::diário de bordo, manual de sobrevivência, feito de teorias da conspiração, ideias parvas, conceitos, preconceitos, provocações, alucinações, livro de "receitas" pseudo-afrodisíacas, ora picantes ora agridoces, de alguém que vive num país assim a dar para o esquisito, a que alguém chamou um dia Portugal::


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Post Sério em Jeito de Balanço







::nos assombros dos dias velozes, a roubar-nos horas de vida na vida tão veloz também ela, a troçar, a brincar, a fazer de nós seres mais cheios de dores, mais cheios de alegrias, mais cheios de nós, mais cheios do outro, mais cheios de tudo, do amor talvez,




renascemos um pouco sempre da esperança perdida





















...




e às vezes só andamos um pouco mais cansados apenas, cheios de demasiados "tudos" e exigimos demasiado dos outros, de nós próprios e enfatizamos aspectos que deveriam ser feitos de simplicidades maiores, menos complicados. todos os dias cumprimos um dever e obtemos algum tipo de prazer e subimos mais um degrau. e talvez não tenhamos feito mal a ninguém e pagamos os pecados que não cometemos. ou talvez tenhamos feito numa outra vida. os ciclos são preenchidos com o tempo que alguém inventou e designou de segundo, minuto, hora, dia, mês, ano, década, século. e é uma estupidez porque eu posso contar os segundos mais rápidos do planeta e chamar-lhes segundos sem o serem, ou o meu coração bater um milhão de vezes antes que alguém conte até mil e um número não passa de um número apenas. antes que demos por isso, a vida passsa num instante e a nossa missão deveria ser a de procurar estar bem, fazer o outro mais feliz, sem um número de vezes infinito, mas nem sempre o bem triunfa e temos problemas, fazemos tragédias, choramos mais do que rimos e a realidade esgota-se dentro de mil realidades e cada um tem a sua visão dos factos, a sua própria realidade e muitas vezes as realidades são mundos pequenos cheios de lágrimas.

o facto é que passou mais um ano e fecha-se mais um ciclo, daqueles ciclos numéricos e cartesianos que alguém se lembrou de inventar. é mais um pretexto para nos lembrarmos de alguém e cada um de nós e de vós tem um dia em que é lembrado. que é festejado.

a realidade é que melhores dias virão. para todos. eu sei. está escrito naquele livro que vive naquela casa, reinado de todos aqueles que olham o céu e esperam realmente por dias melhores. e eu continuarei apenas a misturar o 30 e o 31 como se fossem cores que juntas dão uma cor que dizem que não é obtida de maneira alguma e que apenas existe na natureza como primária. eu digo que é a cor dos dias felizes. os dias que havemos de memorizar como os dias da casa azul.


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quote of the Day (December 16, 2008)


"It is by the goodness of God that in our country we have those three unspeakably precious things: freedom of speech, freedom of conscience, and the prudence never to practice either of them."

Mark Twain


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Natal VI - isto sim, é um desafio verdadeiramente natalício!




Your Christmas Spirit Level: 70%



You have a lot of Christmas spirit, and it's evident to most people who know you.

You love most things Christmas, and you do your best to make sure everyone has a great holiday.



While you like the more commercial aspects of Christmas, you truly know what the spirit of Christmas is about.

You're all about giving, being kind, and sharing the spirit of Christmas with everyone you know.




Fica o vídeo ilustrativo do Natal português de 2008 como prova do meu grande espírito natalício (o dos 30%). Grande vídeo: mistura George Michael (ah pois, ele anda aí), Bob Dylan, Sérgio Godinho e o gajo dos Tokyo Hotel que tanta polémica trouxe a este cantinho neste ano. ahahahaha

Feliz Natal.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Natal V (prenda de Natal)

Finalmente o Pai Natal recebeu a minha carta de natal e atendeu o meu pedido!!! E antes do dia 25!!! E logo no mesmo dia!!!

Bush "apedrejado" (ou será "asapatado"?!) com sapatos iraquianos e Sócrates insultado no Seixal e no Barreiro! Diz ele (Sócrates) que "o insulto é a arma dos fracos". Concordo. Pergunto-me qual será a arma dos fortes...





