::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::
Pode ser que então o gosto das mulheres mude. Depois admiram-se de haver modelos anorécticas e bulímicas a morrer.
Há com cada publicitário que havia de levar com um gato morto nas trombas até o gato miar. Ou na minha versão mais recente da expressão: era dar-lhes com um magalhães nas trombas até o magalhães se partir todo. Tenho dito.
Um Eno, eu já sabia o que era, agora um Emo.... fui investigar e descobri este site e de lá retirei esta explicação.
Close enough to punk and rock Emo is now know for it's more emotional state of mind. Instead of the anger hard-core way of expressing one-self , Emo (short for emotional) has taken a new tole on the twentith century of expressing yourself. From the music with strong emotion and feeling, unlike hard rock or this is more of an alternative way to let your feeling be known.Emo is not only a classification or a type of music it's also taken over the way one expresses themself by dressing. It includes the tighter fiting pants to the dyed-black or dark hair with it covering your face. The longer hair in front with the spikes in the back is also a more Emo- or emotional look to dressing. Emo is also being known as for the hot emo guys and emo girls kissing. From pictures all on the web to the music videos. Hot emo girl to girl and well as hot emo guy to guy is becoming more and more adventurous and more open concluding; Emo meaning being comfortable with oneself. Its a more direct way of altering the feelings one has without words, just emotion.
Some say music is not a type of music. That it is more of a fashion and a way of feeling, hence the emotional. Just recently people have been considering emo to be a genre or music.. Taking back Sunday is one of the many bands people consider to be emo.
Wondering why everyone hates emo? Not all emo people are cry babies or sucidial. Many emo kids come from families which are having serious issues whether it being money issues.
Viewers Voice
Emo,yes it is short for emotional. But,there is more to emo then hair and looks. Emo is a state of mind. Most people,made them selves appear emo. While in reality,they have to much hope to be emo. Emo is much like goth. But,goth is Darker. Emo is more emotional,harder to fake. Yes,some emos cut themselves,but there is more than that. Emo is one of the hardest things,to explain. People hate emos,b/c they view us as suicidal,cry babies,or just week. That's NOT what emo is. Suicidal yes,at times. But,don't judge me for being emo. It's not what I chose to be. It's just what I am.
Fiquei mais ou menos na mesma.
A questão que levanto com os Emos é a mesma relativamente aos Góticos, que é precisamente a mesma que se prende com a existência de Punks, Betos, Alternativos, etc... porque raio as pessoas precisam tanto de sobreviver à custa de rótulos? Porque raio necessita o Homem de se prender estetica e musical e até mesmo sexualmente a rótulos sociais? Porque necessitamos tão desesperadamente de nos resumir a filosofias e regimes de grupos? O amor e o ódio subjacente a quem está dentro e a quem está fora de um determinado grupo é obscenamente ridículo e sem nexo nenhum. Não seremos nós seres multifacetados? Não seremos mais do que a música que ouvimos ou a maneira como nos vestimos? Uma pessoa que veste preto e pinta o cabelo de vermelho não pode ter um amigo que vista de vermelho e tenha o cabelo preto? Claro que há ideologias completamente adversas e não estou a ver um homofóbico a relacionar-se com um gay, ou um nazi a relacionar-se com um judeu ou um negro. Há coisas que, apesar de não respeitar, como o racismo ou a homofobia, ENTENDO, e não tenho receio algum de dizer que não respeito, pois vivo num país livre, mas há coisas que não entendo de maneira nenhuma, e os rótulos não passam duma fachada "para inglês ver".
Isto estende-se também a religião, política e equipas de desporto.
Os tempos de liceu transformam-se nas vidas das pessoas e os traumas da imbecilidade perseguem as mentes mais fracas sob outras formas nas vidas supostamente adultas, que não as mais frequentes no liceu, como o bullying. A aceitação e pertença (ou não-pertença) a grupos de cariz diverso de forma obssessiva paira na mente de frustrados que não têm mais por onde se agarrar nas suas vidas. Porque sucumbir-se a rótulos e abraçar o ódio ou a obssessão baseados em esquemas sociais destes é a mais pura forma de fraqueza e falta de carácter.
