::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


sábado, 30 de agosto de 2008

- Foi você que pediu...?

Dois (grandes) em um (só concerto). Momento muito muito cool.


Ultimamente tem-me dado para isto.



ect>



Há coisas na vida que gostava de ter feito. Uma delas teria sido presenciar momentos destes...


...e recordar é viver...



Diz que é uma espécie de Leonard Cohen (versão obesa, assim a dar para o Barry White brasileiro...)


Bom fim-de-semana.







sexta-feira, 29 de agosto de 2008

private joke of the day

#$%&%"#$%&&%#$%&?"#$&&$$%&)/)%#%&(?==(/&%$!!!!



- Como é que te chamas?
- Báurebura.
- Inglesa?...
- Não.... mônguolóideeee....





nós só queremos ver o Porto a arder, o Porto a arder, o Porto a arder.....



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

a rentrée

Ainda sobre o caso Carolina Michaelis do "dá-me o telemóvel já!" nessa bela localidade que é o Porto...
... já muito se disse sobre o caso em questão e na altura, optei por não tecer conjecturas sobre este assunto. Sou da opinião que cada professor é livre de levar a cabo as aprendizagens conforme achar adequado, bem como ter as suas próprias estratégias de ensino.

O nosso Primeiro-Ministro, o eng. José Sócrates, ridicularizou o número (100 mil, para quem não se lembra) de professores que protestaram contra o novo sistema de avaliação, recusando-se a ouvir a classe, alegando que por acreditar nesse sistema, não iria voltar atrás no projecto. Depois de toda a polémica gerada por declarações da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o nosso Primeiro-Ministro manteve a dita senhora no executivo, e contra tudo e contra todos, manteve a sua postura hermética e autista.

Por isso, eu digo: vão à merda mais os vossos cravos vermelhos de Abril e com a porra dos discursos da Liberdade e de "que bom é ser de Esquerda!", porque este povo não tem paz nem pão nem liberdade nem coisíssima nenhuma, e daqui a pouco nem dignidade e ideais temos. Fazem valer uma postura de acordo com as novas tecnologias, os novos recursos e toda a gente pode ter um portátil da TMN ou andar aos saltos com o kanguru e ser muito inteligente e bom profissional, mas o que interessa é ver os Malucos do Riso, ver europeus e mundiais e o campeonato e as telenovelas e contribuir para a estupidificação do povo e fazer a malta acreditar que este Governo é melhor do que o Governo Salazarista que toda a gente critica mas que vai dar ao mesmo. Ou pior.

Mas uma coisa é certa e será sempre: dai ao povo aquilo que o povo quer. Enquanto houver votos para esta gente, eu lavo daqui as minhas mãos, porque nunca votei neles. Não contem comigo para levar porrada de putos mal educados e mal formados. Não me venham com a treta dos cursos e das formações contra bullying e violência nas escolas, quando há professores com baixas metidas e a tomar calmantes, à beira de um ataque de nervos porque não têm (nem têm de ter) estrutura mental e psicológica para serem mal tratados dentro das suas salas, no seu próprio local de trabalho.

A disciplina dentro da sala de aula não se mantém à custa de palavras bonitas do tipo "anda cá, vou falar-te de amor e amizade e compreensão" (muitas vezes os alunos estão "pedrados"), nem teorias da educação baseadas nos pedagogos que já estão a fazer tijolo há muito tempo, e que não sabiam sequer o que era um telemóvel. Há problemas nas escolas porque há problemas nas casas das pessoas. Não há tempo nem há dinheiro e todos sabemos disso. A disciplina mantém-se à custa de um Governo que sabe mediar algumas situações e precaver-se contra outras (e aqui podia falar da Lei do Aborto), mas sobretudo, dando poder real e efectivo aos professores para que estes possam levar a cabo a disciplina necessária nas suas aulas. É estúpido? É mal educado? Então seja expulso porque é o que está previsto na maioria dos regulamentos internos das escolas. "Ah e tal, a escolaridade obrigatória"... orientem esses putos para cursos onde de facto eles aprendam algo de real e decidam o que querem fazer da vida. Vão trabalhar. Carregar baldes de massa. Cultivar a terra. Pescar. Mas este é um país burguês que em nada tem apoiado o que de melhor o país tem para oferecer, que é a Agricultura e as Pescas, portanto estes trabalhos são mal vistos e vivemos num país em que todos querem ser doutores e engenheiros.


