::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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terça-feira, 11 de maio de 2010

Da Hipocrisia...




Lembro-me sempre do triste episódio ocorrido numa Feira do Livro em Braga, aquando da apreensão dos livros que tinham na capa esta imagem de Courbet, sempre que alguma espécie de hipocrisia me chega aos ouvidos ou "bate à porta".

As pessoas falam de Educação, sem no entanto perceber muito bem afinal o que é o conceito de Educação. Apontam o dedo acusatório e atiram a primeira flecha sem que os contornos do pecado sejam muito claros, e em última instância, o "culpado" é sempre aquele que se limita a fazer o seu papel de agente da Educação, e nada mais do que isso. Tanto pais como professores erram nas suas funções; ninguém é perfeito e nada nestas palavras deve ser lido unilateralmente. O papel de professor não se finda na leccionação, tal como o papel de pai não se finda na gestão de afectos ou disciplina. Todos ensinam algo um pouco fora do seu âmbito. E é aqui que se entra em terreno perigoso.

Existem pais que exigem dos professores tudo aquilo que eles não lhes podem dar em casa; existem pais que apenas se lembram que são pais na altura em que (raras vezes) se dirigem à escola; existem pais que acham que educar um filho é somente alimentá-lo, vesti-lo, fazer-lhe uma festinha antes de se deitar e comprar-lhe as tretas que ele quiser. Concluindo, existem pais que se demitem da sua função de Educadores. Tal como os professores, a família tem um papel como agente da educação. A mais importante. O pai que falha como pai é sempre o que se dirige à escola para insultar o professor. Hoje em dia, infelizmente, é assim. Existem, contudo, professores que pensam que ser professor é usar do autoritarismo próprio de quem sabe que tem o poder, e fazer disso a sua melhor ferramenta no auxílio do processo ensino-aprendizagem; por outro lado, também existe o reverso da medalha: professores que deixam de ser professores, o veículo máximo de transmissão de conhecimento, para passar a ser o "melhor amigo" ou confidente, e imiscuem-se na vida dos alunos, sem pudor ou bom-senso.


Acredito (e isto é a minha opinião pessoal) que não cabe ao professor educar no âmbito da SEXUALIDADE, mas a ele cabe-lhe desmistificar alguns conceitos e promover acções informativas. Educar para os Afectos. Educar para o Respeito e promover a Igualdade entre raças e sexos. Não cabe ao professor catequizar (sorrisos) qualquer CONFISSÃO RELIGIOSA - vivemos num Estado Livre e Leigo, embora com fortes influências judaico-cristãs. Finalmente, não compete ao professor instigar pensamentos de cariz POLÍTICO aos seus alunos. Cada um, portanto, deverá ser LIVRE, usufruir da Liberdade que lhe é dada no Estado Português e definir o seu caminho, dentro da liberdade de escolha que lhe assiste, como Ser crítico, que teve a sorte de nascer num país ocidental que lhe confere plenos poderes para pensar, agir e sentir como bem lhe aprouver.


Os papéis subvertem-se quando pais fazem tristes figuras como as que aconteceram em Braga, e quando professores fazem tristes figuras como a da professora de História de Espinho. Tudo errado e tudo ao contrário, na minha perspectiva. Infelizmente, estamos ainda muito longe do caminho certo, em que Família e Escola deveriam ser entendidos como fundamentais nesse fantástico processo que é o da Educação. Vivemos o nacional-porreirismo da permissividade em que alguns pais "compram" os filhos com gadgets tecnológicos e, ou porque, não têm TEMPO para eles, bem como o do ensino para a mediocridade promovida por alguns professores, porque afinal não era bem aquilo que queriam ser e foram apar ao Ensino de pára-quedas. 

Afinal de contas, é muito mais "fixe" ser amigo do que ser pai ou professor. Pelo menos, agradar e ser complacente não dá tanto trabalho como ensinar.


Nota: no dia em que quase toda a nação portuguesa olhar para esta pintura de Courbet e conseguir ver mais do que uma "barbaridade", "obscenidade" ou "falta de princípios morais", e entendê-la como uma obra de Arte, talvez estejamos no caminho certo...



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vitória Vitória! Acabou-se a história!

Depois de ouvir os discursos da malta fina da política portuguesa que vai lá meter deputados na Assembleia da República, depois de ver os resultados oficiais, e depois de ver os números em comparação com a legislatura anterior, cheguei a esta conclusão:

Toda a gente GANHOU ontem à noite!
Há coisas fantásticas não há?

O único que perdeu deputados foi o PS, mas ainda assim ganhou com maioria relativa.

O Presidente da República, Cavaco Silva, ainda não disse nada. Está numa de fazer pirraça e piada. Aposto que agora vai dizer "eu disse que falava depois das eleições, mas não disse que eram estas, pois não??? ahahahah" Digam lá que o homem não tem sentido de humor...




Esta é, para mim, a imagem de eleição para estas legislativas 2009.
Fotografia de Paulo Novais, do líder do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Há as escolhas do Marcelo e depois há as escolhas do Povo...

