::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Before and After









É desta que o Blogger vai carimbar-me com o "atenção atenção, este Blog contém conteúdos para adultos". É um Blog muito adulto, é sim senhora. Não podia deixar de partilhar com os demais transeuntes estas imagens que deverão ser já do conhecimento de todos, mas que me deixaram boquiaberta. Reparai na pureza da moça de cima, imagem muito crua, muito "em bruto", no seu ar "negligé", a contrastar com a pose artística da segunda imagem.

Anos oitenta versus descoberta da cera depilatória por Madonna Louise Veronica Ciccone. Confesso que até nutro alguma simpatia pela rapariga que já leva cinco décadas disto.~



Like a Virgin...


Ai Sean Penn.... ai Guy Ritchie....

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Post da Semana - Avacalhar o Sistema







Toda a gente sabe que a blogoesfera já não é o que era. Mais política, institucionalizada, demasiado séria, deixou de ser um antro que acoita a selvajaria anónima - ou melhor, esta ainda mexe, mas de uma forma envergonhada, a coberto do barulho das luzes dos jornalistas, cronistas e opinion makers em geral. O que não é necessariamente bom. Porque, se é certo que a blogoesfera se democratizou, alargando-se ao povinho –temos agora o político e a sopeira, a professora e o reformado, a puta e o magistrado - nem por isso é sinónimo de maior e mais desenfreada liberdade de expressão. Se calhar, por sermos hoje menos anónimos do que ontem, acobardamo-nos e abstemo-nos de mandar para a coisa da tia, ao tipo que conhecemos na apresentação de um livro ou à gaja que nos foi apresentada numa festa. Está demasiado bem-educada, a blogoesfera, muito certinha e mainstream; respeita-se sempre a opinião dos outros, por mais cretina que seja; replica-se, treplica-se e dissecam-se imbecilidades. Há até quem ouse criar regras de etiqueta e normas de comportamento, e que pretenda a criação de entidades que cuidem da sua aplicação. Que se fodam. A quantidade de hate mail que recebo decresceu consideravelmente, o que me desgosta: desprezar idiotas era um dos meus passatempos favoritos. No início, isto era uma alegre chafurdice, porque éramos poucos e íamos todos aos mesmos sítios: as sopeiras comentavam os políticos; os jornalistas respondiam a tarados, as doutoradas metiam-se com os trolls – alguns em nome próprio, outros nem tanto. Hoje, as águas estão separadas; há pouca pica, maldadezinha ou veneno puro e a imprensa, quando fala da blogoesfera, limita-se a fazer eco de si própria. Estou de tal modo à míngua que, no outro dia, nos comentários do Blasfémias, uma das poucas bloggers que ainda mantém a tradição dos primórdios em roda livre (saravá, zazie!) chamava-me “aquela barbie monga da maresia” (fartei-me de rir). Ah, que lufada de ar fresco! A blogoesfera precisa disto, de algum descontrolo, de alguma raiva à solta, de não se levar tão a sério (e de que os outros não a levem tão a sério); precisa de vernáculo, de caralhadas, de inimigos jurados, de gente a fingir aquilo que não é, de personagens de ficção, loucas hilariantes, deprimentes, ou apenas que incomodem. Já não há pachorra para a bengalada queiroziana, para o com a sua licença, vossa excelencia é um asno. Acho que vou ali criar um blogue anónimo para avacalhar o sistema e já volto.

Blindness

de Fernando Meirelles,
baseado no romance de José Saramago
"Ensaio Sobre a Cegueira"

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The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Descubra as diferenças IV













Daniel Craig


Steve McQueen


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Anda por aí um desafio na blogosfera muito interessante, que consiste em descrevermos a nossa vida e aquilo que somos através de temas musicais de uma banda apenas. Decidi abraçar o desafio e responder com temas de Morrissey/Smiths. Não é uma banda ou autor demasiado óbvio naquilo que me diz respeito. Não é a escolha lógica, como seria uma Cat Power, mas a vida faz-se de escolhas pouco óbvias.

Right?