Quanto a mim, farei como este colega aqui dos States, que não esteve com meias medidas. Para grandes males, grandes remédios. Logo abaixo, segue outro vídeo a ridicularizar a cena toda do caso Carolina Michaelis para descontrair...







quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bitter songs





“Sometimes reality has a way of sneaking up and biting us in the ass.
And when the dam bursts, all you can do is swim.
The world of pretend is a cage, not a cocoon.
We can only lie to ourselves for so long.
We are tired, we are scared, denying it doesn't change the truth.
Sooner or later we have to put aside our denial and face the world. Head on, guns blazing.
"De Nile"(denial).
It's not just a river in Egypt, it's a freakin' ocean. So how do you keep from drowning in it?”


Meredith Grey in Grey's Anatomy










Não gosto particularmente desta série. Há algo nestas personagens que simplesmente não "joga", ou talvez tudo aquilo seja demasiado desesperado, lamechas e extravasante para mim, que adoro o House, Dr House. E falha-me o juízo e a paciência para entender séries que me servem apenas como pano de fundo naqueles dias cinzentos, em que me sinto um farrapo de gente, "girlie", chorona, cheia de crises de TPM, carente e sabe-se lá que mais.


Grey's Anatomy é isto mas também é muito mais, caso contrário nem assistiria a mais do que dois episódios da série. É sobretudo uma banda sonora fantástica, e um episódio absolutamente soberbo (ou uma série de três ou quatro episódios seguidos), de quando a própria Meredith Grey tem a sua vida em risco. Acaba por sobreviver, claro, mas não é isso que interessa. É o resto: o que fazer quando no fundo todos tentam resgatar-nos de qualquer perigo que nos auto-infligimos (fica a ideia suicida subjacente no todo destes episódios), e ainda assim tentar sobreviver ao resto. Por vezes não passamos de avestruzes que enfiam a cabeça dentro da terra. Ignoramos os problemas. Desistimos de tentar resolvê-los.


Este episódio confirma a ideia de realidade e crueza de que tanto gosto, a par de uma beleza e sensibilidade à flor da pele. Que todos somos falíveis e todos temos fraquezas, e a Morte pode bem estar à espreita a qualquer um desses momentos. No meio de tantos erros que cometemos, apenas porque somos humanos, pode haver uma ténue luz de esperança que nos diz que sempre existem soluções, pelo menos enquanto cá andamos e que tudo isto é bastante breve.


A única solução apenas é tentar sobreviver. Manter a cabeça fora de água para não nos afogarmos.









terça-feira, 26 de agosto de 2008

Beijing 2008







Temas: recordes, Desporto, Jogos Olímpicos de Verão

Pequim, 24 Ago (Lusa) - A natação e o "tubarão" norte-americano Michael Phelps foram determinantes para os 36 recordes mundiais batidos durante os Jogos Olímpicos Pequim2008.

O nadador, que em Pequim conseguiu oito inéditas medalhas de ouro em apenas uma edição dos Jogos Olímpicos, pulverizou sete recordes mundiais, num total de 25 batidos no Cubo de Água.

No Ninho de Pássaro, o emblemático estádio olímpico de Pequim, o rei e senhor foi o jamaicano Usain Bolt, com três recordes mundiais, nos 100, 200 e 4x100.

No atletismo, fora ainda batidos mais dois, enquanto no halterofilismo quatro atletas superaram as melhores marcas do Mundo.

O ciclismo foi a outra modalidade que bateu recordes mundiais, com dois novos máximos.