Falemos a verdade pura e dura: nestas coisas de eleições, os portugueses vão lá pela cara dos candidatos.

Uns votam no Sócrates porque o homem até foi eleito o mais sexy pela revista não sei de quê, ou porque se veste numa loja qualquer da Avenida da Liberdade, porque é grisalho, porque se parece mesmo mesmo com aquele meu primo gay que é uma jóia de rapaz, porque até tem sentimentos, é boa pessoa ou "porque para vir outro pior, ao menos este a gente já conhece".

Outros votam na Manuela porque ela parece uma mulher séria, porque isto tem de mudar, um pouco à laia de comparação com a Clinton ou com a Merkel ou com a Tatcher, porque é uma "senhora", por causa da solidariedade feminina, porque "é amiga do Cavaco e Silva que foi tão bom Primeiro-Ministro" ou para ver o que acontece se mudarmos o género em São Bento. O obeso Soares Júnior chamou-lhe a "outra senhora".

Há aqueles que vão votar no Paulo Portas, mas não sabem bem se votem (por oposição a este), no Louçã, porque no fundo são os únicos que "dizem as verdades todas". Uma grande parte do povo está, portanto, indeciso entre um Partido de (quase) extrema Direita e um Partido de extrema Esquerda, a Esquerda Radical, como diz o sr. Sócrates. Eu não sei bem o que é isso de Esquerda Radical, mas como ainda sou um bocadinho jovem (geração pós 25 de Abril) sei, de antemão, que muitos dos votos indecisos da malta mais velha acabam todos por ir para o Paulo Portas ("que esses gajos do Bloco só fumam charros e tal, e ao menos o Paulo fala da lavoura e é o Portas sério!"), tal como sei que muita malta 18-35 vota no Bloco "porque é fixe". É de Esquerda. E toda a gente sabe que a malta de Esquerda é mais fixe.

Os que votam no camarada Jerónimo é porque sempre votaram PC, votam PC e sempre hão-de votar PC, independentemente de estar lá o Jerónimo ou não. A cara do candidato não interessa.

Os outros, na verdade, não interessam para o grande povo português, que desconfia sempre desses pequenos partidos feitos por pessoas de quem nunca se ouviu falar. Tentarei nos próximos dias, aprofundar o meu conhecimento desses pequenos partidos, que têm tanta legitimidade como os "grandes".

No fundo, a política é um pouco como no mundo do futebol: todos jogam na Primeira Divisão mas são sempre os mesmos a ganhar os títulos. Se respondermos a uma criança que ao invés de sermos do FC Porto, do SL Benfica ou do Sporting CP, que somos do Leixões ou da Naval, ela olhará para nós com desconfiança... pois...

Fica para já a escolha de Marcelo desta semana, cuja opinião sobre as alegadas escutas feitas à Presidência da República se assemelha bastante à minha. Numa palavra, ridículo.


RTP - AS ESCOLHAS DE MARCELO REBELO DE SOUSA

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

A nossa TV (Fernando Alvim)











Desde já devo desmistificar uma coisa: eu gosto do Fernando Alvim. Gosto do Alvim da rádio, da prova oral da Antena 3, do Alvim do ido Curto-Circuito, do Alvim em parelha com o Unas, do Alvim em entrevista a gajas boas como a Carla Matadinho, do Alvim do Blog (o link está lá em baixo, o Espero Bem Que Não). Gosto muito da voz do Alvim.

Por outro lado, não gosto do Alvim mediático, das festas, não gosto do sorriso falso do Alvim "para a fotografia". Mas isso sou eu e a minha má-língua, e o Alvim não se chateia nada com isso, até porque ele não me passa cartão nenhum. De qualquer forma, gosto imenso dele, acho que é um comunicador nato, sabe entrevistar pessoas sem as "atropelar", em jeito de conversa. É o protótipo da minha geração, do "gajo normal", "the boy next door", o rapaz igual a tantos outros que eu conheço mas que não têm um programa de rádio, os que cresceram a ver o Herman José em pose irreverente, nos idos anos dourados d'O Tal Canal, esse grande programa de humor português.

Como ele, Alvim, o Nuno Markl (se bem que o Markl tem uma genialidade superior à do Alvim, mas isto é a minha má-língua outra vez) e o Rui Unas.





Sobretudo, gosto imenso desta coisa que o Alvim fez chamada Speaky TV. Vejam a entrevista com Emídio Rangel. Vale a pena.



Não vi ainda o 5 Para a Meia-Noite com a apresentação de Fernando Alvim. Vi o programa na segunda-feira, mas... bem isso dá outro post.






quarta-feira, 10 de junho de 2009

"O problema da abstenção"

Pensamento do dia (este é mesmo meu):


Para resolver o problema da abstenção e da falta de consciência cívica aquando da ida às urnas dos portugueses, faz-se o seguinte: passa-se a votar às sextas-feiras e, quem for votar, tem justificação de falta para entregar no trabalho, apenas no período da manhã (ou da tarde).