O vídeo que se segue é em espanhol e pode ferir susceptibilidades. Agradeço desde já ao meu amigo não-rotulável Daniel pelos momentos de boa disposição e gargalhadas ao ouvir isto. Acho incrível como pode esta malta pensar ou achar que é mais profunda ou sente mais isto ou aquilo que os demais, os não-rotulados, ou os que se proclamam como outra coisa qualquer. Tenho alguns amigos que se afirmam como góticos, outros como punks, outros como alternativos, outros são surfers, outros acham-se isto ou aquilo, e eu própria acho-me muita coisa... na medida em que gosto de tanta coisa diferente, pertenço a um partido político, sou ateia e tenho as minhas convicções assentes em qualquer coisa, acho que não gosto apenas dos "sensiveizinhos" que a mais das vezes, são muito pouco coerentes nos seus estilos de vida e pessoas muito mais descuidadas com os sentimentos dos outros do que aquilo que querem fazer crer.
Sempre pensei, desde os tempos de adolescente, que as guerrinhas parvas descritas no Blitz, tivessem os dias contados, mas infelizmente esta onda de imbecilidade só teve espaço para crescer e em vez de uma evolução, assistimos a uma regressão, onde o aspecto exterior das pessoas conta cada vez mais em detrimento do que lhes vai verdadeiramente na alma.
Corria o ano de 1997 e nas janelas vidradas que davam para a 5 de Outubro, alguém mostrou o rabo, colando-o ao vidro e fazendo jus à expressão "geração rasca".
Bons tempos, esses.
Hoje em dia já ninguém mostra o rabo a ministro nenhum.
Isto, obviamente, tem direitos de autor. Uma conversa entre homens. Roubada, descaradamente, aqui.
Hank says: fdx ja me começa a irritar a cena indie raiva contra corgan handshakefulness. says: lol Hank says: tipo, o corgan podia aparecer com um album do ano e pa pitchfork era uma merda handshakefulness. says: começa-me a irritar a cena feminina raiva contra mim handshakefulness. says: o corgan é uma merda... Hank says: os animal collective podiam aparecer com um album de merda e era bom Hank says: esta merda é so preconceitos de tpos pseudo qeer coisa Hank says: tipos handshakefulness. says: haha Hank says: e isto aplicase a imensas mrdas handshakefulness. says: iá handshakefulness. says: as gajas odeiam-me Hank says: e tu percebesme crl Hank says: tu ouves hip hop Hank says: lol Hank says: http://www.pitchforkmedia.com/article/download/48972-smashing-pumpkins-superchrist Hank says: essa mrda ta boa Hank says: tirando a parte paneleira dos violinos handshakefulness. says: lol handshakefulness. says: não deve estar handshakefulness. says: não gosto dele handshakefulness. says: só gosto de uma canção dos pumpkins Hank says: sim mas tu n comes gajas Hank says: qual? handshakefulness. says: pois não handshakefulness. says: não digo Hank says: lol Hank says: diz la Hank says: alguma merda paneleira Hank says: e tens vergonha Hank says: tta merda boa e gostas de uma musica paneleira dos pumpkins Hank says: fdx Hank says: depois dizes q n comes gajas Hank says: e o crl handshakefulness. says: adivinha qual é Hank says: soma handshakefulness. says: não Hank says: zero (aqele q n come gajas) Hank says: ? handshakefulness. says: não Hank says: sei la crl Hank says: os gajos devem ter umas cem musicas Hank says: diz handshakefulness. says: não digo Hank says: fdx Hank says: coitado do corgan handshakefulness. says: 1979 Hank says: o gajo só nao se matou handshakefulness. says: porque tem demasiado amor próprio? Hank says: nao faço ideia Hank says: se o gajo se tivesse suicidado agora andavam gajos pseudo-cena-underground com tshirts dos smashing Hank says: assim, é uma ganda merda Hank says: quero que se fodam todos handshakefulness. says: não era nada Hank says: claro que era Hank says: é até demasiado óbvio Hank says: se o kobain n se tivesse matado era um corgan ag Hank says: se o elliott smith n se tivesse matado nem sequer ninguem o tinha ouvido Hank says: estas merdas são tristes Hank says: ainda mais tristes são os gajos que as criam
Like Odysseus in a work of Homer, you demonstrate undying loyalty by sleeping with as many people as you possibly can. But in your heart you never give consent! This creates a strange quandary of what love really means to you. On the one hand, you've loved the same person your whole life, but on the other, your actions barely speak to this fact. Whatever you do, stick to bottled water. The other stuff could get you killed.
