::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Óscares? Quem é que quer saber dos óscares?

Desde que o Pulp Fiction perdeu para aquela idiotice do Forrest Gump, nunca mais dei grande crédito a estes prémios de cinema americanos. Nem sequer nomearam o nosso "Aquele Querido Mês de Agosto". Who fuckin' cares??


Uma vez que este Blog está a precisar de alguma testosterona, e como a Blogosfera está entupida de modelitos que proliferam a língua viperina do género feminino
"e aquela? que pindérica!!!"
e a admiração (leia-se babadice) masculina pelos referidos modelitos, ficam algumas das melhores imagens das cerimónias dos óscares em Hollywood.

De sempre, no masculino.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

6 + 8 = que é o mesmo que dizer "AH VALENTE!!!"

Tinha tudo para ser uma história feliz, mas está a dividir a América. O parto de oito gémeos, todos vivos, gera ódios à medida que são conhecidos pormenores da vida da mãe dos bebés, já com seis filhos, divorciada e desempregada. Várias ameaças de morte obrigaram Nadya Suleman - a mulher que deu à luz os oito bebés, no final de Janeiro - a esconder-se em "parte incerta", segundo o seu porta-voz.



Li isto e fiquei entre uma gargalhada incrédula e um sentimento (nada agradável) de pena por esta mulher. Poderão as vozes da reacção insurgir-se contra este meu sentimento de pena, alegar que ela teve os bebés porque quis, etc, e até há quem lhe tenha feito ameaças de morte(?), mas a verdade é que deve ser PENOSO ter tantos filhos e não saber como é que vai conseguir sustentá-los. Poderão dizer que Nadya Suleman é inconsciente e aí terei de concordar, porque das duas uma: ou é inconsciência ou é loucura.
A verdade é que as crianças estão cá fora, a verdade é que apesar do desespero, alguém há-de sempre ajudar estas pessoas a criar os seus filhos, nem que seja a pobre da avó.
"Sinto-me mesmo muito cansada por tomar conta das seis crianças e é preciso que ela pense numa forma de resolver isto", afirma, acusando a filha de nunca ter cumprido a promessa de ajudar nas despesas. A avó das crianças ressalva, contudo, que Nadya é uma "boa mãe", embora "obcecada por bebés", e atribui essa obsessão ao facto de ser filha única. Nadya já terá recebido propostas para escrever livros, dar entrevistas pagas, fazer anúncios publicitários e apresentar programas televisivos.
Cada um com as suas obssessões e loucuras. Se é condenável alguém querer ter filhos a este ritmo, e nestas condições, é uma hipótese que considero, obviamente, mas acho que não justifica ameaças de morte por parte de quem não tem nada a ver com o assunto. Ondas de ódio porquê?
Ainda estou a pensar no número... 14 - CA-TOR-ZE é muito.
AH VALENTE!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

domingo, 14 de dezembro de 2008

Natal V (prenda de Natal)

Finalmente o Pai Natal recebeu a minha carta de natal e atendeu o meu pedido!!! E antes do dia 25!!! E logo no mesmo dia!!!

Bush "apedrejado" (ou será "asapatado"?!) com sapatos iraquianos e Sócrates insultado no Seixal e no Barreiro! Diz ele (Sócrates) que "o insulto é a arma dos fracos". Concordo. Pergunto-me qual será a arma dos fortes...





::o primeiro vídeo é do presidente bush "asapatado"::os outros são momentos lindos do nosso primeiro ministro::





segunda-feira, 26 de maio de 2008

Californication

Isto, não foi, em momento algum, um amor à primeira vista. Confesso que não. Após o primeiro episódio, uma certa náusea terrivelmente estonteante abraçou o meu sentido crítico e pensei "lá vem mais uma série tipo Nip Tuck", uma espécie de O Sexo e a Cidade, mas desta vez, no lugar da minha emblemática NY, colocaram LA, que é a cidade que sempre atribuo a um certo anti-herói de seu nome Lebowski. Mas isso são outras histórias. E um facto que quase mulher nenhuma gosta de admitir: aquela certa impressãozinha em tons de verde após o visionamento de tanto par de mamas e gajas boas num mesmo episódio. Pensei "o Nuno deve estar a brincar comigo, só pode. Este gajo envia-me uma série perfeitamente masturbatória e ainda por cima é só GAJAS?!?" Maus fígados instantâneos. O gajo ao lado só dizia "sim sim amor, tens razão, estas gajas com as mamas de fora enjoam-me, são umas porcas".... Vocês, homens, e esse hábito de nos protegerem de nós mesmas com toda a hipocrisia do mundo nas palavras que imaginam que a nossa melhor amiga nos diria em semelhante situação, quando apenas nos vai uma coisa na cabeça "porque raio não tenho eu um cu daqueles?"