Simples, não?




Fica a ideia.


terça-feira, 9 de junho de 2009

As Europeias + post da semana + o melhor vídeo do Tempo de Antena

Andei a Leste do Paraíso este fim-de-semana. Literalmente. Retiro idílico que me soube pela vida. Exerci o meu direito ao voto às 18.00 horas. Votei PSD e fui para casa rir-me com algumas das coisas que vi e ouvi. O engenheiro derrotado e o seu amigo Gepeto pseudo-comunista. Os discursos tão previsíveis. Um Paulo Portas emocionado. A histeria parva da JSD. O recado do Nuno Melo ao Vítor Constâncio. Pensar que se a Manelinha não põe as garras de fora voto no Bloco de Esquerda. Nada, mas nada me fez rir tanto como o post que roubei do Acatar e o vídeo que se segue, da autoria do PNR. Estamos neste federalismo europeu, estamos lá dentro, do mal o menos(...), e não vale a pena obedecer a Obama, Obama não é europeu, Turquia não é Europa... isto não é anti-constitucional?!? Mas quem é que vota nestes gajos?







O melhor das Eleições Europeias

Coisas bizarras dos noticiários das 13:

- A SIC exulta de alegria: "Não há incidentes a registar".
- Paulo Rangel atrasou-se e não apareceu nos resumos.
- Nuno Melo está com umas olheiras inacreditáveis.
- Louçã votou num stand de automóveis.
- Ferreira Leite riu-se.
- Paulo Portas deixou a voz de falsete em casa.
- Jerónimo de Sousa votou de boca aberta.
- Maria Cavaco Silva começou a votar antes de Cavaco e acabou depois dele.
- Cavaco Silva foi votar com uma gravata do Chapitô.
- Passa-se algo de estranho com o cabelo de Cavaco Silva.
- Maria Cavaco Silva foi de casaco vermelho a combinar com um vermelho diferente da mala a combinar com um vermelho diferente dos sapatos.
- A jornalista da SIC está a fazer o directo da secção de voto da Lapa, onde votou Cavaco, quando atrás de si passa José Pinto Coelho, líder do PNR. Ninguém lhe liga pevide.
- Sócrates não foi ao Fundão votar. E diz que agora vai ter com os filhos, mas tem pena de não poder ir ao cinema.
- A SIC foi à praia à procura de abstencionistas. Concluiu que não há muitos "porque a água está fria".
- A TVI foi à procura de abstencionistas no Algarve e a repórter concluiu que "estavam de férias".
- O país suspirou de alívio quando o tipo da SIC de Bragança diz que "não há incidentes em Bragança".
- Durão Barroso veio cá dizer que "foi em 1989 que caiu o Muro de Berlim e que foi em 1974 que tivemos democracia".
- Vital Moreira votou sem dar nenhum saltinho.
- Finalmente Paulo Rangel foi votar e aproveitou a deixa para dizer que "o tempo no Porto está bom".
- Ilda Figueiredo levou uma camisola dos chineses. Ninguém percebeu o que disse à saída.
- Notícia do dia: Populares bloquearam a secção de voto de Castanheira do Vouga "por causa do Magalhães e de outros computadores que não conseguem ligar à Internet e até a caixa do multibanco não liga" (diz o repórter da RTP). "As pessoas têm falta destes equipamentos, que hoje em dia são como o lápis e a borracha" (diz um popular). "A GNR visitou o local..." (diz a RTP). "A população está revoltada" (diz o presidente da câmara).
- A TVI diz que "o grosso" dos 375 milhões de europeus vota hoje. A minha parte do "grosso" vai agora depois do almoço.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O som do medo é o silêncio






O tema chama-se 'Sem Eira nem Beira', mas não há ninguém que não o conheça por 'Sr. Engenheiro'. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril. Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. Foi na Antena 3.

Os dados são avançados pela editora da banda, a Universal Music, que pagou a uma empresa para monitorizar três músicas do novo álbum, para saber exactamente quantas vezes foram tocadas. 'Quem É Quem', o primeiro single do disco, passou mais de uma centena de vezes. E 'Perfeito Vazio', o segundo single a ser lançado, foi o único tema a conseguir um lugar numa Lista A das playlists das rádios nacionais (a lista que obriga a que a música tenha em média quatro passagens diárias), com 136 passagens, só na Mega FM.

Zé Pedro, guitarrista dos Xutos, avança com surpresa: "Parece um complô contra o tema, ou uma espécie de exclusão por poder ferir susceptibilidades. Acho estranho. Parece-me que a música podia ter sido aproveitada como notícia e transformar-se num hipe de rádio", afirma. O músico diz manifestar-se contra o sistema de playlists, mas não critica nenhuma rádio por optar ou não por passar um tema dos Xutos. "Compreendo que, estando esta música a ferver, na boca de toda a gente, as direcções das rádios possam ter preferido não a passar por estar em cima da mesa como uma canção de contestação", adianta Zé Pedro, frisando que para os Xutos o sucesso da música é claro. Durante os concertos da banda, o tema é o que tem provocado maior vibração junto do público, aquele com que as pessoas mais se identificam, e a sua procura na Internet tem ultrapassado todas as expectativas. "Sentimo-nos compensados, portanto", afirma o guitarrista. A humorista Maria Rueff, que no seu programa "O Exame de Dona Rosete", na TSF, fez uma rábula com o tema, afiança que "é muito estranho a música não passar nas rádios", e considera pertinente que se investigue porquê.

