::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::
domingo, 9 de maio de 2010
This world is full of SHIT!
sábado, 1 de maio de 2010
Ataque pessoal, mania da perseguição ou... publicidade meio parva?
sábado, 26 de dezembro de 2009
Ainda acreditas no Pai Natal?
sábado, 5 de dezembro de 2009
Descubra as diferenças XX
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Pingo Doce
domingo, 22 de novembro de 2009
Conservadorismo ou Facebook a mais?
domingo, 15 de novembro de 2009
ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah (ou "lol" no meu magalhães)
Autor: João Miguel Tavares
Excelentíssimo senhor primeiro-ministro: Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telenovela - perdoe-me o neologismo - digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS:”Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão.” O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.
Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica. Os meses passam, as legislaturas sucedem-se, os primos revezam-se e o senhor engenheiro continua a ser alvo de campanhas negras, cabalas, urdiduras e toda a espécie de maldades que podem ser orquestradas contra um primeiro-ministro. Nem um mineiro de carvão tem tanto negrume à sua volta. Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a “Face Oculta”, essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.
Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão. E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do Pais. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada. Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado? Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também. Atentamente, JMT.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Coisas fantásticas deste não menos fantástico país
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Gajas, política e futebol
Sabem o que é que isto me faz lembrar?
Gajas histéricas num estádio de futebol a gritar que o árbitro é um f****da p*** e por aí fora, a mastigar qualquer coisa de boca aberta, de cachecol bem apertado até às goelas. Eu sei porque eu já fui a um estádio de futebol e vi com os meus olhos. Muitas vezes. Limitei-me nessas ocasiões a ver o jogo, de boca fechada. O máximo que fiz num estádio foi gritar Briosa. Limito-me a ser do Benfica e da Académica (mais da Académica, mas acho que é este ano que o Glorioso me vai dar uma alegria razoável).
Uma mulher para poder vencer na política não se pode comportar como algumas se comportam num estádio de futebol. Acho que alguém devia dizer isso a esta senhora.
P.S.: e também me lembra o Herman José vestido de mulher.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Breves confissões sobre coisíssima nenhuma...
Tenho consciência de que é apenas produto da minha crescente falta de paciência para os outros. Para as pessoas. Anda-me a faltar alguma pachorra e estou mesmo farta de gente que não pensa, de gente incoerente. Em suma, gente estúpida. Esgotei toda a capacidade que tinha para tolerar alguns discursos e as merdas que as pessoas se lembram de atirar cá para fora. Os comportamentos aparentemente aceitáveis, nada saudáveis, de quem não se dá muito ao trabalho de..., nem por quem, nem como, nem por quê, nem por nada. A previsibilidade desses comportamentos cansou-me até não haver uma resposta que considere válida, pois nem sequer considero algumas das coisas que as pessoas acabam por dizer como questões pertinentes ou passíveis de poderem ser consideradas, tal é a falta de informação ou de sensibilidade que manifestam. Sei que também há muita gente com muita falta de jeito, falta de educação, falta de formação, etc e há coisas que são irrelevantes, mas chega um ponto em que realmente começamos a seleccionar. Como um coador. Isto reporta-se, claro está, não a pessoas deste meio, o dos Blogs, mas também. Hoje em dia, é suposto termos muitos amigos. Nos Blogs, no Hi5, no Facebook, etc. Nem que seja por ter lá uma figura que mal conhecemos ou com quem nunca estivémos, mas uma simples ligação ou afinidade torna-nos "amigos", e isto começa a assustar-me. Deveras. Este Verão conheci uma pessoa que me foi apresentada por ter uma relação com alguém que me é muito muito querido e me é muito próximo. Adorei a pessoa em questão, pareceram-me almas gémeas, feitos um para o outro. Algumas semanas depois, vi o meu amigo desfeito, desconsiderado e mal tratado pela outra pessoa em questão. Fico logo sem vontade de conhecer mais ninguém. Fico chocada com as coisas que aconteceram, coisas das quais tive conhecimento, coisas que sinceramente não me passavam sequer pela cabeça que alguém pudesse fazer a outra pessoa! Irremediavelmente, chego à conclusão que algumas pessoas mentem muito bem, e o ser humano é mesmo um cão do Inferno.