1. És homem ou mulher? Girl Afraid


2. Descreve-te. Bigmouth Strikes Again / I Am Two People


3. O que pensam as pessoas de ti? First Of The Gang To Die


4. Como descreves o teu último relacionamento? You Know I Couldn't Last


5. Descreve o estado actual da tua relação. Is It Really So Strange?


6. Onde querias estar agora? Back To The Old House


7. O que pensas a respeito do amor? Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me


8. Como é a tua vida? My Life Is An Endless Succession Of People Saying Goodbye


9. O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Please, Please, Please, Let Me Get What I Want


10. Escreve uma frase sábia. The World Is Full Of Crashing Bores



* considerem-se "desafiados" todos os que por aqui passarem. Podem deixar mesmo na caixa de comentários.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009










Sempre que me lembro da palavra amizade, lembro-me desta noite, desta imagem, desta amiga. Por tudo o que nela encerra, por todos os ingredientes que dela fizeram parte, por tudo o que somos e podemos ter a liberdade de poder e querer ser, sempre que falamos uma com a outra. Um sentimento que é muito mais do que de confiança, ou de pertença ou até mesmo a partilha de pormenores aparentemente insignificantes das nossas existências por alguém qualificadas de "dramáticas". A nossa vida dava um filme, é certo, e já levamos uns anos disto. Não é apenas por isso que a amizade personificada é esta imagem e esta amiga em concreto. Não é apenas a tal sensação de nos podermos identificar em gostos musicais, literários ou até por termos trocado roupas e maquilhagem quando éramos umas miúdas, até porque nem isso acontece ou aconteceu e as roupas, a maquilhagem, as músicas etc não passam de breves testemunhas do que somos num determinado tempo e espaço e de meros acessórios que perfazem um plural complicadíssimo de se entender em mulheres como nós. Nem sequer temos personalidades iguais ou maneiras de estar na vida parecidas. Os nossos signos são diferentes/complementares numa dicotomia Carneiro/Balança extraordinariamente macabra e rocambolesca e já marrámos de frente muitas vezes. Esta imagem condensa momentos, para mim, menos poéticos de "a tua consciência está mais suja que a água desse balde" ou "escusas de estar com a pose de rebelde sem causa". Agora já nos podemos rir, mas ainda me lembra sempre aquele momento crucial de quando, nos desenhos animados, se abre uma brecha no chão que estala e o coiote tem uma perna em cada lado do precipício que se estende até ao fim, e os olhos muito abertos de frente para a câmara. Aquela já fui eu, e podia ter sido mesmo o fim. Acima de tudo, condensa coisas como cacifos partidos, loiça por lavar, sapatos por passar a ferro, noites míticas em Coimbra, Buraco Negro, ouvir Shakira para não desabar a alma, telefonemas intermináveis e conversas a perder o rumo. Nunca encontrámos a chave da verdade e não sabemos o sentido da vida, talvez por isso os telefonemas sejam ainda tão longos.

Sempre que me lembro da palavra amizade lembro-me automaticamente do seu nome, do seu mau feitio a descasar com o meu e dos anos fantásticos que temos vivido. Acho que chorámos mais do que rimos, a bem dizer da verdade, e tantas foram as vezes que a quis proteger dos filhos da puta que lhe fazem mal como juro que foram ainda mais as que ela quis furar os olhos dos que me fizeram sofrer. A isto se chama Irmandade e não é a dos anéis. Só se for a dos anéis de curso. Sim, que isto de se ser moça brejeira e popular não tem nada a ver com ser-se fã de Moonspell. E foi a única pessoa que nunca perdi de vista no concerto do L.Cohen. A única que não faria perguntas desnecessárias ao ver-me chorar, porque é a única capaz de não me fazer sentir constrangida. "If It Be Your Will"...

Mais do que tudo isto e tudo o que posso colocar a mão no fogo pelo que somos, melhor define aquilo que sinto por ela é o sentimento de poder chamar-lhe Casa, Família e tudo o que nos faz sentir bem e confortáveis. Não há conversas calculadas nem sequer a curiosidade é assim tão grande ao fim de tantos anos, pelo que nos vamos surpreendendo com os tesouros que alguns trazem guardados para nós e limitamo-nos a sorrir na segurança de poder sentir que haverá sempre alguém que olha por nós, ainda que esteja longe.
Na Grey's Anatomy existe uma amizade assim. A Grey e a Yang. Elas dizem uma da outra "she's my person". Por mais que eu critique aquela série, tenho uma relação amor-ódio porque vejo estas coisas e aquilo até sou eu. Nós. Amizade. Ela é "a minha pessoa".