Contactados pelo Expresso, os directores das maiores rádios nacionais refutam a ideia de qualquer tipo de censura, quer vinda do exterior quer criada internamente. António Mendes, director de programas da RFM, afirma que aquela é uma rádio musical que tem por objectivo tocar e fazer sucessos e que o boom do 'Sr. Engenheiro' nos jornais e televisões (recorde-se que o primeiro vídeo do tema passado pelo 'Jornal Nacional' da TVI foi para o ar a 15 de Abril) chegou a meio da fase de lançamento de "Perfeito Vazio". António Mendes adianta, no entanto, que a canção "se trata de um fenómeno político e não de um fenómeno popular". Nelson Cunha, director de programas da Mega FM, vai mais longe, explicando que a rádio "não está vocacionada para questões políticas, nem quer disso fazer bandeira. Os nossos princípios são de isenção musical e política".

José Marinho fala em nome da Antena 3, a única rádio que passou a canção portuguesa mais polémica da última década. "Não fazia sentido sermos a única rádio a tocar o tema. Fazê-lo isoladamente podia não ter bons resultados para nós, ainda por cima quando o tema ainda nem tem suporte vídeo", afirma. "Mas isso não significa que a canção esteja proscrita e que não venha a ser tocada num futuro próximo. Há três eleições a caminho e o tema é quente", conclui.

Também Pedro Abrunhosa, que em 1995 fez furor com 'Talvez F...", música que se transformou num hino anti-Cavaco (era então primeiro-ministro em final de mandato, tal como Sócrates agora), não quis comentar o assunto. Recorde-se que as improvisações do músico à letra da canção, substituindo o "e eu e tu o que é que vamos fazer", por "e eu e a Maria o que é que vamos fazer", não fizeram com que o tema fosse excluído das rádios.

domingo, 24 de maio de 2009

À bastonada






O outro vídeo "já era". Obviamente um momento destes, tão lindo, tinha de ficar registado. Fica a etiqueta "youtube".



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quarta-feira, 20 de maio de 2009

De génio e de louco...

Antes de mais, devo dizer que ainda não vi o vídeo da professora mais famosa do país, que está a fazer as delícias de quem gosta de falar mal dos professores, portanto não farei considerações sobre o tema. Pelo que sei, a dita senhora será punida pelos termos da Lei Portuguesa. A opinião da grande maioria dos professores com quem falei sobre isto referiu-se ao episódio como "triste", "vergonhoso" e "decadente". A opinião pública pelos vistos também, manda o senso comum que tais reparos dentro da sala de aula não ficam bem a ninguém, muito menos a uma docente. Até aqui tudo bem.

Penso que não é preciso ter um curso superior ou ser muito inteligente para perceber aquilo que até as crinças percebem (e explicam se lhes perguntarem): que os professores não são todos iguais. Melhor: os professores não são todos, nem sequer a maioria, uma cambada de maluquinhos. Estaríamos mal, muito mal.

Ora eu não posso aceitar que opiniões de pessoas supostamente bem formadas (nem vou às outras, as mal formadas e histéricas) sejam no sentido de caluniar esta classe, e pior, de desinformar aquilo que toda a gente sabe: que os professores, ao contrário do que se quer transmitir ultimamente, são incompetentes, pouco profissionais e desequilibrados!

Tenho lido muito disparate que traduzem, infelizmente, ou uma profunda ignorância perante a realidade escolar dos filhos, ou uma voz acarneirada em coro histérico com a ideia que este governo quer passar, a da descredibilização dos professores, tendo-os como bodes expiatórios e aproveitando episódios tristes como este, para fazer esse insulto global a todos os professores portugueses.


Muita gente já aqui me perguntou se sou psicóloga ou professora. Apenas sorrio e respondo que "de génio, de psicólogo, de professor e de louco, todos temos um pouco".



Mais abaixo, um texto excelente da autoria de Pedro Abrunhosa, que me foi enviado por correio electrónico. E apenas uma de muitas páginas principais dos abusos físicos e psicológicos que abalam concretamente a vida de alguns profissionais do ensino, os professores.










A contínua hostilização aos professores feita por este, e outros governos, vai acabar por levar cada vez mais pais a recorrer ao privado, mais caro e nem sempre tão bem equipado, mas com uma estabilidade garantida ao nível da conflitualidade laboral.

