::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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quinta-feira, 25 de março de 2010

A Vida tal e qual ela é

estou aqui sentada no meu sofá com vista para a cidade e luzes e chuva e chuva e chuva e vento etc e lembro-me de mil e uma noites diferentes, noites de um passado ausente, longínquo, recente, de um passado que me trouxe até aqui, a achar que a Vida, sendo tal e qual aquilo que me disseram que seria, não o foi de forma alguma o previsto, o suposto.

existe em mim uma necessidade tremendamente assustadora e perigosamente ridícula de mudança, que me empurra para decisões que amargamente concluo não serem as mais adequadas. e aprendo, obviamente, aprendo. mas sofro. adiante. no entanto, há mudanças saudáveis, projectos desterrados desenterrados de gavetas, as linhas prontas a receber cor, viagens, promessas de sol em dias tão cinzentos como estes que vivo, promessas daquilo que se deve viver na idade adulta, tipo catálogo de vida. a vida que se escolheu.

imagino-me ou recordo-me do que era aos 6 anos de idade e se houvesse um catálogo de vidas, eu teria escolhido algo parecido com o que vivo. não casei aos 25 nem tive o primeiro filho aos 27. não fui uma adolescente popular, gira e cheia de amigos, não tive dentes direitos, usei óculos e tudo, não ingressei numa profissão de sonho, não sou famosa ou rica, não escrevi o tal livro, nem plantei a tal árvore. não era essa a vida com que sonhava. ainda assim, não sucumbi às pressões daquilo que achamos que é melhor para nós, nem dei demasiada importância à opinião dos outros, quando o podia ter feito. dei todos os maus passos, conheci as pessoas mais estranhas, tive comportamentos de risco, quase auto-destrutivos, andei no lado "errado da noite". fiquei do lado de lá das decisões de vida socialmente correcta e bem aceite. e sobrevivi. andei perdida, acho que ainda ando um pouco. miserável o que se acha seguro de si, o que acha que já atingiu tudo. aquele que acha que tem tudo. tão miserável como o que acha que não tem nada. e que se queixa de tudo.

não suporto pessoas que se queixam de tudo. aborrecem-me, sinceramente. aborrecem-me também os presunçosos. aborrecem-me os círculos de pessoas que se relacionam com intenções dúbias ou por questões mal resolvidas, ou porque é conveniente que assim seja. aqui há tempos envolvi-me em algo que achei ser uma boa ideia, mas desisti no início do percurso, porque tal era a presunção, a vaidade, a pseudo-intelectualidade, e o monte de coisas inclassificável, que me encolhi, fechei-me dentro da concha e disse "isto não é para mim". às vezes podemo-nos esquecer de quem somos, mas não a determinado ponto. dei uma desculpa de merda e pronto. e rio-me quando me lembro de algumas afirmações. de coisas que ouvi. alguém fazer-se passar pela família de fulano porque é um nome coiso e tal de importante. alguém dizer "tratem-me como se eu fosse outra pessoa qualquer e não EU"...

não perco tempo a armar-me aos cucos e detesto constatar que as pessoas estão cada vez mais viradas para isso, à medida que o tempo avança e a idade avança. a pressão do sucesso. somos indivíduos "desenhados" para conquistar e vencer, a todo o custo. para alcançar o sucesso. SUCESSO. à conta do sucesso, as pessoas vestem trajes hediondos de medo mascarado de alegria, de frustrações mascaradas de vaidade, de falinhas mansas mascaradas de más intenções. quase todos preferem atacar e destruir e falar mal do que construir, ser amável, ajudar o outro. li algures que somos crianças a brincar às profissões e, a avaliar pela quantidade de papéis desnecessária que envolvem quase todas as profissões, talvez seja das afirmações mais acertadas que já ouvi. de ver algumas atitudes, interrogo-me se estou na profissão certa ou se seremos mesmo adultos infantilizados a jogar ao faz de conta. alguns chegam mesmo a ser ridículos.

são poucas as pessoas que decidiram viver as suas próprias vidas e enfrentar os seus defeitos, os problemas, a tristeza. hoje em dia, ninguém pode estar triste: tem de estar deprimido. hoje em dia ninguém pode escolher estar sozinho: tem de ter amigos (conceito estranho, o de amizade). ninguém pode ficar em casa ao sábado à noite: é um bicho raro. se alguém foge à regra instituída de "vida perfeita do século XXI", é um excluído. carta fora do baralho. anda tudo tão preocupado em ser moderno e diferente (quando alguém vos disser "sou uma pessoa diferente" riam-se e fujam) que de repente tudo se tornou igual. já repararam que as pessoas procuram sempre o mesmo, as mesmas coisas? ser DIFERENTE (já não posso ouvir ninguém achar-se diferente, juro) é sinónimo de ouvir as músicas x, ler os livros w, ver os filmes y, jantar nos sítios da moda, ir aos bares da moda e sempre com um ar negligé. ah, e ter uma vida sexual fantástica. às vezes penso que essas pessoas não VIVEM de facto. vidas reais. vidas com substância. vidas feitas de pequenos acordares em manhãs em que pensamos "nunca mais é Sábado" ou "que se foda esta merda toda, hoje não me apetecia nada ir trabalhar!", porque toda a gente gosta de dizer que gosta de fazer o que faz. aqui há tempos disseram-me, a propósito do meu cansaço e desabafo sobre o mesmo, que "não deves gostar do que fazes, eu adoro o meu trabalho!" e depois é uma gaja que está com uma depressão tão grande e a tomar tanta porcaria, que tão depressa é um zombie como está histérica de riso. dá palpites na vida de toda a gente, mas tem a dela num caco. eu só observo e penso WTF????


cansa. até este texto cansa. não vou sequer reler isto tudo.


era apenas para deixar bem claro que eu nunca quis ser diferente de ninguém nem coisa nenhuma. aliás, nem sequer nunca pensei muito sobre "aquilo que a Vida deve ser, tal e qual ela é". limitei-me a vivê-la. a abraçá-la. às vezes, mesmo a negá-la e a temê-la.

