::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Da opinião pública ou da importância de se ser do Contra

"Ainda tenho esperança que os professores queiram ser avaliados e que o problema de facto seja apenas a forma como se decidiu que seria feito!
A verdade é que esta classezinha (sim, ao longo dos tempos esta classe foi ficando "pequenina"!) parece não apresentar alternativas, mas apenas contestar.

Infelizmente, e com algum desgosto por já ter sido um deles, sei que muitos morrem de medo e perdem o sono só de pensar que possam ser avaliados! É sinal de consciência, conheço uma professora de português que não sabe distinguir entre "há" e "à" - é normal que perca o sono. Era fazer uma razia e passar esta gente a pente fino. Mas podia começar-se por avaliar as Escolas Superiores de Educação de onde saem estes génios (e as universidades também) para percebermos como se forma um professor de Língua Portuguesa que não sabe regras básicas da sua língua materna!
Há aí muito professor que gosta do ensino mas já não quer dar aulas. Ponham esses a candidatar-se a avaliadores apenas e só, para que todos tenham tempo de fazer o seu trabalho.
Antigamente havia inspectores que apareciam nas escolas sem avisar. Parece-me que podia ser uma boa alternativa! Cena de ditadura?... Talvez, se calhar uma ditadurazita fazia melhor a esta cambada que esta democracia!
E já me alonguei muito..."

Nota: este comentário está assinalado e linkado para a gaveta onde normalmente etiqueto e "arrumo" esta malta porreira de pêlo na venta. Sim, eu sou daquelas que rotula. Obrigada.





Acabei de ler este comentário a um post num Blog dum gajo que diz que não sabe muito bem como é que foi avaliado enquanto aluno. Pelo teor do dito post, a mim parece-me que o senhor gajo dono do Blog está de acordo com o método de avaliação imposto por este Governo Sócrates, ainda que reconheça que não está por dentro do assunto.

Este comentário que transcrevi é duma senhora gaja.

Coloquei a etiqueta "este é o meu novo eu" porque o meu "velho eu" já teria mandado àquela partezinha (sim, no diminutivo). Tipo à merda, estão a ver?

Ora bem, a mim, que só me pronuncio passionalmente a favor ou contra algo que conheça a fundo, ou que me diga respeito directa e pessoalmente, faz-me espécie este tipo de comentário furioso, pejado de emoções fortes, bem ao estilo de varina de mercado (depois assumem-se como urbano-depressivos ou coisas assim meio forinhas), incompreensivelmente pueril, na medida em que as pessoas até têm uma certa idade, mas assumem, infelizmente, os ignorantes que são e o quão triste é pertencer a uma geração que fala muito bem de cor e em repeat mode da merda que têm em casa e dos disparates que os papás dizem. Normalmente o que move este tipo de atitude do CONTRA só porque é cool remar contra a maré, é uma profunda frustração em relação aos seus próprios empregos: ou porque ganham mal, não se aguentam com o ordenado ao fim do mês, ou vivem em casa dos paizinhos e não têm jeitinho nenhum para as coisinhas que fazem a que chamam emprego/ocupação/whatever. Uma coisa é certa: existe demasiado ódio neste tipo de discursos e pior: falam em praça pública do que desconhecem.

No outro dia ouvi um comentário de um senhor que dizia que por cada voto de um professor que este Governo PS perde, ganha mais três da população. Dá que pensar: então mas os professores não fazem parte da população? E não seria melhor que fossem ler os estatutos ou, sei lá, ler a legislação(?) assim só naquela de se informarem antes de dizerem disparates? E realmente a fazer as contas, não existirá praticamente mais nenhum partido político a não ser o Socialista em quem votar. Com tanto voto!!! Até porque a única questão com que o povo se debate é estar CONTRA os professores! Mais nada interessa! Sim senhor! Ah valente! Finalmente um partido interessado em varrer essa escória da sociedade, esses bandidos, essa gentinha, esses nojentos professores! Patifes pá...

Uma coisa é certa, e para que se saiba, pois este Blog é público e serve muita gente que, ao contrário das minhas opiniões, pode ter uma opinião errada e infundada por acreditar em parvoíces de gente frustrada e ignorante deste tipo: sempre houve avaliação nas escolas. Os tais inspectores que a rapariguinha cita continuam a visitar as escolas por diversos momentos ao longo do ano lectivo, os quais constituem aquilo que se designa por inspecção pedagógica. Todos os professores sempre foram avaliados. E sempre hão-de ser.

Levanto uma questão: se isto é assim tão errado e se os professores aos olhos de muito boa gente são uns calões do caraças, será que são TODOS??? É que de entre mais de 120 mil que protestam, os que restam são muito poucos... será esta classe assim tão pouco profissional e baldas? Serão assim tão incompetentes?


Já a minha avó dizia: cada um nasce para o que nasce. Importante é gostar daquilo que se faz. Eu faço a minha parte, adoro fazer o que faço, acima de tudo, e gostava de ver toda a gente feliz a fazer aquilo que melhor sabe fazer. Claro que uns há que não têm jeito para fazer nada, nem nasceram com um talento especial, mas claro que esses são aqueles que não sabem sequer o que é que cá andam a fazer.


Há coisas que me fazem sorrir por dentro. A ignorância dos outros, por exemplo. Um pouco como o Toy, no fundo....

What can I possibly say?...

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