A amizade desta mulher resgatou-me muitas mais vezes do que ela própria calcula e estas palavras não são nada perante tudo aquilo que ela me vai ensinando ao longo do tempo. O seu coração não tem medida e a sua coragem e força são incalculáveis. E é por pessoas assim que tenho o maior orgulho em poder dizer no dia de hoje, que se sou o que sou, é também graças a elas, porque ninguém se faz sozinho, ainda que todos tenhamos a doce ilusão de que nascemos e morremos sós.

Hoje, e porque é Dia das Amigas (já sei, é lamechas e foleiro), a minha homenagem a ela. My person.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Recomeços

Há mais de dois anos foi assim:








...ou o culminar de laços e nós que se querem bem apertados.

é sempre difícil transcrever momentos que acabam por ficar bem marcados nas nossas cabeças, mais não seja porque "até não nos conhecíamos de parte alguma", e de alguma forma, lá nos encontrámos. trocámos olhares, vimos para lá das palavras e dos gestos em forma verbal que discorremos nestas linhas em forma de expressão comunicação sensação... ou porque a amizade também nasce assim.

... estava completamente fora do meu meio, os caos de todas aquelas vidas nada tinham a ver comigo de princípio, eu era simplesmente o peixe fora de água. sem referências. sem o meu ponto de gravidade. a geografia demarca-nos o limite, muitas vezes até mesmo do coração. curiosidade tremenda aliada a uma falta de expectativa, própria de quem tem muito mais à sua espera, própria daquele pequeno nada indicador de último recurso
"terei sempre o resto... as palavras... a vida lá fora"

... os rostos saíram da sombra, da penumbra desenharam-se os contornos feitos de luz, de aura, de encanto, de sorrisos, de gargalhadas, todos abraçados e entrecruzados com nós de gravatas, tentáculos de polvo e sei lá que mais. como em todas as situações, o risco, o limite por vezes até da paciência mortal tão à beira do fim, encontrávamo-nos inexplicavelmente unidos e transportámos a realidade sem rede para o espaço comum. a solidão é algo de tramado e lidarmos com quem não "conhecemos" é termos de passar obrigatoriamente pela nossa própria solidão humana de contacto. por nós próprios, pela nossa coerência, pelo nosso carácter.

... começou à beira do tejo. acabou à beira do tejo. pelo menos, para este peixe que olha o reflexo da água com a saudade própria de quem deixa parte do coração dentro do rio. dentro de cada um daqueles com quem mais se identificou, porque nestas coisas não há, nem tem de haver hipocrisias. basta que todos tenhamos um pouco de cada um dentro de si, filhos dum caos, produtos inacabados da solidão da moderna forma de nos deixarmos prender pelo nó duma gravata. ou de um sorriso.

nota de autor(A): até hoje não sei bem responder à pergunta que alguns fazem agora que regresso ao verbo, que regresso ao sul. como correu? não sei definir nem traduzir o conceito de sucesso ou de fracasso para estas horas, nem sei sequer como é possível que alguém parta com um saco para ficar 3 ou 4 dias e acabe por ficar mais duma semana. foi bom poder estar ali, mas é bom voltar a este lugar de todas as decisões. porque agora sim, há que definir os rumos incontornáveis, continuar a jornada, retirar as conclusões, prosseguir caminho ao sabor da loucura, do momento eterno que trago comigo, encerrado num par de raios de sol que se espelharam nas primeiras horas de madrugadas novas. algo de novo nasce... algo de muito bom.




Dois anos depois............