Quem por aqui passar não me interprete mal, por favor. Eu continuo a gostar das mesmas pessoas de quem gosto há um raio de dez anos na minha vida, com raras raríssimas excepções, mas isto dos Blogs cansa bastante, é demasiado virtual e se até as pessoas "reais" têm imensos truques nos seus quotidianos, imagine-se os outros, os "virtuais". Conheci pessoas interessantes, outras menos interessantes, e outras de quem já me esqueci provavelmente. Já me interessei muito pela vida de pessoas que não estavam assim tão interessadas em conhecer-me e tive alguns (poucos) desgostos. Hoje em dia, sou desinteressada por pessoas a um nível que nunca pensei chegar. Acaba por ser interessante, este facto em si.
Não havendo obrigatoriedade de visitar quem me visita, parece quase descortêz não fazer a bela da visitinha de volta, ou deixar o belo do comentário. A verdade é que cansa muito, nos últimos tempos dei por mim a pensar "ora porra, mais um/a... bem, vou lá depois quando tiver tempo" mas o tempo é uma desculpa pois a verdade é que deixou de me apetecer e acaba por ser saturante e maçudo. Desinteressante, na maioria das vezes.
O Verão aumenta a tesão para umas coisas e corta noutras.
A maior parte das porcarias que leio nos Blogs são sobre a visão cega que algumas pessoas têm (desde que nasceram) sobre a vida política/actualidade do país. Tanto, que até mete dó. Interiorizam verdades absolutas que alguém lhes contou quando eram pequeninos e enterram-se em clichés que nem sequer no Google questionam. Não há ideias próprias, não há evolução de pensamento, não há questões, só existe um vazio tremendo e um buraco cheio de mentiras em que preferem acreditar. Muito gajo de esquerda que se diz de esquerda porque "é bem", e muito gajo de direita porque tem um pullover por cima dos ombros. Normalmente, gosto dos gajos do contra tudo e contra todos, e do diálogo e confronto de ideias com essas pessoas.
Os outros Blogs, é metade a falar das tristezas da vida (acordem, vivemos todos na mesma pocilga, uns disfarçam melhor que outros, apenas isso) ao mesmo tempo que falam sobre o amor, a poesia e o canto da madrugada quando ela acaba ao nascer do sol; a outra metade, é malta a vender coisas, tralhas, porcarias que faz e algumas dessas porcarias até são bem giras.
Também me falta a pachorra para os Blogs que volta e meia dizem que vão fechar, tipo a ver se a malta vai lá dizer "ah não, não nos deixes por favoooooor!!!!" em tom de desespero, em jeito de ameaça suicida nunca concretizada, à laia de loja em liquidação total. Esses voltam sempre. Depois enviam mails a dizer que voltaram. Ainda bem que os meus leitores inexistentes não chateiam muito, não enviam mails, nem deixam comentários a dizer "volta tás aperdoada". Sem obrigações.
Sinceramente, acabo por preferir ler Blogs que me dão vontade de rir, cheios de disparates, coisas giras que me despertam o sentido de humor, que me dão o sentido de humor de outros, que pode ir de encontro ao meu, ou não. Penso que é o que mais aproxima as pessoas, a capacidade de rir, rir genuinamente, não uma onda cool, de sorriso e tal, manhoso e irónico. Ultimamente gosto mais do nonsense, daquele humor levado ao extremo mau gosto, à inconveniência, ao choque. Talvez porque ande tão farta de verniz e de conversa da tanga, que não há ironia que me resgate o mais leve esgar.
Por enquanto, divirto-me até dia 27 por aqui, a escrever e a postar coisas contra aquilo que considero a maior anedota depois do Herman José, dos Monty Python, dos Gato Fedorento, da Famel, dos Contemporâneos, do Tony Carreira, do programa Ídolos e do Sasha Baron, que é este governo pseudo-socialista de José Sócrates.