O problema é que esta tendência neo-liberal escamoteada da privatização do bem público, leva a uma abdicação por parte do estado do seu papel moderador entre, precisamente, essa conflitualidade laboral latente, transversal à actividade humana, a desmotivação de uma classe fundamental na construção de princípios e valores, e a formação pura e dura, desafectada de interesses particulares, de gerações articuladas no equilíbrio entre o saber e o ter.

O trabalho dos professores, desde há muito, vem sendo desacreditado pelas sucessivas tutelas, numa incompreensível espiral de má gestão que levará um dia a que os docentes sejam apenas administradores de horários e reprodutores de programas impostos cegamente.

(…)

O que eu gostaria de dizer é que o meu avô, pai do meu pai, era um modesto, mas, segundo rezam as estórias que cruzam gerações, muito bom professor e, sobretudo, um ser humano dotado de rara paciência e bonomia. Leccionava na província, nos anos 30 e 40, tarefa que não deveria ser fácil à altura: Salazar nunca considerou a educação uma prioridade e, muito menos, uma mais-valia, fora dos eixo Estoril-Lisboa, pelo que, para pessoas como o meu avô, dar aulas deveria ser algo entre o místico e o militante.

Pois nessa altura, em que os poucos alunos caminhavam uma, duas horas, descalços, chovesse ou nevasse, para assistir às aulas na vila mais próxima, em que o material escolar era uma lousa e uma pedaço de giz eternamente gasto, o meu avô retirava-se com toda a turma para o monte onde, entre o tojo e rosmaninho, lhes ensinava a posição dos astros, o movimento da terra, a forma variada das folhas, flores e árvores, a sagacidade da raposa ou a rapidez do lagarto. Tudo isto entrecortado por Camões, Eça e Aquilino.

Hoje, chamaríamos a isto ‘aula de campo’. E se as houvesse ainda, não sei a que alínea na avaliação docente corresponderia esta inusitada actividade. O meu avô nunca foi avaliado como deveria. Senão deveria pertencer ao escalão 18 da função pública, o máximo, claro, como aquele senhor Armando Vara que se reformou da CGD e não consta que tivesse tido anos de ‘trabalho de campo’. E o problema é que esta falta de seriedade do estado-novo no reconhecimento daqueles que sustentaram Portugal, é uma história que se repete interminavelmente até que alguém ponha cobro nas urnas a tais abusos de autoridade.

Perante José Sócrates somos todos um número: as polícias as multas que passam, os magistrados os processos que aviam, os professores as notas que dão e os alunos que passam. Os critérios de qualidade foram ultrapassados pelas estatísticas que interessa exibir em missas onde o primeiro-ministro debita e o poviléu absorve.
(…)

Pedro Abrunhosa

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ajustar contas






O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua,
diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca
teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores. Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e
Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em
contacto permanente uns com os outros.



Façamos contas:
Esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se estes enviarem a mais cinco dá 390.625... isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente
a campanha eleitoral dos Professores
contra o PS
Não votes PS




Não é de certeza absoluta o único motivo pelo qual não votarei PS, mas este, é um motivo bastante válido.



25 de Abril? Foi você que pediu?



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terça-feira, 12 de maio de 2009

Ainda o 1º de Maio















Estes mails que me enviam... comunas duma figa pá! ehehehe...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exploração Sexual












Certas coisas exasperam-me, tais como a inveja mal digerida no feminino, que se traduz de duas formas: uma delas, é a crítica descabida do corpo da outra. Aquela criticazinha venenosa, com uma pontinha de azedume muito verde, da língua viperina sobre qualquer aspecto menos favorável do corpo de um outro espécime do mesmo sexo, faz-me revirar os olhos.




Fica mal, mesmo muito mal, a uma tipa absurdamente obesa ou absurdamente feia ou absurdamente desproporcionada atacar ferozmente o "nariz torto da Rita Pereira", as "ancas largas da JLo", o cabelo "tratado - e vê-se logo que está cheio de químicos! - da Beyoncé" ou as "rugas (é que tá cheia de rugas!!) da Bárbara Guimarães". Isto, meus senhores, é pura inveja. Se transferida para uma amiga ou uma colega de trabalho, pior ainda. É a p... da má-língua a reinar.



A outra forma, é abordar o assunto indirectamente, pelo ataque gratuito à publicidade, alegando que se faz uso abusivo/exploração do corpo da mulher para fins publicitários. "Coitadinhas das raparigas, ali assim tão expostas a vender um produto qualquer, com as mamas e o rabo e tudo e tudo de fora!" Pois é, coitadinhas das raparigas que ganharam um balúrdio, talvez tanto numa sessão fotográfica como eu ganho num ano! No fundo, esta é uma crítica menos directa, o ataque não se faz às gajas que são podres de boas, mas "à publicidade NOJENTA e MACHISTA!" Sim, porque aquelas coisas saíram todas da cabeça de um homem! E machista, olha o patife...!