...das duas uma: ou estou a perder qualidades e o Atlântico fez-me mal à cabeça, ou muito se perdeu pelo caminho. Melhor, se transformou, pois a velha máxima de Lavoisier continua a ser permissa válida neste (e noutros) Blog(s) da minha autoria. Acima de tudo, outras máximas e teorias serão válidas: a do funil, a da demência, ou a de Cohen, aquela em que crescemos velhos e amargos. Seja. Bitterness. Não sei. Tenho saudades de algumas daquelas pessoas que estiveram naquele jantar, de pessoas que estiveram no Incógnito, de outras tantas, nem por isso. Alguns nicks ganharam forma, algumas letras passaram a corresponder a rostos e, até hoje, algumas dessas almas fazem apenas parte da memória daqueles dias em que se blogava, se trocava opiniões, risos e endereços de msn. Algumas caíram na saudade, outras caíram no esquecimento. Algumas ainda talvez passem pelo Psicologias da Treta, outras não. A grande maioria dispersou, como é natural quando as relações não estão cimentadas e naturalmente, seguem o seu curso até à avenida onde não passamos todos de maus vizinhos do mesmo prédio.

Nem tudo fará parte duma vasta maioria, e são essas poucas almas que ficaram e permaneceram na minha vida. É dessas que reza aquilo do qual se continua uma história, que fizeram valer a pena continuar a escrever porque é, muitas vezes, mote de conversas na nossa vida real, e não virtual. Vida real. Daquela em que se pega no telefone sem hora marcada, que se fala sem contrangimentos, e passaram a fazer parte da lista dos necessários, almas sem as quais não consigo passar. O Guronsan chamou-lhes, recentemente num post, "pólos positivos". A Sofia e a Ana são "pólos positivos", sem as quais não imagino a minha vida. São duas irmãs para mim, são duas mulheres que admiro profundamente, de quem gostarei até morrer.

Houve quem, por portas travessas, afirmasse que eu "tenho a mania que sou poeta e que sei escrever" e outras coisas que tais. Reconheço que tenho muitas manias e a maior de todas elas é que não sou (falsa) modesta ou hipócrita. Em suma, sou uma "perfeita convencida de merda". Não tenho objectivo profissional nenhum com a "minha escrita", ou com este blog, isto apenas servirá para mostrar aos meus netos o que o acordo ortográfico fez com a língua e aquilo que a avó deles achava da vida quando era uma miúda à beira de um colapso nervoso. Adiante. Tenho as minhas ideias demasiado cimentadas para me importar com quem não conheço, ou com a opinião de x ou y. Não o faço com aqueles que mais considero, portanto não seria de esperar que fosse pessoa de querer agradar seja lá a quem for. Penso que ninguém pode ser feliz ou sentir-se realizado ou ser mais respeitado quando está mais interessado naquilo que os outros pensam. Talvez a mania que mais tenho é de me ir surpreendendo com as pessoas, seja pela positiva seja pela negativa. Nas últimas semanas, houve quem me tivesse desiludido terrivelmente (quando ainda me conseguem surpreeender pela negativa é bom sinal, como diz a Ana) e houve quem me tivesse surpreendido bastante pela positiva. Ainda que com pequenos gestos, a Iara surpreendeu-me pela positiva. Utilizo o seu nome próprio e não virtual ou fictício de Blog, pois considero-a uma pessoa real, alguém que esteve presente naquela noite, alguém que tem os seus problemas (como toda a gente), tem as suas virtudes e defeitos, alguém que merece ser ouvido, que tropeçou em mim e eu nela, e o nosso início não foi o mais positivo. Pode ser com pequenas coisas, com detalhes, mas eu sou assim mesmo, e a atitude que a Iara teve não é a de qualquer pessoa ou que qualquer um tenha nos dias de hoje: foi humilde, foi humana.

Quase três anos depois daquele primeiro encontro, apostaria mesmo que no próximo Verão talvez nos vejam numa esplanada perto do Tejo, com três ou quatro ou cinco imperiais à frente em dois dedos de boa conversa. Quem sabe, um outro jantar no Gravatas(?)

É que eu tenho esta mania de ainda gostar de me surpreender. E de recomeços.


"Let's Sing Another Song"...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Perspectivar


A rapariga na imagem chama-se Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23. A fotografia foi tirada pouco antes da cerimónia de casamento dos dois, realizada a 11 de Janeiro de 2005, nos Estados Unidos. Katie tem cancro em estado terminal e passa horas por dia a receber medicação. Na imagem, Nick aguarda o término de mais uma destas sessões. Apesar de todos os pesares, decidiram levar avante o seu casamento.



