::o primeiro vídeo é do presidente bush "asapatado"::os outros são momentos lindos do nosso primeiro ministro::





terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Breve homenagem a grande A.miga em exercício de palavras

'_________________________________________________J.ulietA
'________________________________________ para
'________________________________________________SemprE





o mês de Dezembro lembra-me, obviamente, a palavra Natal. lembra-me a palavra mãe, a palavra amor e tantas outras óbvias e não necessariamente minhas como frio, vermelho, amizade, neve.
branco.alegria.tristeza.saudade.saudades.casa.calor. laranjas.lareira.risos.rio.tejo.mondego.tejo.lágrimas.lençóis.doces.chocolates.açúcar.branco.
branco.nuvens.chuva.água.rio.mondego.coimbra.tejo.lisboa.lisboa.coimbra.livros.discos.arte.
arte.dança.branco.clássico.ballet.rodopiar.cair.levantar.lágrimas.sangue.dor.amor.morte.vida.vermelho.vertigem.rodopiar.rodopiar.voar.voar.cair.levantar.erguer.dançar.viver.ana lacerda.
A.miga.saudade em tons de branco e Lisboa aqui tão perto mas sempre tão longe.





*para o ano que vem, quem sabe...





::fotografia de kevin carter::1960-1994::


On 27 July 1994 Carter drove to the Braamfonteinspruit river, near the Field and Study Centre, an area where he used to play as a child, and took his own life by taping one end of a hose to his pickup truck’s exhaust pipe and running the other end to the passenger-side window. He died of carbon monoxide poisoning at the age of 33. Portions of Carter's suicide note read:

"I am depressed ... without phone ... money for rent ... money for child support ... money for debts ... money!!! ... I am haunted by the vivid memories of killings and corpses and anger and pain ... of starving or wounded children, of trigger-happy madmen, often police, of killer executioners...I have gone to join Ken if I am that lucky."

Natal IV - Nostalgia, Swing e Memórias com cheiro a naftalina no Teatro




Em 1944, o avião onde Glenn Miller viajava, ao serviço do exército norte-americano, despenhou-se e o corpo do músico nunca chegou a ser encontrado. Miller não pode assim acompanhar a longa carreira da orquestra que tinha formado poucos anos antes. Passaram mais de 60 anos desde o desaparecimento de Miller e o mundo não o esqueceu. Como poderia? A Glenn Miller Orchestra continua a encantar tudo e todos com grandes sucessos como Moonlight Serenade, In The Mood, Tuxedo Junction ou Chattanooga Choo Choo. O Maestro e director musical RAY McVAY dirige cerca de 20 jovens e talentosos músicos e cantores nesta big band que em duas horas de espectáculo, como num estalar de dedos, nos faz recuar até aos anos 30 e 40. www.glennmillerorchestra.co.uk


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Natal III (prenda de Natal)

Não, não é mais um Last Christmas... este é "O" vídeo de Natal.
Surpreendente. Só para fãs de Bowie.

Enjoy it.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desafio de Natal


OK, isto não tem nada a ver com o Natal, mas é um bom desafio e surgiu a partir de um diálogo assaz infrutífero cá em casa com o meu não-congénere-mais-que-tudo-que-é-muito-muito-macho. A questão implícita neste desafio é o facto dos homens serem sempre um bocado... como dizer?... machistas armados em machos que têm sempre receio de colocar a sua sexualidade em causa e não gostam de certas perguntas.


O desafio é responder à seguinte pergunta (para as meninas):

- Com quem é que preferiam dormir: com a Soraia Chaves ou com o Nicolau Breyner?












(para os meninos - e eu sei que é capaz de ser um bocado difícil, mas façam um esforço por responder ok?):

- Com quem é que preferiam dormir: com a Odete Santos ou com o Reynaldo Gianecchini?



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Educação em Portugal e quiçá no Mundo inteiro!




Pois, já sabemos que andam todos muito cansados do tema. É isto e os patifes do BPN. E o Natal, já agora. A realidade é que muita gente me pergunta:

"Mas afinal os professores não querem ser avaliados?"

Quando a grande questão é que ninguém gosta que o seu trabalho seja colocado em causa e, obviamente, NINGUÉM gosta de ser avaliado. A haver uma avaliação, terá de ser uma avaliação SÉRIA e coerente, de forma a que haja igualdade e seriedade no processo. Depois, há a questão das regalias perdidas, e essas meus caros amigos do tipo "ah e tal, eu não percebo nada disso, não sou a favor nem contra os professores e não entendo nada de política", isso prende-se apenas com o estatuto da carreira docente, que também foi alterado, e não com a avaliação.