Hesitei entre colocar isto no Beautiful Losers ou aqui, em espaço aberto, porque pode sempre ferir as susceptibilidades de quem ande por aí a vasculhar em motores de busca, coisas designadas por palavras como Amor, Felicidade, Ambição, Sonhos e Perfeição e encontre algo tão cáustico como mamas, sexo e fornicação. No fundo, é um pouco de tudo isto que tratam estes doze episódios. Não gostei dos dois primeiros episódios, pareceu-me algo inconsistente e até inverosímil, não só pela questão do preconceito confessado, mas por uma certa incongruência da própria personagem. Depois, aconteceu aquilo que penso que deva acontecer com a maioria das mulheres que conhecem aquele homem, menino perdido, escritor com bloqueio, apaixonado pela ex-mulher mas completamente fodido daquela cabeça. Sim, eu escrevi completamente fodido. Perdido. Com a sensação de vertigem debaixo dos pés e sonhos toldados pela perda da mulher que sempre estivera lá e deixou de estar.

Somos todos um pouco assim. Somos todos peças de uma grande peça, manobradas por uma força universal superior que parece dizer-nos a todas as horas para darmos os passos errados na nossa vida. O "fazer merda", a prática errante e criticizante contra a correcta e saudável teoria. A perda de oportunidades de se ser feliz. O querer recuperar de uma certa beleza a todas as horas. O inferno não debaixo de chuva, como sempre é suposto (a estética do sofrimento, deus meu!) mas debaixo de sol ardente. Um carro fantástico todo riscado, de farol partido. O humor sarcástico que sai sempre sem ser pedido. O portátil partido contra a parede. O fazer o que lhe apetece. O fumar e beber a todas as horas, a falta de práticas de vida "saudáveis". Os finais infelizes. Muito infelizes. Miseráveis. A esperança de alguma forma, no meio da sarjeta.






E a miúda da série, a filha Becca é a cara da minha grande amiga Sara (muitos risos).

* a cena que me conquistou definitivamente foi a cena de sexo entre o Hank e a amiga quarentona, em que ele parte e vomita a tela do querido Bill (e todos entram no quarto)... hi-la-ri-an-te.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Revistas para Gajas (acrescente-se) Estúpidas

Eu não sei o que é mais triste: se as revistas para gajas se as séries para gajas.
Passo a explicar: estive a ler a Elle de Outubro (não a comprava há imenso tempo) e os artigos que lá li deixaram-me a pensar profundamente na minha própria opinião sobre as coisas e sobre a vida, colocando-me algumas questões "será que a revista já era assim?" "será que estou a ficar menos obcecada com as ideias feitas?" "será que cresci finalmente?" "será que alguma vez fui fútil ao ponto de não perceber que aquilo é fútil?".... será?!?! ....




A grande questão, no fundo, prende-se com o facto de que sempre gostei destas revistas "de gajas" sem nunca dar grande importância ao material dito para gaja. Ou seja, os artigos de opinião e as reportagens. No fundo, desde que me conheço por gente, sempre adorei Moda e toda a secção dedicada à Beleza. Os artigos sobre relações, sexo, blá blá blá, sempre foram dispensáveis; confesso que sempre li o horóscopo e fazia os testes de personalidade e se "ele é o seu par ideal". Lembro-me ainda do primeiro número da revista Máxima (que continua a ser a minha preferida, a par com a Vogue), e de sempre comprar muitas Elle's e Marie Claire's. Tive a sorte de ter uma mãe que nunca foi de comprar revistas Marias e afins.
Adiante.