Depois, para cúmulo dos cúmulos, são as mesmas pessoas (leia-se gajas) que afirmam que "o corpo feminino é MUITO mais bonito do que o corpo masculino". Há aqui um contrasenso, não? Ora se é bonito, é natural que seja utilizado! Não?!? Esta raça de feministas meio loucas que não pode ver mais do que dois centímetros de pele dá-me a volta ao cérebro, juro. Por acaso eu discordo em absoluto. Porque raio há-de ser o corpo feminino mais bonito? Eu gosto muito mais do corpo masculino, conotações sexuais à parte. Tal como aprecio uma obra de arte, uma escultura, uma tela, um automóvel ou um edifício, também aprecio o corpo humano ou o corpo de um animal. Para mim, o homem é mais passível de ser elogiado e apreciado do que o da mulher. Mas isso sou eu.



Eu? Só tenho pena de não ter o corpinho Danone da Cláudia Vieira, mas não tenho qualquer escrúpulo em atacar a MINHA própria inveja e assumir abertamente um valente "cabra!" quando vejo uma dessas moças na publicidade que nos entra olhos adentro.
Assumo, já agora, que era agradável ver mais homens sem ser no anúncio da Gillette (que já não têm o calibre de outros tempos). Veja-se o caso do Jude Law para a Casa Dior. Aí, provavelmente, as ditas senhoras invejosas já não dirão que é "exploração do corpo masculino". Ah pois não.




Fica a campanha publicitária dos sapatos Eram, que mais do que focar a questão machista/feminista da exploração do corpo feminino, faz uma sátira daquilo que é o tema em si, com grande dose de humor. Pelo menos, é essa a leitura que faço dos anúncios publicitários.
Já agora, fica
isto também, que encontrei aquando da minha busca incessante sobre a exploração do corpo masculino no Google.




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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Procuram-se Loucos





Sou uma pessoa revoltada e isto não vai passar com a idade.
Há quem confunda esta minha revolta com insatisfação, e eu não a vejo nem sinto nem muito menos a deixo de pensar com mais fervor, à medida que me refastelo na vidinha e "cresço" e me torno uma pessoa satisfeita. Cresço como todos os que nasceram na década de 70, no pós ou durante 25 de Abril e são portugueses. Isto de se ser revoltado nada tem a ver com insatisfação ou infelicidade. Sou relativamente satisfeita e grata pela vida que tenho (a vidinha) e sou uma pessoa feliz. Sou lírica no que tenho de ser lírica e sou bastante pragmática no que sempre fui. Já mudei de opinião muitas vezes, mas nunca de cor política. Já tive mais fé na própria política do que tenho hoje. Sou de centro-direita, naquilo que todos temos de direita nos dias de hoje e sou mais humana que muita merda de "dita" esquerda. Sou revoltada porque olho para este país e revolto-me. Sou realista e vejo o que os outros também vêem. Não tenho fé no povo. Não tenho fé nos estudantes que têm muito medo e são uns merdas maiores do que eram há dez anos atrás quando acabei o meu primeiro curso superior. Não tenho fé nos diplomados como me chamaram há uns dias. Diplomada. Não tenho fé nos militares. No meio disto tudo tenho relativa fé nos malucos, nos loucos deste país, porque tenho fé de que não vamos lá com cravos, nem com manifestações, nem com revoluções de flor em punho. Só um louco nos pode salvar desta porcaria de democracia às três pancadas, em que tanta gente ainda passa fome em Portugal, em que tanta gente não sabe ainda ler ou escrever, em que tantos milhões gosta de novelas e futebol ao fim do dia, em que há tantos sem-abrigo a morrer de frio nas ruas de Lisboa, em que a podridão da miséria humana é do Terceiro Mundo, em que a corrupção política não é sequer beliscada ou posta em causa, em que nos deitam areia para os olhos todos os dias, em que temos políticos que mentem e roubam todos os dias, que manipulam toda a gente, sondagens e opiniões todos todos os dias.

Nada mudou desde o 25 de Abril de 1974, em que alguns capitães loucos se fizeram à estrada e outros colheram os lucros de tal ousadia. Este ano nem quero ligar a tv ou comprar o jornal. Não para ver a cara de um Primeiro-Ministro de cravo em punho, de um ditador que ignora greves e manifestações todos os dias, que nada faz para melhorar a vida dos portugueses, que é um autista proibidor, inquisidor, um mentiroso que nem Engenheiro é.

Fosse França ou Inglaterra ou outro país evoluído da união Europeia já estava na rua. Mas é Portugal. É 25 de Baril. É "porreiro pá!"