Bem hajam aqueles que tiveram pachorra para ler isto tudo até ao fim.
domingo, 3 de maio de 2009
Reinvenções

Em paralelo e porque nem tudo é um pseudo-projecto, porque mais difícil é reinventar-se pop a partir de pop, gostei bastante do "projecto Humanos" (mais um, mas este é dos bons) a partir de temas do António Variações. Manuela Azevedo, Camané e David Fonseca como nunca ninguém os vira antes em temas do nosso Variações. Bem hajam!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Procuram-se Loucos

Sou uma pessoa revoltada e isto não vai passar com a idade.
Há quem confunda esta minha revolta com insatisfação, e eu não a vejo nem sinto nem muito menos a deixo de pensar com mais fervor, à medida que me refastelo na vidinha e "cresço" e me torno uma pessoa satisfeita. Cresço como todos os que nasceram na década de 70, no pós ou durante 25 de Abril e são portugueses. Isto de se ser revoltado nada tem a ver com insatisfação ou infelicidade. Sou relativamente satisfeita e grata pela vida que tenho (a vidinha) e sou uma pessoa feliz. Sou lírica no que tenho de ser lírica e sou bastante pragmática no que sempre fui. Já mudei de opinião muitas vezes, mas nunca de cor política. Já tive mais fé na própria política do que tenho hoje. Sou de centro-direita, naquilo que todos temos de direita nos dias de hoje e sou mais humana que muita merda de "dita" esquerda. Sou revoltada porque olho para este país e revolto-me. Sou realista e vejo o que os outros também vêem. Não tenho fé no povo. Não tenho fé nos estudantes que têm muito medo e são uns merdas maiores do que eram há dez anos atrás quando acabei o meu primeiro curso superior. Não tenho fé nos diplomados como me chamaram há uns dias. Diplomada. Não tenho fé nos militares. No meio disto tudo tenho relativa fé nos malucos, nos loucos deste país, porque tenho fé de que não vamos lá com cravos, nem com manifestações, nem com revoluções de flor em punho. Só um louco nos pode salvar desta porcaria de democracia às três pancadas, em que tanta gente ainda passa fome em Portugal, em que tanta gente não sabe ainda ler ou escrever, em que tantos milhões gosta de novelas e futebol ao fim do dia, em que há tantos sem-abrigo a morrer de frio nas ruas de Lisboa, em que a podridão da miséria humana é do Terceiro Mundo, em que a corrupção política não é sequer beliscada ou posta em causa, em que nos deitam areia para os olhos todos os dias, em que temos políticos que mentem e roubam todos os dias, que manipulam toda a gente, sondagens e opiniões todos todos os dias.
Nada mudou desde o 25 de Abril de 1974, em que alguns capitães loucos se fizeram à estrada e outros colheram os lucros de tal ousadia. Este ano nem quero ligar a tv ou comprar o jornal. Não para ver a cara de um Primeiro-Ministro de cravo em punho, de um ditador que ignora greves e manifestações todos os dias, que nada faz para melhorar a vida dos portugueses, que é um autista proibidor, inquisidor, um mentiroso que nem Engenheiro é.
Fosse França ou Inglaterra ou outro país evoluído da união Europeia já estava na rua. Mas é Portugal. É 25 de Baril. É "porreiro pá!"
Entretanto, espero um dia destes dar voz à minha revolta. E espero pelos loucos que um dia salvem a pátria.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cão e gato

- por estar sozinha em casa neste momento;
- pelo facto de ter tido uma ENORME discussão com aquele que se diz "ah e tal, eu amo-te muito", tipo "cara-metade" ou "metade da laranja" (devia ser espanhola e eu sou a parte podre);
- pela soma das duas razões anteriores, somando ao facto do gajo ser o fã número zero de tudo o que é felino aqui do bairro e arredores;
- porque escrevi há pouco tempo sobre cães e por me ter afirmado como "dog person";
- porque me apetece e sabe sempre bem dizer "porque me apetece".
Não gosto de gatos. Não gosto do seu ar arrogante, frio e distante. Não gosto da falsidade implícita dos gatos meio loucos que se atiram com as unhacas e não medem o perigo das suas acções. Não gosto daquele egoísmo pedante. Não gosto da suposta independência. Não gosto da ausência de entrega. Não gosto da elegância e sobretudo, mas mesmo acima de tudo, não gosto do cheiro dos gatos. Não gosto dos pêlos que os gatos deixam pela casa. Não gosto de partilhar espaços com gatos.