Antes de começar a crítica supostamente dita, quero esclarecer que tenho um indíce de futilidade/frivolidade em mim, acima do normal, absolutamente nada feminista. Ao contrário do que muita gente (homens e mulheres) pensa, isso não extermina a vida inteligente e pensante dentro do meu ser, daí esta crítica (que se segue) a par com a defesa dos cremes, perfumes e lingerie.
Homens [decentes], preparem-se, eu vou defender a vossa honra perante o triste espectáculo que é discorrido nas linhas escritas para mulheres, em revistas do género.


A questão, e não pretendendo alongar-me, prende-se acima de tudo, com dois artigos. O primeiro, que me deixou um certo amargo de boca, defende que a mulher ainda ganha pontos se se fizer de difícil e passo a citar uma frase que define todo o teor do artigo: "Uma mulher que se faz de difícil tem mais hipóteses de conquistar o sexo oposto? Essa técnica ainda vigora? Parece que sim, escreve um homem na primeira pessoa" Pois, pode até ser verdade, pensei eu, mas o homem deve ser atrasado mental (o que escreveu o artigo, entenda-se) bem como a mulher que se faz de difícil, se isso for um joguinho de manipulação de sentimentos, e já agora, bem como os estúpidos que vão nesse tipo de jogos. Definitivamente, a causa de muitos divórcios. Que raio de relação é baseada numa falta de interesse não genuíno a fim de se obter atenção ou a pessoa?Será que nos tornámos são facilmente obtíveis e encaixáveis nessas fórmulas feitas? É demais para a minha cabeça. Pode até ser que isso resulte, mas a mulher que o faz é, acima de tudo, insegura e dissimulada, e o homem que se cai nesse falso pressuposto, muito fraco de cabeça, para não dizer machista ou obtuso. "Há muitos homens que não gostam que as mulheres dêem o primeiro passo. E elas, espertas como são, fazem as coisas de forma a que nós pensemos que quem tomou a iniciativa fomos nós." Pois... está tudo dito, não está? É legítimo haver homens que não gostem da iniciativa de certas mulheres, tal como é legítimo haver mulheres que gostem de se fazer de parvas de forma a obter o dito macho. Estão bem uns para os outros. É mais fácil a princípio, e no fim acaba-se sozinho... ou a fingir uma vida inteira.

Por falar em fingir, passemos ao artigo seguinte. O da frigidez no feminino. O fingir orgasmos. A culpa que é sempre do gajo porque "não existem mulheres frígidas, há apenas homens desastrados. É que, muitas vezes, confunde-se a ausência de desejo com falta de jeito... por parte do homem, claro." O tal mito de que se a mulher não atinge o orgasmo é porque o desgraçado não se esforçou, etc... o que muita gente se esquece de dizer é que muitas dessas mulheres não conhecem o próprio corpo, nunca atingiram um orgasmo sozinhas, têm preconceitos e tabus, não sabem o que é a masturbação, nem sequer falam de sexo, e tudo constitui esse gigantesco trauma que contribui para a tal frigidez que existe e é uma doença, um problema que, tal como quase tudo o que diz respeito a sexo, tem o seu cerne na psique e nos comportamentos e desejos ocultos. Muitas dessas mulheres não gostam de sexo. Tal como há imensos homens que não gostam de sexo. Sim, até pode ser o fim do velho cliché tão defendido por muitos e muitas, que diz que o "homem está sempre preparado", etc. Em toda esta questão frigidez vs prazer vs orgasmo vs orgasmo fingido, há uma transferência de culpa, que deveria ser repartida por ambos e nunca é. A culpa é sempre do homem, que sofre, na grande maioria das vezes, a pressão toda. Nós somos pressionadas a ter um corpo magnífico de capa de revista, eles são pressionados a ser máquinas de prazer constante. Quites, portanto. Será? Talvez por isso haja tão mau sexo por aí e haja tamanha frigidez nos lares das senhoras que nunca se esforçaram muito para obter o prazer que julgam ser um direito que se obtém com a simples abertura de pernas. Nunca é assim tão simples pois não?

Resta dizer que no artigo mencionado, sensibilidade está escrito da seguinte forma: "sensibílidade". Se foi gralha ou não, não sei. Nem quero saber. Denota o pouco cuidado que há em publicar trampa desta qualidade. Não volto a comprar a Elle. Isso é certo.