neste momento a minha meta consiste em acabar a semana de trabalho, em ter mais duas reuniões, em começar a tela que está ali desenhada há um mês, em ultrapassar o pânico que é recomeçar a pintar depois de tanto tempo. não se trata de bloqueio de artista, é medo mesmo de falhar. de já não sentir a mesma coisa, porque ideias não falta nem inspiração. falta a coragem. RECOMEÇAR é muito difícil. mas vai ser bom, bom bom bom a valer.

depois ir de viagem para Cabo Verde e não pensar em nada. comer, beber e foder. sol, muito sol. preciso de sol. vai ser bom sair, fugir daqui, parar.

para depois regressar à Vida. tal e qual ela É. e ainda bem que é.






sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O programa segue dentro de momentos

Breve intervalo no Blog, breve interrupção para dizer que, se viver (a sério) dá muito trabalho (o Pedro Paixão terá dito algo do género, que viver todos os dias cansa), então ter dois blogs é completamente insuportável nos dias que correm. Por uma questão de lógica, de circunstâncias e de bom senso resolvi manter o Psicologias da Treta um pouco à semelhança do que era quando surgiu, uma amálgama de muita coisa, generalista, parvo e inconsequente, poético, íntimo, e abandonar o Beautiful Losers. Ou seja, patra além das parvoíces que me dão vontade de rir, ou inspiram, ou às quais acho alguma piada, estarão na berlinda artigos/posts de opinião, coisas pessoais que acho dignas de destaque, whatever, o que me der na real gana de escrever. Ou não fosse isto um Blog de gaja.

Talvez com um Blog apenas, a disciplina surja, e não me sinta tão culpada por tudo o que não pode ser alimentado todos os dias. Não é falta de ideias, falta do que ter de escrever, falta de inspiração; é mesmo falta de tempo, pelo muito que 24 horas rendam, não são, ao mesmo tempo, suficientes para quem não trabalha ao computador todo o dia e, por isso mesmo, não dispende do mesmo para produção de texto para o Blog. Dizem que a manutenção de um Blog depende do grau de solidão de uma pessoa, se não temos uma relação ou alguém, é portanto sinal de que não existe uma "vida", e portanto, vá de criar um Blog. Eu não poderia estar mais em desacordo com essa ideia. Se existe uma vida, ela não depende unica e exclusivamente dos parceiros sexuais, se há ou não uma relação ou até mesmo, várias em simultâneo. O único senão para a manutenção de um Blog é o grau de preenchimento dessa vida, as horas que gastamos no trabalho ou a fazer outra coisa qualquer. Às vezes dá mais gozo fazer outra coisa qualquer. No meu caso, tenho pena de não ter mais tempo. Tenho muitas histórias a contar, coisas a escrever. Veremos como será a partir daqui.


No fundo, segue apenas a lógica daquilo que é um Blog: despretencioso, com carácter de "meu querido diário", masturbatório e aberto à comunidade. O ideal seria juntá-los, mas tal não é possível... pois não?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Descubra as diferenças XVII







No mínimo a comparação pode ser algo perturbadora, mas não pretende chocar ninguém. Chego à conclusão de que vivemos num país de gente que se choca com enorme facilidade.
Claro que mantenho a opinião dada aqui há uns dias no Blog: a Maitê é uma tonta qualquer armada em engraçada e que foi estupidamente infeliz porque OK pá, já percebemos que estava a brincar, mas humor rasca, sem piada nenhuma, faz rir quem? Cuspir para uma fonte, tipo actriz hardcore? Mas porquê?
Sim, a petição que fizeram foi um exagero, toda a reacção foi um exagero, e se ela esteve mal no que fez (porque esteve) as pessoas que reagiram (com efeito retardador) só conseguiram dar importância a uma coisa que não tem importância nenhuma. Eu quero lá saber se ela pede desculpas ou não, tenho mais que fazer! Não assinei petição nenhuma nem assinaria!
Continuo a achar que o único brasileiro que vale a pena é o Reynaldo e o resto é conversa.

Agora, o Saramago.
Valha-me Deus (se eu acreditasse em Deus, que não acredito).
O Saramago diz mais umas quantas "opiniões à Saramago" e vem logo a comunidade cair em cima do pobre coitado. Para mim, é técnica de marketing, que isto de ser Nobel é muito giro, mas não paga as contas e o homem gosta de ser polémico.
Toda a gente critica o homem, mas duvido que poucos tenham lido "Caim", o livro que está na base de toda a polémica, logo ele tem de fazer barulho, mexer, arranjar publicidade gratuita. Isso, ou está a ficar meio chéché...
Que seria de nós sem um Saramago do contra?
Brincadeiras à parte, tudo isto se resume a muito pouco: os portugueses, no geral, são um bocado totós e gostam de fazer ondas, mas é só com o que não interessa nada. Ficam ofendidos com muito pouco. O pior é que nem eles próprios (os portugueses que se ofendem) sabem muito bem porquê, pois é um povo com fracas convicções, seja em que matéria fôr. Com a rara excepção do futebol, claro.

Já o Herman dizia que "as opiniões são como as vaginas..." lembram-se?, e cada um tem o direito à sua (opinião).
Mesmo não morrendo de amores pelo homem, reconheço-lhe o direito à opinião, que por sinal é semelhante à minha.

Os outros têm o direito à sua fé e haja quem tenha o direito a não tê-la. Já agora, a expressá-la.



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Qué frô?

"Viva Lesboa! Viva Lesboa! Viva Lesboa!"


...



Parabéns a António Costa (e pandilha) e os pêsames à cidade de Lisboa.

sábado, 19 de setembro de 2009

Eye Candy



As coisas lindas que o meu amor me mostra... como é lindo o fim-de-semana...

ai ai ((((suspiro))))



Eye Candy

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Breves confissões sobre coisíssima nenhuma...

Há tanto tempo que não escrevo coisíssima nenhuma sobre assunto algum, tanto tempo que já nem tenho memória sobre a última porcaria que (supostamente) "escrevi". Sim, que eu tenho algum respeito pelo acto em si, o da escrita, e isto de se ter um Blog não é propriamente Literatura. Entendo-o como acto masturbatório de quem o despeja e de quem, num acto voyeur também ele masturbatório, o "engole".