Porque o ano ainda agora começou (e está a começar)
e
porque
o MEU calendário anda ao contrário do que é suposto
e
porque
normalmente o mês de Janeiro nunca é meu amigo
decidi fazer umas mudanças por aqui.
A primeira foi o cabelo.
Assim de repente, o que uma franja bem curta operaciona naqueles que nos rodeiam e até mesmo em colegas de trabalho que nunca me haviam dirigido antes a palavra.
Não, não é uma homenagem à música dos extintos Ban, a banda do então imberbe e muito pró-idealista-artístico-liberal João Loureiro.
É de pessoas ideais. Homens ideais e mulheres ideais. O nosso ideal de mulher e de homem. Existem? Ou serão um produto da nossa imaginação? A resposta já todos a sabemos: não existem. Então se não existem, porque raio vamos todos bater na mesma tecla? Por que raio, já que é um tema recorrente, perseguimos perfis e imagens de um ser que apenas existe no nosso imaginário, mas que nunca se assemelha àquilo que realmente é?
O tema é recorrente e batido e é também aquilo que designo de chacha. Insistimos sempre na velha teoria que o mundo é que está todo ao contrário e nós é que estamos certos, mas levamos a puta da vida toda a morrer de amores por alguém que não está nem aí para nós. Já me aconteceu a mim, a si, que lê este magnífico post e a toda a gente (quase todos, vá) que eu conheço. Será que é o mundo que está ao contrário ou seremos nós e os nossos (pre)conceitos?
Olhamos para alguém, por algum motivo achamos que é mesmo AQUELA pessoa a nossa alma gémea, a outra metade da laranja, o chinelo do nosso pé e a tampa da nossa panela, e se por alguma razão as coisas não se dão, é uma tragédia grega. Levamos que tempos a mentalizar-nos que não, ele (ou ela) é que não nos vêem, que não prestamos, que a vida é madrasta, que o amor não é para nós, que somos uns tristes e por aí fora. Se por outro lado, as coisas derem, mas não corresponder ao ideal que temos e aquilo acabar em três tempos, então a pessoa tem MONTES de defeitos! No fim de contas, aquele ou aquela que parecia perfeito, o amor da nossa vida, acaba por não ser nada do que pensávamos e acabamos por concluir que o amor não é para nós.
Ultimamente apercebo-me, em conversas com algumas das almas em constante desalinho e perturbação solitária, na sua demanda da busca da alma gémea, que as nossas ilusões são muito mais fortes e concretas do que julgamos. Achamos que a outra pessoa tem de gostar das mesmas coisas que nós, de fazer as mesmas coisas que nós gostamos de fazer e já agora, de ter a mesma atitude e forma de estar, quando na realidade, pode bem ser um negativo da imagem que somos.