Os 36 recordes do Mundo batidos nos Jogos Olímpicos Pequim2008:

Atletismo 5

Ciclismo em pista 2

Halterofilismo 4

Natação 25





- Atletismo

----------

100 m masculinos: 9,69 segundos - Usain Bolt (Jam)

200 m masculinos: 19,30 segundos - Usain Bolt (Jam)

4x100 m masculinos: 37,10 segundos - Jamaica (Carter, Frater, Bolt, Powell)

3000 m barreiras femininos: 8.58,81 minutos - Gulnara Galkina-Samitova (Rus)

Salto com vara femininos: 5,05 m - Yelena Isinbayeva (Rus)



- Ciclismo em pista

------------------

Perseguição por equipas masculinos: 3.53,314 minutos - Grã-Bretanha (Clancy, Thomas, Manning, Wiggins)

Perseguição por equipas masculinos: 3.55,202 - Grã-Bretanha (Clancy, Thomas, Manning, Wiggins)



- Halterofilismo (total olímpico)

-------------

-69 kg femininos: 286 kg - Liu Chuhong (Chn)

+75 kg femininos: 326 kg - Jang Mi-ran (Cor)

-85 kg masculinos: 394 kg - Andrei Rybajou (Bie)

-105 kg masculinos: 436 kg - Andrei Aramnau (Bie)





- Natação

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. Masculinos (14)



100 m livres (nos 4x100 m livres): Eamon Sullivan (Aus) (47,24)

100 m livres (meia-final): Alain Bernard (Fra) (47,20)

100 m livres (meia-fina): Eamon Sullivan (Aus) (47,05)

200 m livres (final): Michael Phelps (EUA) (1.42,96)

100 m costas (final): Aaron Peirsol (EUA) (52,54)

200 m costas (final): Ryan Lochte (EUA) (1.53,94)

100 m bruços (final): Kosuke Kitajima (Jap) (58,91)

200 m mariposa (final): Michael Phelps (EUA) (1.52,03)

200 m estilos (final): Michael Phelps (EUA) (1.54,23)

400 m 4 estilos (final): Michael Phelps (EUA) (4.03,84)

4x100 m livres (série): EUA - Nathan Adrian, Cullen Jones, Ben Wildman-Tobriner, Matt Grevers (3.12,23)

4x100 m livres (final): EUA - Michael Phelps, Garrett Weber-Gale, Cullen Jones, Jason Lezak (3.08,24)

4x200 m livres (final): EUA - Michael Phelps, Ryan Lochte, Ricky Berens, Peter Vanderkaay (6.58,56)

4x100 m estilos (final): EUA - Aaron Peirsol, Brendan Hansen, Michael Phelps, Jason Lezak (3.29,34)



. Femininos (11)

200 m livres (série): Federica Pellegrini (Ita) (1.55,45)

200 m livres (final): Federica Pellegrini (Ita) (1.54,82)

100 m costas (meia-final): Kirsty Coventry (Zim) (58,77)

200 m costas (final): Kirsty Coventry (ZIM) (2.05,24)

200 m bruços (final): Rebecca Soni (EUA) (2.20,22)

200 m mariposa (final): Liu Zige (Chn) (2.04,18)

200 m estilos (final): Stephanie Rice (Aus) (2.08,45)

400 m estilos (final): Stephanie Rice (Aus) (4.29,45)

800 m livres (final): Rebecca Adlington (GB) (8.14,10)

4x200 m livres (final): Austrália - Stephanie Rice, Bronte Barratt, Kylie Palmer, Linda McKenzie (7.44,31)

4x100 m estilos: Austrália - Emily Seebohm, Leisel Jones, Jessicah Schipper, Lisbeth Trickett (3.52,69)



(Agência Lusa)

Nós e os trolhas aka homens das obras


Concerteza já todos ouviram, homens e mulheres, a dada altura da vossa vida, um "piropo" carinhoso da parte de um trolha aka homem das obras, ou dirigido a si, ou no caso dos homens, por parte de amigas e namoradas, esposas, etc, e concerteza já se sentiram incomodados (ou não) perante a ignomínia praticada em tal rude e cru e porque não(?) pomposo e típico vernáculo dessa classe trabalhadora que são os serventes de pedreiros. Alguns de vocês (e algumas, obviamente) poderão ter achado ofensivo o conteúdo das frases em questão.







