disse no início, não deve ser por acaso que a grande maioria dos candidatos são mulheres... é que com homens deste calibre, é evidente que as mulheres dedicam-se mais à política, atraídas pelo charme dos açorianos.

Toma lá ó Alberto João Jardim! Que ainda não chegámos à Madeira!




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Coligação vs acordo coligatório



Acordo "coligatório"? Que é isso??? Ãh?????

O que mais me diverte é pensar que provavelmente é António Costa quem irá ganhar em Lisboa. Já nada me surpreende, vindo deste povinho de merda pseudo-inteligente e pseudo-moderno para quem a esquerda encapotada serve perfeitamente, nem que seja às custas do próprio bolso. "Viva a Esquerda em Portugal"!

Caso mesmo para dizer "Bibó Porto carago!" que esses ao menos não vão na conversa de bimbalhona da Elisa Ferreira, para quem qualquer tacho é um bom tacho. Provavelmente irá acabar por comer na "gamela" de Bruxelas.
























O desenho foi retirado daqui.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Quando for grande, quero ser Presidente da República Portuguesa"





Declarações do PR "for dummies":


O Presidente da República levou um ultimato do Partido Socialista em Agosto (por Vitalino Canas e José Junqueiro), para que se pronunciasse sobre o caso das escutas. O homem estava de férias nessa bela nação que é o Algarve e não gostou das merdices vindas de Lisboa (esta agora foi à la Alberto João Jardim). Com esse ultimato, o PS tentou condicionar o PR; o PS quis colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções das questões importantes da campanha eleitoral e da má governação socialista, já para não falar das alegadas acusações a Sócrates no caso Freeport, entre outras polémicas degradantes que envolvem a figura do Primeiro-Ministro.
O busílis da questão é o facto de um e-mail de há 17 meses ter sido tornado público a uma semana das eleições, o que obviamente prejudicou a imagem do Presidente da República e a candidatura eleitoral do PSD.




Gostei particularmente do algarvio mar'fado a dizer "Madêra" referindo-se à ilha da Madeira, essa mui nobre Região Autónoma. Foi lindo, foi o que mais gostei na declaração do Presidente, já que o resto deu-me uma azia dos Diabos.




Ora toda a gente sabe que Cavaco Silva é um péssimo político e Manuela Ferreira Leite é ainda pior política que Cavaco. Toda a gente sabe que o PSD assiste-lhes como denominador comum, ainda que Cavaco se tenha esquecido disso. Toda a gente sabe que Sócrates é Primeiro-Ministro dum governo sem maioria absoluta e não convém nada incompatibilizar-se agora com Belém. A referida vulnerabilidade dos computadores confirmada pelos mais dignos técnicos nacionais (os únicos que podem atestar da veracidade deste facto referido pelo PR ontem à noite) não é maior que este Governo da treta do PS que aí vem.




Cavaco Silva deveria ter tomado uma atitude há muito mais tempo, não é vir agora com estes discursos encapuçados de recadinhos a Sócrates, de algarvio mar'fado que a mim não me convence. Afirma que foi "forçado". Eu corrijo: foi incapaz, o PR foi estupidamente incapaz, pois ao invés de dissolver a Assembleia e acabar duma vez com a palhaçada Sócrates e sus muchachos, denunciando o que se estava a passar, calou-se bem calado e acabou por demitir uma pessoa que era da sua maior confiança há mais de vinte anos. Cavaco Silva não tem direito a este tom ofendido, dizer que foi "forçado" a tomar medidas destas. A dizer o que disse ontem, já veio tarde e para dizer o que disse, deveria ter ficado calado. Por muito menos alarido, Sampaio dissolveu a Assembleia da República e fez a caminha a Pedro Santana Lopes. Na altura toda a gente se riu de PSL, e agora todos votam Sócrates que sai por cima de toda esta pseudo-telenovela que afinal não é telenovela nenhuma, é mesmo um filme de terror.


Ou acham que é por acaso que a "outra senhora" falava de "asfixia democrática"?