Katie morreu 5 dias após o casamento. Esta história corre pela Internet e as fotografias venceram um concurso americano de jornalismo.
São histórias como esta que fazem parar para perspectivar tudo, porque dão realmente que pensar no que somos, no quão frágil é a vida e na quantidade de vezes que desperdiçamos os momentos que temos ainda pela frente, seja para amar, sofrer e lutar. Para viver.


...? Beauty












"Esqueça, o gosto dos homens nunca vai mudar"
é o slogan desta marca de iogurtes brasileira.





Pode ser que então o gosto das mulheres mude. Depois admiram-se de haver modelos anorécticas e bulímicas a morrer.


Há com cada publicitário que havia de levar com um gato morto nas trombas até o gato miar. Ou na minha versão mais recente da expressão: era dar-lhes com um magalhães nas trombas até o magalhães se partir todo. Tenho dito.

Rótulos, Emos e estados emocionais





Um Eno, eu já sabia o que era, agora um Emo.... fui investigar e descobri este site e de lá retirei esta explicação.



Close enough to punk and rock Emo is now know for it's more emotional state of mind. Instead of the anger hard-core way of expressing one-self , Emo (short for emotional) has taken a new tole on the twentith century of expressing yourself. From the music with strong emotion and feeling, unlike hard rock or this is more of an alternative way to let your feeling be known.Emo is not only a classification or a type of music it's also taken over the way one expresses themself by dressing. It includes the tighter fiting pants to the dyed-black or dark hair with it covering your face. The longer hair in front with the spikes in the back is also a more Emo- or emotional look to dressing. Emo is also being known as for the hot emo guys and emo girls kissing. From pictures all on the web to the music videos. Hot emo girl to girl and well as hot emo guy to guy is becoming more and more adventurous and more open concluding; Emo meaning being comfortable with oneself. Its a more direct way of altering the feelings one has without words, just emotion.

Some say music is not a type of music. That it is more of a fashion and a way of feeling, hence the emotional. Just recently people have been considering emo to be a genre or music.. Taking back Sunday is one of the many bands people consider to be emo.

Wondering why everyone hates emo? Not all emo people are cry babies or sucidial. Many emo kids come from families which are having serious issues whether it being money issues.


Viewers Voice

Emo,yes it is short for emotional. But,there is more to emo then hair and looks. Emo is a state of mind. Most people,made them selves appear emo. While in reality,they have to much hope to be emo. Emo is much like goth. But,goth is Darker. Emo is more emotional,harder to fake. Yes,some emos cut themselves,but there is more than that. Emo is one of the hardest things,to explain. People hate emos,b/c they view us as suicidal,cry babies,or just week. That's NOT what emo is. Suicidal yes,at times. But,don't judge me for being emo. It's not what I chose to be. It's just what I am.



Fiquei mais ou menos na mesma.

A questão que levanto com os Emos é a mesma relativamente aos Góticos, que é precisamente a mesma que se prende com a existência de Punks, Betos, Alternativos, etc... porque raio as pessoas precisam tanto de sobreviver à custa de rótulos? Porque raio necessita o Homem de se prender estetica e musical e até mesmo sexualmente a rótulos sociais? Porque necessitamos tão desesperadamente de nos resumir a filosofias e regimes de grupos? O amor e o ódio subjacente a quem está dentro e a quem está fora de um determinado grupo é obscenamente ridículo e sem nexo nenhum. Não seremos nós seres multifacetados? Não seremos mais do que a música que ouvimos ou a maneira como nos vestimos? Uma pessoa que veste preto e pinta o cabelo de vermelho não pode ter um amigo que vista de vermelho e tenha o cabelo preto? Claro que há ideologias completamente adversas e não estou a ver um homofóbico a relacionar-se com um gay, ou um nazi a relacionar-se com um judeu ou um negro. Há coisas que, apesar de não respeitar, como o racismo ou a homofobia, ENTENDO, e não tenho receio algum de dizer que não respeito, pois vivo num país livre, mas há coisas que não entendo de maneira nenhuma, e os rótulos não passam duma fachada "para inglês ver".