Tenho consciência de que é apenas produto da minha crescente falta de paciência para os outros. Para as pessoas. Anda-me a faltar alguma pachorra e estou mesmo farta de gente que não pensa, de gente incoerente. Em suma, gente estúpida. Esgotei toda a capacidade que tinha para tolerar alguns discursos e as merdas que as pessoas se lembram de atirar cá para fora. Os comportamentos aparentemente aceitáveis, nada saudáveis, de quem não se dá muito ao trabalho de..., nem por quem, nem como, nem por quê, nem por nada. A previsibilidade desses comportamentos cansou-me até não haver uma resposta que considere válida, pois nem sequer considero algumas das coisas que as pessoas acabam por dizer como questões pertinentes ou passíveis de poderem ser consideradas, tal é a falta de informação ou de sensibilidade que manifestam. Sei que também há muita gente com muita falta de jeito, falta de educação, falta de formação, etc e há coisas que são irrelevantes, mas chega um ponto em que realmente começamos a seleccionar. Como um coador. Isto reporta-se, claro está, não a pessoas deste meio, o dos Blogs, mas também. Hoje em dia, é suposto termos muitos amigos. Nos Blogs, no Hi5, no Facebook, etc. Nem que seja por ter lá uma figura que mal conhecemos ou com quem nunca estivémos, mas uma simples ligação ou afinidade torna-nos "amigos", e isto começa a assustar-me. Deveras. Este Verão conheci uma pessoa que me foi apresentada por ter uma relação com alguém que me é muito muito querido e me é muito próximo. Adorei a pessoa em questão, pareceram-me almas gémeas, feitos um para o outro. Algumas semanas depois, vi o meu amigo desfeito, desconsiderado e mal tratado pela outra pessoa em questão. Fico logo sem vontade de conhecer mais ninguém. Fico chocada com as coisas que aconteceram, coisas das quais tive conhecimento, coisas que sinceramente não me passavam sequer pela cabeça que alguém pudesse fazer a outra pessoa! Irremediavelmente, chego à conclusão que algumas pessoas mentem muito bem, e o ser humano é mesmo um cão do Inferno.



Quem por aqui passar não me interprete mal, por favor. Eu continuo a gostar das mesmas pessoas de quem gosto há um raio de dez anos na minha vida, com raras raríssimas excepções, mas isto dos Blogs cansa bastante, é demasiado virtual e se até as pessoas "reais" têm imensos truques nos seus quotidianos, imagine-se os outros, os "virtuais". Conheci pessoas interessantes, outras menos interessantes, e outras de quem já me esqueci provavelmente. Já me interessei muito pela vida de pessoas que não estavam assim tão interessadas em conhecer-me e tive alguns (poucos) desgostos. Hoje em dia, sou desinteressada por pessoas a um nível que nunca pensei chegar. Acaba por ser interessante, este facto em si.


Não havendo obrigatoriedade de visitar quem me visita, parece quase descortêz não fazer a bela da visitinha de volta, ou deixar o belo do comentário. A verdade é que cansa muito, nos últimos tempos dei por mim a pensar "ora porra, mais um/a... bem, vou lá depois quando tiver tempo" mas o tempo é uma desculpa pois a verdade é que deixou de me apetecer e acaba por ser saturante e maçudo. Desinteressante, na maioria das vezes.


O Verão aumenta a tesão para umas coisas e corta noutras.

A maior parte das porcarias que leio nos Blogs são sobre a visão cega que algumas pessoas têm (desde que nasceram) sobre a vida política/actualidade do país. Tanto, que até mete dó. Interiorizam verdades absolutas que alguém lhes contou quando eram pequeninos e enterram-se em clichés que nem sequer no Google questionam. Não há ideias próprias, não há evolução de pensamento, não há questões, só existe um vazio tremendo e um buraco cheio de mentiras em que preferem acreditar. Muito gajo de esquerda que se diz de esquerda porque "é bem", e muito gajo de direita porque tem um pullover por cima dos ombros. Normalmente, gosto dos gajos do contra tudo e contra todos, e do diálogo e confronto de ideias com essas pessoas.

Os outros Blogs, é metade a falar das tristezas da vida (acordem, vivemos todos na mesma pocilga, uns disfarçam melhor que outros, apenas isso) ao mesmo tempo que falam sobre o amor, a poesia e o canto da madrugada quando ela acaba ao nascer do sol; a outra metade, é malta a vender coisas, tralhas, porcarias que faz e algumas dessas porcarias até são bem giras.

Também me falta a pachorra para os Blogs que volta e meia dizem que vão fechar, tipo a ver se a malta vai lá dizer "ah não, não nos deixes por favoooooor!!!!" em tom de desespero, em jeito de ameaça suicida nunca concretizada, à laia de loja em liquidação total. Esses voltam sempre. Depois enviam mails a dizer que voltaram. Ainda bem que os meus leitores inexistentes não chateiam muito, não enviam mails, nem deixam comentários a dizer "volta tás aperdoada". Sem obrigações.

Sinceramente, acabo por preferir ler Blogs que me dão vontade de rir, cheios de disparates, coisas giras que me despertam o sentido de humor, que me dão o sentido de humor de outros, que pode ir de encontro ao meu, ou não. Penso que é o que mais aproxima as pessoas, a capacidade de rir, rir genuinamente, não uma onda cool, de sorriso e tal, manhoso e irónico. Ultimamente gosto mais do nonsense, daquele humor levado ao extremo mau gosto, à inconveniência, ao choque. Talvez porque ande tão farta de verniz e de conversa da tanga, que não há ironia que me resgate o mais leve esgar.


Por enquanto, divirto-me até dia 27 por aqui, a escrever e a postar coisas contra aquilo que considero a maior anedota depois do Herman José, dos Monty Python, dos Gato Fedorento, da Famel, dos Contemporâneos, do Tony Carreira, do programa Ídolos e do Sasha Baron, que é este governo pseudo-socialista de José Sócrates.


Bem hajam aqueles que tiveram pachorra para ler isto tudo até ao fim.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Suns and Book Burning







"Tenho 50 anos e sempre vivi em liberdade; deixem-me terminar a minha vida livre; quando morrer, deixem que se diga de mim: 'Ele não pertencia a qualquer escola, a qualquer igreja, a qualquer instituição, a qualquer academia e muito menos a qualquer regime que não fosse o regime da liberdade'", disse Courbet no seu 50º aniversário.


__________________________________________________________________________ pim!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Prémio do Euromilhões congelado por zanga de namorados

Em vésperas de Dia dos Namorados...