Gosto de cães. Gosto de tudo nos cães. Gosto mais de cães (oh muito mais!!!) do que de gatos. Os cães têm sentidos apurados, esperteza e "respondem-nos", falam connosco. Eu não sei falar para um gato, ou com um gato. A mais das vezes que falei com gatos, eles responderam-me com olhares à Garfield, olhos vazios de afecto.
Um gato responde à nossa voz e vem ter connosco quando o chamamos, apenas quando lhe apetece, o que resulta ser quase nunca. Isto está conotado como "independência". Um gato que não vem até nós quando o chamamos é porque tem vontade própria, é independente. Uma mula faz o mesmo e é burra. Uma girafa faz o mesmo e é estúpida. Mas o gato é independente. À semelhança das criancinhas mimadas (raio que as parta), que também têm vontade própria quando não querem comer o prato de sopa que têm pela frente, e que têm "personalidade e carácter forte". Ya, com os gatos passa-se o mesmo. Generalizou-se que os gatos são inteligentes e ponto. Independentes.
Enfim, era só mesmo isto: não gosto de gatos.
domingo, 8 de março de 2009
"Abrir a pestana"
- Cláudia Vieira
- Mas ainda agora dizias que a Diana Chaves era mais gira!...
- Não, não... hmmm.... pensando bem, é a Cláudia Vieira...
- A Rita Pereira não, pois não?
- Eh... não... a Cláudia Vieira...
- A Rita Pereira tem um grande defeito, o maior deles todos (ele já a pensar que eu iria dizer a cana do nariz ou os dedos dos pés ou todas aquelas peculiaridades físicas que as mulheres apontam nas outras sob a forma disfarçada de encarar a própria inveja)... o maior defeito da Rita Pereira é o Angélico... uma gaja daquelas com um gajo daqueles não abona muito em seu favor...
(risos)
- Mas diz lá... e estrangeiras?
- Alicia Keys (depois de ter feito de conta que tinha pensado veementemente no assunto)
- Alicia Keys?!? A sério?
- Sim... ou a Scarlett Johansson...
- A Monica Belucci? Não? (eu tenho uma grande pancada com a Monica Belucci)
- Eh... não, nem por isso... quer dizer (ri-se) a Monica Belucci é outra coisa...
- Pois (rio-me) é isso mesmo, é essa coisa que eu quero saber! (tesão)
- Não... também é, mas a Alicia Keys é mais gira... acho-lhe mais piada...
(penso que com muito esforço e dedicação às máquinas de cardiofitness lá do ginásio ainda posso vir a parecer-me mais com a Monica, mas entre mim e a Alicia não há nada que me valha)
- Então e a Charlize? (Theron) e mostro-lhe as imagens no Google
- Eh... prefiro a Scarlett. Essa está meio "acabada".
- Acabada? (ele deve preferi-las mais novinhas)
- Parece que estamos a escolher chocolates...
Pois.
- Então e tu não queres saber qual é o gajo que me diz assim qualquer coisa? (afinal hoje é dia da mulher)
- É lá aquele brasileiro, aquele Reynaldo "Ginecologista"...
- (rio-me)
- De tugas é que não estou a ver quem... não estou a ver quem é que te abre a pestana...
- Abre a pestana?? (risos)
O meu Blog tem vida própria. O Reynaldo, de facto, reúne consensualidade. Confesso que o físico de um homem não me diz grande coisa, nunca disse e nem a prevista idade da parvoeira da meia idade irá afectar isso. A inteligência, sensibilidade e sentido de humor (sem ser do tipo palhácico) continuam a ser os critérios principais que me confundem e trocam as voltas ao espírito.

Ainda assim vejam isto. A cereja em cima do bolo. Para os mais cínicos (leia-se "homens") e pessoas com sentido de humor.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
That's what I call COURAGE
Não sei o que entendem por "criança normal" ou "relação normal" ou até mesmo "vida normal" ou o que raio é necessário fazer ou dizer para que o Amor seja entendido como algo que não cabe dentro de parâmetros generalizados e estereotipados. Para que algumas mentes se abram e percebam que as ditas "famílias normais" compostas de pilinha e buraquinho foi chão que já deu uvas e muitas são estranguladoras assassinas das próprias crias. Crianças que nascem mal criadas, mal compreendidas e mais grave, mal amadas.