Há quem persiga um ideal a vida inteira. As mulheres sofrem mais deste síndroma de Príncipe Encantado versus Sapo, choram mais a ausência de um ente amado e perfeito do que os homens, e talvez seja essa a justificação para tanto coração despedaçado no feminino. Os homens também romantizam demais as mulheres e as relações e atribuem-lhes qualidades que apenas existem em filmes, nas suas cabecinhas. Homens e mulheres idealizam demais, sonham demais, almejam demais quando na realidade todos somos demasiado diferentes. Num mundo onde a diferença parece ser um defeito, somos todos demasiado imperfeitos. Talvez fosse hora de nos começarmos a surpreender com aquilo que a vida nos traz, não numa perspectiva de "nos contentarmos com pouco", mas sim de que há riscos que vale a pena viver, abrindo e alargando os horizontes das nossas expectativas face aos outros.
P.S.: dedicado à rapariga que gosta de touros e que gostava de encontrar um príncipe montado num touro.
Tudo por vezes pode ser muito mais do que nada se lhe dermos a importância adequada. Perspectivar situações está apenas na nossa mão, bem como a direcção que queremos seguir.
E há coisas estupidamente anormais e pessoas absolutamente fantásticas. Basta olhar para tudo como se tivéssemos de novo dois anos de idade para que esses contornos sobressaltem de entre tudo o resto que simplesmente está a mais.
Eu diria que há inutilidade dentro de um tempo que se desperdiça se quisermos que assim seja. E felizmente, há também, horas felizes.
a beleza pode ser um estado de leveza de espírito e de forma de apenas saber estar. diria eu de saber amar. de saber aceitar. pode ser um estado a transparecer tudo o que vai cá/lá/aí dentro e que se reflecte naquilo que se vê. que vemos. que os outros vêem. que apreciamos. que somos. ou não.
a velhice é somente um estado de alma mais ou menos cagada. desculpem: CANSADA.
Lembra-me a velha máxima da minha avó, mulher sábia, que dizia que quem muito fala, pouco acerta. O mesmo se aplica a quem muito escreve. Como diz PRD, o difícil é conseguir escrever pouco. Less is more. Há quem se reinvente e há quem se esgote. Os Blogs de hoje são depositórios de ideias recicladas e repisadas. E eu fartei-me do tanto que os outros se esgotam.
Quem escreve passa a vida a procurar razões para a escrita, lógicas para este impulso, e argumentos que expliquem por que raio, em vez de dormir ou ler, em vez de ver um filme ou dançar, nos sentamos a escrever. Qualquer pessoa que faz da escrita modo de vida sabe que o mais fácil é complicar, elaborar, encontrar razões dentro e fora da razão. O meu pai passou-me uma frase que o guiou nos 56 anos que viveu: “difícil, meu filho, é escrever pouco”. Se ele aqui estivesse, eu agora respondia-lhe: “pouco, meu pai, só sei escrever quando estou muito inspirado. No resto dos dias, limito-me a escrever”.
Mas na verdade o que eu muitas vezes queria era também perceber porquê.
Hoje fui ajudado. No dia em que o seu blog fez um ano de vida, Patti aproveitou para perceber a lógica dos seus impulsos, a razão da sua escrita:
“Escrever não será nada mais que isto. A forma que sem saber, encontrei de estar mais tempo comigo. Às vezes só me faltava eu”.
Vou juntar esta ideia às que fazem companhia à frase inicial do meu pai. Gosto de coleccionar pensamentos bons.
There is a pleasure in the pathless woods; There is a rapture on the lonely shore; There is society, where none intrudes, By the deep sea, and music in its roar; I love not man the less, but Nature more...
Lord Byron
Christopher J. McCandless (12 de Fevereiro de 1968 - Agosto de 1992) foi um viajante americano que morreu perto do Parque Nacional Denali depois de caminhar sozinho na selva alasquiana com pouca comida e equipamento. O autor Jon Krakauer escreveu um livro sobre a sua vida, Into the Wild, publicado em 1996, que foi adaptado em filme, em 2007, dirigido por Sean Penn, Into the Wild, com Emile Hirsch como Christopher McCandless.