O Tribunal Cível de Barcelos junta dia 31 de Março um ex-casal de namorados, desavindos por causa da repartição de um prémio do Euromilhões de 15 milhões de euros, na tentativa de encontrar um entendimento.

O advogado Vasco Cardoso adianta que as duas partes não chegaram a acordo na audiência preliminar, realizada quarta-feira, o que levou o tribunal a marcar nova tentativa de conciliação para evitar que o caso chegue a julgamento.

Embora o jurista se recuse a adiantar detalhes sobre o processo, uma fonte ligada ao caso adianta que deverá defender a tese de que a associação de namoro entre os dois jovens e a gestão conjunta dos 15 milhões de euros, saídos quando jogaram "a meias", configuram um caso de sociedade comercial irregular.

Estas sociedades, embora não revistam a forma escrita através de escritura pública, têm validade legal desde que a sua existência seja provada.

Cristina e Luís não se entendem sobre a propriedade do dinheiro ganho em 2007, com o 1.º prémio do Euromilhões, quando ainda namoravam.

Uma outra fonte adianta que a fortuna acabou por motivar divergências entre os dois, vindo a separá-los. Por causa disso, e dado que o dinheiro está bloqueado numa conta bancária, por ordem judicial, os ex-namorados vivem em zonas rurais de Barcelos sem grandes luxos.

Aquela fonte afirma que terá sido Luís Ribeiro, na altura estudante e agora com 22 anos, a fazer o registo do boletim do Euromilhões. Sublinha, no entanto, que terá sido Cristina a sugerir um "investimento" de mais dois euros, o qual acabou por conduzir à combinação da sorte.

O par, mais os pais de Cristina Simões, foram a Lisboa levantar o dinheiro e abriram uma conta conjunta, num banco junto à Santa Casa da Misericórdia.

Os primeiros juros da fortuna depositada no banco foram divididos pelos dois ex-namorados, mas as desavenças começaram quando Luís, a residir em Courel, arredores de Barcelos, pediu mais dinheiro da sua parte - 7,5 milhões de euros - para ajudar pais e irmãos.

Na ocasião, terá sido o pai de Cristina Simões, da freguesia de Remelhe, Barcelos, a negar o pedido, defendendo que só depois de se casarem ele poderia ter acesso ao dinheiro.


in Expresso

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Parvoíce do dia II




Hoje estou assim meio parva. Andei parva o dia todo. Depois ouvi esta música, que já não ouvia há muito muito tempo. Na televisão, numa série qualquer. Ouvi Counting Crows, "'Round Here", na rádio. Calhou. Na TSF. E só faltava ouvir Wilco ou Pavement para me sentir ainda mais parva.

Estou a ficar cada vez mais parva. E a sentir-me cansada de tanta parvoíce.





"Laundry Shop" - fuck



Tenho saudades de certas bandas.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

...? Beauty












"Esqueça, o gosto dos homens nunca vai mudar"
é o slogan desta marca de iogurtes brasileira.





Pode ser que então o gosto das mulheres mude. Depois admiram-se de haver modelos anorécticas e bulímicas a morrer.


Há com cada publicitário que havia de levar com um gato morto nas trombas até o gato miar. Ou na minha versão mais recente da expressão: era dar-lhes com um magalhães nas trombas até o magalhães se partir todo. Tenho dito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Dá-me o ideal"







Não, não é uma homenagem à música dos extintos Ban, a banda do então imberbe e muito pró-idealista-artístico-liberal João Loureiro.

É de pessoas ideais. Homens ideais e mulheres ideais. O nosso ideal de mulher e de homem. Existem? Ou serão um produto da nossa imaginação? A resposta já todos a sabemos: não existem. Então se não existem, porque raio vamos todos bater na mesma tecla? Por que raio, já que é um tema recorrente, perseguimos perfis e imagens de um ser que apenas existe no nosso imaginário, mas que nunca se assemelha àquilo que realmente é?

O tema é recorrente e batido e é também aquilo que designo de chacha. Insistimos sempre na velha teoria que o mundo é que está todo ao contrário e nós é que estamos certos, mas levamos a puta da vida toda a morrer de amores por alguém que não está nem aí para nós. Já me aconteceu a mim, a si, que lê este magnífico post e a toda a gente (quase todos, vá) que eu conheço. Será que é o mundo que está ao contrário ou seremos nós e os nossos (pre)conceitos?

Olhamos para alguém, por algum motivo achamos que é mesmo AQUELA pessoa a nossa alma gémea, a outra metade da laranja, o chinelo do nosso pé e a tampa da nossa panela, e se por alguma razão as coisas não se dão, é uma tragédia grega. Levamos que tempos a mentalizar-nos que não, ele (ou ela) é que não nos vêem, que não prestamos, que a vida é madrasta, que o amor não é para nós, que somos uns tristes e por aí fora. Se por outro lado, as coisas derem, mas não corresponder ao ideal que temos e aquilo acabar em três tempos, então a pessoa tem MONTES de defeitos! No fim de contas, aquele ou aquela que parecia perfeito, o amor da nossa vida, acaba por não ser nada do que pensávamos e acabamos por concluir que o amor não é para nós.

Ultimamente apercebo-me, em conversas com algumas das almas em constante desalinho e perturbação solitária, na sua demanda da busca da alma gémea, que as nossas ilusões são muito mais fortes e concretas do que julgamos. Achamos que a outra pessoa tem de gostar das mesmas coisas que nós, de fazer as mesmas coisas que nós gostamos de fazer e já agora, de ter a mesma atitude e forma de estar, quando na realidade, pode bem ser um negativo da imagem que somos.

Há quem persiga um ideal a vida inteira. As mulheres sofrem mais deste síndroma de Príncipe Encantado versus Sapo, choram mais a ausência de um ente amado e perfeito do que os homens, e talvez seja essa a justificação para tanto coração despedaçado no feminino. Os homens também romantizam demais as mulheres e as relações e atribuem-lhes qualidades que apenas existem em filmes, nas suas cabecinhas. Homens e mulheres idealizam demais, sonham demais, almejam demais quando na realidade todos somos demasiado diferentes. Num mundo onde a diferença parece ser um defeito, somos todos demasiado imperfeitos. Talvez fosse hora de nos começarmos a surpreender com aquilo que a vida nos traz, não numa perspectiva de "nos contentarmos com pouco", mas sim de que há riscos que vale a pena viver, abrindo e alargando os horizontes das nossas expectativas face aos outros.

