Em Guimarães, Paulo Portas envolveu-se numa acesa discussão com um cidadão anónimo.
Foi um dos momentos mais difíceis da campanha de Paulo Portas na rua: em Guimarães um homem travou-se de razões com o líder do CDS, por causa dos cortes no rendimento mínimo defendidos pelos centristas.
Logo nesse momento os responsáveis pela campanha do CDS desconfiaram do argumentário daquele cidadão que espontaneamente se tinha atravessado no caminho de Portas. "Cheira a PS", comentavam. Agora, o CDS diz que tem a prova: o mesmo homem aparece em fotos da arruada de José Sócrates em Guimarães, integrado na multidão que seguia o secretário-geral do PS, poucos passos atrás deste e da deputada socialista Sónia Fertuzinhos.
Agora, o CDS vem dizer que afinal se tratava de um apoiante do PS
"Bem me parecia que não era um espontâneo. Afinal, era um enviado especial do PS", disse Paulo Portas ao Expresso.
in Expresso On-line
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O caso passou-se na sexta-feira passada, durante uma arruada em Guimarães. O homem em causa criticava a proposta de Portas para cortar na verba do rendimento mínimo, defendendo que cada beneficiário recebe um valor muito baixo e que o Estado devia poupar noutras despesas. "Você não pode pedir que a opção de não trabalhar seja paga pelos outros. Se uma pessoa decide não trabalhar, é uma opção dela, não é da comunidade", argumentou Portas, já razoavelmente irritado ao fim de vários minutos de discussão.
in Expresso On-line
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Paulo Portas soma e segue.
(fotografia de João Pedro Miranda).