Entretanto, espero um dia destes dar voz à minha revolta. E espero pelos loucos que um dia salvem a pátria.

domingo, 1 de março de 2009

Post da semana - Voltando à Vaca Fria





voltando à vaca fria

Lendo a blogoesfera, temos por um lado os que acham que aquilo foi um arremedo de censura bacoca; por outro, os que acham que a PSP não tinha obviamente a obrigação de conhecer Courbet nem de saber que aquilo é "arte", pelo que a sua intervenção foi, digamos, legítima, pois visou evitar uma espécie de mal maior. Neste último caso, quem assim pensa fá-lo com sobranceria, como se tivesse descoberto a pólvora, demonstrando compreensão para com os pobres pais de Braga, coitados, imaginando-os a taparem os olhos esbugalhados dos Carlinhos e dos Manelinhos que, no remanso domingueiro, foram de repente confrontados com a crueza de um pipi no seu estado natural, tão diferente daqueles rapados a cera das brasileiras das casas de alterne que os papás seguramente frequentam. Coitados destes e coitadinha da PSP, que nunca foi ao Museu D´Orsay e que só tentou conter a calamidade pública que se adivinhava. Estes, os que insinuam ter muito mundo e perceber das coisas, e que vêm o Portugal profundo das suas tocas à Lapa e à Graça com vista para o Tejo, os que acham que Sacavém é outro país, são os que não fazem a mais puta ideia da profunda ignorância e estupidez das polícias da província e do modo como condicionam a vida das populações e de como são um factor efectivo de não-progresso. Mas eu entendo que, quando o mundo se resume à internet e à fnac do Chiado, não se saiba que o país é quase todo ele a periferia de uma enorme província, e que mesmo à beirinha de Lisboa haja milhares de pessoas que não sabem ler. É claro que esta gente vê mal a coisa, mas os outros não a vêem melhor. "Censura" coisa nenhuma; não atribuam à nossa pobre polícia tamanho pathos, por favor! Eu explico. Por cada “ocorrência” a que um polícia assiste, ele levanta um auto que fica arquivado na esquadra respectiva, caso não dê origem a um processo, por exemplo crime ou contra -ordenação. Ora, eu já li muitos autos. Quanto a este, e pelo que vislumbrei da imagem que apareceu na tv, nem sequer o nome do livro apreendido souberam escrever: escreveram "Pornografia", em vez de "Pornocracia" - e para ler uma palavra polissilábica não é preciso ter um curso de história da arte, apenas o ensino básico. Estes pequenos pormenores são reveladores e eu adoraria ter lido todo o auto, de certeza que encontraria verdadeiras pérolas. Como já encontrei nos inúmeros autos das várias polícias que ao longo dos anos me foram passando pelas mãos. Desde o cão perigoso que era de raça “rotguilas” (em vez de rottweiller), à arma do crime, um chicote que, na descrição técnica do graduado de serviço era “tipo piça de boi”, pequenos exemplos da mais rematada ignorância e falta de formação das nossas polícias, a todos os níveis. Como polícias de trânsito que escrevem mal as marcas dos carros que nem sequer conhecem, que não sabem o que é um GPS, que confundem um motociclo com um ciclomotor (distinção fundamental para encaixar num ou noutro tipo de crime, por exemplo) e que dizem “iamaia” referindo-se a uma Yamaha. Isto como profissional, porque depois, como cidadã, tenho o reverso da medalha: polícias que me quiseram prender porque eu disse educadamente que não concordava com a autuação de um pai que estacionara mal para ir, num minuto, entregar o filho bebé à escola num dia de chuva; e que, quando eu lhes perguntei “mas o senhor agente vai lavrar isso em auto?”, me responderam, “Eu não lavro nada que não sou lavrador, sou agente da autoridade!”; polícias que mandam parar um carro novo para lhe testarem os faróis, cegos para os tunners que passam ao lado a acelerarem os carros quitados; que mandam parar uma mãe numa familiar às seis da tarde num bairro residencial movimentado e a obrigam a retirar todas as cadeirinhas, sacos, cobertores e restante parafernália toddler só para lhe verem o triângulo. Tudo dentro da legalidade mas tudo profundamente estúpido, mesquinho, um abuso de poder, do poderzinho pequenino que lhes é conferido para, essencialmente, poderem chatear o cidadão pagante. Gente que não tem a menor noção do que é o serviço público, do que é servir o público. É por isso que acho uma desgraça, que um graduado qualquer que caiu de pára-quedas no centro de Braga, mesmo que (naturalmente) nunca tenha ouvido falar em Courbet, não tenha parado um momento para reflectir, não tenha tentado chegar à fala com o comandante, ou com o comandante do comandante, ou com um MP ou um juiz (sim, eu sei: estão vocês a pensar que não é garantia de upgrade na escala evolutiva, mas quanto mais não seja levaram com um curso superior em cima, mais uma data de estágios, por muito pouco mundo que também tenham), e que, cheio de medinho (porque aquilo foi mais medinho que outra coisa: miúfa, é o que vos digo, de que os paizinhos de Braga partissem logo ali para a ignorância: é que ia livros, ia livreiro, ia clientes, ia cona, ia tudo, que aquela gente do norte não é para brincadeiras… vejam lá quantas portagens eles pagam!). E isso é que é triste - que, perante a ignorância, não tivessem tentado informar-se em vez de fazerem de imediato um juízo de valor que descambou no lapsus calami que foi a troca do nome do livro; e que, perante a ameaça de desacato, tivessem preferido apreender o dito, porque assim acabavam-se os problemas. E é esta gente que nos multa, que nos guarda, que supostamente nos protege, que não sabe lidar com as pessoas nem com as situações, que não sabe nada de nada, que não tem a humildade de se informar e de tentar saber, que se verga perante os mais fortes lá da terra (os pais de braga, os padres, os autarcas), e que faz usualmente disparate quando há qualquer tentativa de exercício da mais normal cidadania por parte dos contribuintes. Esta é a questão, e é isto que é trágico. O resto é barulho das luzes e gente a falar do que não sabe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Suns and Book Burning