P.S.: dedicado à rapariga que gosta de touros e que gostava de encontrar um príncipe montado num touro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Malta que quase ninguém gosta assim a dar para o arrogante ou anti-qualquer coisa ou política e socialmente incorrecto......



... mas que eu até gramo.


Então é assim: as imagens que se seguem podem conter informações chocantes sobre tudo aquilo que vocês, caros leitores, possam pensar ou saber ou ter ouvido sobre esta humilde criatura que martela as teclas do computador.

Não, o Toy não está incluído. Nem o Alberto João Jardim ou o Paulo Portas. Ainda ponderei a Cicciolina, o Tomás Taveira ou o Ramalho Eanes, mas nenhum deles desperta realmente a minha animosidade. Estes chegam. Para já.

(post em construção).




::vasco pulido valente::









::karl lagerfeld::



::kalimero::



::madonna::



::manuela moura guedes::



::nuno gomes::



::amy winehouse::



::miguel sousa tavares::




::josé mourinho::


::manuela ferreira leite::






::josé cid::

domingo, 16 de março de 2008

Perdoai-os Senhor...


Não. Desenganem-se. Não é dos Tokio Hotel a que me refiro. É da maralha que já passou dos vinte e fundam clubes anti-qualquer-coisa-só-porque-não-têm-uma-vida e falam mal. Só por falar mal. Ou porque gostam da mesma banda e dali não passam, ou porque não têm mais nada que fazer, ou porque são muita góticos e vestem-se de preto. Tipo forinhas, mas não bem bem forinhas. Uma espécie de. Diz que é...

Este post vem carregadinho de beneno, por isso... ou aguentam-se à bronca ou mudem de canal (perdão, de blog).





Eu, ainda sou do tempo em que a revista Bravo chegava a este país na sua língua originária; que as adolescentes coleccionavam posters dos New Kids On The Block e Bros e quejandos. Gajos bons. Hormonas aos saltos. Se der um puxão maior à memória, ainda sou dos tempos áureos dos Ministars ou dos Onda Choc. Covers à maneirex das músicas que os irmãos mais velhos ouviam. Tempos das matinés nas discotecas e das cervejas numa terra em que as minis não eram uma moda, mas um velho hábito. Os verdíssimos anos marcados pela risota alimentada pelas guerrilhas verbais entre alfacinhas e tripeiros nas páginas do Blitz. Aquilo não tinha nada a ver com o resto do país e era de delirar. Uma bomba em Lisboa e outra no Porto e viveríamos felizes para sempre. Sou do tempo em que ser diferente não era uma moda, era um fardo; ouvir música diferente não era orgulho, era sinal que podíamos andar metidos na droga. E estes eram e foram tempos em que toda a gente queria ser popular e cor-de-rosa. E eu tinha 12 anos quando ouvi o The End dos Doors, numa cassette da minha irmã mais velha e a minha vida nunca mais foi a mesma. Também ouvia Dire Straits, e hoje em dia não suporto o Mark. Só se for o Kozelek (já estou a divagar...) Adiante.


Até chegarmos aos dias de hoje, as coisas mudaram. Talvez não muito, mas mudaram. Continua a haver música cor-de-rosa, de verniz, música muito down, muito up, muito assim-assim, música pimba, o José Cid e o Jorge Palma, e depois ainda há o Tony Carreira e o filho, o Pedro Abrunhosa e o Vitorino, continua a haver Bravo, Blitz, e o que é mais triste, pessoas que não cresceram, que continuam a dizer/escrever a mesma merda que diziam/escreviam na altura do Blitz, mas em Blogs, porque se acham tremendamente conhecedores de música e no direito de falar mal de bandas pop-rock como estes putos alemães de 17/19 anos como os Tokio Hotel. Eu não os oiço, não porque não goste, mas porque tenho outras coisas para ouvir, e falta-me o tempo para ouvi-las todas. A primeira vez que ouvi falar dos Tokio foi através da filha (13 anos) de uma amiga. Investiguei, fui ao Youtube, à Wikipedia e os putos não me parecem mal de todo. Acho triste, muito triste haver pessoas que não tenham mais nada que fazer do que falar mal gratuitamente de bandas que dão o primeiro passo. Considero ainda mais triste porque há muito piores bandas do que esta. Se as letras isto ou aquilo?!? Epá, não sei nem quero saber! Acho é deplorável como é que num país com tanto problema, com tanta ignorância/arrogância, com tanta analfabetice aguda, ainda se perde tempo a fazer Clubes anti-fãs-dos Tokio Hotel.

Sinceramente, tenho mais que fazer. Mas este post... ai este post tinha mesmo de sair, porque em 2008, a ter 12 ou 13 anos, eu talvez ouvisse os Tokio Hotel. Talvez...




*dedico este post à Inês, filhota da minha amiga Sofia.



Links a reter:
-
quem são os Tokio Hotel
- polémica da treta
aka galinheiro tipo malta à porrada verbal de baixo nível no blitz

domingo, 6 de janeiro de 2008

Previsão Astrológica Para 2008





Ah sim, cá está a bela da previsãozinha que este Blog não podia de maneira alguma descurar. Podendo ou não acreditar mais nos astros do que alguma vez poderiam vocês supôr, podendo ou não eu ser uma dessas pessoas que jura a pés juntos que a sua única teoria sobre tudo e mais alguma coisa é a do caos ou, em última instância, ser apologista de que o nosso destino está nas nossas mãos, podendo achar que o livre arbítrio será sempre a primeira e última chave para o sucesso ou insucesso nas nossas vidas, é caso para dizer que o indecifrável anda por aí, e a velha história das bruxas (que las hay, las hay...)

Enfim, é melhor ler.




Previsão Astrológica para 2008,
por Professora A, Psicóloga da Treta


Carneiro: 2008, vai ser um ano de mudança e transformação, são de esperar grandes alterações profissionais, e como o Carneiro gosta de mudanças é de prever novidades. Provavelmente para além do emprego, vai mudar de cor de cabelo, fazer dietas, lembrar-se de que comeu e bebeu demais nas festas, mudar de carro, de emprego, tudo vai mudar. Veja lá não se entusiasme e no calor da mudança, não mude de sexo.

