::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bitter songs





“Sometimes reality has a way of sneaking up and biting us in the ass.
And when the dam bursts, all you can do is swim.
The world of pretend is a cage, not a cocoon.
We can only lie to ourselves for so long.
We are tired, we are scared, denying it doesn't change the truth.
Sooner or later we have to put aside our denial and face the world. Head on, guns blazing.
"De Nile"(denial).
It's not just a river in Egypt, it's a freakin' ocean. So how do you keep from drowning in it?”


Meredith Grey in Grey's Anatomy










Não gosto particularmente desta série. Há algo nestas personagens que simplesmente não "joga", ou talvez tudo aquilo seja demasiado desesperado, lamechas e extravasante para mim, que adoro o House, Dr House. E falha-me o juízo e a paciência para entender séries que me servem apenas como pano de fundo naqueles dias cinzentos, em que me sinto um farrapo de gente, "girlie", chorona, cheia de crises de TPM, carente e sabe-se lá que mais.


Grey's Anatomy é isto mas também é muito mais, caso contrário nem assistiria a mais do que dois episódios da série. É sobretudo uma banda sonora fantástica, e um episódio absolutamente soberbo (ou uma série de três ou quatro episódios seguidos), de quando a própria Meredith Grey tem a sua vida em risco. Acaba por sobreviver, claro, mas não é isso que interessa. É o resto: o que fazer quando no fundo todos tentam resgatar-nos de qualquer perigo que nos auto-infligimos (fica a ideia suicida subjacente no todo destes episódios), e ainda assim tentar sobreviver ao resto. Por vezes não passamos de avestruzes que enfiam a cabeça dentro da terra. Ignoramos os problemas. Desistimos de tentar resolvê-los.


Este episódio confirma a ideia de realidade e crueza de que tanto gosto, a par de uma beleza e sensibilidade à flor da pele. Que todos somos falíveis e todos temos fraquezas, e a Morte pode bem estar à espreita a qualquer um desses momentos. No meio de tantos erros que cometemos, apenas porque somos humanos, pode haver uma ténue luz de esperança que nos diz que sempre existem soluções, pelo menos enquanto cá andamos e que tudo isto é bastante breve.


A única solução apenas é tentar sobreviver. Manter a cabeça fora de água para não nos afogarmos.









What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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