Quanto às séries para gajas... pode haver muita coisa que seja considerada série para gaja e outra tanta que não. Passei o fim-de-semana a ver televisão por razões de força maior (séries bastante light na FoxTv), e tudo o que é idiotice e ideia feita, joguinhos e baldrocas com vista a relações (como se não houvesse nada de mais importante na vida de alguém) estão espelhadas na grande maioria, e fiquei pasmada com a porcaria que passa e tem audiências de arrepiar. Como gostos não se discutem, não adianto os porquês de gostar ou deixar de gostar, mas há algumas em que não me revejo minimamente, como é o caso das Donas de Casa Desesperadas (Desperate Housewives), Simple Life (com a Paris Hilton e a Nicole ?, absolutamente intragáveis)... deve haver mais algumas, mas as Donas de Casa Desesperadas tiram-me do sério, pelo ridículo das personagens, e pela promoção descarada que aquilo é para algumas daquelas actrizes. Existe um quê de orgulho em ser-se estúpido e em praticar-se todos aqueles joguinhos absurdos sem nexo algum. Aquilo passa-se nos dias de hoje, mas bem podia ser na década de 50 que ninguém daria pela diferença. Os homens são ali personagens secundárias, estupidificados e pobres tontinhos, numa senda de filosofia do tipo Clube Pilinha Não Entra, e se entrar, também não é para ter grande importância. Não há ali meios termos: elas são as principais personagens, estereotipadas até dizer chega (há a adúltera, a mãe de família, a preconceituosa, a santa e a puta) e eles funcionam como os Ken's do cenário.

Existe uma boa surpresa no meio de tudo isto. Uma série que pode até ser considerada uma série para gaja, mas que adorei descobrir. Anatomia de Grey. Obviamente não tem rigorosamente nada a ver com o meu querido Dr House (o meu número um), mas há algo de desconcertante em Grey's Anatomy que não vejo nas outras séries. Lembra-me um pouco aquele humor (aquando das partes humorísticas, que Desperate Housewives não tem de maneira nenhuma) que via há uns anos atrás em Ally McBeal, também uma série talvez para gaja. Mas que os gajos também vêem/viam. Gosto do lado pluralista das séries. Gosto do lado humano dos homens, como seres humanos que são, seres sensíveis que têm cérebro e sentido de humor. Gosto acima de tudo, do lado desconcertante de tudo aquilo. Não sei definir, mas sei que o jogo não é explícito ali, tal como a vida quase nunca o é.


Resta dizer que não há revistas para gajas ou séries para gajas... existe é um mercado terrivelmente assustador para gente estúpida (homens incluídos, claro).

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

"Excuse Me"

::fotografia de jill greenberg::





"Antes tarde que nunca" é uma verdade aplicável ao arrependimento verdadeiro, mas nem sempre o pedido de desculpas personifica esse mesmo arrependimento.


"As desculpas não se pedem, evitam-se". Penso ser uma verdade ainda maior.




É certo que não gosto de pedidos de desculpa. Nalguns casos (as criancinhas na escola) são perfeitamente justificáveis, mas a verdade é que não gosto (aliás, detesto) de pedidos de desculpa. As pessoas são naturalmente egoístas, e são as mais egoístas que passam a vida a dizer "desculpa". Já agora, as que têm maior défice de inteligência emocional, uma vez que passam a vida a cometer os mesmos erros nas suas relações, e a pedir as tais desculpas, porque cometem s e m p r e o mesmo erro. Ainda há os da vertente orgulhosa estupidificada, "desculpa, mas..." e não há pachorra. Isso, pachorra, porque a paciência esgota-se minutos antes da pachorra.




E isto vem de braço dado com o facto de ter estado a ver o Oprah Winfrey Show. Eu sei que não tenho coração, mas eu abomino tanto o programa como as pessoas que o vêem religiosamente. Tenho dentro de mim uma vontade férrea de vir a ser uma melhor pessoa, mas o facto é que a espada páira sobre a cabeça de alguns dos meus conhecidos e a Justiça normalmente é cega. Passo a explicar: o dito programa (ou parte dele, porque não vi tudo) falava do arrependimento, com direito a lágrimas e tudo, de alguns adolescentes e professores dum liceu dos EUA que se magoaram reciprocamente, fosse por racismo, fosse por homofobia, etc, numa sessão de pedidos de desculpa. Uma professora chorava a pedir perdão aos seus alunos caso algum dia os tivesse magoado. (Nobre, hein?)