Touro: Recebe boas influências do planeta Júpiter, é tempo de colheita de todos os esforços efectuados, solidez e construção são as palavras-chaves para estes nativos. Provavelmente, e sendo algum construtor civil mais afortunado em conhecimentos entre o poder autarca, colherá os frutos do árduo trabalho que elaboraram em conjunto.

Gémeos: será um ano, onde podem esperar por algumas dificuldades, planos podem sair frustrados, assim como poderão ter dificuldades de realização em termos de projectos. Mas nem tudo serão espinhos; para além dos projectos mal realizados, faça uma boa amizade com um nativo de Touro: vai ver que este lhe apresenta alguém lá da Junta ou até mesmo da Câmara, e esses projectos vão correr melhor. Lá para Junho ou assim...

Caranguejo: Outro signo que está a receber boas influências do Céu. Urano representa o progresso e futuro, as suas vidas são ser abençoadas pela sorte. Irá existir muitos casamentos nos nativos deste signo. Se começou a namorar no ano de 2007, então é limpinho: vai CASAR mesmo e constituir família. Deixe finalmente de se armar em durão e assuma que é um romântico incurável: essa carapaça de insensível não o leva a lado nenhum. Todos os Caranguejos anseiam por um bom par de chinelos e um comando de tv na mão, rodeados de filhos.

Leão: Este signo vai ter a oportunidade de renovar, é o renascer das cinzas, os últimos dois anos foram de privações e obstáculos, é um início de um novo ciclo para estes nativos. Também já não era sem tempo! Tenha cuidado com as cinzas, tanto tempo a arder, ainda o confundem com algum arbusto em época de incêndia ou com algum incendiário. Já agora, uns calmantes ajudavam, já que o humor explosivo do Leão é conhecido por ser imprevisível. Os restantes nativos que leiam esta previsão, um conselho: dêm sempre a razão ao Leão; quando contrariado, é insuportável. Deixem-no brilhar.

Virgem: Encontra-se numa posição frágil e de dificuldades. Saturno, o professor da vida entrou nesta constelação a trazer o retorno de tudo aquilo que foi construído nos últimos 7 anos, é um ano de muito trabalho e esforço. Não há bela sem senão. No trabalho é que está o ganho. Conselho para os nativos deste signo: não trabalhe tanto e não seja tão organizado. Pense: 7 anos de tanto gozo e só agora é que paga a factura?... eh... há-de continuar a lucrar. Arrisque mais nos amores e liberte-se de histórias antigas, saia nu/a para a rua, dance mais, ria mais, grite numa falésia, visite os Açores e deixe-se de coisas. A vida é demasiado curta...

Balança: 2008 será um ano para finalmente satisfazer velhos sonhos e acabar com as ansiedades. Não pense tanto se muda a cor do cabelo ou não; não pense tanto se come aquele bolinho ou não; não pense mil vezes antes de mandar o chefe à merda se não; não pense tanto se deva dar AQUELE beijo ou fazer aquele telefonema ou não. Se tiver um amigo Carneiro por perto, não hesite: fale com ele a fim de suprimir o juízo que lhe resta depois de tanto pensar. Vai ver que no arriscar afinal há sempre um petiscar.

Escorpião: Outro Signo que tem uma posição muito vantajosa no Zodíaco em 2008. Após toda a diluição que tiveram em 2007, vem a sorte, o crescimento, e o progresso. Conselho para estes nativos: não contrariar a corrente e acreditar mesmo na Sorte. Seja menos possessivo e mandão, menos cáustico e já agora, menos atento. Faça um bocadinho a vontade aos filhos, sobretudo ao mais novo: não há nada pior que ter uma mãe Escorpião... Viaje mais.


Sagitário: Para os nativos dos últimos dias, será um ano de grandes dificuldades, situações inesperadas poderão alterar radicalmente as suas vidas, não devem tomar iniciativas de expansão. Ou seja: aquilo que mais gostam de fazer, que é viajar, deve ser bem planeado. Boletins metereológicos, passaportes e vacinas, tudo deve ser bem revisto para não haver dissabores de maior.

Capricórnio: Será o grande rei entre os signos, a entrada de Júpiter na constelação já a partir da próxima semana, irá trazer grandes recompensas, êxitos, sorte honras, durante o ano de 2008, tudo irá correr sobre rodas para o Capricórnio. Ou seja: o mar tá de feição, Tóne! Talvez comprar aquele Jaguar, fazer finalmente a piscina, casa sobre o mar, tudo vai ser uma maravilha. Quem sabe, o EuroMilhões?... não seja tão fuinha, tão picuinhas e não teime tanto. Essa sua teimosia sobretudo com aqueles nativos de signos irascíveis, às vezes pode dar faísca... conselho para este ano: não coma tantos doces.

Aquário: A presença do planeta Neptuno, nesta constelação, irá desmoronar alguns sonhos, e objectivos destes nativos. Atenção a projectos grandiosos. Lembre-se: aquilo que não se fizer este ano faz-se no próximo. Não seja tão esquisito, e tão armado em diferente. Apanhe uma bebedeira e chore no ombro dum amigo; é bom ter dentro de si alguma vulnerabilidade, e tanta independência junta faz mal ao fígado. Desabafe. Tal como o Balança, é atreito à ideia de mandar o chefe à merda, muito embora acabe por fazê-lo, mas por palavras caras, que o chefe não entende... mande-o mesmo à merda. Vai ver que faz milagres.

Peixes: Outro signo que está sob as boas graças do céu, é tempo de realização dos sonhos, destes nativos. Mudanças repentinas, mas favoráveis irão trazer grandes concretizações. Nem sempre o Peixes gosta de mudanças, mas se as boas graças vêm dos céus, então é recebê-las de braços abertos. Conselho para este nativo: não pense tanto na perseguição cruel que os outros fazem, que o Mundo faz, nos entraves da vida. Nem tudo é ambíguo e tudo pode ser afinal muito simples.


É de referir que cada pessoa é um mundo, todo o ser humano tem um micro-zodíaco dentro de si, de acordo com a posição dos planetas nos signos.
Assim as previsões acima citadas, são um genérico abrangendo apenas 10% das pessoas de cada signo.