Durante este ano, de forma a poder deslocar-me ao meu local de trabalho, tive a oportunidade de passar junto a uma dessas obras, a uma casa (estavam a fazer o restauro do edifício), na qual trabalhavam uns moços assaz inspirados (antes das nove da manhã, já estavam com a verborreia preparada).

Desta forma, pude fazer o levantamento exaustivo das frases curtas de que vos falo neste post. São elas:



. Quem me dera que fosses um frango para te espetar um pau no cu e fazer-te suar.

. A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.

. Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.

. Tens um cú que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!

. Oh boa, com um cú desses deves cagar bombons!

. És como um helicóptero: gira e boa!

. Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!

. Belas pernas! A que horas abrem?

. Ó febra! Junta-te aqui à brasa!

. Ó joia! Anda aqui ao ourives.

. Contigo filha, era até ao osso!

. Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...

Ou ainda mais estas:

"Eh boa!... Dá beijinho ao trolha"

"Eu vi logo, gorda como estás é porque não suas muito."

"Olha lá, com menos cu também se caga, sabias?"

"Se o teu cu fosse uma torrada tinha que barrar a manteiga com um remo."

"Tanta carne e eu em jejum."

"Oh filha, anda cá que o pai unta-te.”

"Que curvas. E eu sem travões."

"Diz-me quem é a tua ginecologista para eu lhe chupar o dedo."

"Estás tão boa que te fazia um vestido de cuspo."

"Se cair, já sei onde me agarrar."

“Se fosses um barco pirata, comia-te o tesouro que tens entre as pernas.”

“Anda cá que te vou dar uma sessão de raboterapia.”

“Só não tenho pêlos na lingua porque tu não queres.”

(Lamber o dedo e passar na camisola dela) “É melhor tirares essa roupa molhada.”

“Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo, esta noite!”

“Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.”

“Essa roupa fica-te muito bem, mas eu ficava-te melhor.”

“Gostava de ver como ficas comigo nu.”

“Não és nada má, já tive muito pior e a pagar.”

“Lindas pernas, a que horas abrem?”

“Sentes a magia que há entre nós?... (enquanto ela te olha nos olhos) Mais abaixo!”

“Olá, sou o tipo perfeito. Disseram-me que andavas à minha procura.”

“Os meus amigos querem saber se achas que sou giro.”

“Posso tocar no teu umbigo . . . da parte de dentro?”

“Não sou muito bom em matemática, mas 1+1 = 69?”

“Podes não ser a rapariga mais gira, mas com a luz apagada também é bom.”

“O meu amor por ti é como a diarreia, não o consigo manter cá dentro.(esta é mesmo profunda!!! :P)”

“Tu e eu. Chantili e algemas. Alguma pergunta?”

“Se fosses a ultima mulher e eu o ultimo homem na Terra, aposto que fazias amor comigo em público...”
“Costumas dormir em cima do teu estômago? Posso dormir eu?”

“Deixa-me ver a etiqueta da tua camisola. Quero ver se diz «Made in Heaven»”

“Chama-me gaveta e desarruma-me todo...”

“És um bilhete em primeira classe para o pecado!”

“Acreditas na ajuda a desalojados? Então leva-me para casa contigo!”

“Os teus olhos acabaram de fazer mais estragos que o icebergue no «Titanic».”

“És tão doce que só de olhar para ti tenho medo de engordar!”

“Lindas pernas, só é pena serem a primeira coisa que se põe para o lado.”

“Posso-te pagar um copo, ou preferes o dinheiro?”

“Posso não ser o tipo mais giro, mas sou o único que está a falar contigo.”

“Isso é tudo teu?”
“Há mais lá em casa como tu?”