Isto estende-se também a religião, política e equipas de desporto.

Os tempos de liceu transformam-se nas vidas das pessoas e os traumas da imbecilidade perseguem as mentes mais fracas sob outras formas nas vidas supostamente adultas, que não as mais frequentes no liceu, como o bullying. A aceitação e pertença (ou não-pertença) a grupos de cariz diverso de forma obssessiva paira na mente de frustrados que não têm mais por onde se agarrar nas suas vidas. Porque sucumbir-se a rótulos e abraçar o ódio ou a obssessão baseados em esquemas sociais destes é a mais pura forma de fraqueza e falta de carácter.

O vídeo que se segue é em espanhol e pode ferir susceptibilidades. Agradeço desde já ao meu amigo não-rotulável Daniel pelos momentos de boa disposição e gargalhadas ao ouvir isto. Acho incrível como pode esta malta pensar ou achar que é mais profunda ou sente mais isto ou aquilo que os demais, os não-rotulados, ou os que se proclamam como outra coisa qualquer. Tenho alguns amigos que se afirmam como góticos, outros como punks, outros como alternativos, outros são surfers, outros acham-se isto ou aquilo, e eu própria acho-me muita coisa... na medida em que gosto de tanta coisa diferente, pertenço a um partido político, sou ateia e tenho as minhas convicções assentes em qualquer coisa, acho que não gosto apenas dos "sensiveizinhos" que a mais das vezes, são muito pouco coerentes nos seus estilos de vida e pessoas muito mais descuidadas com os sentimentos dos outros do que aquilo que querem fazer crer.






Sempre pensei, desde os tempos de adolescente, que as guerrinhas parvas descritas no Blitz, tivessem os dias contados, mas infelizmente esta onda de imbecilidade só teve espaço para crescer e em vez de uma evolução, assistimos a uma regressão, onde o aspecto exterior das pessoas conta cada vez mais em detrimento do que lhes vai verdadeiramente na alma.






Faz hoje 60 anos...
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[...]

Honor a ti por lo que el aire trae,

lo que se ha de cantar y lo cantado,

honor para tus madres y tus hijos

y tus nietos, Stalingrado.

Honor al combatiente de la bruma,

honor al Comisario y al soldado,

honor al cielo detrás de tu luna,

honor al sol de Stalingrado.



Guárdame un trozo de violenta espuma,

guárdame un rifle, guárdame un arado,

y que lo pongan en mi sepultura

con una espiga roja de tu estado,

para que sepan, si hay alguna duda,

que he muerto amándote y que me has amado,

y si no he combatido en tu cintura

dejo en tu honor esta granada oscura,

este canto de amor a Stalingrado.



Pablo Neruda, in NUEVO CANTO DE AMOR A STALINGRADO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Alguém falou em Nostalgia?


Na imagem, Cândido Mota, Pedro Rolo Duarte e Joaquim Letria, no programa Canal Aberto.
A fotografia foi roubada daqui.
Corria o ano de 1997 e nas janelas vidradas que davam para a 5 de Outubro, alguém mostrou o rabo, colando-o ao vidro e fazendo jus à expressão "geração rasca".
Bons tempos, esses.
Hoje em dia já ninguém mostra o rabo a ministro nenhum.
Isto, sim, é nostalgia.

UK rules








Hoje acordei com estas duas na cabeça.
Roisin and Allison On My Mind.

Isto sim, é nostalgia.



[clicar nas imagens #1: forever more; #2: white horse]





quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Conversa [Virtual] da Semana





Isto, obviamente, tem direitos de autor.
Uma conversa entre homens.
Roubada, descaradamente,
aqui.