Tudo isto do professor titular e do director de escola e outras parvoíces que tal, apenas me lembram uma época que foi enterrada com o tal regime ditatorial de Salazar e ainda há muito boa gente que se surpreende quando eu peço um outro Salazar, que nessa altura ainda não havia putos broncos a bater em professores e a ameaçá-los de morte, de pancadaria, de lhe riscar o carro e de vir o bairro todo atrás do desgraçado do professor, não havia a pobreza de espírito que reside neste povo de merda que se demite até da sua própria opinião ("ah e tal, eu não percebo nada de política e isso dos professores não percebo nada") e nem sequer havia a necessidade de se criar um pretexto de se colocar em causa a dignidade, a competência e o profissionalismo de um professor com a falta de educação que não havia (e agora há) em casa das pessoas, pois nessa altura havia ainda RESPEITO de todos por aquela figura que ensinava e se tratava por senhor professor. Já agora, toda a gente sabia ler e escrever com o quarto ano (antiga quarta classe), e hoje em dia nem se sentar sabem, quanto mais saber ler o próprio nome e escrevê-lo no nono ano!

O que esta ministra pretende com este fantástico "sucesso escolar a martelo" é dizer que em Portugal é tudo gente muito bem educada e formada, e à pala disso, os meninos passam todos, mesmo com faltas de assiduidade e faltas de educação. Toda a gente se demite da Educação neste país, quando ela deveria ser tarefa principal dos pais, mas esses, no seu geral, também ganham cada vez pior, trabalham cada vez mais, não têm tempo para os filhos e é uma bola de neve enorme que se cria e tudo sobra para o professor que, ainda por cima, também é gente, tem vida pessoal e filhos para educar e criar! E é este o nacional porreirismo que este Governo Socialista nos habituou: é só facilidades e temos uma educação facilitista que não premia os bons alunos e a excelência. Qual a justiça em passar todos os alunos? Pois, mas os professores são avaliados em função do sucesso escolar dos seus alunos. Imaginem: tenho trinta alunos que são crianças com currículos adaptados, têm lacunas de sociabilização (entenda-se isto como cuspir no chão da sala, chamar nomes aos professores, andar à porrada dentro da sala e recusam-se constantemente a trabalhar) e ainda vou ter de passar estes animais, caso contrário tenho uma má avaliação?!? Onde é que está a justiça neste modelo??

O que ela se esquece é de dizer que no resto da Europa, à qual pertencemos, o modelo de avaliação de desempenho docente não se faz, contrariamente ao que esta ministra afirmou, à equivalência do modelo que ela quis aprovar e defende.





Amanhã, eu vou marcar falta a esta ministra. A este governo. E nunca me soube tão bem, como agora, dizer que sou de Direita. Não se pode obviamente cair no exagero de pedir uma ditadura que obrigue os professores a usar régua e palmatória na cabeça dos meninos e nas palminhas das mãos, mas não se pode fechar os olhos a esta constante libertinagem e falta de valores patrocinados pelo próprio ministério! Tem de existir um equilíbrio e de se restituir o respeito e a dignidade à carreira docente, bem como o próprio estatuto do aluno.





Avaliação de Professores no Mundo / Avaliação de Professores em Portugal

Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático?
Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008).
Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores
semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos
burocrático. Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do
mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que
ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar
para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade
de modelos e de critérios de avaliação no país.

Consultas:

Avaliação de Professores na Alemanha

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.
2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.
3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas.
Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os
alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe
essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13
ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00
ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.
7. Máximo de alunos por turma: 22

Avaliação de Professores na Suíça

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de
escalão.
3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.
5. Máxima de alunos por turma: 22.

Avaliação de Professores na Bélgica

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem
quadros de escola (Professores do quadro).
2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.
3. Avaliação das Escolas.
A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se
o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas
exercem a sua actividade.

Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales

1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos
em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida
em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).
2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação
contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo eos 'avaliadores de 'performance'.

Avaliação de Professores na França

1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.
2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.
3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.

Avaliação dos Professores em Espanha

1.Descentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada 'Comunidade Autonómica' estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.
3. Avaliação.
Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são
feitas com base na antiguidade.

Avaliação de Professores nos EUA

1. Descentralização.. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios
critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de
pagamento.
2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.
3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.

Avaliação de Professores no Chile ( A grande inspiração)

O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) .
Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.
Comparação Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação Chileno

Periodicidade

Portugal:
1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).

Chile:
1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.
2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).
Instrumentos de Avaliação

Portugal:
1. Fichas de auto-avaliação do professor;
2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;
3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;
4. Portefólio do professor
5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;
6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de
avaliação.
7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).
8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de
avaliação).
9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.

Chile:
1. Fichas de Auto-avaliação;
2. Entrevista pelo professor avaliador;
3. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;
4. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos.

Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação

Portugal:
1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.
2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;
3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.
4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;
5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.