(andei à procura da declaração do PR no Youtube, mas não encontrei; fica este que também é giro, a única alegria que o PSD me dá é sempre pela voz deste senhor lol)



domingo, 27 de setembro de 2009

Politiquices asfixiadas

(alguns) títulos retirados do DN nesta noite de legislativas 2009:





Nuno da Câmara Pereira (PPM) "contente" mesmo sem eleição


PS habituado a governar, "e bem" em maioria relativa, Almeida Santos

Frasquilho diz que "país perdeu uma oportunidade"


Alegre defende diálogo "preferencialmente à esquerda”


Pires de Lima diz que CDS será "oposição clara" ao PS


Ana Gomes: vitória "particularmente saborosa" sobre "intrigalhada"


Fernando Rosas sublinha "maior crescimento da história do BE"


Marco António Costa apela ao fim do Cavaquismo


Marcelo diz que Ferreira Leite não deve sair


Entusiasmo quando vice-presidente garante CDS à frente da CDU


Mira Amaral diz que Ferreira Leite está "acabada politicamente"


Moita Flores lamenta que as suas declarações tenham sido ouvidas como insulto


CDS-PP deve manter "fidelidade" ao seu eleitorado, diz Ribeiro e Castro


PSD segura deputados por Coimbra e PS perde dois


Socialistas de Beja sublinham "maioria absoluta" no distrito


PS e PSD repartem os os deputados da Guarda tal como em 2005


PS vence legislativas, CDS surpreende com terceiro lugar


Luís Fazenda: BE "fez cair a arrogância do PS"


CDS destaca fim da maioria absoluta e subida do CDS


PSD recebe em silêncio projecções de resultados


País condenou campanha de Ferreira Leite, Alexandre Relvas e Pacheco Pereira, diz Manuel Pinho


CDU destaca fim da maioria absoluta


Vitória "clara e inequívoca" do PS sobre pessimismo


Abstenção entre os 38 e os 43 por cento
 
 
Agora... aquilo que EU acho:

- que os portugueses estão-se bem a (passo a expressão) cagar para quem governa "isto".
- que o sr. Sócrates está a engendrar maneira de ter uma coligação com algum partido (CDS-PP?).
- que o sr. Louçã não vai fazer governo nenhum com o PS e não, o BE não ganhou nada.
- que o CDS-PP esteve muito bem nos seus resultados.
- que Paulo Portas é um grande político, o mais carismático (mas eu não votei nele porque não confio NADA nele e espero que não vá em cantigas socialistas).

- que o PSD daqui a uns meses (poucos) faz um congresso e elege novo líder (e faz muito bem).
- que o sr Alberto João Jardim tem muita razão nas coisas que diz (em quase tudo).
- que a sra Ana Gomes só diz asneiras e não percebe NADA de política.
- que este Governo não se vai aguentar à bronca nem por dois anos.
- que o sr Cavaco Silva tem sido um péssimo Presidente da República.

Em suma, é apenas mais do mesmo e o povo será sempre o povo, e com um povo destes, não podemos ter um Governo melhor ou melhores políticos.
Não concordo com estes níveis de abstenção; acho mau, vergonhoso, péssimo para a nossa democracia, não confere legitimidade nenhuma para quem vai governar, e muito menos a quem sempre "fala mal" mas não põe lá os pés para poder fazer a única coisa que está ao nosso alcance para poder mudar alguma coisa.






E amanhã é dia de trabalho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Legislativas 2009: I LOVE this game!

Em Guimarães, Paulo Portas envolveu-se numa acesa discussão com um cidadão anónimo.

Foi um dos momentos mais difíceis da campanha de Paulo Portas na rua: em Guimarães um homem travou-se de razões com o líder do CDS, por causa dos cortes no rendimento mínimo defendidos pelos centristas.

Logo nesse momento os responsáveis pela campanha do CDS desconfiaram do argumentário daquele cidadão que espontaneamente se tinha atravessado no caminho de Portas. "Cheira a PS", comentavam. Agora, o CDS diz que tem a prova: o mesmo homem aparece em fotos da arruada de José Sócrates em Guimarães, integrado na multidão que seguia o secretário-geral do PS, poucos passos atrás deste e da deputada socialista Sónia Fertuzinhos.