Um aluno (gordo que se farta) a pedir perdão ao amigo pelas piadas racistas que costumava mandar ao amigo (que sendo negro, era bem giro e muito mais jeitoso que o puto racista gordo, leitoso e feio que nem um penedo). Um outro, negro, a pedir perdão ao amigo gay porque lhe chamava "maricas", etc, e já agora, a todas as mulheres que eventualmente pudesse ter ofendido, porque todas as mulheres eram lindas e não mereciam... todos a chorar. Alguns convulsivamente. Tudo a soar a falso, efectivamente. Professores a pedir desculpa aos alunos CASO algum dia os tivesse magoado...? De lágrimas nos olhos...?




Mudei de canal.




Pensei "não há pachorra". Tudo isto lembra-me a parva duma suposta amiga que tenho/tinha que assiste a esta bosta de programas (eu escrevi bosta, sim) mas na altura devida em que deve evitar uma data de situações e não perder os amigos, só tem feito porcaria. Metade das pessoas que conhecia já não lhe falam, afastaram-se, devido a situações desagradáveis por ela criadas. Acha que o mundo está contra ela, acha que ninguém a compreende e toda a gente é má e ruim. Bem, eu sei que sou má e ruim, mas considero que com ela nunca apreciei o verdadeiro lado da minha ruindade. O facto é que eu gostava dela. O facto é que nas piores alturas, eu estive lá para ela. O facto é que sempre me interessei, liguei, apareci, tolerei e aceitei. Cheguei mesmo a perdoar situações que por outra pessoa, não o faria. Uma manhã não pude estar a 100%. Estive ao telemóvel com outra pessoa. Meia hora ao telefone. A partir dessa manhã, depois de insultada, deixei de ser considerada Amiga porque estava ao telefone com outra pessoa. Deixou de me falar. Até hoje nem sei bem porquê. Penso que foi a única razão.



Talvez um destes dias ela apareça ou ligue.... "peço-te desculpa".


Ao fim de mais de 8 meses. Não irei desculpar, caso isso aconteça. Não vejo a porra da Oprah Winfrey e não tenho pachorra. Tal como ela, algumas pessoas que páiram por aí. E a culpa não é do mundo, a culpa é minha. Nossa, de nos deixarmos magoar. É simplesmente devido às expectativas que nós temos dos outros, e que nunca são cumpridas por essas determinadas pessoas. Todos temos problemas e todos temos uma vida. Morrem pessoas todos os dias, e quando morrerem, será que é nessa altura que devemos ocupar-nos delas? Será que é depois de se fazer a porcaria e de se magoar e de se ignorar e desprezar pessoas que lhes vamos pedir "desculpa"? Será que depois de não terem cuidado connosco, teremos de ter cuidado com essas pessoas? O egoismo reina e anda tudo demasiado centrado nos seus problemazinhos da treta, e por vezes esquecemo-nos de que tudo isto é efémero. Eu, penso que não aprendi nada de novo. O discurso até poderia ser "ah e tal, as pessoas são assim mesmo, são todos uma cambada de egoistas!..." mas não. Não o faço porque por cada merdoso/a que conheço tenho mais uns quantos que ainda valem a pena. Por isso gosto de pessoas. Por isso gosto de falar com pessoas, estar com elas. Há outras para as quais não tenho mesmo... pachorra. A Amizade também se faz disto. De nivelar. Saber distinguir o trigo do joio. Se eu perder tempo com quem não sei, o que é que eu vou dizer a quem sei?... já dizia a minha A.miga. E siga!




Como disse no início, eu detesto pedidos de desculpa (a mágoa ou a tristeza incutidas ou a maldade deliberadas não têm desculpa)... quanto às lágrimas, hei-de me lembrar sempre das palavras dum grande amigo meu... "chorou? ai chorou?? pois olha, isso são lágrimas de crocodilo, e o crocodilo só fica bem em sapatos ou malas... ou naqueles polos muito giros da Lacoste"....

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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