Num mundo onde vejo a cada dia que passa mais e mais hipocrisia, raiva, desprezo, onde palavras como Amizade, Solidariedade e Respeito e Consideração pelo próximo não passam de palavras que cada um defende onde lhe fica melhor: nos edifícios da Igreja, nos escritórios onde trabalham, nos bares onde engatam, nas casas que habitam, nos casamentos acabados que defendem, nas mentiras que contam.
Num mundo que teima e urge em mudar, somos nós que temos a obrigação de o empurrar e empunhamos essa bandeira da mudança para um Mundo melhor, onde não hajam diferenças na construção de algo mais bonito. Na defesa do Amor.
"Fidelity": Don't Divorce... from Courage Campaign on Vimeo.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O Estado da Nação II: mulheres aka gajas aka censura
... mas só depois de resolverem os processozinhos da malta que têm por aí pendentes. Ou o Carnaval tem privilégios acrescidos relativamente ao resto dos T.P.C.'s de V.ªs Exc.ªs, assim uma espécie de triagem de Manchester com direito a pulseirinha verde?
É grave que a celeridade seja feita de raios de um sol que só nasce para alguns, em actos que não servem o bem colectivo mas apenas os caprichos de mentes com muito pouco sentido de humor. Mais grave, com muito pouco sentido de democracia.
Foi em Torres Vedras, onde o Carnaval é mais português.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
filhos da puta

Ontem tive uma longa conversa com um grande amiga sobre os filhos da puta das nossas vidas. Obviamente isto seria tema para um outro post, e agora não tenho tempo ou disposição, nem capacidade de abstracção para dissertar sobre o assunto. De entre os escombros daquilo que nos resta, de entre a verdade escondida nas patranhas que nos contaram e que tarda sempre mas de forma assaz oportuna, fica sempre uma sensação de missão cumprida, afinal que piada teria a vida sem esses filhos da puta com ausência de escrúpulos? Pessoas que mentem, enganam, sem derramar uma lágrima que seja. Sem uma única que seja.
No meio da conversa, veio à baila aqueles filmes para pessoas inteligentes e dramáticas como nós, e outras coisas tais como balas e bolinhos, ramstein, o scooby doo, o Fernando Ribeiro, o Padrón, a varinha mágica a trabalhar e tudo aquilo que gostaríamos de esquecer que já nos aconteceu, mas que nos dá tema de conversa e risota e algumas lágrimas masoquistas pelo meio, tal como quando tínhamos vinte anos. Surgiu ainda o Bukowski, a lembrar os tais filhos da puta, mote para este post.
Devo-lhes imenso, mais que tudo, por me terem ensinado que filhos da puta destes ficam bem é nos livros e nos filmes que gostamos de ler e ver. Não nas vidas reais, não na nossa cama, não na nossa alma.
"What goes around, comes around". Isn't it?

Charles Bukowski (1920-1994) nasceu na Alemanha em 1920. Aos três anos foi viver para os EUA, tendo residido 15 anos em Los Angeles. Estudou literatura e jornalismo. Começou a escrever muito cedo e publicou os seus primeiros contos em 1944. Apenas terá começado a escrever poesia quando já tinha 35 anos. Trabalhou em bares, nos correios, estações de serviço, levando uma vida boémia à base de álcool, mulheres, apostas em corridas de cavalos e lutas de boxe. Foi várias vezes hospitalizado, devido a problemas relacionados com o consumo excessivo de álcool. De personalidade inconformada e iconoclasta, Bukowski nunca se deixou associar a qualquer movimento literário. Completamente independente, foi construindo uma obra com cerca de 40 títulos publicados. O seu primeiro livro de poesia data de 1959. Na sua campa, deixou o aviso: «Don't Try!»
p.s.: obrigada A. amiga sobejamente versada nestes assuntos da filha da p.... , a imagem ficou mesmo mesmo bem.