Chile:
1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.
2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa
sai da carreira, mas recebe um abono.

domingo, 30 de novembro de 2008

Dan in Real Life







Dan Burns: What don't I understand, Cara? Please, help me out. What is it? Is it frustrating that you can't be with this person? That there's something keeping you apart? That there's something about this person that you can connect with? And whenever you're near this person, you don't know what to say, and you say everything that's in your mind and in your heart, and you know that if you could just be together, that this person would help you become the best possible version of yourself?




Amor à primeira vista.
Tema complicado de se abordar ou até mesmo de se sentir. Na vida "real" é muito difícil entender este conceito, e ainda que o tenhamos vivido ou experimentado, é quase impossível aceitar que seja possível. Vamos de encontro ao conceito de Amor. O dicionário Porto Editora diz o seguinte:


amor
nome masculino

1. sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém
2. sentimento de afecto ou extrema dedicação; apego
3. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; atracção; paixão
4. afecto; inclinação
5. relação amorosa; aventura
6. objecto da afeição
7. adoração; veneração; devoção
8. coloquial pessoa muito simpática.

Quanto às expressões que dizem, de alguma forma, respeito ao "amor":

amor à primeira vista: paixão súbita;
amor carnal: amor físico;
(provérbio) amor com amor se paga: deve retribuir-se um benefício com outro benefício;
amor livre: ligação amorosa que rejeita o vínculo do casamento;
amor platónico: amor puramente espiritual, sem desejo sexual;
fazer amor: ter relações sexuais;
morrer de amor(es) por: estar apaixonado por, gostar muito de;
não morrer de amores por: não simpatizar com, não gostar de;
por amor à arte: por prazer, desinteressadamente;
por amor de: por causa de, em atenção a;
por amor de Deus: por favor, por caridade;
ter amor à pele: não correr riscos desnecessários, ser prudente

(Do lat. amóre-, «id.»)
É quase impossível conceber a ideia de que se pode ter afeição desmesurada por alguém num só primeiro olhar, ou justificar um enorme apego ou desejar o bem dessa pessoa num singular momento. Não falo, obviamente, de atracção sexual. Falo de amor, esse sentimento que nos faz largar tudo, de repensar as nossas palavras, os nossos actos, a nossa atitude, a nossa vida por inteiro. O amor, para ser forte, genuíno, o amor que nos faz cometer loucuras, o amor que nos impele a ser algo mais, sermos melhores, tem de se justificar a si mesmo como algo que se fundamenta, algo que tem uma base sólida, para se poder perpetuar pelo tempo, para se poder dizer ao mundo que temos as nossas razões para amarmos quem amamos.
Tudo isto é muito certo e mais são as histórias de amor que conhecemos baseadas num conhecimento mútuo, em que a amizade é o ponto de partida para algo mais. Ou não. Também há o reverso da medalha das histórias ditas de "amor", em que "ela faz amor enquanto ele fode", e esse é, a mais das vezes, o ponto de partida para outras histórias de amor que também todos conhecemos. Muitas outras vezes, também de desamor, ódios e maus fígados. Não estivéssemos nós no século XXI e não teríamos esta visão cínica dos factos, porque a realidade é essa. Andamos a foder mais do que a fazer amor, mas isto é motivo para outro post.
São poucas ou raras ou inexistentes as histórias de "amor à primeira vista". A verdade é que elas existem. E podem acontecer a toda a gente, quer se acredite ou não. Penso que depende um pouco do grau de carência versus grau de desconfiança que se tem em relação aos outros. Estar receptivo ao próprio amor também é ponto assente, mas também a ansiedade em se ser surpreendido por algo em que se deixou de acreditar. Penso que tal como "os opostos se atraem", também estados de espírito contrários podem criar grandes surpresas. Ou seja, imaginem a pessoa mais descrente, a pessoa mais desiludida com a sua vida amorosa. Esse descrédito, apatia e desilusão podem ser tão maiores como a própria expectativa que interiormente se cria. ou porque já se viveu demasiado e se deu sempre com a cara na porta, ou porque nunca aconteceu e a pessoa deixa de acreditar que pode viver o tal "grande amor". Isto, falando num mar de condições criadas para que isso aconteça. Quanto à "primeira vista" em si... nunca se sabe quando pode acontecer, por quem, ou porque é que acontece. Há quem fale em destino, quem fale em karma, em sorte, em almas gémeas... eu prefiro dizer que é a ironia do caos, uma terrível coincidência, e que isto anda tudo ligado, já dizia o outro. Uma questão de timming. Por vezes, é errado, mas por vezes... o amor acontece assim, à primeira vista.
Ah pois, o filme... é um filme muito bom. Simples, uma comédia romântica de extremo bom-gosto, mais não seja pela fotografia e pela banda sonora. Bom para se ver no Natal.

sábado, 29 de novembro de 2008

Descubra as diferenças I

Nova rubrica aqui no tasco.