Perante isto, a questão que coloco é: já que na sua grande maioria, qualquer mulher se sente incomodada com este palavreado, e de antemão, muda de passeio ou dá a volta ao quarteirão para não ter de levar com isto, porque não virar o feitiço contra o feiticeiro? E se cada uma de nós, antes de sequer imaginar que vai levar com isto, não inverte papéis e passa a mandar "piropos" destes aos trolhas? Hmmm? Como acham que eles se iriam sentir?....

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sobre o assalto ao BES...

... não há muito mais a dizer.
Fez-se o que tinha de se fazer. Se pessoas há que decidiram ter muita pena dos gajos porque "ah e tal, somos sempre a mesma coisa, um país de racistas e xenófobos" e se as vozes da reacção se fizeram ouvir contra a atitude e acção policial, a mim me parece que a malta cai sempre no erro de misturar coisas que não são passíveis de ser misturadas.




Tenho Portugal como um país de pessoas que são tudo menos racistas. Somos acima de tudo, um povo voltado para a descoberta de novos mundos e novas culturas (não me venham com a história da puta da colonização e de como fomos uns mauzões há umas centens de anos; são o mesmo tipo de malta incoerente que depois vê filmes sobre a colonização inglesa e espanhola e aplaude de pé e verte uma lágrima a meio da fita). Temos um dos melhores serviços de turismo do Mundo inteiro e não há-de ser apenas por causa do clima. Somos hospitaleiros, e nem assim tão broncos.
Somos um país de emigrantes e juro-vos por Deus ou lá a entidade divina que queiram, que a cada Agosto que passo neste país, que prefiro angolanos, moçambicanos, brasileiros, chineses e russos e etc etc etc do que a visão de ter de levar com TODOS os portugueses emigrados.




As vozes da reacção poderão dizer "ah e tal, não gostas de emigrantes". Pois é, também tenho as minhas formas de discriminação-não-generalizada-mas-quase. E tenho esse direito. Porque as excepções existem, pois claro, mas são poucas. Não gosto do mês de Agosto e não gosto de emigrantes. Pior do que isto, é juntar emigrantes no mês de Agosto no Norte, outra prole que abomino cada vez mais. Não gosto do que não gosto e tal como muitas pessoas não gostam do Algarve, e passam a vida a meter lá as patas imundas, eu não gosto do Norte e não tenho saudades nenhumas de lá ir. Quem diz Norte, diz nortenhos e acredito piamente que se devia fazer um ghetto ou um muro para se separar aquela malta do resto, e só haviam de entrar em Lisboa com passaporte. Desculpem lá o parêntesis. Isto é assaz pessoal. Mas reconheço que há boas pessoas e boas coisas no Norte: a excepção, portanto.



Isto para dizer que o que aconteceu não me choca, e se pessoas há que se revoltam contra brasileiros e dizem que a culpa é dos brasileiros, que há muitos brasileiros mauzões, ou que estão ilegais e deixam de estar ilegais, outros dizem que somos racistas e xenófobos, etc etc etc, penso apenas que para se fazer afirmações do tipo, as pessoas terão de estar um pouco mais esclarecidas e menos "emotivas" relativamente às diversas questões. Leio comentários (ou li agora, no Blog do Markl), opiniões de algumas pessoas que se nota claramente que não sabem o que é o trabalho de um snipper. Outros, deixam-me estupefacta e boquiaberta, por não saber nem calcular a grande polémica em que, afinal, o assunto se tornou. Acabam por misturar tudo e até em falar em pena de morte. Por favor!