Isto ficou um bocado forte mas enfim... às vezes a vida é um bocado forte.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Before and After

É desta que o Blogger vai carimbar-me com o "atenção atenção, este Blog contém conteúdos para adultos". É um Blog muito adulto, é sim senhora. Não podia deixar de partilhar com os demais transeuntes estas imagens que deverão ser já do conhecimento de todos, mas que me deixaram boquiaberta. Reparai na pureza da moça de cima, imagem muito crua, muito "em bruto", no seu ar "negligé", a contrastar com a pose artística da segunda imagem.
Anos oitenta versus descoberta da cera depilatória por Madonna Louise Veronica Ciccone. Confesso que até nutro alguma simpatia pela rapariga que já leva cinco décadas disto.~
Like a Virgin...
Ai Sean Penn.... ai Guy Ritchie....
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Anda por aí um desafio na blogosfera muito interessante, que consiste em descrevermos a nossa vida e aquilo que somos através de temas musicais de uma banda apenas. Decidi abraçar o desafio e responder com temas de Morrissey/Smiths. Não é uma banda ou autor demasiado óbvio naquilo que me diz respeito. Não é a escolha lógica, como seria uma Cat Power, mas a vida faz-se de escolhas pouco óbvias.
Right?
1. És homem ou mulher? Girl Afraid
2. Descreve-te. Bigmouth Strikes Again / I Am Two People
3. O que pensam as pessoas de ti? First Of The Gang To Die
4. Como descreves o teu último relacionamento? You Know I Couldn't Last
5. Descreve o estado actual da tua relação. Is It Really So Strange?
6. Onde querias estar agora? Back To The Old House
7. O que pensas a respeito do amor? Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
8. Como é a tua vida? My Life Is An Endless Succession Of People Saying Goodbye
9. O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
10. Escreve uma frase sábia. The World Is Full Of Crashing Bores
* considerem-se "desafiados" todos os que por aqui passarem. Podem deixar mesmo na caixa de comentários.
What can I possibly say?...
Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais
- isto não é bem uma treta (78)
- tretas do meu fantástico e mais que interessante quotidiano (70)
- tretas da época (57)
- tretas das relações humanas (57)
- tretas em segunda mão (43)
- tretas do tipo "o meu vídeo é do youtube" e é bem melhor que o teu (42)
- tretas do tipo "dá-me música" (37)
- a treta ataca de novo (35)
- tretas do tipo "isto sim é sétima arte" (35)
- tretas políticas da porno-chanchada da república dos tugas (35)
- tretas do tipo "ri-me tanto que me borrei todo" (34)
- tretas pseudo-sociológicas (32)
- tretas desmistificativas (31)
- tretas com segundas intenções (30)
- tretas do tipo "let's kick their asses off" (30)
- tretas da porno-chanchada da república dos tugas (28)
- tretas do tipo "o que é que isto me lembra?" (27)
- tretas do outro mundo (26)
- tretas do tipo "coçar a micose em vez de estar a trabalhar" (26)
- tretas da era pós-moderna (24)
- tretas do tipo "este é o meu novo eu" (23)
- tretas a dar para o lamechas (22)
- tretas sobre sexo e coiso e tal (22)
- treta de blogospera (21)
- tretas de chacha (21)
- tretas batidas (20)
- tretas do tipo "a escrita da minha vizinha é melhor que a minha" (20)
- tretas do tipo "não me canso de bater no ceguinho" (18)
- treta de país (16)
- tretas do tipo "a culpa é da insónia" (15)
- tretas furiosas (14)
- tretas do tipo as mulheres são de Vénus e os homens são de Marte (11)
- tretas da treta do outro Blog (10)
- tretas do tipo "quando for grande quero escrever assim" (10)
- testes da treta (9)
- tretas do "lá fora é que é bom" (7)
- tretas dos Estados Unidos da Amérdia (7)
- treta do tipo"onde pára a maria armanda?" (5)
- tretas do tipo "o meu vídeo não é do youtube" e é bem melhor que o teu (5)
- tretas do tipo "era dar-lhe com um gato morto nas trombas até o gato miar" (4)
- tretas do tipo "mais uma para o HL comentar a metro" (4)
- tretas nostálgicas (3)
- tretas políticas da porno-chanchada do mundo lá fora (3)
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Tretas que morreram de velhas...
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A Treta Mora ao Lado...
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receita para alcançar a imortalidade
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