Hank says:
fdx ja me começa a irritar a cena indie raiva contra corgan
handshakefulness. says:
lol
Hank says:
tipo, o corgan podia aparecer com um album do ano e pa pitchfork era uma merda
handshakefulness. says:
começa-me a irritar a cena feminina raiva contra mim
handshakefulness. says:
o corgan é uma merda...
Hank says:
os animal collective podiam aparecer com um album de merda e era bom
Hank says:
esta merda é so preconceitos de tpos pseudo qeer coisa
Hank says:
tipos
handshakefulness. says:
haha
Hank says:
e isto aplicase a imensas mrdas
handshakefulness. says:

handshakefulness. says:
as gajas odeiam-me
Hank says:
e tu percebesme crl
Hank says:
tu ouves hip hop
Hank says:
lol
Hank says:
http://www.pitchforkmedia.com/article/download/48972-smashing-pumpkins-superchrist
Hank says:
essa mrda ta boa
Hank says:
tirando a parte paneleira dos violinos
handshakefulness. says:
lol
handshakefulness. says:
não deve estar
handshakefulness. says:
não gosto dele
handshakefulness. says:
só gosto de uma canção dos pumpkins
Hank says:
sim mas tu n comes gajas
Hank says:
qual?
handshakefulness. says:
pois não
handshakefulness. says:
não digo
Hank says:
lol
Hank says:
diz la
Hank says:
alguma merda paneleira
Hank says:
e tens vergonha
Hank says:
tta merda boa e gostas de uma musica paneleira dos pumpkins
Hank says:
fdx
Hank says:
depois dizes q n comes gajas
Hank says:
e o crl
handshakefulness. says:
adivinha qual é
Hank says:
soma
handshakefulness. says:
não
Hank says:
zero (aqele q n come gajas)
Hank says:
?
handshakefulness. says:
não
Hank says:
sei la crl
Hank says:
os gajos devem ter umas cem musicas
Hank says:
diz
handshakefulness. says:
não digo
Hank says:
fdx
Hank says:
coitado do corgan
handshakefulness. says:
1979
Hank says:
o gajo só nao se matou
handshakefulness. says:
porque tem demasiado amor próprio?
Hank says:
nao faço ideia
Hank says:
se o gajo se tivesse suicidado agora andavam gajos pseudo-cena-underground com tshirts dos smashing
Hank says:
assim, é uma ganda merda
Hank says:
quero que se fodam todos
handshakefulness. says:
não era nada
Hank says:
claro que era
Hank says:
é até demasiado óbvio
Hank says:
se o kobain n se tivesse matado era um corgan ag
Hank says:
se o elliott smith n se tivesse matado nem sequer ninguem o tinha ouvido
Hank says:
estas merdas são tristes
Hank says:
ainda mais tristes são os gajos que as criam

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quiz Show

Aqui.





You're Love in the Time of Cholera!

by Gabriel Garcia Marquez

Like Odysseus in a work of Homer, you demonstrate undying loyalty by
sleeping with as many people as you possibly can. But in your heart you never give
consent! This creates a strange quandary of what love really means to you. On the
one hand, you've loved the same person your whole life, but on the other, your actions
barely speak to this fact. Whatever you do, stick to bottled water. The other stuff
could get you killed.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.

Hoje foi assim...




Muda-se de look porque não se pode mudar o resto.
Porque o ano ainda agora começou (e está a começar)
e
porque
o MEU calendário anda ao contrário do que é suposto
e
porque
normalmente o mês de Janeiro nunca é meu amigo
decidi fazer umas mudanças por aqui.
A primeira foi o cabelo.
Assim de repente, o que uma franja bem curta operaciona naqueles que nos rodeiam e até mesmo em colegas de trabalho que nunca me haviam dirigido antes a palavra.
És parecida com a Cher.
ou
Pareces a Uma Thurman no Pulp Fiction.
et voilà!
Hoje foi assim..

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Dá-me o ideal"







Não, não é uma homenagem à música dos extintos Ban, a banda do então imberbe e muito pró-idealista-artístico-liberal João Loureiro.

É de pessoas ideais. Homens ideais e mulheres ideais. O nosso ideal de mulher e de homem. Existem? Ou serão um produto da nossa imaginação? A resposta já todos a sabemos: não existem. Então se não existem, porque raio vamos todos bater na mesma tecla? Por que raio, já que é um tema recorrente, perseguimos perfis e imagens de um ser que apenas existe no nosso imaginário, mas que nunca se assemelha àquilo que realmente é?