A grande questão aqui, para mim, é: fossem brasileiros, suecos, espanhóis, australianos ou japoneses, a atitude da polícia foi apenas o ter de fazer o que havia a fazer. Sem falsos moralismos ou penas de maior ou justiças divinas ou lágrimas pelas pessoas que morreram (ou a que morreu). Friamente e porque a justiça é cega, e nunca totalmente justa, pagaram o preço com a vida o erro que cometeram e numa situação limite e em que a acção violenta de uns contra outros coloca a vida desses em perigo, a decisão foi bem tomada.



sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Arte Pimba ou Pimba Art (para inglês ver)





Pimba Art::acabo de inventar um novo termo para designar aquela que é a Arte do nosso povão. Passo a explicar o termo::"povão": aquele que gosta dos Malucos do Riso e papa os noticiários da TVI, aquele que delira com o Benfica, aquele que vota Sócrates e dá as maiorias absolutas que nos fazem regozijar de prazer com a vida política do país, aquele que cospe para o chão depois de arrotar ruidosamente o seu belo almoço composto de pezinhos de coentrada e tintol, aquele que apita por tudo e por nada e faz manobras perigosas nas estradas, aquele que adora

(repito a d o r a )

ir ao chópingue aos fins-de-semana, que diz "destorce" e "prontos" e "quaisqueres"... Em suma, também aquele que ganha o ordenado mínimo e faz o que pode pela vidinha, ou na melhor das hipóteses, não faz nenhum e recebe o subsídio de desemprego... pessoas "simples". Daquelas que dizem "eu cá não percebo nada de política" e mesmo assim saem de casa pra irem votar nos gajos que governam e desgovernam este país, com a boca cheia de bolo-rei, inventam leis anti-tabaco mas que não se coibem de acender um cigarrinho no avião, para no dia seguinte pedirem desculpa aos portugueses e dizerem que estão a deixar de fumar...Estão a ver?


Ora isto de se falar de Arte tem mais que se lhe diga. Há conceitos e designações e definições muito próprias, e cada um tem/não tem o seu próprio... ora e o que será isto de Pimba Art? É português, e é pimba. Desengane-se quem pensava que o termo havia nascido com a música do tal senhor Emanuel ou com a tal senhora Ágata. Nasceu com este quadro (o do Menino que Chora) e depressa se multiplicou nas marquises das casas dos portugueses. Estão a ver a bela da marquise? E o quadro? A luz nos traços, as formas, os volumes, a textura, a cor... existem vários modelos, mas também essa é uma das particularidades deste novo conceito de Arte: é para todos e por uma módica quantia.

É um movimento que teve a sua origem na década de setenta/oitenta do séc.XX e atingiu o seu apogeu aquando do governo de Cavaco Silva, esse senhor que agora é Presidente da República do mesmo Reino do Povão.


Não há casa portuguesa que se preze que não tenha um destes exemplares pendurados na parede (atente-se: na marquise). Alguns poderão considerá-la exemplo de Kitsch Art (a lembrar um certo Ar de Kitchenete) mas não confundir o Kitchenete com a Marquise. O Pimba Art é um movimento sui generis que tem as suas fundações muito bem demarcadas em todo um certo contexto social no nosso país. Penso mesmo que daqui a cem anos ainda veremos um destes quadros, não tão raros assim, num Louvre ou num Hermitage. Consta que a National Gallery já adquiriu uma destas emblemáticas telas. Em breve, Portugal terá o seu papel preponderante no mundo da Arte, mundo esse sempre tão longínquo, do qual nos sentimos tão arredados. Perto destes meninos que choram, a Gioconda é apenas um foleiro exercício de principiante. Joe Berardo deve ter já adquirido umas quantas réplicas deste "Menino que Chora", tal como quando adquiriu uma réplica da Mona Lisa, pensando tratar-se dum original mas, desta feita, os diversos meninos que Choram têm a vantagem de ser um negócio realmente honesto: sabemos que há muitos e que são todos falsificados. Sim, que um português não engana outro português e aqui é tudo feito às claras!
Claro que para além de haver um "Menino que Chora", fui descobrir também a "Menina que Chora"... ora digam lá que não é lindo?
Quem precisa de medalhas de ouro e motivos de grande orgulho nacional se temos um baluarte destes? Isto sim... é Arte.












::este, é um post recuperado dos ficheiros mais antigos do PT, não porque não ande inspirada para escrever sobre outras coisas "quaisquéres" mas porque esta visão da menina que Chora é inteiramente nova e merecia ser publicada.


What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...