Agora, o CDS vem dizer que afinal se tratava de um apoiante do PS
"Bem me parecia que não era um espontâneo. Afinal, era um enviado especial do PS", disse Paulo Portas ao Expresso.
O caso passou-se na sexta-feira passada, durante uma arruada em Guimarães. O homem em causa criticava a proposta de Portas para cortar na verba do rendimento mínimo, defendendo que cada beneficiário recebe um valor muito baixo e que o Estado devia poupar noutras despesas. "Você não pode pedir que a opção de não trabalhar seja paga pelos outros. Se uma pessoa decide não trabalhar, é uma opção dela, não é da comunidade", argumentou Portas, já razoavelmente irritado ao fim de vários minutos de discussão.

 
in Expresso On-line
 
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Paulo Portas soma e segue.
(fotografia de João Pedro Miranda).


sábado, 19 de setembro de 2009

Resumo da semana e Psicologias de "Cara Lavada"




De entre tantas coisas que aconteceram nesta fantástica semana de regresso às aulas, retenho: o escândalo de quem escuta quem (PM escuta PR ou PR escuta PM?); o escândalo da avaliação do juíz Rui Teixeira (ah pensavam que eram só os professores a quem o PS queria "fazer a folha"??) sob a sombra da novela Casa Pia; a fantástica campanha eleitoral a decorrer entre calinadas da tia Manela ("Portugal não é uma província espanhola!") ou as constantes parvoíces do nosso Primeiro (ele é TGV vs aeroporto, ele é "todos os ministros vão ser substituídos", ele é "220 mil idosos que saíram da pobreza com 300 e tal euros por mês", etc), ou até mesmo a última do Louçã que contradisse toda a gente nos debates (só tiros no pé e na Mota-Engil) e élas!, não se mistura com as peixeiras nos mercados por querer fazer uma campanha séria (ahahahaha esta esquerda caviar portuguesa é do melhor), já para não falar da defesa do fim do subsídio de desemprego por parte do CDS-PP tal como o conhecemos em dinheirinho para passar a ser em géneros (e viva a lavoura!); o meu incessante e inefável estudo sobre doenças mentais (isto agora foi très personal); o regresso dos Gato Fedorento a esmiuçar os sufrágios, tudo regado com uma dose de humor que não nos deixa ir ao fundo.

O Psicologias da Treta volta de cara lavada, que é o mesmo que dizer que volta às suas origens de fundo preto. Lá ao fundo podem encontrar títulos interessantes, rss de jornais e um pequeno fórum da Men's Health, bem como os bons e novos blogs da minha lista de eleição.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esmiuçar os Sufrágios

Não foi um bocadinho forçada aquela cena do "Ricardo" para aqui e para ali? A do 6º apresentador mais (?) do mundo foi completamente ridícula mas a da Clara de Sousa foi mesmo incompreensível. Tirar proveito da situação?

Gostei da questão ao Portas que afinal há mais proveito em ser criminoso do que em ser polícia, pois ao mesmo tempo um criminoso pode concorrer à Assembleia da República e ser deputado. Amei. Foi a melhor pergunta. Boa Gato Fedorento!





sábado, 12 de setembro de 2009

Sócrates em debate: Sei O que Andas a Fazer Há 4 anos







O que esperar de um gajo que cita o Abel? Sim, Salazar para os esquecidos...
O que esperar dum gajo que prometeu tanto e na primeira hipótese aumentou tudo o que havia para aumentar?
O que esperar dum gajo que tem a credibilidade tão comprometida? Cujo apelido é Pinóquio?
O que esperar dum gajo que compra lutas com os professores e agora diz que foi uma falta de "delicadeza"? "Delicadeza"?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ó Tia Manela, num habia nexexidade...




Para fazer a folha ao Socas, ainda vá que não vá, insultar o homem nesta fase tão humilde e delicada da sua vivência política, agredi-lo e insinuar não!, afirmar que ele é responsável pelo ambiente de asfixia democrática e tal, com o caso das escutas no Palácio de Belém, ou mandar calar a outra Manela que é uma querida quando não se chateia... agora....




... dizer que a Madeira é um exemplo e tal e coiso da democracia em Portugal... não acho nada bem, Tia Manela, nada bem. Uma coisa é certa: todos no PSD fossem como ele e isso era ver acabar duma vez por todas com os pullovers em cima dos ombros. Ah pois era!
A legitimidade não está em causa, mas daí até ser um exemplo... grande tiro no pé! Pior que isso só se o mandatário para a juventude fosse o Pedro Granger. ahahahahaha ou algum gajo dos Morangos Com Açúcar... ahahahaha
Eu Worto já...

sábado, 5 de setembro de 2009

É esquisito, não é?







Não gosto do Primeiro-Ministro em funções, não oiço nada do que ele diz pois não acredito nas suas delicadezas, em NADA das suas afirmações, nem sequer no curso que tirou.