E este é apenas o mote para um excelente filme que nos remete para a nossa própria essência, os nossos demónios, os nossos sonhos, os nossos objectivos e para a forma como encaramos a vida. Chris McCandless aka Alexander Supertramp cumpriu o sonho de correr mundo, de qualquer jovem de 23 anos, com uma vida meio lixada, muitos traumas de infância e uma forma singular de viver a sua vida. Ele não queria um carro, uma casa e muito dinheiro. Ele queria a verdade, ele queria a liberdade, fugindo da única fonte de sofrimento que tivera até então: pessoas.
"you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships. God's place is all around us, it is in everything and in anything we can experience. People just need to change the way they look at things."
No fim, ele deixa-nos escrito: "Happiness only real when shared." E talvez seja mesmo isso, e talvez a felicidade de Chris atinja todos aqueles que virem este filme de Sean Penn e culmine num ponto alto que faz pensar que no âmago de todas as suas loucas ideias, no final, talvez não fosse tão louco assim. E não estivesse, no fim de contas, tão errado e tão só como muitos possam pensar que estava. A partilha cumpriu-se e o sonho também. A partir daí, não terá sido uma existência, a de Chris, plena de significado?
Não me considero uma mentirosa compulsiva ou manipuladora ou muito menos alguém que camufla aquilo que pensa ser a sua verdade, ou a verdade dos outros, de forma a tirar proveito próprio e, a bem da verdade, não tenho em grande consideração as fragilidades e susceptibilidades dos outros se me perguntarem algo que queiram realmente saber - ou sobre mim ou sobre a minha opinião relativamente a algo. Não sou uma pessoa que goste de agradar e o meu ego não se alimenta da "graxa" que dou a terceiros, muito embora não me considere uma pessoa que goste de chocar ou provocar, de ferir ou ser cruel para com nenhum ser humano. Sou alguém que gosta da verdade acima de tudo, e procuro evitar magoar os outros, acima de tudo, com os meus actos, porque considero que mais que tudo, são os actos que magoam, não as palavras. Já houve tempos em que consideraria esta teoria da "verdade que traz felicidade" bastante válida e aplicável. Hoje em dia, tenho as minhas dúvidas e quase certezas de que tal não seria possível, a menos que se quisesse provocar a tal guerra civil entre pares. A maioria das pessoas que conheço não aguenta a VERDADE. Como se costuma dizer, "quem não quiser saber, basta não fazer perguntas". Há quem possa dizer que a VERDADE é relativa e multifacetada. Depende do ponto de vista e do conceito de relativo. Onde está a subjectividade em dizer-se que se estava num sítio quando se estava noutro? A apreciação estética de uma mulher muito gorda numa saia de lycra? Será que é verdade que lhe fica bem? As mentiras piedosas partem sempre do ponto de vista de quem as pratica e não do seu alvo. Ou não.
"Aquilo que não sabemos não nos pode fazer mal" é uma máxima que adoptei como método de sobrevivência num mundo em que normalmente se sofre muito mais e se faz sofrer muito mais, quando na maioria das vezes, dizer a verdade pode ser apenas um exercício de crueldade. A não ser que seja para benefício próprio ou maldade ou cobardia, não considero pecado o acto de mentir ou ocultar. Sou e já fui adepta de mentiras piedosas, a fim de proteger alguém ou não fazer sofrer desnecessariamente o outro.
Ao mesmo tempo, sei que no fim, a VERDADE acaba sempre por se saber e acontecer, e muitas vezes, os próprios autores das mentiras piedosas, a praticarem-no por altruísmo, por saberem que essa verdade seria demolidora num período doloroso, acabam sempre por serem os próprios delatores e reveladores das suas próprias mentiras. A bem da verdade.