"Tenho 50 anos e sempre vivi em liberdade; deixem-me terminar a minha vida livre; quando morrer, deixem que se diga de mim: 'Ele não pertencia a qualquer escola, a qualquer igreja, a qualquer instituição, a qualquer academia e muito menos a qualquer regime que não fosse o regime da liberdade'", disse Courbet no seu 50º aniversário.


__________________________________________________________________________ pim!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Estado da Nação: "Eye of the Street"

Portugal enfrenta, além da crise económica, uma crise de liderança. Quem o diz é o empresário Belmiro de Azevedo.

«Nós temos uma crise de líderes no Governo, nos partidos políticos, nos empresários, nas associações, nos sindicatos», afirmou, num encontro promovido pelo Fórum para a Competitividade.

O fundador do Grupo Sonae, considera existir «falta de liderança a muitos níveis» e defende que «Portugal precisa, mais do que de novos líderes, de bons líderes».

No caso dos sindicatos, Belmiro de Azevedo disse que os mesmos «defendem o emprego para ávida», uma teoria abandonada há décadas e que não pode ser prosseguida na actual conjuntura.

Quanto aos políticos, diz o empresário que «falam do que não sabem e prometem o que não podem cumprir».



Os Gato Fedorento dizem ainda melhor. "Eye of the street" que em espanhol é o mesmo que dizer "riuya". Gosto do Belmiro e gosto dos Gato Fedorento.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Prémio do Euromilhões congelado por zanga de namorados

Em vésperas de Dia dos Namorados...


O Tribunal Cível de Barcelos junta dia 31 de Março um ex-casal de namorados, desavindos por causa da repartição de um prémio do Euromilhões de 15 milhões de euros, na tentativa de encontrar um entendimento.

O advogado Vasco Cardoso adianta que as duas partes não chegaram a acordo na audiência preliminar, realizada quarta-feira, o que levou o tribunal a marcar nova tentativa de conciliação para evitar que o caso chegue a julgamento.

Embora o jurista se recuse a adiantar detalhes sobre o processo, uma fonte ligada ao caso adianta que deverá defender a tese de que a associação de namoro entre os dois jovens e a gestão conjunta dos 15 milhões de euros, saídos quando jogaram "a meias", configuram um caso de sociedade comercial irregular.

Estas sociedades, embora não revistam a forma escrita através de escritura pública, têm validade legal desde que a sua existência seja provada.

Cristina e Luís não se entendem sobre a propriedade do dinheiro ganho em 2007, com o 1.º prémio do Euromilhões, quando ainda namoravam.

Uma outra fonte adianta que a fortuna acabou por motivar divergências entre os dois, vindo a separá-los. Por causa disso, e dado que o dinheiro está bloqueado numa conta bancária, por ordem judicial, os ex-namorados vivem em zonas rurais de Barcelos sem grandes luxos.

Aquela fonte afirma que terá sido Luís Ribeiro, na altura estudante e agora com 22 anos, a fazer o registo do boletim do Euromilhões. Sublinha, no entanto, que terá sido Cristina a sugerir um "investimento" de mais dois euros, o qual acabou por conduzir à combinação da sorte.

O par, mais os pais de Cristina Simões, foram a Lisboa levantar o dinheiro e abriram uma conta conjunta, num banco junto à Santa Casa da Misericórdia.

Os primeiros juros da fortuna depositada no banco foram divididos pelos dois ex-namorados, mas as desavenças começaram quando Luís, a residir em Courel, arredores de Barcelos, pediu mais dinheiro da sua parte - 7,5 milhões de euros - para ajudar pais e irmãos.

Na ocasião, terá sido o pai de Cristina Simões, da freguesia de Remelhe, Barcelos, a negar o pedido, defendendo que só depois de se casarem ele poderia ter acesso ao dinheiro.


in Expresso

domingo, 14 de dezembro de 2008

Natal V (prenda de Natal)

Finalmente o Pai Natal recebeu a minha carta de natal e atendeu o meu pedido!!! E antes do dia 25!!! E logo no mesmo dia!!!

Bush "apedrejado" (ou será "asapatado"?!) com sapatos iraquianos e Sócrates insultado no Seixal e no Barreiro! Diz ele (Sócrates) que "o insulto é a arma dos fracos". Concordo. Pergunto-me qual será a arma dos fortes...





::o primeiro vídeo é do presidente bush "asapatado"::os outros são momentos lindos do nosso primeiro ministro::





What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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