É daquelas coisas que... estou em casa ou a conduzir ou a ler ou na casa-de-banho e de repente... elàs! Vem-me assim algo à cabeça digno de ser registado: as semelhanças que determinadas pessoas (figuras públicas ou não) possam eventualmente ter.


Acho que ninguém vai escapar.
Estas duas, por exemplo: a Janice da série Friends ("Oh MYYY GOOOOOD!!!!") e a Amy Winehouse.




terça-feira, 25 de novembro de 2008

Natal II


Pois é, caros amigos e leitores, antes de mais, devo elucidar-vos de que tive uma preciosa descoberta enquanto fazia a minha pesquisazinha para fazer este post, mas, não havendo bela sem senão, ainda estou chocada com aquilo que o Google é capaz de nos mostrar. Imagens reais. Já lá iremos, claro. A boa surpresa foi este Blog.

Natal. Pois é. Para além de ter alterado a cor de fundo e a música deste Psicologias da Treta (para algo alusivo à época), lembrei-me daquele tema que fazia as delícias da minha irmã mais velha (bem como dos irmãos mais velhos de alguém, na época), aqui há umas décadas atrás, sendo mais precisa, há duas décadas atrás. Corria o Natal de 1984 e no gira-discos de 45 rotações lá de casa, corria um tema duma banda (de dois membros?) actualmente extinta, de seu nome "Last Christmas". A banda, essa, são os sobejamente conhecidos Wham. Ora lembrei-me de fazer este post em homenagem ao outro gajo do qual ninguém sabe o nome, dado que o nosso amigo George Michael é bastante conhecido e dispensa publicidade. Acredito que nem mesmo a minha irmã sabe o nome do outro gajo que passou a ser conhecido por "o outro gajo dos Wham". Incrivelmente, existe um "o outro gajo dos Wham" no mundo Blogger, cujo Blog indiquei antes. É um bom Blog.

Venho fazer justiça a esse grande senhor, cujo nome é desconhecido pelo público em geral, o qual presenteou-nos com um tema que inferniza as nossas vidas desde 1984, todos os Natais, nas rádios de (aposto) todo o Mundo: o outro gajo dos Wham chama-se Andrew Ridgeley. É isso mesmo, amigos: ANDREW RIDGELEY. Com este nome, ninguém se admira do gajo ser conhecido por "o outro gajo dos Wham".

Mais fantástico do que George Michael se ter tornado famosíssimo, é nunca mais termos ouvido sequer falar do gajo, mas depois de ter visto esta imagem (da qual ainda estou a recuperar) compreendo as razões do suposto "desaparecimento". Mais fantástico ainda, é milhões de fãs histéricas de hormonas aos saltos (como a minha então adolescente irmã) nunca se terem rendido às evidências, e se terem apercebido daquilo que até o meu pai já constatava na altura: "estes gajos de brinquinho... eh!..."






*estou a considerar seriamente alterar a musiquinha natalícia para aquele familiar "last christmas I gave you my heart....." Aqui fica, para os mais nostálgicos:








segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sexta, Sábado e Domingo





"Amo-te"








Último concerto do ciclo de cinco concertos dedicados à integral das Sinfonias de Beethoven na sua transcrição para piano a quatro mãos. Foram solistas desta série de cinco concertos os pianistas António Rosado e Alexei Eremine, com os comentários do compositor Alexandre Delgado.

O Ciclo Opus Beethoven é uma produção do Teatro Nacional São Carlos www.saocarlos.pt

Programa

Sinfonia n.º 9 em Ré menor, op. 125
Allegro ma non troppo e un poco maestoso
Molto vivace
Adagio molto e cantabile
Finale: Presto. Allegro assai





NO CENTRO DO UNIVERSO
As Nove Sinfonias de Beethoven


Nada se compara, no domínio orquestral, ao fascínio exercido pelas nove sinfonias de Beethoven. A carga mítica que adquiriram desde o século XIX colocou-as no centro do universo da música clássica, da qual se tornaram quase sinónimo. Tal como os quartetos ou as sonatas para piano do compositor, são pedra de toque de toda a evolução posterior do respectivo género.

Donde vem esse fascínio, esse impacto universal? Depois das 106 sinfonias de Haydn, das 49 sinfonias de Mozart, a diferença começa pelo número: o facto de serem apenas nove torna cada uma delas muito especial, com vida e personalidade próprias.

