::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


sábado, 1 de maio de 2010

Ataque pessoal, mania da perseguição ou... publicidade meio parva?





Não é a adulta dentro de mim que se revolta ao ler esta merda, é mesmo a adolescente que:

1 - não saía muito à noite
2 - vestia-se de preto, cinzento e bege
3 - nunca gostou de ouvir música muito alto e não teve uma guitarra
4 - não tinha namorado, logo não beijava em público e se beijasse era mais às escondidas
5 - se dormisse ao "relento" (quem é que diz ou escreve "relento"??? Os brasileiros!?!) o meu pai dava-me uma carga de porrada que havia de ser bonito
6 - achava que não podia, não devia, que tinha vergonha de tudo e de todos

an so on...


Isto reflecte a triste imagem de dois clichés absurdos: um, de que os adolescentes são todos iguais, e o outro, de que os adultos também são todos iguais. Já agora, que somos todos muito espertos e livres e cool quando somos putos e depois crescemos e tornamo-nos uns chatos. A verdade é que quando somos putos, temos borbulhas, maus penteados e ninguém gosta de nós, ninguém nos compreende. Depois crescemos e as coisas nem são assim tão diferentes, mas melhoramos o nosso aspecto e a cultura geral.
Claro que há a malta tipo Morangos Com Açúcar, mas esses são uma minoria.

Ainda bem que eu não compro esta ideia, porque felizmente não me revejo nela. Em nada. Assumo a minha pose de "chata", não apenas como adulta que já não tem paciência nem circunstâncias de vida e sobretudo VONTADE de querer fazer coisas que fazia há uns anos, mas também como de adolescente que nunca se reviu na imagem cool ou era muito popular ou tinha o estilo de vida que se deduz na publicidade em causa.

Sinceramente, não sou a adulta chata que a publicidade descreve, tal como a maioria dos adultos que conheço não o é, mas também não sou a adulta meio tonta que a publicidade sugere no fundo que sejamos, muito "à frente", até porque seria impensável ter o mesmo tipo de vida que tinha quando era uma estudante académica.

Não é uma questão de idade, é somente uma questão de atitude. 
Sobretudo, de saber viver com as opções que se tomaram na vida e de saber aceitar a mudança.


Se eu não gostasse tanto de Sumol de laranja...


What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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