A diva. Ando um bocadinho farta de falsos moralistas que criticam e apontam o dedo. São os mesmos falsos moralistas que também pecam e fazem merda, mas às escondidas e têm medo do que a sociedade pensa, ainda que o neguem. É cool ser inconvencional, mas dentro de certos limites, não é? Todos temos de ser os modelos perfeitos e fazê-lo crer aos mais jovens..PORQUÊ?!? Deverá ser alguém como a Amy W.? Vivemos dias em que os pais estão-se perfeitamente nas tintas para os filhos, depositam-nos nas escolas, querem lá saber se mandam os "profs/stôres pó c*******" ou se consomem drogas, mal lhes perguntam pelas suas vidas, se comem merda ao almoço, não conhecem os filhos, os próprios filhos e depois mandam postas de pescada à Amy que tem esta voz??? Não compete à Amy educar os filhos dos outros, dando-lhes bons exemplos. Ao contrário de tantas e tantas cantoras produtos de marketing, ela fez as suas escolhas. Eu não concordo com essas escolhas, obviamente, na medida em que talvez não volte a ouvir os seus discos e porque acho que ela tem a responsabilidade de partilhar este enorme dom. Respeito as escolhas de Amy porque de facto acho que ninguém tem nada a ver com a vida dela. Agora: apedrejá-la? Criticá-la? Torcer o nariz e dizer "oh please"??? Serão os mesmos que daqui a alguns anos irão dizer que ela foi única, caso morra (aí será uma lenda, tipo Janis Joplin) ou caso se salve (será uma heroína). Espero que se safe. Em 25 anos fez muito mais do que a escumalhazinha que sonha em ser famoso e rico às custas de um enorme talento que julga que tem. Tipo, sei lá, fazer contabilidade ou tratar de papéis atrás de uma secretária o dia todo.
O facto é que esta mulher é uma deusa e é, presentemente, a única mulher à face da Terra que me arrepia. De qualquer forma, ela avisou: "You Know I'm No Good".
Com vontade de mudar, com a mudança no horizonte, ainda que o frio faça das suas e ainda que esteja doente, e ainda que seja necessária muita energia para que essa mudança se processe e aconteça. Se pensar nas coisas que já mudaram até aqui, desde os últimos cinco anos, posso considerar que foi praticamente tudo. Efectivamente, há aspectos em mim e na minha vida (intrísecos mas também e sobretudo, exteriores e independentes de tudo o que sou) que quero ainda modificar e considero salutar que o faça. Por mim, mas também por quem me rodeia. Há determinadas coisas que já não mudam, pontos de vista relativos a estilo de vida, filosofia de vida que me são impossíveis modificar. Seria incapaz de ir viver para o meio do nada, mas considero que já dei mais importância a coisas que considero fúteis nos dias que correm.
É sempre mais fácil queixarmo-nos do que temos e das feridas que ganhámos, do que proceder a mudanças profundas na nossa vida, desculpando-nos e vitimizando-nos, com sentimentos de auto-comiseração, mentalizando-nos que por mais que façamos, não conseguimos. Pensamentos negativos e pessimistas que não deixam avançar e muito menos sair do mesmo sítio. Muitos dos problemas que temos são causados por nós mesmos, pela nossa mentalização auto-destrutiva, pela falta de capacidade de ver o todo da questão.
Tenho o que tenho e sou o que sou. O que não quer dizer que esteja satisfeita, mas procuro ser grata todos os dias da minha vida e viver em paz comigo mesma, o que nem sempre é fácil.
But I keep my eyes on the prize....
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
IRRITAM-ME
SO-LE-NE-MEN-TE
as pessoas que têm toques de telemóvel estridentes com temas de músicas. qualquer música. desde a shakira ao bon jovi à rihana ao raio que os parta. até pode ser a nona sinfonia de beethoven. porque raio hei-de gramar com a música dos outros?