O tema é recorrente e batido e é também aquilo que designo de chacha. Insistimos sempre na velha teoria que o mundo é que está todo ao contrário e nós é que estamos certos, mas levamos a puta da vida toda a morrer de amores por alguém que não está nem aí para nós. Já me aconteceu a mim, a si, que lê este magnífico post e a toda a gente (quase todos, vá) que eu conheço. Será que é o mundo que está ao contrário ou seremos nós e os nossos (pre)conceitos?

Olhamos para alguém, por algum motivo achamos que é mesmo AQUELA pessoa a nossa alma gémea, a outra metade da laranja, o chinelo do nosso pé e a tampa da nossa panela, e se por alguma razão as coisas não se dão, é uma tragédia grega. Levamos que tempos a mentalizar-nos que não, ele (ou ela) é que não nos vêem, que não prestamos, que a vida é madrasta, que o amor não é para nós, que somos uns tristes e por aí fora. Se por outro lado, as coisas derem, mas não corresponder ao ideal que temos e aquilo acabar em três tempos, então a pessoa tem MONTES de defeitos! No fim de contas, aquele ou aquela que parecia perfeito, o amor da nossa vida, acaba por não ser nada do que pensávamos e acabamos por concluir que o amor não é para nós.

Ultimamente apercebo-me, em conversas com algumas das almas em constante desalinho e perturbação solitária, na sua demanda da busca da alma gémea, que as nossas ilusões são muito mais fortes e concretas do que julgamos. Achamos que a outra pessoa tem de gostar das mesmas coisas que nós, de fazer as mesmas coisas que nós gostamos de fazer e já agora, de ter a mesma atitude e forma de estar, quando na realidade, pode bem ser um negativo da imagem que somos.

Há quem persiga um ideal a vida inteira. As mulheres sofrem mais deste síndroma de Príncipe Encantado versus Sapo, choram mais a ausência de um ente amado e perfeito do que os homens, e talvez seja essa a justificação para tanto coração despedaçado no feminino. Os homens também romantizam demais as mulheres e as relações e atribuem-lhes qualidades que apenas existem em filmes, nas suas cabecinhas. Homens e mulheres idealizam demais, sonham demais, almejam demais quando na realidade todos somos demasiado diferentes. Num mundo onde a diferença parece ser um defeito, somos todos demasiado imperfeitos. Talvez fosse hora de nos começarmos a surpreender com aquilo que a vida nos traz, não numa perspectiva de "nos contentarmos com pouco", mas sim de que há riscos que vale a pena viver, abrindo e alargando os horizontes das nossas expectativas face aos outros.

P.S.: dedicado à rapariga que gosta de touros e que gostava de encontrar um príncipe montado num touro.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Acordar assim a um Domingo...















Tudo por vezes pode ser muito mais do que nada se lhe dermos a importância adequada. Perspectivar situações está apenas na nossa mão, bem como a direcção que queremos seguir.

E há coisas estupidamente anormais e pessoas absolutamente fantásticas. Basta olhar para tudo como se tivéssemos de novo dois anos de idade para que esses contornos sobressaltem de entre tudo o resto que simplesmente está a mais.

Eu diria que há inutilidade dentro de um tempo que se desperdiça se quisermos que assim seja. E felizmente, há também, horas felizes.

sábado, 24 de janeiro de 2009

private joke of the day II

... jÁ diZia o GRAnDE eça...
"é a base, é a basezinha..."









De Psicologias da Treta




De Psicologias da Treta




De Psicologias da Treta






a beleza pode ser um estado de leveza de espírito e de forma de apenas saber estar.
diria eu de saber amar. de saber aceitar.
pode ser um estado a transparecer tudo o que vai cá/lá/aí dentro e que se reflecte naquilo que se vê. que vemos. que os outros vêem. que apreciamos. que somos. ou não.

a velhice é somente um estado de alma mais ou menos cagada.
desculpem: CANSADA.



p.s.: ---------------------------------------------------------------------- )))))

What can I possibly say?...

Conteúdos temáticos de extraordinário interesse para o comum dos mortais

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Tretas que morreram de velhas...

A Treta Mora ao Lado...