::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pai





Pois. Hoje não é dia do pai nem nada que se pareça. Nem sequer é o dia do seu aniversário, para além de que o meu pai não sabe que tenho um Blog. Talvez por isso saiba ainda melhor esta pequena homenagem clandestina, secreta. Há alguns segredos que apenas se revelam à alma e ao mundo, pois os seus destinatários sabem-no interiormente. Talvez eu seja mesmo uma daquelas pessoas que partilha os seus segredos com estranhos, embora este espaço já tenha sido mais confortável em tempos idos, onde todos éramos, de facto, estranhos. Talvez eu chegue à conclusão que afinal somos todos muito mais estranhos (no inglês strangers) do que pensei, na medida em que as pessoas têm atitudes estranhas e é necessário muito mais do que um Blog para nos conhecermos realmente bem. Existem muitas mensagens escondidas nas entrelinhas deste Blog e talvez as maiores sejam mensagens de Amor e dedicação, e nalgumas, as pessoas nunca chegam a percebê-las ou sequer a lê-las.

Quanto à afirmação explícita na mensagem, eu não sei se ajuda, de facto. Sempre fui daquelas miúdas com uma ideia de pai equivalente a super-herói e depois veio uma adolescência tremendamente complicada que deitou por terra o mito, a comunicação, e instalou-se uma espécie de amor/ódio da qual nada me orgulho. Foram tempos difíceis. O meu pai é um homem do antigamente século passado e tivémos momentos muito difíceis na denominada fase do armário aka parvoíce de adolescente aka rebelde sem causa, a par de uma anormal situação de doença familiar que agravou o estado emocional geral da família. Mortes à mistura. Muita coisa triste.

Sobrevivemos, à custa de algum auto-controlo e muito bom-senso, pelo que superámos o que naturalmente havia a superar. Aproximámo-nos lentamente. Chegámos até ao hoje, e o hoje é de uma amizade muito bonita. Definível por diversas palavras, sendo a maior, confiança. E quem me conhece sabe que não é difícil ganhar a minha confiança, sendo ainda mais fácil perdê-la. Normalmente, não olho para trás se a perco, e se a perco é de vez. Nisso sou mais como a minha mãe, mas isso dava outro post.

Descobri este site no Blog da Ana e confesso que chorei. Chorei muito. Confesso que tive uma tremenda saudade do meu pai naquele momento e confesso que sorri e tenho um profundo orgulho em ser filha daquele pai tão louco e tão severo e tão aventureiro e tão pai que ele é.


Meu pai.




Obrigada, Ana.


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