Acho que ainda posso acreditar no que eu quiser; não sendo uma insinuação, é uma afirmação que diz somente respeito à minha liberdade e escolha pessoal. Não vejo nem nunca vi o Jornal Nacional, pois não gosto da estação em si desde que abriu. Não sou socialista. Se fosse, não obedeceria com certeza a uma política de voto. Iria votar noutro qualquer, menos neste senhor José Sócrates e nos seus candidatos a deputados. Nunca este país foi tão enxovalhado, passando por cada um dos seus ministros e ilustres atitudes e afirmações, desde o senhor Almeida Santos, passando pelo senhor Mário Lino, ou até mesmo à figura triste do senhor Manuel Pinho em plena Assembleia da República, já para não falar da desgraçada figura de Maria de Lurdes Rodrigues. Tudo a pobre herança de Mário Soares e seus jogos fracos de bastidores. Dignificar a vida política desta forma e honrar a imagem de Portugal lá fora, assim, com este governo, é impossível. Quando um povo é privado da Liberdade de Expressão que o coloca na lista de países democráticos, então algo de muito esquisito se passa no nosso canto à beira-mar plantado.

Este senhor José Sócrates escamoteia a realidade com falsos cenários idílicos de um país das maravilhas que não é este; deixa à míngua quem mais trabalha pelo país e diz que estamos a sair da crise; compra lutas com médicos, enfermeiros, polícias, trabalhadores e sindicatos; comprou uma luta das grandes com os professores, agora compra uma luta com os jornalistas.

Há que lhe reconhecer a loucura corajosa de se lançar para a frente nestes debates televisivos para em todos sair perdedor. Tenta ganhar a simpatia dos que estão "à esquerda", mas até estes não o aceitam. Não existe esquerda ou direita, não existe simpatias ou delicadezas que comprem votos. Existe a REALIDADE em que todos querem uma mudança séria de um país que vive com medo.

Dia 27 eu não voto PS.


Descubra as diferenças XIII - "Ninguém Gosta de Mim! É uma injustiça!"






terça-feira, 12 de maio de 2009

Discursos com muitas "aspas"

Às vezes esqueço-me porque é que não gosto de determinados Blogs e determinadas opiniões, e regresso em breves visitas para me refrescar a memória. Foi o caso desta noite, em que fiz uma incursão algo demorada ao Abrupto de José Pacheco Pereira.

Então leio "pérolas" como a que se segue e lembro-me porque é que não gosto de determinados Blogs.




Nos blogues, que estão, desde a génese da blogosfera portuguesa, inclinados para uma direita ideológica herdeira, em muito mais do que imagina, do Independente e do PP de Portas e Monteiro (sim dos dois) prolifera uma atitude um pouco enjoada e nefelibata sobre o 25 de Abril. Muitos dos que a têm, até porque está na moda e as modas contam mais para certas gerações do que para outras, nasceram por volta de 1974, mais ano, menos ano e viveram sempre em liberdade. Esse enjoo enjoa-me também um pouco, porque o resultado final do 25 de Abril, não as suas vicissitudes de percurso, pode traduzir-se nesta verdade absoluta: eu posso escrever “o governo do engenheiro Sócrates é medíocre” e antes do 25 de Abril não podia. No fundo, é simples.

in http://abrupto.blogspot.com/



Se por um acaso o senhor José Pacheco Pereira passar por aqui, deixe-me que lhe diga que as pessoas vivem demasiado o passado neste país, para não terem de encarar o futuro. É apenas disso que estamos TODOS fartos e "enjoados", velhos e novos, mais à "Esquerda" ou mais à "Direita" (quem ainda acredita no conceito de Direita vs Esquerda são os comunistas ou mrpp's que agrediram o Gepeto no 1º de Maio, malta que vai ao Avante com t-shirts do Che Guevara e estudantes de 18 anos do Bloco de Esquerda). Avós, pais e filhos vivem "enjoados" com a conversa da treta do 25 de Abril, todos os anos que se lhe seguiram. Não foi mais do que um culminar óbvio de uma porção de coisas que tinham imperativamente de acabar numa Europa em evolução e, ainda por cima, foram mal solucionadas. Basta ler a História e as múltiplas governações que foram autênticas fraudes, um fiasco. De Soares a Cavaco, de Eanes a Spínola, de Guterres a Durão Barroso, todos diferentes, todos iguais. Todos muito "enjoativos".