Na 1.ª Sinfonia (1800) o compositor emulou e homenageou os modelos de Haydn e Mozart ao mesmo tempo que já revelava a centelha do génio. Menos célebre que as suas irmãs, a 2.ª Sinfonia (1802) é um elo vital para a Eroica e oferece um vínculo subterrâneo com futura 9.ª Sinfonia, tendo como andamento lento um dos momentos máximos da produção beethoveniana.

A 3.ª Sinfonia, Eroica (1804), foi um ponto de viragem da história da música: a celebração do heroísmo e da capacidade de transcender as amarras da condição humana são indissociáveis da coragem com que o próprio Beethoven enfrentou a sua tragédia pessoal, numa obra que rompe os diques de todas as formas instrumentais conhecidas. Obedecendo à célebre dicotomia entre sinfonias pares e ímpares, a 4.ª Sinfonia (1806) oferece um contraste absoluto em relação à explosão prometeica da 3.ª, representando uma acalmia e um regresso a proporções mais clássicas.

A 5.ª Sinfonia (1808) inspirou em 1810 uma crítica de E. T. A. Hoffmann que foi um dos marcos definidores do Romantismo. Exemplo máximo da integração da forma procurada por Beethoven, a obra foi a matriz do conceito de «construção cíclica», enquanto sinfonia unificada por uma «célula primordial». Depois da dimensão trágica e avassaladora da 5.ª, a 6.ª Sinfonia, Pastoral (1808) representa o retorno à vida e uma reconciliação apolínea com a natureza. Embora o compositor visse nela «mais expressão de sentimento do que pintura», a obra foi um dos principais modelos da tendência programática ou descritiva típica do século XIX.

Por contraste com o idílio melodioso da 6.ª, a gigantesca 7.ª Sinfonia (1812) oferece o primado do ritmo na sua dimensão mais orgiástica, que levou Wagner a defini-la como «Apoteose da Dança». Já na 8.ª (1812), a mais breve das suas sinfonias, Beethoven explorou o conceito específico de «pulsação»: é usual associar essa sinfonia, uma das mais bem dispostas do compositor, ao nome de Mälzel, o inventor do metrónomo.

A 9.ª Sinfonia (1823) é a obra-súmula, o coroar dum périplo que exigiu um período de gestação de várias décadas. Congregando todos os estilos e todos os géneros, do sinfónico ao vocal, do religioso ao profano, do erudito ao popular, é a Sinfonia que abriu a porta à voz humana para exprimir uma mensagem de fraternidade universal.

Nestes cinco concertos temos a oportunidade rara de ouvir as nove sinfonias de Beethoven na excelente transcrição para piano a quatro mãos realizada por Alfredo Casella (1883-1947), um dos mais importantes compositores italianos do período entre as duas guerras: uma perspectiva diferente para apreciar uma das mais extraordinárias criações do génio humano.

Alexandre Delgado






"You think it is over, but the games have just begun. "

domingo, 23 de novembro de 2008

Coitada da Lucy! (sim, isto É uma ironia)

No outro dia, ouvi uma conversa entre colegas de trabalho em que discutiam as reduzidas vestes da Lucy. Perguntei:

" - quem é a Lucy?"
" - a Luciana Abreu, pá!"
" - A Floribesta?"
" - Essa, sim... agora tem um programa para crianças que mais parece um programa para adultos XXXX..."


Pois eu acho que é uma injustiça! (ironia nº 1) Então a rapariga já não pode usar aqueles vestidinhos que os miúdos até gostam e tudo?!? (ironia nº 2) Aqui há uns anos ninguém criticava a Ana Malhoa naquele programa da Vacareré (ironia nº 3), o Buéreré, que também usava uma indumentária assim a dar para o arejado, e agora arranjam sempre maneira de chatear a pobrezinha (ironia nº 4) da ex-Flor? Sim, que ela é uma flor, uma menina que sustenta a família, não teve um pai rico e famoso como a Ana Malhoa! (ironia nº 5) Até andam a investigar aquilo que a rapariga ganha com o suor do seu trabalho, parece mentira! (ironia nº 6) Logo ela, que até é amiga do nosso Cristiano Ronaldo!...

Ora vejam as imagens (a tragédia, o horror) e descubram as diferenças/semelhanças.









A opinião do Dr House sobre a ex-Floribela, agora Lucy:


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Ministra e o Cozinheiro





Dois temas chamaram a minha atenção na semana passada: uma ministra e um cozinheiro.