Cada pessoa tem uma missão a cumprir, que depende da posição de cada planeta, e os aspectos que fazem.

As pessoas dos Signos Cardinais, que são Carneiro, Caranguejo, Balança e Capricórnio, que fazem anos nos primeiros dias, vão ter mudanças grandes, nas suas vidas, mas se as mudanças são benéficas ou maléficas, vai depender do mapa Astrológico de cada ser.




* foi o que de mais Zen consegui arranjar, pelo que dentro dos próximos meses, penso que não voltarei a falar de previsões astrológicas. Agradeço à minha querida amiga Cristina Candeias, que me ajudou a elucidar-vos um pouco mais sobre este novo ano fiscal de 2008.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Foi você que pediu paletes de testes? WDF (what da fuck) ::devo andar com distúrbios bipolares e crises de identidade

...depois de Paris....




...depois de ser um dragão...



...depois de saber que mudei em 72% a minha vida nos últimos dez anos...
(MUDASTI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)



...e depois de saber que tenho uma relação muito boa e coiso e tal e de andar a fazer testes da treta...




Tcharaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




...chego a casa depois de um árduo e cansativo e exaustivo e exigente e tudo e tudo e tudo, dia de trabalho, vejo as vossas respostas (que em mail excedem os 30 comentários) e penso que posso até ser doida varrida, mas não estou só.



Dedico (o que significa que quero saber os vossos resultados)
os próximos testes a:

I - InBluesY
II - St.J.
III - Metamorphosis
IV - Stephen King
V - Voyeur de Blogs (VdeB)
VI - Spider Pig
VII - A.





para a Y....

You Should Be In The Donnas

You've got that a bit of an edge to you
The bad girl that all the good boys want!










para o St.J. ...

You've Experienced 72% of Life

You have all of the life experience that most adults will ever get.
And unless you're already in your 40s, you're probably wise beyond your years.








para o HL....



You Are 24% Sociopath

From time to time, you may be a bit troubled and a bit too charming for your own good.
It's likely that you're not a sociopath... just quite smart and a bit out of the mainstream!










para o Stephen King.....


You Are Somewhat Logical

Ok, so didn't get the majority of questions right
But you did answer some pretty tough questions correctly
Logic may not be your strong point, but you hold your own!








para o VdeB.... (a ver se vem de lá esse Blog novo)


Your Blog Should Be Green

Your blog is smart and thoughtful - not a lot of fluff.
You enjoy a good discussion, especially if it involves picking apart ideas.
However, you tend to get easily annoyed by any thoughtless comments in your blog.








para o Spider Pig.... spider pig spider pig...


There's a 96% Chance You've Been Abducted By Aliens

You've almost certainly been abducted by aliens.
Either that, or you're totally certifiably nuts.









para a A. (my favorite portuguese diva!)


You are Brigitte Bardot

Naturally sensual and beautiful
You're an exotic beauty who turns heads everywhere
You've got a look that's one of a kind










Agora sim.... declaro oficialmente encerrada a semana de testes da treta!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

I'm a Super Heroe, oh YEAH!!!





You are The Flash

























The Flash
100%
Wonder Woman
95%
Supergirl
85%
Iron Man
85%
Superman
75%
Hulk
60%
Catwoman
50%
Spider-Man
40%
Batman
40%
Robin
40%
Green Lantern
40%




Click here to take the Superhero Personality Test




Afinal a Psicóloga é um gajo e não sabia... alguém se lembra do Flash? Quem é o Flash?.... declaro esta, a semana oficial do teste da treta.
Did you see my favorite one? Super-Man?...



terça-feira, 2 de outubro de 2007

Revistas para Gajas (acrescente-se) Estúpidas

Eu não sei o que é mais triste: se as revistas para gajas se as séries para gajas.
Passo a explicar: estive a ler a Elle de Outubro (não a comprava há imenso tempo) e os artigos que lá li deixaram-me a pensar profundamente na minha própria opinião sobre as coisas e sobre a vida, colocando-me algumas questões "será que a revista já era assim?" "será que estou a ficar menos obcecada com as ideias feitas?" "será que cresci finalmente?" "será que alguma vez fui fútil ao ponto de não perceber que aquilo é fútil?".... será?!?! ....




A grande questão, no fundo, prende-se com o facto de que sempre gostei destas revistas "de gajas" sem nunca dar grande importância ao material dito para gaja. Ou seja, os artigos de opinião e as reportagens. No fundo, desde que me conheço por gente, sempre adorei Moda e toda a secção dedicada à Beleza. Os artigos sobre relações, sexo, blá blá blá, sempre foram dispensáveis; confesso que sempre li o horóscopo e fazia os testes de personalidade e se "ele é o seu par ideal". Lembro-me ainda do primeiro número da revista Máxima (que continua a ser a minha preferida, a par com a Vogue), e de sempre comprar muitas Elle's e Marie Claire's. Tive a sorte de ter uma mãe que nunca foi de comprar revistas Marias e afins.
Adiante.


Antes de começar a crítica supostamente dita, quero esclarecer que tenho um indíce de futilidade/frivolidade em mim, acima do normal, absolutamente nada feminista. Ao contrário do que muita gente (homens e mulheres) pensa, isso não extermina a vida inteligente e pensante dentro do meu ser, daí esta crítica (que se segue) a par com a defesa dos cremes, perfumes e lingerie.
Homens [decentes], preparem-se, eu vou defender a vossa honra perante o triste espectáculo que é discorrido nas linhas escritas para mulheres, em revistas do género.


