::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Gina

Só porque hoje se falou em revista Maria, e fui FORÇADA a falar na Revista Gina, lembrei-me deste post, agora "ressuscitado". Afinal, sou adepta da filosofia da reciclagem. O Blog tem andado muito movimentado, ultimamente. Demasiado agitado. Fica a história para vos acalmar. É bonita e vale a pena recordar. Porque recordar é viver...



Vasco deixou de falar com Joana porque se fartou da insistência dela
ou
Vasco deixou de falar com Joana porque sofria do complexo de Peter Pan e não disposto a deixar-se apanhar pelas manápulas de um ser do sexo oposto e maquiavélico, com vista a ter um compromisso sério, procurou consolo e ajuda sexual junto de outra pessoa, cujo número de telefone lhe teria ido parar à caixa de correio de forma assaz estranha. Sem remetente e sem morada.
Vasco não podia deixar de se sentir culpado pela forma algo atabalhoada como tinha “despachado” a Joana, que parecia, até uma boa pessoa, mas que mostrou ser uma Cabra Fria E Cruel pela forma como reagiu à sua honestidade. Afinal de contas, raios, ele tinha sido honesto! Fez-lhe o favor de lhe dizer quais eram as intenções dele!
“afinal, o interesse que tenho por ti é apenas sexual”
“o quê??? Só pode estar a gozar comigo… então mas e … as saídas com os teus amigos? As idas ao cinema??... o desenho amoroso que o teu primo me fez??... afnal era tudo pelo sexo??”
“querida… sabes… até tens muita sorte por eu te estar a dizer isto… podia apenas aproveitar-me de ti e…”
“quê???? SEU MONSTRO!!!! És igual a todos os outros!”
Vasco liga a Gina (era esse o seu nome) depois de ver Joana atravessar a esquina… aquele bilhete tinha-lhe despertado interesse… era envolvente e misterioso “liga-me 9X XXXXXXXX” era mesmo muito misterioso.
Após alguns minutos de conversa
“Onde vives mesmo?...”
“……”
Eram vizinhos, afinal de contas… ela houvera reparado nele numa ida ao supermercado.
Gina encontrava-se no apartamento de Vasco. Era linda. Depois de algumas noites tórridas de amor louco e sessões de sexo selvagem, Vasco achava-se o máximo, ciente das suas aptidões e potencialidades e lá bem no fundo, no fundo do seu fosso sentimental, Vasco não se apercebia que ao mesmo tempo que se regozijava por ter mandado a Joana “passear”, sentia que Gina era a mulher, a fêmea que o completava, que estava à sua altura, muito diferente da outra neurótica que já imaginava casar com ele, concerteza.
Vasco apaixonou-se por Gina.
Gina, essa, tinha ambições profissionais, tinha sonhos, não se resignaria a ficar pela metade quando se achava merecedora dum todo, um mundo onde caberia ela e todos os “Vascos” que pudesse encontrar pelo caminho.
Ao fim de duas semanas, fartou-se de Vasco. Farta das suas chamadas telefónicas frequentes e de ele não conseguir perceber que afinal aquela relação não tinha sido mais do que… sexo.
“Gina… então querida? Queres passar cá em casa para provar uma receita nova que ando a experimentar desde há cinco dias, os mesmos dias que estou sem te ver?...”
“Vasco… olha… não vai dar…”
Depois de algumas discussões pouco agradáveis, Gina lá fez o favor de dizer a Vasco que

“afinal, o interesse que tenho por ti é apenas sexual…”
Vasco fez um escândalo e passou a seguir Gina todos os dias, a todas as horas, até que descobriu que Gina andava a encontrar-se com outra pessoa.
Pela insistência, pelo terror, pelas ameaças e pela loucura de Vasco por ela… Gina teve de mudar de casa.


Moral da história: por mais porcaria que se faça na vida, o preço a pagar pelos pecados que se cometem com outros é igual ou de superior valor, e cada um tem aquilo que merece, cada um deita-se na cama que faz e a galinha da vizinha afinal chamava-se Gina.

E perguntam vocês: ah…. E a Joana? Que foi feito dela? Joana tornou-se a Directora de uma conceituada revista, baseada nos percalços que teve na vida com Vasco. E indirectamente… com a Gina.





E como se não bastasse, há precisamente três anos, no Psicologias da Treta, o post era este:


Your Japanese Name Is...
Gina Yamamoto



Há coincidências fantásticas. It was really meant to be... sim, eu tenho uma Gina dentro de mim.

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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