Everyone loves you Nobody cares An awful collection Of enemies and friends Congratulations to you With sad regrets I'm tired of the old shit Let the new shit begin
The psychic pain Of living in this world Is overwhelming me Again and again A beautiful afternoon Inside you in your bed I'm tired of the old shit Let the new shit begin
Nobody loves you Everyone cares None of them know what's Coming 'round the bend Congratulations to me Many happy returns I'm tired of the old shit Let the new shit begin
Pretendo desmistificar, desde já, a minha relação com a época festiva em que estamos, na qual se celebra o nascimento de Cristo, o Natal, para que não esteja nunca implícita na leitura de alguém menos esclarecido, a ideia de que eu não gosto do Natal. Espírito natalício à parte, sou uma misantropa em partes desiguais durante as diversas estações do ano que se exacerba aquando dos festejos natalícios. Pelos vistos, agora o Natal chega mesmo antes do Halloween ou do São Martinho a terras lusas. Enfim.
Gosto muito do Natal em Dezembro. Dezembro, para mim, equivale a Natal. Embora já muita gente da minha família tenha morrido, eu continuo a gostar muito desta época, e não necessariamente pelas criancinhas. A morte dos que amamos deixa-nos amargurados, deixa-nos inertes, impermeáveis e resistentes a coisas que de outra forma nos fariam sorrir. Tornamo-nos naturalmente cínicos. Tive os meus Natais repleta, genuína e legitimamente cínicos, alcóolicos e amargos e não prescindo do que me trouxeram. Reconheço é que ganho muito mais se absorver de outra forma aquilo que me pode fazer sorrir ao invés de chorar. Porque as lágrimas de saudade continuam a cair, mas eu continuo por cá, pelos meus mortos. Natal é também sinónimo de "pausa estritamente necessária a fim de não enlouquecer", o que sabe mesmo bem, e este ano soube particularmente bem. Adiante.
Da misantropia. O excesso enjoa-me. A loucura desenfreada. Os automóveis, as filas de espera, o comprar por ter de ser. As obrigações. O Inferno que os outros sempre são. Tudo. Até o comprar pão e o bolo-rei. Provavelmente, até mesmo alguns jantares. Algumas pessoas e algumas "obrigações" ditas de época. O ter de ser porque afinal é Natal e temos de colocar de lado as divergências. Isto sempre soou-me a hipocrisia com prazo de validade. Depois do dia de Reis volta tudo à suposta normalidade. Na minha habitual falta de espírito de pretender ser aquilo que não sou, não dei as boas festas nem desejei um bom ano a ninguém que me cause enjoos ou náuseas. De igual modo, essas pessoas retribuiram-me com o dito silêncio não hipócrita, o que agradeço e considero apanágio daquilo que alguns apelidam de maus fígados.
Quanto aos desejos de "bom ano novo" versus filosofia pessoal de "mais do mesmo", hipocrisia do "ter de ser" versus as minhas contradições pessoais de final de ano 2008, elas resumem-se a muito pouco (até porque o blogger já me fez o favor de apagar meia-hora de escrita e foi tudo para o galheiro): não acredito no facto de termos de ficar muito felizes e eufóricos e bêbedos e contentes apenas porque a última folha do calendário é arrancada, ou porque um gajo qualquer lembrou-se de começar a contar o tempo à maneira dele. Estamos em 2009 porque alguém se lembrou disso, senão estaríamos na hora 45 do dia 80097 do ano 135. O tempo é estranho e o ser humano ainda mais. Por isso, esforço-me por esboçar um sorriso e desejar um feliz ano novo para que não pensem que não tenho pensamentos bonitos e desejos ainda mais bonitos. Não vou remar contra a maré e tenho os meus calcanhares de aquiles, na medida em que já pulei e saltei e bebi muito em passagens de ano.
Desejo sim, a todos aqueles que mais amo, um ano 2009 cheio de razões para se comemorar algo, repleto de dias felizes que bem podem ser o mote de uma verdadeira "passagem de qualquer coisa", como se um dia 13 de Outubro ou 9 de Março fossem o 31 de Dezembro (dia esse que se tornou especial para mim nos dois últimos anos, por razões bem pessoais). Inesperadamente dias especiais, sem data marcada de acontecer. Apenas porque estamos vivos e com razões para sorrir.