A questão, e não pretendendo alongar-me, prende-se acima de tudo, com dois artigos. O primeiro, que me deixou um certo amargo de boca, defende que a mulher ainda ganha pontos se se fizer de difícil e passo a citar uma frase que define todo o teor do artigo: "Uma mulher que se faz de difícil tem mais hipóteses de conquistar o sexo oposto? Essa técnica ainda vigora? Parece que sim, escreve um homem na primeira pessoa" Pois, pode até ser verdade, pensei eu, mas o homem deve ser atrasado mental (o que escreveu o artigo, entenda-se) bem como a mulher que se faz de difícil, se isso for um joguinho de manipulação de sentimentos, e já agora, bem como os estúpidos que vão nesse tipo de jogos. Definitivamente, a causa de muitos divórcios. Que raio de relação é baseada numa falta de interesse não genuíno a fim de se obter atenção ou a pessoa?Será que nos tornámos são facilmente obtíveis e encaixáveis nessas fórmulas feitas? É demais para a minha cabeça. Pode até ser que isso resulte, mas a mulher que o faz é, acima de tudo, insegura e dissimulada, e o homem que se cai nesse falso pressuposto, muito fraco de cabeça, para não dizer machista ou obtuso. "Há muitos homens que não gostam que as mulheres dêem o primeiro passo. E elas, espertas como são, fazem as coisas de forma a que nós pensemos que quem tomou a iniciativa fomos nós." Pois... está tudo dito, não está? É legítimo haver homens que não gostem da iniciativa de certas mulheres, tal como é legítimo haver mulheres que gostem de se fazer de parvas de forma a obter o dito macho. Estão bem uns para os outros. É mais fácil a princípio, e no fim acaba-se sozinho... ou a fingir uma vida inteira.

Por falar em fingir, passemos ao artigo seguinte. O da frigidez no feminino. O fingir orgasmos. A culpa que é sempre do gajo porque "não existem mulheres frígidas, há apenas homens desastrados. É que, muitas vezes, confunde-se a ausência de desejo com falta de jeito... por parte do homem, claro." O tal mito de que se a mulher não atinge o orgasmo é porque o desgraçado não se esforçou, etc... o que muita gente se esquece de dizer é que muitas dessas mulheres não conhecem o próprio corpo, nunca atingiram um orgasmo sozinhas, têm preconceitos e tabus, não sabem o que é a masturbação, nem sequer falam de sexo, e tudo constitui esse gigantesco trauma que contribui para a tal frigidez que existe e é uma doença, um problema que, tal como quase tudo o que diz respeito a sexo, tem o seu cerne na psique e nos comportamentos e desejos ocultos. Muitas dessas mulheres não gostam de sexo. Tal como há imensos homens que não gostam de sexo. Sim, até pode ser o fim do velho cliché tão defendido por muitos e muitas, que diz que o "homem está sempre preparado", etc. Em toda esta questão frigidez vs prazer vs orgasmo vs orgasmo fingido, há uma transferência de culpa, que deveria ser repartida por ambos e nunca é. A culpa é sempre do homem, que sofre, na grande maioria das vezes, a pressão toda. Nós somos pressionadas a ter um corpo magnífico de capa de revista, eles são pressionados a ser máquinas de prazer constante. Quites, portanto. Será? Talvez por isso haja tão mau sexo por aí e haja tamanha frigidez nos lares das senhoras que nunca se esforçaram muito para obter o prazer que julgam ser um direito que se obtém com a simples abertura de pernas. Nunca é assim tão simples pois não?

Resta dizer que no artigo mencionado, sensibilidade está escrito da seguinte forma: "sensibílidade". Se foi gralha ou não, não sei. Nem quero saber. Denota o pouco cuidado que há em publicar trampa desta qualidade. Não volto a comprar a Elle. Isso é certo.

Quanto às séries para gajas... pode haver muita coisa que seja considerada série para gaja e outra tanta que não. Passei o fim-de-semana a ver televisão por razões de força maior (séries bastante light na FoxTv), e tudo o que é idiotice e ideia feita, joguinhos e baldrocas com vista a relações (como se não houvesse nada de mais importante na vida de alguém) estão espelhadas na grande maioria, e fiquei pasmada com a porcaria que passa e tem audiências de arrepiar. Como gostos não se discutem, não adianto os porquês de gostar ou deixar de gostar, mas há algumas em que não me revejo minimamente, como é o caso das Donas de Casa Desesperadas (Desperate Housewives), Simple Life (com a Paris Hilton e a Nicole ?, absolutamente intragáveis)... deve haver mais algumas, mas as Donas de Casa Desesperadas tiram-me do sério, pelo ridículo das personagens, e pela promoção descarada que aquilo é para algumas daquelas actrizes. Existe um quê de orgulho em ser-se estúpido e em praticar-se todos aqueles joguinhos absurdos sem nexo algum. Aquilo passa-se nos dias de hoje, mas bem podia ser na década de 50 que ninguém daria pela diferença. Os homens são ali personagens secundárias, estupidificados e pobres tontinhos, numa senda de filosofia do tipo Clube Pilinha Não Entra, e se entrar, também não é para ter grande importância. Não há ali meios termos: elas são as principais personagens, estereotipadas até dizer chega (há a adúltera, a mãe de família, a preconceituosa, a santa e a puta) e eles funcionam como os Ken's do cenário.

Existe uma boa surpresa no meio de tudo isto. Uma série que pode até ser considerada uma série para gaja, mas que adorei descobrir. Anatomia de Grey. Obviamente não tem rigorosamente nada a ver com o meu querido Dr House (o meu número um), mas há algo de desconcertante em Grey's Anatomy que não vejo nas outras séries. Lembra-me um pouco aquele humor (aquando das partes humorísticas, que Desperate Housewives não tem de maneira nenhuma) que via há uns anos atrás em Ally McBeal, também uma série talvez para gaja. Mas que os gajos também vêem/viam. Gosto do lado pluralista das séries. Gosto do lado humano dos homens, como seres humanos que são, seres sensíveis que têm cérebro e sentido de humor. Gosto acima de tudo, do lado desconcertante de tudo aquilo. Não sei definir, mas sei que o jogo não é explícito ali, tal como a vida quase nunca o é.


Resta dizer que não há revistas para gajas ou séries para gajas... existe é um mercado terrivelmente assustador para gente estúpida (homens incluídos, claro).

sábado, 25 de agosto de 2007

Para este fim-de-semana...






I can see clearly now the rain has gone
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It's going to be a bright, bright sunshiny day
It's going to be a bright, bright sunshiny day
I think I can make it now the pain has gone
And all of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I've been praying for
It's gonna be a bright, bright sunshiny day
Look all around
There's nothing but blue skies
Look straight ahead nothing but blue skies
I think I can make it now the pain has gone
And all of the bad feelings have disappeared
I can see clearly now the rain has gone
It's gonna be a bright, bright sunshiny day
It's gonna be a bright, bright sunshiny day
It's gonna be a bright, bright sunshiny day

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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