Todos vimos, de novo, mais de 100 mil professores na rua. Não é preciso dizer nada, bastaria ver a manifestação para se concluir que é urgente tomar medidas. Não é possível continuar na mesma: mesmo que os professores não tenham razão, algo necessita ser feito. Nenhum comentário crítico aos docentes resiste à demonstração de que o descontentamento atingiu grandes proporções: o conjunto dos professores andará por 140 mil, nada se fará nas escolas com tão grande oposição às políticas do Ministério da Educação (ME).
Escrevo no domingo 9, logo a seguir à manifestação. Confesso-me perplexo perante os comentários da ministra. Só os entendo como revelação pública de que não sabe o que se passa nas escolas, algo muito grave para o cargo que ocupa. Basta falar com professores em qualquer estabelecimento de ensino para sentir de imediato o mal-estar docente: quem ignora esse facto distorce a realidade. A avaliação não só introduz burocracia (não é verdade que se limita só a um formulário, este é apenas a primeira fase do processo), como também fomenta problemas interpessoais entre professores. Bastaria a injustiça do concurso para titulares (organizado a partir de uma avaliação que não teve em conta toda a carreira) para a pôr em causa, mas há mais: como há departamentos que englobam várias disciplinas, temos professores de Educação Musical, por exemplo, a avaliar colegas de Educação Física! A questão é: quem avalia quem. E, acima de tudo, há que dizer bem alto que a avaliação, embora necessária, nunca deveria ter sido uma prioridade: foi um erro tê-la tornado urgente, em vez de conquistar os professores para a mudança, dando-lhes melhores condições de trabalho para todas as dificuldades que enfrentam na sala de aula.
Outros comentários do ME são ainda mais surpreendentes: desde a frase que as manifestações são feitas para "intimidar" os colegas que apoiam o ME (não se vê onde estão...), até ao discurso paternalista sobre os estudantes, que "precisariam" de uma manifestação por ano, como se os nossos jovens não tivessem cabeça para pensar!
Em 16 de Março escrevi aqui, sob o título "E agora?": "... o impasse a que se chegou merece medidas concretas... como em qualquer conflito grave, é necessária uma mediação... se tudo continuar como até aqui, o clima escolar sofrerá progressiva deterioração..." Meses depois, é o que se vê. Esperemos que, quando me lerem agora, algo tenha mudado.
Saí da angústia da educação para me encantar com o jovem cozinheiro Jamie Oliver, o britânico "Ministro da Comida". Ao contrário da nossa ministra, que só fala com os conselhos executivos (CE) e com os sindicatos, Oliver fala com todos: pais, alunos, professores, fornecedores de alimentos. Vai com os estudantes comprar os ingredientes e ensina-os a cozinhar, demonstrando como comer bem pode dar prazer e não engordar. Tem lá a televisão e publica livros, pois claro: já todos perceberam que é através do learning by doing que se obtêm resultados. Oliver compreendeu que muitos ingleses não sabem cozinhar, ou intuiu que o individualismo e a pressa dos nossos dias conduzem à comida rápida e à falta de convívio outrora possível na preparação e na ingestão de uma refeição partilhada. Ao contrário do que muitos pensam, Oliver sustenta que a obesidade não está só ligada à pobreza, mas também se relaciona com o estilo de vida e com a falta de conhecimentos sobre os alimentos e a maneira de os utilizar: por isso e de uma forma prática, foi direito ao assunto, sem perder tempo com grelhas de avaliação.
Como eu gostaria que a nossa ministra, sem um séquito de assessores e com tempo, parasse nas escolas a ouvir os professores: escutaria então os protestos ordeiros de tantos "bons" professores que diz defender e ouviria também como o famigerado Estatuto do Aluno até impede que estudantes doentes possam fazer uma psicoterapia prolongada (essencial para o seu sucesso escolar!), porque a simples justificação da falta por parte do técnico de Saúde Mental esbarra com a burocracia do ME: e não nos salvam os CE, que dizem nada poder fazer, porque o ME não distingue faltas justificadas das injustificadas!
Ao que chegámos, nas nossas escolas.



Daniel Sampaio, in Pública

Da opinião pública ou da importância de se ser do Contra

"Ainda tenho esperança que os professores queiram ser avaliados e que o problema de facto seja apenas a forma como se decidiu que seria feito!
A verdade é que esta classezinha (sim, ao longo dos tempos esta classe foi ficando "pequenina"!) parece não apresentar alternativas, mas apenas contestar.