Eu posso escrever que antes do 25 de Abril tivémos Liberdade, já que antes de Salazar tivémos Liberdade e posso escrever que 35 anos depois do 25 de Abril de '74, continuamos a ter pseudo-intelectuais agarrados a um século XX que não foi nada positivo, aos conceitos nobres do 25 de Abril, defendendo-os na teoria, mas nunca na prática. Muito sábios, cheios de "aspas" e "conhecimento de causa" no discurso, julgam que nos ensinam algo que por si, desconhecemos.
Recriminar jovens nascidos em '74, mais ano, menos ano, por querer algo de maior? Deveríamos quê? Bater no peito e agradecer três vezes? O seu discurso com demasiadas aspas insinua, à laia de quem cresceu num ambiente sem Liberdade, portanto nunca afirmando convictamente, que os jovens que já nasceram em Liberdade são uns "enjoados" felizardos! Permita que o corrija: não somos uns felizardos, vocês, os que nasceram durante o regime ditatorial é que foram uns infelizes, e precisaram do Golpe dos capitães de Abril para virem agora, todos de cravo ao peito, falar-nos do valor da Liberdade, ignorando tudo o resto, ignorando que Portugal deveria estar num outro sítio que não está, a um nível equiparado ao resto da Europa, pela mentalidade medíocre dos governantes dos últimos 35 anos, e não apenas de Sócrates.

Não é uma questão de "modas" Pacheco Pereira: é uma questão de futuro hipotecado e nós a arder neste país (literalmente) porque a sua "fantástica" geração tem muita retórica e pouco mais do que isso.

Mais do que "simples", eu diria que é triste. Sem aspas.
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domingo, 10 de maio de 2009

Descubra as diferenças VIII







Gepeto e Vital Moreira.



Com o alto patrocínio do Governo PS.





*Cortesia da JSD e de Bruno Nogueira.

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terça-feira, 17 de março de 2009

Jornalistas e ministros (e seus assessores)

No sempre fantástico We Have Kaos In The Garden


A polémica toda aqui.

(Talvez seja isto que Sócrates pretendia com o termo "choque tecnológico"... será? Eu estou chocada, é um facto, e tanto magalhães e tempo a mais entre mãos daqueles que deveriam governar, só podia dar nisto.)

Eu não sei deveras quem é o mais despropositado, descortês, obtuso e boçal: se o post, se o comentário, se a jornalista, se o ministro. Não sei quem foi ao mar e perdeu o lugar, quem chegou fora de horas e estava deslocado, quem é que fumou onde não devia e deixou de fumar entretanto (não foi num voo fretado??? Ah não, era mesmo num restaurante, desculpem).

Abstenho-me de todas estas matérias. Numa, sou bastante incisiva: quem lhes pagou a viagem fui eu. Eu e mais uns quantos milhões de portugueses.

Venderam-se mais uns magalhães cheios de erros (com certeza!), fez-se mais uma viagem, uns almocinhos e jantarinhos à maneirex, e tudo a comer com o patrocínio dos contribuintes.

Se depender de mim, para a próxima viagenzinha, fazem o belo do piquenique e comem no chão. Com formigas e tudo. Assim já podem ser todos amigos, sem lugar marcado e diz que disse e parvoíces e queixinhas à maneira da escola primária. "Sra professora, aquele menino bateu-me com o magalhães!!!!!!"






* senhores dirigentes da CGTP: ao invés de passearem pelas ruas da Avenida da Liberdade em Lisboa e depois dizerem "ah e tal, fomos 200 mil na rua", acordem para a realidade e tomem a Bastilha duma vez! Com o sr. Primeiro-Ministro em Cabo Verde e o sr. Presidente da República na Alemanha... era limpinho! Pensem nisso...

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Estado da Nação II: mulheres aka gajas aka censura

Censurem lá este agora.

... mas só depois de resolverem os processozinhos da malta que têm por aí pendentes. Ou o Carnaval tem privilégios acrescidos relativamente ao resto dos T.P.C.'s de V.ªs Exc.ªs, assim uma espécie de triagem de Manchester com direito a pulseirinha verde?


É grave que a celeridade seja feita de raios de um sol que só nasce para alguns, em actos que não servem o bem colectivo mas apenas os caprichos de mentes com muito pouco sentido de humor. Mais grave, com muito pouco sentido de democracia.

