::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

As Passagens de Ano




Ainda agora este 2008 começou e já eu me sinto uma Cabra Fria e Cruel da pior espécie, mesmo não sabendo o que é que o novo ano me reserva, e mesmo que seja uma data de coisas muito ruinzinhas, fica ao menos este testemunho pessoal e intransmissível de uma porção de coisas que me perturbam sempre que acaba um ano velho e começa um ano novo.


Isto serão apenas algumas considerações e resoluções de quem, como disse anteriormente, acaba um e começa outro. Ano, pois então.


Não me irei debruçar sobre aspecto nenhum da minha vida nem sequer dizer qual foi o melhor e o pior no internacional de 2007, pois isso seria demasiado óbvio e para isso já há demasiados Blogs a encher páginas. A mim ninguém me paga para fazer críticas e concerteza ninguém está muito interessado em saber qual é o Top 100 das minhas preferências culturais. Quando muito, poderei dizer que, para o ranking das minhas preferências gastronómicas entrou directamente para um merecido (sei lá, deixa ver) sétimo lugarito a alcatra de peixe da Ilha Terceira que é de babar.


Mas onde é que eu ía?


Pois, as Passagens de Ano e as considerações sobre o Velho e o Novo.


Se querem saber, não divido assim tanto o Velho do Novo, acho que acaba por ser tudo a mesma coisa até porque o quebrar de um Ciclo na vida de qualquer pessoa é muito relativo e mal seria se todos começássemos a tal vida nova a cada dia 1 de Janeiro. Ou seja, mais uma vez, pessoal e intransmissível. No fundo, o que temos todos em comum é o facto de termos de fazer o IRS de ano a ano, e disso nem os ministros se escapam, fazendo das finanças deste país um quase denominador comum (sim, porque quem dera que os meus rendimentos fossem iguais aos do tio Belmiro) . "Feliz ano novo fiscal!" vão passar a ser os meus votos nos Dezembros vindouros.

Outra coisa que me irrita um bocadito no calendário é a porcaria dos filmes. Isso, a porcaria dos filmes. Ou dos prémios para filmes. Já agora, dos discos e respectivos prémios também. Quem é que quer saber do filme que foi realizado em Janeiro de 2007 na altura da atribuição do prémio que se passa no ano seguinte??? E o tal disco que tanto se ouviu em 2007 mas que afinal foi de 2006? Será que posso dizer que 2006 foi um grande ano para aquela banda, se afinal só ouvi AQUELE disco no ano a seguir? Daí toda a minha fúria relativamente aos atrasos que afinal o calendário comporta desde os números marcados em cada mês e a realidade subjacente á nossa vida em concreto. No fundo, a questão do IRS também se aplica aqui. Quem é que nunca se auto-flagelou por ter perdido n facturas que afinal são já "do ano passado"?


Bem, do que é que eu gosto na cena toda do Ano Novo?

Gosto do Fogo de Artifício que, tal como o próprio nome indica, simboliza tudo o que aquelas míseras horitas significam, no fundo: um artifício. Gosto da alegria quando é genuína, quando se está na companhia de quem realmente interessa, sinal de que ainda andamos todos por cá e gosto da comida e da bebida.
O que é que me perturba? As semelhanças com o Carnaval, que detesto. Quase tudo, a bem dizer...


E siga que já é 2008.

Bom ano fiscal a todos!

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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