::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Post da Semana

Aqui.

Lembra-me a velha máxima da minha avó, mulher sábia, que dizia que quem muito fala, pouco acerta.
O mesmo se aplica a quem muito escreve. Como diz PRD, o difícil é conseguir escrever pouco.
Less is more.
Há quem se reinvente e há quem se esgote.
Os Blogs de hoje são depositórios de ideias recicladas e repisadas.
E eu fartei-me do tanto que os outros se esgotam.




Quem escreve passa a vida a procurar razões para a escrita, lógicas para este impulso, e argumentos que expliquem por que raio, em vez de dormir ou ler, em vez de ver um filme ou dançar, nos sentamos a escrever. Qualquer pessoa que faz da escrita modo de vida sabe que o mais fácil é complicar, elaborar, encontrar razões dentro e fora da razão. O meu pai passou-me uma frase que o guiou nos 56 anos que viveu: “difícil, meu filho, é escrever pouco”.
Se ele aqui estivesse, eu agora respondia-lhe: “pouco, meu pai, só sei escrever quando estou muito inspirado. No resto dos dias, limito-me a escrever”.

Mas na verdade o que eu muitas vezes queria era também perceber porquê.

Hoje fui ajudado. No dia em que o seu blog fez um ano de vida, Patti aproveitou para perceber a lógica dos seus impulsos, a razão da sua escrita:

“Escrever não será nada mais que isto. A forma que sem saber, encontrei de estar mais tempo comigo. Às vezes só me faltava eu”.

Vou juntar esta ideia às que fazem companhia à frase inicial do meu pai. Gosto de coleccionar pensamentos bons.

What can I possibly say?...

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