Foi em Torres Vedras, onde o Carnaval é mais português.








quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Ministra e o Cozinheiro





Dois temas chamaram a minha atenção na semana passada: uma ministra e um cozinheiro.

Todos vimos, de novo, mais de 100 mil professores na rua. Não é preciso dizer nada, bastaria ver a manifestação para se concluir que é urgente tomar medidas. Não é possível continuar na mesma: mesmo que os professores não tenham razão, algo necessita ser feito. Nenhum comentário crítico aos docentes resiste à demonstração de que o descontentamento atingiu grandes proporções: o conjunto dos professores andará por 140 mil, nada se fará nas escolas com tão grande oposição às políticas do Ministério da Educação (ME).
Escrevo no domingo 9, logo a seguir à manifestação. Confesso-me perplexo perante os comentários da ministra. Só os entendo como revelação pública de que não sabe o que se passa nas escolas, algo muito grave para o cargo que ocupa. Basta falar com professores em qualquer estabelecimento de ensino para sentir de imediato o mal-estar docente: quem ignora esse facto distorce a realidade. A avaliação não só introduz burocracia (não é verdade que se limita só a um formulário, este é apenas a primeira fase do processo), como também fomenta problemas interpessoais entre professores. Bastaria a injustiça do concurso para titulares (organizado a partir de uma avaliação que não teve em conta toda a carreira) para a pôr em causa, mas há mais: como há departamentos que englobam várias disciplinas, temos professores de Educação Musical, por exemplo, a avaliar colegas de Educação Física! A questão é: quem avalia quem. E, acima de tudo, há que dizer bem alto que a avaliação, embora necessária, nunca deveria ter sido uma prioridade: foi um erro tê-la tornado urgente, em vez de conquistar os professores para a mudança, dando-lhes melhores condições de trabalho para todas as dificuldades que enfrentam na sala de aula.
Outros comentários do ME são ainda mais surpreendentes: desde a frase que as manifestações são feitas para "intimidar" os colegas que apoiam o ME (não se vê onde estão...), até ao discurso paternalista sobre os estudantes, que "precisariam" de uma manifestação por ano, como se os nossos jovens não tivessem cabeça para pensar!
Em 16 de Março escrevi aqui, sob o título "E agora?": "... o impasse a que se chegou merece medidas concretas... como em qualquer conflito grave, é necessária uma mediação... se tudo continuar como até aqui, o clima escolar sofrerá progressiva deterioração..." Meses depois, é o que se vê. Esperemos que, quando me lerem agora, algo tenha mudado.
Saí da angústia da educação para me encantar com o jovem cozinheiro Jamie Oliver, o britânico "Ministro da Comida". Ao contrário da nossa ministra, que só fala com os conselhos executivos (CE) e com os sindicatos, Oliver fala com todos: pais, alunos, professores, fornecedores de alimentos. Vai com os estudantes comprar os ingredientes e ensina-os a cozinhar, demonstrando como comer bem pode dar prazer e não engordar. Tem lá a televisão e publica livros, pois claro: já todos perceberam que é através do learning by doing que se obtêm resultados. Oliver compreendeu que muitos ingleses não sabem cozinhar, ou intuiu que o individualismo e a pressa dos nossos dias conduzem à comida rápida e à falta de convívio outrora possível na preparação e na ingestão de uma refeição partilhada. Ao contrário do que muitos pensam, Oliver sustenta que a obesidade não está só ligada à pobreza, mas também se relaciona com o estilo de vida e com a falta de conhecimentos sobre os alimentos e a maneira de os utilizar: por isso e de uma forma prática, foi direito ao assunto, sem perder tempo com grelhas de avaliação.
Como eu gostaria que a nossa ministra, sem um séquito de assessores e com tempo, parasse nas escolas a ouvir os professores: escutaria então os protestos ordeiros de tantos "bons" professores que diz defender e ouviria também como o famigerado Estatuto do Aluno até impede que estudantes doentes possam fazer uma psicoterapia prolongada (essencial para o seu sucesso escolar!), porque a simples justificação da falta por parte do técnico de Saúde Mental esbarra com a burocracia do ME: e não nos salvam os CE, que dizem nada poder fazer, porque o ME não distingue faltas justificadas das injustificadas!
Ao que chegámos, nas nossas escolas.



Daniel Sampaio, in Pública

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