Infelizmente, e com algum desgosto por já ter sido um deles, sei que muitos morrem de medo e perdem o sono só de pensar que possam ser avaliados! É sinal de consciência, conheço uma professora de português que não sabe distinguir entre "há" e "à" - é normal que perca o sono. Era fazer uma razia e passar esta gente a pente fino. Mas podia começar-se por avaliar as Escolas Superiores de Educação de onde saem estes génios (e as universidades também) para percebermos como se forma um professor de Língua Portuguesa que não sabe regras básicas da sua língua materna!
Há aí muito professor que gosta do ensino mas já não quer dar aulas. Ponham esses a candidatar-se a avaliadores apenas e só, para que todos tenham tempo de fazer o seu trabalho.
Antigamente havia inspectores que apareciam nas escolas sem avisar. Parece-me que podia ser uma boa alternativa! Cena de ditadura?... Talvez, se calhar uma ditadurazita fazia melhor a esta cambada que esta democracia!
E já me alonguei muito..."

Nota: este comentário está assinalado e linkado para a gaveta onde normalmente etiqueto e "arrumo" esta malta porreira de pêlo na venta. Sim, eu sou daquelas que rotula. Obrigada.





Acabei de ler este comentário a um post num Blog dum gajo que diz que não sabe muito bem como é que foi avaliado enquanto aluno. Pelo teor do dito post, a mim parece-me que o senhor gajo dono do Blog está de acordo com o método de avaliação imposto por este Governo Sócrates, ainda que reconheça que não está por dentro do assunto.

Este comentário que transcrevi é duma senhora gaja.

Coloquei a etiqueta "este é o meu novo eu" porque o meu "velho eu" já teria mandado àquela partezinha (sim, no diminutivo). Tipo à merda, estão a ver?

Ora bem, a mim, que só me pronuncio passionalmente a favor ou contra algo que conheça a fundo, ou que me diga respeito directa e pessoalmente, faz-me espécie este tipo de comentário furioso, pejado de emoções fortes, bem ao estilo de varina de mercado (depois assumem-se como urbano-depressivos ou coisas assim meio forinhas), incompreensivelmente pueril, na medida em que as pessoas até têm uma certa idade, mas assumem, infelizmente, os ignorantes que são e o quão triste é pertencer a uma geração que fala muito bem de cor e em repeat mode da merda que têm em casa e dos disparates que os papás dizem. Normalmente o que move este tipo de atitude do CONTRA só porque é cool remar contra a maré, é uma profunda frustração em relação aos seus próprios empregos: ou porque ganham mal, não se aguentam com o ordenado ao fim do mês, ou vivem em casa dos paizinhos e não têm jeitinho nenhum para as coisinhas que fazem a que chamam emprego/ocupação/whatever. Uma coisa é certa: existe demasiado ódio neste tipo de discursos e pior: falam em praça pública do que desconhecem.

No outro dia ouvi um comentário de um senhor que dizia que por cada voto de um professor que este Governo PS perde, ganha mais três da população. Dá que pensar: então mas os professores não fazem parte da população? E não seria melhor que fossem ler os estatutos ou, sei lá, ler a legislação(?) assim só naquela de se informarem antes de dizerem disparates? E realmente a fazer as contas, não existirá praticamente mais nenhum partido político a não ser o Socialista em quem votar. Com tanto voto!!! Até porque a única questão com que o povo se debate é estar CONTRA os professores! Mais nada interessa! Sim senhor! Ah valente! Finalmente um partido interessado em varrer essa escória da sociedade, esses bandidos, essa gentinha, esses nojentos professores! Patifes pá...

Uma coisa é certa, e para que se saiba, pois este Blog é público e serve muita gente que, ao contrário das minhas opiniões, pode ter uma opinião errada e infundada por acreditar em parvoíces de gente frustrada e ignorante deste tipo: sempre houve avaliação nas escolas. Os tais inspectores que a rapariguinha cita continuam a visitar as escolas por diversos momentos ao longo do ano lectivo, os quais constituem aquilo que se designa por inspecção pedagógica. Todos os professores sempre foram avaliados. E sempre hão-de ser.

Levanto uma questão: se isto é assim tão errado e se os professores aos olhos de muito boa gente são uns calões do caraças, será que são TODOS??? É que de entre mais de 120 mil que protestam, os que restam são muito poucos... será esta classe assim tão pouco profissional e baldas? Serão assim tão incompetentes?


Já a minha avó dizia: cada um nasce para o que nasce. Importante é gostar daquilo que se faz. Eu faço a minha parte, adoro fazer o que faço, acima de tudo, e gostava de ver toda a gente feliz a fazer aquilo que melhor sabe fazer. Claro que uns há que não têm jeito para fazer nada, nem nasceram com um talento especial, mas claro que esses são aqueles que não sabem sequer o que é que cá andam a fazer.


Há coisas que me fazem sorrir por dentro. A ignorância dos outros, por exemplo. Um pouco como o Toy, no fundo....

What can I possibly say?...

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