::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


terça-feira, 10 de março de 2009

Post da semana



Eu sei que ainda nem sequer é sexta-feira (I wish!) mas lufadas de ar fresco como as que recebo deste Blog, praticamente todos os dias, são dignas de ser gritadas ao mundo. Tudo a propósito de sexo casual (ou lá aquilo que cada um de nós entenda como tal), correspondências entre leitores e autores de Blogs, ideias concebidas e pre-concebidas. Este leva a etiqueta de "tretas sobre sexo e coiso e tal" e tenho imensa pena de não ter sido eu a escrever.



CASUAL,
do Lat. casuale
adj. 2 gén.,
que depende do acaso;
fortuito;
eventual;
acidental.



Vou esperar que o meu querido chegue a casa e, eventualmente, provocar um acidente sexual entre nós. Será sexo causal?...














Este blog não pretende dar quaisquer respostas. Nem que seja porque não as tenho. Mas reconheço-lhe, outra vez, que a observação, não sendo inócua, é gira. "Numa relação casual esse brincar-se ao que se pode ser e se é não acontece?" - foi um lapso a omissão do sentir? - Tenho cá para mim que ainda o mando à... família! Mas desconfio fortemente que é capaz de a conhecer melhor que eu. Ora, espere para ver.

Quando afirmei, na última CORRESPONDÊNCIA, que era numa relação estável que se tinha a liberdade de brincar ao longo do espectro do que se pode ser e sentir, podendo ser-se tudo e lailailailailai, não estava, obviamente, a fazer qualquer juízo de valor sobre aqueles que escolhem relações casuais ou a diminuir a relação casual. Aceito que para um elevado número de rapazes e meninas sem disponibilidade, ou vontade, ou capacidade, take your pick, de investimento amoroso - e não, não quero dizer emocional!- , sexualmente experientes e explícitos, também, quanto à natureza dos seus objectivos, possa ser um modo de relação muito satisfatório. E sei que alguns desses rapazes e meninas, num outro contexto, dentro de uma relação, são capazes de um compromisso emocional e sexual. Viu? Agora, vamos a factos muito estudadinhos e mais que provados. O desempenho sexual - apenas no sentido da mutualidade do prazer vivido - corresponde à experiência sexual. Até aqui nada de novo. Mas a verdade, verdadinha, é que essa experiência pode ser aprofundada. A confiança no outro, a empatia, a capacidade de aliar o sexo e a ternura, a integração do elemento agressivo despojado de hostilidade, a dependência madura, a activação de uma vida inconsciente de fantasia e a idealização da relação são os constituintes que permitem o desenvolvimento completo do erotismo. Ou se preferir, o investimento completo da pulsão libidinal, espelho da integração da pulsão sexual com a relação de objecto. (Dizem os tios Green e Stoller, a tal da família...) Mas isto são apenas psicologices que só servem para traduzir assepticamente aquilo que todos queremos: que o sexo - que pode ser um profundo prazer físico e emocional - seja também a expressão da intimidade. A coincidência do sentimento com o pensamento e o corpo. Amor. Isto vivido a dois. A três dúzias, temos pena, tanta peninha, ó!, mas não dá!
E como eu sou mais que magnânima, tome lá as palavrinhas deste rapaz a explicar isto tudo melhor dos que os tios todos juntos! Diz que é um link, diz que é...

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